<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702</id><updated>2012-02-16T07:54:26.333-08:00</updated><title type='text'>IPCB Paulista</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-6093983962012193476</id><published>2011-08-17T07:13:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T07:14:31.857-07:00</updated><title type='text'>Senciência Animal e os filhos de Deus</title><content type='html'>Por definição seciência é a capacidade de sofrer, sentir prazer ou felicidade. Por causa desta conceituação a partir de 1997 percebeu-se que o conceito da saciência deveria ser aplicado aos animais.&lt;br /&gt;Quando olhamos as Escrituras veterotestamentária vemos esta preocupação patente no Texto Sagrado.&lt;br /&gt;Quando olhamos as Escrituras Sagradas temos diretrizes que nos põem na obrigação de cuidarmos da criação do Nosso Deus. Quando o Senhor Deus criou todas as coisas deu ao homem a seguinte ordem:  Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Gênesis 1.26&lt;br /&gt;No texto temos uma comparação: o “modus operandi” do domínio do homem deveria ser como o de Deus. É lógico que não em extensão e nem poder. Todavia, Deus deu ao homem esta possibilidade de dominar. Isto numa perspectiva pactual corresponde ao conceito da vice gerência.&lt;br /&gt;Observe que no primeiro momento deste domínio não estava incluso a utilização da carne animal para consumo: Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.  28 E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.  29 E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento. Gênesis 1. 27-29. &lt;br /&gt;Vindo a ser permitida só na aliança noetica ou noatica: Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora.  4 Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis. Gênesis 9. 3-4.&lt;br /&gt;A pergunta que devemos responder é esta: Por que devemos cuidar dos animais?&lt;br /&gt;A Escritura nos revela que é nossa obrigação pactual.&lt;br /&gt;Será que as Escrituras veterotestamentaria estabelecem algum padrão de conduta que os tementes a Deus devem ter com seus animais? &lt;br /&gt;Nos 10 mandamentos especificamente o quarto temos a proibição que no dia descanso o animal trabalhasse: Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.  9 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra.  10 Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro;  11 porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou. Êxodo 20. 8-11. &lt;br /&gt;Observe que o motivo para seu descanso é o mesmo que se baseia o descanso do homem: o fato do Senhor ter descansado. Entretanto, sabemos que o Senhor não se cansa, isto Ele fez para que servisse de exemplo para o homem e seus animais. Percebemos então que o Senhor não trata os animais como coisas e sim como seres vivos que precisam de descanso.&lt;br /&gt;A sabedoria judaica atinava para a vida de seus animais, vejam o que a Escritura diz a respeito de Salomão: Discorreu sobre todas as plantas, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que brota do muro; também falou dos animais e das aves, dos répteis e dos peixes. I Reis 4.33.&lt;br /&gt;Nos Salmos temos a preocupação do Senhor para com sua criação: Tu fazes rebentar fontes no vale, cujas águas correm entre os montes;  11 dão de beber a todos os animais do campo; os jumentos selvagens matam a sua sede.  12 Junto delas têm as aves do céu o seu pouso e, por entre a ramagem, desferem o seu canto.  13 Do alto de tua morada, regas os montes; a terra farta-se do fruto de tuas obras.  14 Fazes crescer a relva para os animais e as plantas, para o serviço do homem, de sorte que da terra tire o seu pão... Salmo 104. 10-14 e nos versos 21 e 22 do mesmo capítulo o Texto Sagrado nos traz as seguintes informações: Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o sustento;  22 em vindo o sol, eles se recolhem e se acomodam nos seus covis.&lt;br /&gt;No Livro de Provérbios que reflete a literatura sapiencial de Israel nos é dito o seguinte: O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel. Provérbios 12.10. Ora, nada mais lógico, somos os vice gerentes de Deus, fomos encarregados de cuidarmos da terra, de administrá-la. Atentar para a vida dos animais pressupõe cuidado. E isto se deve ao fato dos animais não serem coisas. Lembremos que as Escrituras dizem que eles possuem alma: Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade. Eclesiastes 3.19. Ora, não é por causa do fôlego de vida que reside em nós que temos capacidade de sentirmos: prazer, felicidade e dor?  Se nosso fôlego de vida for tirado, será que teríamos capacidade de sentirmos estas coisas? È lógico que não! Então o mesmo raciocínio serve para os animais.&lt;br /&gt;E só pra corroborar isto veja o que as Escrituras dizem: A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus.  20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou,  21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.  22 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.  23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. Romanos 8. 19-23.&lt;br /&gt;Se aceitamos as Escrituras por Palavra de Deus e autoritativa em nossas vidas, não pode haver entre nós que maltrate animais. Pois isto é de forma clara conduta ímpia e contraria àquilo que Deus requer de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev. Jaziel C. Cunha&lt;br /&gt;Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil&lt;br /&gt;Congregações de Arthur Lundgren I, Pau Amarelo (ambas em Paulista) e em Prazeres (Jaboatão) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-6093983962012193476?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/6093983962012193476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=6093983962012193476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/6093983962012193476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/6093983962012193476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2011/08/senciencia-animal-e-os-filhos-de-deus.html' title='Senciência Animal e os filhos de Deus'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-2360438936029127835</id><published>2010-12-07T08:24:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T08:28:21.767-08:00</updated><title type='text'>Introdução ao Estudo sobre o Reino de Deus II</title><content type='html'>No artigo anterior vimos à questão dos elementos do Reino e sua manutenção. Veremos agora a questão do propósito.&lt;br /&gt;Por propósito, compreendemos a finalidade da existência do Reino. Por que Deus criou as coisas? Será que Ele necessitava criar alguma coisa? Será que o relacionamento que as Pessoas da Santíssima Trindade tinham não era suficiente em si mesmo? Será que o seu relacionamento estava comprometido? Será que uma das Pessoas precisava gerar para se auto-afirmar?&lt;br /&gt;A resposta a todas estas perguntas é um sonoro: Não!&lt;br /&gt;A Santíssima Trindade cria por um ato de amor. Esta relação que a Santíssima Trindade tem com a criação se manifesta num ato pericorético .  &lt;br /&gt;Na criação Cada Pessoa da Santíssima Trindade está envolvida.&lt;br /&gt;O propósito da criação faz parte de um propósito teleológico, ou seja, um propósito bem definido com um fim em vista. A história caminha para um fim. E para que houvesse história, era necessário haver um palco para que o enredo se realizasse.&lt;br /&gt;Neste palco A Santíssima Trindade manifesta seus propósitos.&lt;br /&gt;Van Gruningem destaca três propósitos: “modelos e leis; maravilhas e mistérios da vida; um lar aconchegante para o ápice da criação com trabalho e descanso” &lt;br /&gt;Por modelos e leis queremos enfatizar toda a sorte de leis e modelos que regem todos os elementos do Reino e toda a vida que existe nestes elementos e que deles dependem. As leis que proporcionam descobertas fantásticas na humanidade, não são leis que foram criadas pelo homem. Mas, são leis pré-estabelecidas pelo próprio Deus. E se o homem tem algum êxito nas descobertas que tanto impressiona, isto é decorrente da sabedoria de Deus em estabelecer estas leis no Reino, garantindo-lhe sua funcionalidade e seu experimento, possibilitando repetição para averiguação da determinada lei. A grandiosidade e sabedoria de Deus residem nisto. Aquilo que em épocas passadas era considerado ficção, hoje é real e palpável. E só foi executada porque os homens, mesmo que não percebam a mão do Criador, seguem os modelos de leis que o Criador estabeleceu. Por eles terem seguidos estas leis, podem ter certeza que os resultados serão atingidos.  Aquilo que nós chamamos de milagres, nada mais é, do que a atuação que o Senhor tem sobre estes modelos e leis, onde Ele por ter todo o conhecimento de execução realiza as coisas. Demonstrando controle total sobre tudo. Estes modelos e leis são necessários para que o mandato cultural possa ser desenvolvido.&lt;br /&gt;Além dos modelos e leis estabelecidos pelo Criador, outro propósito é demonstrar maravilhas e mistérios da vida. Este segundo propósito está relacionado de forma muito direta com o primeiro. As maravilhas e mistérios só são manifestos, justamente por existirem modelos e leis que possibilitam o aparecimento destas maravilhas e mistérios. O Senhor gerou uma complexidade de vida animal, vegetal e marinha incrível. Toda esta biodiversidade existe como manifestação das maravilhas da vida. Faz parte do mandato cultural do homem tomar conta e proteger esta diversidade. A destruição desta biodiversidade corresponde a uma completa abdicação e renegação da função do homem como vice-gerente na execução do mandato cultural. As pessoas que contemplam a criação e percebem nela todo o mistério que ela exala.. Sua complexidade. Deveriam exclamar juntamente com as Escrituras: Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Salmo 19.1&lt;br /&gt;O último propósito da criação do Reino seria providenciar um lar aconchegante com trabalho e descanso para o ápice da criação. Neste ponto queria ir um pouco mais além do que foi proposto por Van Gruningem, prefiro pensar que além de ser um lar para o vice-gerente juntamente com sua esposa. O Reino também é um lar para toda a criação animal, vegetal e marinha que o Senhor criou e pôs o homem como guardador delas. &lt;br /&gt;Creio que vendo desta perspectiva, a obrigação do homem fica realçada. O homem não tem o direito de explorar o lar de qualquer forma. Pois não é somente seu lar. E sim de todas as outras formas de vida que o Senhor criou.&lt;br /&gt;Van Gruningem destacou a questão do trabalho e do descanso. O trabalho do homem está relacionado ao mandato cultural&lt;br /&gt; Qual a finalidade do mandato cultural?&lt;br /&gt; O mandato cultural é representado pelo comércio, artes, trabalho, tecnologia, escola, etc. &lt;br /&gt;Sua finalidade é o desenvolvimento, a exploração da terra. Mas, exploração consciente, e a isto, o próprio texto de Gn 2.15 limita. A expressão  Hr"(m.v'l.W ( e para ela “ele” governar). Tem um profundo significado, segundo o DIT a raiz básica é a de “exercer grande poder sobre”  o DIT também fala de um desdobramento, que para o nosso texto, tem uma aplicação mais especifica, “tomar conta de , guardar. Isso envolve manter, ou cuidar de coisas, tais como um jardim” .&lt;br /&gt;Como posso cuidar do jardim, se destruí-lo?&lt;br /&gt;O Senhor me criou tanto para dominar a criação, mas também perceber que depende dela. Tenho uma relação intima com este palco. Fui formado de um de seus elementos, ou seja, da terra. Alimento-me daquilo que ela me dá e de animais que também dependem dela para viver. Tenho necessidade vital de outro elemento à água. Sem este elemento que faz parte do Reino como poderia viver? Desta forma, quando polui as águas, estou atentando contra minha própria existência e de toda a criação que o Senhor me chamou para proteger.&lt;br /&gt;Outro aspecto importante é a questão do descanso&lt;br /&gt;O homem foi criado no sexto dia, e a primeira coisa que esse homem fez no seu primeiro dia de vida, depois de criado, foi o descanso, e isto tem uma aplicação teológica entre a relação trabalho X descanso. Wolff diz o seguinte:&lt;br /&gt;Por conseguinte, o dia de repouso se destina a lembrar ao ser humano que ele foi posto em um mundo provido abundantemente de tudo que é necessário e de muitas coisas belas. As palavras recordam o primeiro relato da criação (Gn 2. 1-3) o qual descreve, em seu estilo arcaico, que o primeiro dia da vida do se humano foi o grande dia do repouso &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Qual o ensinamento disto?&lt;br /&gt; Mostrar ao homem que ele deve depender do Criador, todo trabalho já foi terminado, o trabalho do homem é a manutenção, o cultivo, a guarda. Diga-se de passagem, que o Criador não depende do homem para manutenção de sua obra, pois como o texto de Hebreus nos informa é Jesus o Grande Sustentador de tudo (Hb 1.3). O homem como vice regente da criação, governa a criação de Deus, e faz isto, por um ato de condescendência do Criador, de sorte, que Deus quis ensinar que Ele é provedor de tudo e que o homem precisa descansa Nele.&lt;br /&gt; As Escrituras lembram ao homem esta sua limitação, mesmo falando contra a preguiça em textos como Pv. 6. 6-11; 26. 13-16. Ela de forma antitética também diz que O Senhor dá os seus enquanto dormem Sl 127.2. Então temos duas situações:&lt;br /&gt;a- O Homem deve trabalhar&lt;br /&gt;b- Mas o fruto do trabalho provém do Senhor&lt;br /&gt; Desta forma, estabelecemos a relação entre trabalho e descanso, o trabalho visa à glória de Deus, pois é sua ordem, dada na criação, o descanso também é ordem sua, e também visa a sua glória, pois no descanso, o homem percebe que tudo que ele pode fazer, não terá resultados esperados, se o Senhor não lhe der. Então a graça reside em trabalhar e poder descansar.&lt;br /&gt; Wolff faz o seguinte comentário:&lt;br /&gt;A superanbudância tira o descanso do mesmo modo que o zelo demasiado (...). O sono bom se torna o fator distintivo do ser humano que vive no ritmo das dádivas e dos chamamentos de Javé. No descanso se mostra a arte de viver, isto é, aquela sabedoria cuja peça mestra é o temos de Javé. Ela sabe que a futilidade do esforço baldado dos fanáticos por trabalho foi definitivamente substituído pela graticidade da dádiva de Javé durante o sono.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Reino manifesta estes propósitos e como vice-gerentes regenerados capazes de cumprir o mandato espiritual temos que ter consciência que a compreensão da relação minha com o Reino de Deus também é culto a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;Pericorese trata da comunhão entre as Pessoas da Santíssima Trindade e de um movimento de amor e graça para com toda a criação.&lt;br /&gt;GRONINGEN, Gerard Van. Criação e Consumação Vol. I. São Paulo-SP: Cultura Cristã, 2006 p 62 e 63&lt;br /&gt;HARRIS, Laird R. JR, Gleason L. Archer. WALTKE, Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo-SP: VIDA NOVA, 2005p. 1587&lt;br /&gt;Id. Ibid., p. 1588&lt;br /&gt;WOLFF, Hans Walter. Antropologia do Antigo Testamento. São Paulo-SP: HAGNOS, 2008. p. 20&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev. Jaziel C.Cunha&lt;br /&gt;Congregações Presbiterianas Conservadoras de Paulista e Prazeres (Jaboatão dos Guararapes)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-2360438936029127835?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/2360438936029127835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=2360438936029127835' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/2360438936029127835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/2360438936029127835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/12/introducao-ao-estudo-sobre-o-reino-de.html' title='Introdução ao Estudo sobre o Reino de Deus II'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-8950881039152428626</id><published>2010-12-07T08:21:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T08:23:20.999-08:00</updated><title type='text'>Introdução ao Estudo do Reino</title><content type='html'>No Livro dos salmos no cap. 103 v 19 temos uma declaração sobre a existência do Reino. Quem está no comando e na extensão deste domínio.  &lt;br /&gt;O texto diz: &lt;br /&gt;Yahweh nos céus fez estabelecer seu trono e seu reino em tudo reina&lt;br /&gt;Temos o agente: Yahweh&lt;br /&gt;Temos o local: Nos céus&lt;br /&gt;Temos a extensão: Em tudo&lt;br /&gt;Existem outras referências Sl. 93. 1-2;  Sl 145.1;13&lt;br /&gt;Van Gruningem fala dos quatro aspectos do Reino cósmico: Natureza do Reino Cósmico, Manutenção do Reino Cósmico, Propósito do Reino Cósmico e Consumação do Reino Cósmico .&lt;br /&gt;Definindo o que consistia o cosmos, Van Gruningem diz o seguinte “o cosmos consistia de luz, céu, mares e terra seca” &lt;br /&gt;Deus estabeleceu o homem e a mulher como vice-gerente. Faz parte da extensão do domínio, sua finalidade é o desenvolvimento, a exploração da terra. Mas, exploração consciente, e a isto, o próprio texto de Gn 2.15 limita. A expressão  Hr"(m.v'l.W ( e para ela “ele” governar). Tem um profundo significado, segundo o DIT a raiz básica é a de “exercer grande poder sobre”  o DIT também fala de um desdobramento, que para o nosso texto, tem uma aplicação mais especifica, “tomar conta de , guardar. Isso envolve manter, ou cuidar de coisas, tais como um jardim” .&lt;br /&gt;Este reino é mantido pelo próprio Deus, esta manutenção recebe o nome preservação providencial de Deus. Herber campos traz falando a respeito da preservação providencial de Deus traz a seguinte definição: “aquela obra contínua de Deus pela qual Ele mantém as coisas que criou, junto com as propriedades e poderes com as quais Ele as capacitou”  &lt;br /&gt;Por esta definição percebemos que o homem só pode transformar a matéria existente por permissão de Deus. Os elementos: mar, céu, terra e luz desde o inicio já demonstravam capacidade de ser “habitat” para as mais variadas formas de vidas: vegetal, animal, marinha, humana e angelical. Esta capacidade é dada pelo próprio Deus e sustentada pelo Espírito Santo Hb. 1.3; Sl. 104 24-31; Jr 5.24. Van Gruningem sobre isto diz o seguinte: &lt;br /&gt;A criação é o reino cósmico de Deus. É o domínio totalmente abrangente de Deus dentro do qual Ele deu autoridade aos homens e às mulheres em submissão a Ele; por causa disso, reinos humanos poderiam se desenvolver e se desenvolveram.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os elementos que constituem o cosmo possuem suas próprias leis e o homem só chega a um resultado positivo quando essas leis são obedecidas. Para que haja geração de seres humanos pressupõe que haja relacionamento sexual, que ambos sejam férteis, e que no período da gestação tudo ocorra bem. Se parássemos ai, certamente cairíamos no erro deísta. Além das leis pré-estabelecias pelo próprio Deus quando as criou. O Espírito mantém a funcionalidade do cosmos, pois também é verdade que às vezes a vida humana é gerada mesmo quando as leis já mencionadas para a geração não existem. Ex: Nascimento do Cristo, não houve a relação sexual. As forças do cosmo só funcionam por causa do Espírito Santo. Van Groningem diz o seguinte:&lt;br /&gt;Como Deus governa seu reino cósmico de acordo com sua vontade, e como o Espírito está continuamente presente e realiza sua função mantenedora, os aspectos e forças do cosmos funcionam, continuamente, de acordo com suas naturezas divinamente determinadas   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No prefacio do livro Ensaios de Teodicéia, Leibniz diz o seguinte:&lt;br /&gt;As perfeições de Deus são aquelas de nossas almas, mas, Ele as possui em ilimitada medida; Ele é um oceano, do qual apenas gotas nos são concedidas; há, em nós, algum poder, algum conhecimento, alguma bondade, mas, em Deus estão em sua inteireza. Ordem, proporções, harmonia nos encantam; (...) Deus é todo ordem; Ele sempre mantém a verdade das proporções, Ele torna a harmonia universal; toda beleza é uma efusão de Seus raios  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda do homem trouxe distúrbios ao modo operante do reino. Entretanto, como diz Van Groningem “os efeitos da queda não alteraram o modo básico e fundamental em que Deus mantém seu reino cósmico”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev. Jaziel C. Cunha&lt;br /&gt;Congregações Presbiterianas Conservadoras em Paulista e Prazeres (Jaboatão dos Guararapes)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-8950881039152428626?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/8950881039152428626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=8950881039152428626' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/8950881039152428626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/8950881039152428626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/12/introducao-ao-estudo-do-reino.html' title='Introdução ao Estudo do Reino'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-4795274006807520742</id><published>2010-08-15T18:54:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T18:55:15.652-07:00</updated><title type='text'>Sobre Evangelização...</title><content type='html'>Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? Romanos 10.14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato que Deus fala através dos seus dois livros. A Criação e as Escrituras. Entretanto, só um mostra o caminho da salvação. As Escrituras. Pois falam a respeito de Jesus o Cristo.&lt;br /&gt;Um conhecimento verdadeiro deveria produzir atitudes coerentes. Todavia, infelizmente não é isto que sempre se verifica. Por exemplo: a doutrina da eleição deveria produzir crentes com fervor evangelístico. Mas, infelizmente o que vemos hoje em dia é um tipo de confessionalidade estéril.&lt;br /&gt;O entendimento sobre a evangelização precisa ser coerente com os ditames bíblicos. As Escrituras não autorizam um trabalho pela metade. Hoje em dia existem várias agências missionárias que fazem o Kerigma (proclamação), entretanto se esquecem da catequização. Julgam que isto deve ser feito pelas igrejas locais. Pergunto: E quando estas igrejas locais não refletem o cristianismo? Quando ultrapassam a doutrina de Cristo? 2 João 9.&lt;br /&gt;Será que novos convertidos deveriam ser entregues a lugares como estes? Talvez alguém diga: Como saber se tal lugar ultrapassou a doutrina de Cristo? Respondo: Será que as Escrituras ocupam o centro gravitacional destas igrejas? Ou será que o centro são os usos e costumes e as doutrinas megalomaníacas de lideres extravagantes? &lt;br /&gt;Quando a Igreja de Antioquia enviou aqueles homens (At 13) será que eles se aventuraram numa viagem paraeclesiástica? Será que eles se preocuparam em passar a fé comum dos santos?&lt;br /&gt;Quando começou a ter alguns problemas no meio das igrejas gentílicas a quem foram recorrer? (At 15) Os professos eram valiosos, Cristo morreu por eles.&lt;br /&gt;A obra missionária precisa girar em torno de quatro elementos que julgo imprescindível: Kerigma, Catequese, Liturgia e Eucaristia.&lt;br /&gt;O Kerigma, pois é o anúncio do evangelho é o chamado externo onde os homens são chamados ao arrependimento.&lt;br /&gt;A Catequese, que é a instrução para todos que foram regenerados, que tiveram o chamado interno feito pelo Espírito Santo, o qual os tirou das trevas para a luz.&lt;br /&gt;A Liturgia, os santos de Deus aprendem que vida cristã é serviço a Deus. Os santos trabalham para Deus em agradecimento a tudo que Ele fez por eles.&lt;br /&gt;Eucaristia, as vidas dos santos devem refletir uma contínua ação de graças. A Eucaristia é a refeição de graça. A refeição onde os santos se alimentam de Cristo espiritualmente e são alimentados por todas as graças decorrentes daquilo que o Senhor fez pelo seu povo&lt;br /&gt;O Senhor chama os seus das trevas para a luz. O lugar onde os santos são edificados, recebem os sacramentos e estão sujeitos à disciplina é a Igreja de Cristo. &lt;br /&gt;As Igrejas que são legitimas herdeiras da reforma que professam a bendita religião reformada tem o dever de cumprir seu papel: levar o evangelho, catequizar, levar o povo a fazer liturgia e ensinar os santos de Deus a terem uma vida eucarística.&lt;br /&gt;Quem pode anunciar o evangelho do Senhor Jesus? A quem foi incumbida esta missão? Se não a verdadeira Igreja de Cristo. Aquela que não ultrapassa a doutrina de Cristo. A Igreja tem o Espírito e Ele é o Deus vivente que é o Parakleto. Aquele que testifica que o que Jesus diz é a verdade. Desta forma, quando uma comunidade dizendo-se igreja não prega o que Jesus pregou como pode ser considerada Igreja? Onde está o guiar do Espírito a toda a verdade nesta comunidade? Onde está o testemunho do Espírito?&lt;br /&gt;Sendo Igreja de Cristo devemos: pregar, catequizar, ensinar o povo que a vida que eles têm é litúrgica e eucarística.&lt;br /&gt;Que o Senhor desperte seu povo para a obra missionária&lt;br /&gt;Rev. Jaziel C. Cunha&lt;br /&gt;Congregação Presbiteriana Conservadora em Paulista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-4795274006807520742?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/4795274006807520742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=4795274006807520742' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/4795274006807520742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/4795274006807520742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/08/sobre-evangelizacao.html' title='Sobre Evangelização...'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-872177012779290531</id><published>2010-07-09T05:08:00.000-07:00</published><updated>2010-07-09T05:09:01.202-07:00</updated><title type='text'>Preconceito contra Nordestinos, Qual a razão?</title><content type='html'>Preconceito contra nordestino existe e todo mundo sabe disto. Com as vitimas das cheias nos estados de Alagoas e Pernambuco, além da ajuda humana surgiram também o ódio contra quem nasceu aqui. &lt;br /&gt;O que mais me intriga nesta história toda é que o preconceito é baseado pelo simples fato do cara ter nascido numa localidade geográfica chamada Nordeste.&lt;br /&gt; O que é interessante nisto é que a colonização se deu do litoral ao continente. A colonização começou pelo Nordeste, posteriormente se estende para o interior do país através dos bandeirantes e missões católicas. Então de certa forma, os ancestrais da maioria do povo brasileiro um dia passaram por aqui.&lt;br /&gt; O que é interessante é que muito dos xenófobos  tem ancestrais nordestinos. Se o medo é do que vem de fora, por que não temem japoneses, italianos etc.? Por que perseguem nordestinos? Qual é o verdadeiro motivo? O que é que se esconde por trás de todo xenofobia contra os nordestinos? &lt;br /&gt; Este sentimento xenofóbico está presente nas pessoas que fazem a seguinte leitura: Pelo fato de vires lá de cima (nordeste) então, és um perigo para mim, podes tomar meu emprego... E por ai vai. Mas, será que isto é fato? Quantos pedreiros não ajudaram a construir os grandes prédios das grandes cidades do sudeste do país? Prédios que hoje abrigam muitos xenófobos. Quantos foram beneficiados pelos trabalhos de nordestinos decentes que foram ai para trabalhar e enriquecer a cidade com sua mão de obra, muitas vezes mal remuneradas? Zé Ramalho que o diga na sua música: Cidadão. A vaga em qualquer posto de trabalho é determinada pela competência.&lt;br /&gt; A xenofobia é tão forte que muitos quando saem daqui e depois de algum tempo voltam, perdem por completo suas características. Isto se deve ao fato de serem tão envergonhados que sentem vergonha de serem identificados como nordestinos. &lt;br /&gt; Esta atitude preconceituosa dos xenófobos demonstra ignorância cultural e intelectual. Quantos não passam seu tempo escutando: Djavan, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Zé Ramalho, Lenine e por ai vai?&lt;br /&gt; Quantos não foram instruídos nas suas faculdades no sul e sudeste do país através das obras de Ariano Suassuna, Raquel de Queiroz, João Cabral de Melo Neto? Quantos não estudam a obra de Gilberto Freire? Só pra citar alguns. Por que perseguir os nordestinos? Se ser nordestino é ser burro e inferior, não seria uma contradição escutar cantores nordestinos e estudar obas de nordestinos?&lt;br /&gt; Pense nisto: Você não é melhor do que qualquer um de nós por ter nascido no sul ou sudeste. O que nasce lá ou aqui é tão igual como qualquer outro. Não é a região que faz o homem “burro” e sim a falta de oportunidade, que pode ocorrer tanto aqui como ai. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Rev. Jaziel C. Cunha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-872177012779290531?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/872177012779290531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=872177012779290531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/872177012779290531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/872177012779290531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/07/preconceito-contra-nordestinos-qual.html' title='Preconceito contra Nordestinos, Qual a razão?'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-3322152568177498717</id><published>2010-05-28T03:26:00.000-07:00</published><updated>2010-05-28T03:28:23.164-07:00</updated><title type='text'>Como posso ser justo e bom, em uma sociedade injusta e má?</title><content type='html'>Essencialmente é impossível o Eu ser justo, há algo em mim que impede de fazer o que se deve ser feito, e quando faço o que se deve ser feito, o faço por forças externas a mim, temendo a aparente repressão sistêmica, ou seja, a que é feita pelo Estado.&lt;br /&gt;          Para sedimentar esses argumentos olhemos a história percorrida pela humanidade: Sempre existiram idéias maravilhosas, altamente éticas, mas, sempre a injustiça permaneceu. Tudo que Eu toco ou faço não consigo extrair o Maximo nem da coisa manipulada, nem de mim. O homem está constantemente se desenvolvendo culturalmente criando vários tipos de instituições, como por exemplo, o Estado, a Lei etc, pensando que o mesmo está chegando a níveis humanos jamais vistos, a realidade dessas transformações é aparente. Não é ontológica ou essencial.&lt;br /&gt;          O sistema no qual o Eu está inserido me impede também de ser justo. Suas patologias me impelem a ser corrupto, por mais que exista uma razão prática altamente elaborada pelo filosofo iluminista Kant o Eu nunca fui capaz totalmente de cumprir o que se deve ser feito, ou seja, justiça. Meus impulsos egologicos levados às ultimas conseqüências me alienam. Esta realidade essencial e sistêmica me vence na pratica, como posso ser justo e bom se essencialmente minha natureza é má e a sociedade reflete esta dimensão metafísica.&lt;br /&gt;         Sendo assim; não devemos cair num abismo sem fim, existe uma única alternativa e a mesma nos remete a recorremos ao absoluto, uma transformação não mais aparente e sim substancialmente, quando isso ocorrer poderei ser justo e bom, porque a sociedade não mais será má e injusta, logo seremos o reflexo de nossa natureza justa ou justificada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilton Lins Junior&lt;br /&gt;Membro da Congregação Presbiteriana Conservadora em Paulista&lt;br /&gt;Graduado em História FUNESO&lt;br /&gt;Cursando Pos graduação em Ciência Politica FUNESO&lt;br /&gt;Cursando Filosofia INSAF&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-3322152568177498717?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/3322152568177498717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=3322152568177498717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/3322152568177498717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/3322152568177498717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/05/como-posso-ser-justo-e-bom-em-uma.html' title='Como posso ser justo e bom, em uma sociedade injusta e má?'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-3697063626064557879</id><published>2010-05-22T02:53:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T03:02:40.083-07:00</updated><title type='text'>Introdução ao Estudo do Reino III</title><content type='html'>Neste artigo vamos considerar o sétimo dia e sua relação com o escarton e o período da consumação do reino que é o período da nossa história sobre a terra, como os homens deveriam se portar no desenvolvimento dos mandatos e a extensão da revelação não verbalizada e verbalizada de Deus.&lt;br /&gt;        O Senhor criou tudo que há em seis dias e no sétimo descansou. Há algo importante no sétimo dia? Ele é igual aos outros dias? Por que o Senhor abençoou e santificou o sétimo dia? Os outros não eram santos e santificados?&lt;br /&gt; É necessário entendermos a compreensão da relação entre trabalho e descanso?&lt;br /&gt; As Escrituras dizem: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu o eu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o seu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Ex 20.8-11)&lt;br /&gt; Quando o Senhor deu este mandamento será que ele era desconhecido por parte dos judeus?&lt;br /&gt; Não! &lt;br /&gt; No próprio livro de Êxodo, o Texto Sagrado nos informa “Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá. Ao sétimo dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam. Então, disse o Senhora Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? Considerai que Senhor vos deu o sábado; por isso, ele, nos sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde estás, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia” (Ex 16. 26-29)&lt;br /&gt; O contexto desta passagem é a colheita de maná.&lt;br /&gt; Qual a razão de Deus fazer tanta questão por este dia?&lt;br /&gt; Será que quando Ele descansou é porque estava de fato cansado?&lt;br /&gt; Não! A narrativa do Gênesis mostra-nos algo a mais. Deus nos ensina que devemos parar, devemos dar descanso tanto ao nosso corpo quanto às demais criaturas de Deus que nos servem e também a terra. &lt;br /&gt; O descanso está relacionado ao mandato cultural. Quando Deus criou o homem, deu-lhe a seguinte ordem: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Édem para o cultivar e o guardar.” (Gn 2.16)&lt;br /&gt; Este trabalho não seria continuo. Deus deu descanso para o homem. A própria terra também teria que descansar “Porém, no sétimo ano, haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo, nem poderás a tua vinha” (Lv. 25.4)&lt;br /&gt; Hans Walter Wolff diz o seguinte:&lt;br /&gt;O tempo do ser humano é, acima de tudo, uma dádiva. Seu trabalho se torna inútil e sem sentido, se ele esquece isso. Embora a sabedoria veterotestamentária exorte claramente a deixar a preguiça, ela previne com mais rigor ainda contra o equívoco de pensar que o ser humano seria obsequiado apenas por suas obras  &lt;br /&gt; Quando o Senhor pôs o homem no jardim, não o colocou para que fosse um desocupado, e muito menos que ele fosse um louco estressado, que não teria tempo para nada mais, além de trabalhar e trabalhar.&lt;br /&gt; Aqui reside a graça do equilíbrio: trabalhar, mais também, poder descansar. &lt;br /&gt; Não adiantaria muita coisa se o homem quisesse descansar e não tivesse como. Deus providencia um dia para que ele parasse, e dar-Se como exemplo, Ele, o próprio Deus, que não se cansa, para. Mostrando assim ao homem o que ele deveria fazer. E como vimos, não só a ele, mas a toda a criação.&lt;br /&gt; A compreensão correta da relação trabalho e descanso só se dar quando temos a percepção da finalidade de cada um. &lt;br /&gt; Qual a finalidade do mandato cultural?&lt;br /&gt; O mandato cultural é representado pelo comércio, artes, trabalho, tecnologia, escola, etc. &lt;br /&gt; Sua finalidade é o desenvolvimento, a exploração da terra. Mas, exploração consciente, e a isto, o próprio texto de Gn 2.15 limita. A expressão: e para ela “ele” governar). Tem um profundo significado, segundo o DIT a raiz básica é a de “exercer grande poder sobre”  o DIT também fala de um desdobramento, que para o nosso texto, tem uma aplicação mais especifica, “tomar conta de , guardar. Isso envolve manter, ou cuidar de coisas, tais como um jardim” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SABADO&lt;br /&gt; Com isto em mente, começamos a compreender a importância do dia de descanso, a idéia contida na ordem do Senhor em Gn 2. 3 dar-se como exemplo ao homem.&lt;br /&gt; A primeira parte do texto sagrado, de Gn 2.3 diz: E abençou o dia de sabado e santificou (o) visto que nele descansou).&lt;br /&gt; Observe que a atitude de Deus de abençoar, separar, consagrar o dia sétimo está relacionada ao fato de ter Deus descansado. Os outros dias são abençoados? É lógico que sim! Mas o sétimo dia assume caráter diferencial. Existe uma teologia do sábado? Uma teologia do descanso?&lt;br /&gt; O Senhor criou todas as coisas nos outros dias, e sua qualificação para os outros dias foi: que isto era bom. Mas, só santificou o sétimo dia. Qual a razão disto? A razão disto é que o sábado é um convite para que toda a criação se alegre em tudo que Deus fez, descansando, desfrutando e adorando o Criador. Com isto, não se quer dizer que nos outros dias o homem não deve adorar a Deus, o homem nos outros dias deve executa as tarefas próprias do mandato cultural, não deixando de se lembrar do espiritual e do social. Mas, no sábado, o homem deve parar, deve perceber que tudo girar em torno do Criador, Deus o convida ao deleite, ao descanso.&lt;br /&gt; Wolff, afirma o seguinte sobre a questão do descanso&lt;br /&gt;Aí temos o termo que dá seu nome ao dia do repouso no Antigo Testamento: tb;v'= parar o trabalho, cessar a atividade. De acordo com isso, deve-se passar o sábado em descanso do trabalho. &lt;br /&gt; O decálogo faz menção do dia de descanso, e baseia-se na criação. Interessante observarmos aqui o caráter de continuidade, de progressividade da revelação e de sua organicidade. Em Deuteronômio 5. 15 nos é dado o seguinte motivo para a guarda do dia de descanso:  Porque te lembrarás que foste servo no Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasse o dia de sábado. Mudou o motivo? Ou a idéia de descanso, também envolve a idéia de libertação?&lt;br /&gt; Cremos que a idéia do descanso também envolve a idéia de libertação, este conceito é bem patente numa teologia bíblica libertária. O povo devia guardar o dia de descanso, pois como eles foram escravos no Egito e eram explorados... Deveriam guardar o dia do descanso como memorial libertário do Senhor.&lt;br /&gt; O Senhor não criou nenhuma criatura para a exploração, para o cativeiro, e sim para a libertação. O texto de Romanos 8. 20-21 fala da esperança da libertação da criação. O sábado aponta para algo maior. Aponta para a libertação. Destarte, os cristãos primitivos compreenderam bem este caráter libertário do sábado, quando perceberam que o seu dia de descanso, seria o primeiro dia da semana, pois lembrava a libertação promovida pelo Senhor Jesus.&lt;br /&gt; O DIT faz o seguinte comentário:&lt;br /&gt;Parece que os cristãos estavam certos ao associar o dia de descanso com a lembrança da ressurreição de Cristo. É ele quem dá liberdade. Na verdade, nessa questão não há nenhum conflito real entre Deuteronômio e Êxodo. Enquanto Deuteronômio tem em vista o povo da aliança, os versículos de Êxodo dão ênfase ao Deus da aliança &lt;br /&gt; O sábado assume um caráter humanitário em relação às criaturas, que neste tempo sofrem as conseqüências dos pecados do vice regentes da criação. Neste caráter humanitário os animais param de trabalhar, param de servir ao homem, que muitas vezes pagam o trabalho dos animais com maus tratos. Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento Ex 23.12 (parte a do verso).&lt;br /&gt; O sábado possui também um caráter escatológico na Pessoa Bendita do Senhor Jesus, Ele é o nosso sábado, Ele é o nosso descanso, Ele é a certeza de que tudo será diferente. Neste sentido vemos a ligação intima de Apocalipse 22 com Gênesis 1-2. É a volta ao Parque das Delicias, é o gozo completo, sem exploração, sem violência, sem choro, sem Mamom e seus súditos. A nossa expectativa e da criação é ver os aspectos do Reinado de Deus manifestos na terra. Haveremos de ver uma terra restaurada com videiras, animais em perfeita harmonia. Isto é a idéia de descanso que as Escrituras nos ensinam. É de fato, a Terra Prometida, desejado por todos os santos do Antigo quanto do Novo Testamento.&lt;br /&gt; Para entendermos o período da consumação e como os homens deveriam se portar durante este tempo, vamos fazer o seguinte esquema:&lt;br /&gt; 6 dias da criação: O Senhor cria o cosmos. O Cosmos é a sua revelação não verbalizada&lt;br /&gt; Sétimo dia: Dia que aponta para o escaton. Van Gruningem diz o seguinte:&lt;br /&gt;O dia deveria trazer uma grande perspectiva para o futuro. Deveria ser um tempo de receber benefícios para a vida física, moral e espiritualmente, semana a semana. O dia era para dar a segurança de ser um precursor para o dia sem fim da conclusão, o dia da consumação do cosmos. Portanto, no termo abençoado, conforme aplicado ao sétimo dia nos foi dado à grande perspectiva escatológica e a certeza de que o escaton se realizará assim como sétimo dia &lt;br /&gt;       O Período que vai desde o termino da criação até o último dia da nossa história é o período da consumação do cosmos: Neste período o homem deveria usar todo seu potencial para desenvolver seus mandatos. Van Grinungem sobre este período diz o seguinte:&lt;br /&gt;      Deus deu a Adão e Eva e a seus descendentes, o mandato de serem frutíferos de cultivar e ter domínio sobre todo o cosmos criado. Esse mandato dá a entender que a vida no reino cósmico não era para ser estática ou congelada em formas sólidas. A humanidade devia envolver-se na descoberta, na revelação e no desenvolvimento das potencialidades e substâncias, forças e leis que Deus embutiu em seu reino cósmico. Foi determinado a humanidade ser culturalmente ativa e produtiva. Fo determinada à humanidade torna-se construtora da história  &lt;br /&gt;  A queda trouxe toda uma conseqüência ao Reino de Deus. Entretanto, o dever do homem de cumprir os mandatos ainda permanece. &lt;br /&gt;Teríamos então o seguinte gráfico:&lt;br /&gt; Criação foi feita em 6 dias&lt;br /&gt; Sétimo dia: Aponta para o escaton que é a Restauração do Cosmos&lt;br /&gt; Período Atual: Queda+Desdobramento da Aliança da Redenção Os mandatos culturais e sociais continuam se desenvolvendo, apesar do pecado. Deus chama seus eleitos que são aptos para cumprir o mandato espiritual.                         &lt;br /&gt;        Último dia: Manifestação do Senhor para restabelecimento total do cosmos, ou seja, começo do escaton&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; EXTENSÃO DA REVELAÇÃO CÓSMICA&lt;br /&gt; Qual a extensão da revelação de Deus?&lt;br /&gt; Será que o cosmos revela quem Deus é?&lt;br /&gt; As Escrituras dizem que sim!&lt;br /&gt; Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.  2 Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite.  3 Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som;  4 no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol. Sl 19. 1-4&lt;br /&gt; Existem dois tipos de revelação de Deus: A não verbalizada e a verbalizada&lt;br /&gt; Por revelação não verbalizada compreendemos: todo o cosmos, todas as substâncias visíveis e invisíveis, todos os seus modelos de leis, todas as suas potencialidades. Desde a menor divisão do átomo até ao mais complexo organismo vivo, tudo revela Deus. Existe uma Inteligência infinita por trás de todas as coisas. O cosmos traz a assinatura de Deus. É irracional atribuir toda a complexidade das coisas ao acaso. Isto é absurdo por si só, sendo uma completa contra indicação ao bom senso.&lt;br /&gt; Deus através do ser humano se revela, o homem carrega a imagem de Deus dentro de si. A ele foi dado o domínio, foi dado à potencialidade e capacidade para desenvolver o cosmos, criando e desenvolvendo coisas a partir de substâncias pré-existentes na natureza. Ao homem é garantido que: obedecendo as leis que residem na natureza, teria êxito em suas pesquisas. Quem garante esta possibilidade de êxito? Se não o Criador Inteligente de todas as coisas? Quem dá inteligência para que o homem possa dominar os elementos, forças e potencialidades contidas na natureza? Se não o Senhor!&lt;br /&gt; A revelação de Deus se manifesta dentro do próprio homem através de conceitos de justiça, moralidade que o mesmo possui. Deus como Soberano do Reino controla de forma exaustiva tudo que acontece. De sorte, que quando o homem faz algo, só faz por que o Senhor Soberano assim o quis. Quer sejam atos bons ou maus.&lt;br /&gt; O Senhor quando criou o homem, criou também um jardim, um palácio real. E pôs o homem lá. Deus se agrada em manter relacionamento com sua criação. E este relacionamento é manifesto de forma verbalizada através da revelação que Deus fez de Si mesmo para este homem. Por revelação verbalizada compreendemos: As Escrituras. Van Gruningem diz o seguinte sobre a revelação verbalizada&lt;br /&gt;As Escrituras são uma comunicação da revelação de Deus a nós na linguagem humana e esta, portanto, é uma revelação mais direta e superior àquela que Deus nos comunica por meio da criação muda &lt;br /&gt; Esta revelação verbalizada tem alguns propósitos: Manifestar a natureza de Deus e seus atributos; Restaurar o ser humano a capacidade de obedecer aos três mandatos da aliança da criação. Produzir no homem regenerado o senso real de ser portador da imagem de Deus. Produzir no homem senso de responsabilidade com o cosmos.&lt;br /&gt; Continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  WOLFF, Hans Walter. Antropologia do Antigo Testamento. São Paulo-SP: HAGNOS, 2008. p. 209&lt;br /&gt; HARRIS, Laird R. JR, Gleason L. Archer. WALTKE, Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo-SP: VIDA NOVA, 2005p. 1587&lt;br /&gt;  Id. Ibid., p. 1588&lt;br /&gt;  Id. Ibid.,p. 212&lt;br /&gt;  Id. Ibid.,p. 1522&lt;br /&gt;  GRONINGEN, Gerard Van. Criação e Consumação Vol. I. São Paulo-SP: Cultura Cristã, 2006 p 58&lt;br /&gt;  Id. Ibid. p. 64&lt;br /&gt;  Id. Ibid. p. 67&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Rev. Jaziel C. Cunha&lt;br /&gt;  Congregação Presbiteriana Conservadora em Paulista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-3697063626064557879?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/3697063626064557879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=3697063626064557879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/3697063626064557879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/3697063626064557879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/05/introducao-ao-estudo-do-reino-iii.html' title='Introdução ao Estudo do Reino III'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-1627544407049114030</id><published>2010-05-19T05:44:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T05:45:51.498-07:00</updated><title type='text'>Por Um Brasil Não Heterofóbico!</title><content type='html'>Conceitos e Preceitos Não São Preconceitos -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recife (PE), 19 de março de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exmo(a)s. Sr(as). Senadore(a)s&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senado Federal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília – DF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelentíssimo(a)s Senhore(a)s,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome da Diocese do Recife – Comunhão Anglicana, das jurisdições eclesiásticas integrantes do Movimento Anglicano por Uma Causa Comum, e certo de que também expressamos a posição de milhares de brasileiros, particularmente integrantes das igrejas e organizações evangélicas, gostaria de expressar as nossas congratulações pela retirada de pauta do PL 5003/2001 – PLC 122/2006, a pedido da própria relatora, Senadora Fátima Cleide, aprovada unanimemente pelo plenário da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, presidida pelo eminente senador Paulo Paim, e a criação de umGrupo de Trabalho para estudar a matéria. Com essa sábia e sensata decisão, esperamos que seja assegurado o elementar Princípio do Contraditório, e que sejam ouvidos os setores da Sociedade Civil, que poderão ser afetados pela aprovação do referido projeto, se mantida a redação atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale recordar que Documentos Sociais emanados das Igrejas Cristãs, na Idade Contemporânea – consentâneos com as Sagradas Escrituras e a Tradição Apostólica – têm afirmado a dignidade de toda pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, detentora de iguais direitos e deveres. Os mesmos Documentos afirmam o Princípio da Isonomia, pelo qual todos os cidadãos são iguais perante a Lei, princípio norteador da nossa Constituição Federal e de todo o nosso Ordenamento Jurídico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupa-nos, por outro lado, a questionável tendência de se estabelecer diplomas legais para setores particulares do conjunto dos cidadãos, que poderá, em decorrência, resultar em limitações de direitos para outros segmentos. É tanto mais preocupante quando tais diplomas incorrem em sanções penais, notadamente penas restritivas da liberdade. Estudiosos do Direito já têm denunciado uma tendência do atual estágio do Estado ao que denominam de “pan-penalismo” ou “tirania penal”, como um desnecessário e danoso furor normatisante-penalisante sobre o comportamento de cidadãos e segmentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os avanços práticos do Princípio da Isonomia e da Dignidade da Pessoa não podem, nem devem incorrer em riscos de tiranias nem de maiorias sobre minorias, nem de minorias sobre maiorias. Os povos têm uma História, uma Cultura e Costumes, este último também uma fonte de Direito. A História já nos tem ensinado que fúrias iconoclastas têm, quase sempre, resultado em despotismos esclarecidos, de grupos auto-proclamados de iluminados e de vanguarda, com a pretensão de “civilizar” aqueles por eles considerados “atrasados”, e que tem sido uma das mais nefastas facetas negativas da herança do Iluminismo. As mais graves violações dos Direitos Humanos, em nosso tempo, têm sido decorrentes dessa distorcida abordagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sabem Vossas Excelências que, dentre os Direitos Civis emanados da nossa Carta Magna está a Liberdade Religiosa, não apenas em um sentido individualista, subjetivista, mas de crença e profissão da fé, que forma a visão de mundo dos seguidores das diversas religiões, seus valores, seus usos e costumes, sua contribuição para a Cultura e o seu exercício da Cidadania responsável, dentro da Lei, dos parâmetros do Pacto Social típico de um Estado Democrático de Direito, como prescreve a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, da Organização das Nações Unidas, subscrito por nosso País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a sabedoria popular nos ensina que “não se pode cobrir a cabeça para descobrir os pés”. Devemos sempre estar advertidos para que a afirmação dos direitos de uns não implique na negação dos direitos de outros, em atos de injustiça, geradores de tensões sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença do Cristianismo, e de outras expressões religiosas, é um fato histórico no Brasil, e a religião uma variável social que não se pode negar, desprezar ou agredir. A separação entre Igreja e Estado não significa uma dicotomia radical, não comunicante, entre a Sociedade Política e a Sociedade Religiosa, como parte da Sociedade Civil. O Estado Laico, que todos nós prezamos, tem sido, muitas vezes, em nossa época, transformado em Estado Ateu ou em Estado Confessional, com Ideologias Materialistas fazendo às vezes de uma religião intolerante e excludente. O que aconteceu com o Nazismo e o Marxismo, de trágica memória, está hoje se manifestando, de forma mais sutil, porém cada vez mais crescente, no Ocidente Pós-Cristão, onde a Secularização está dando lugar a uma nova e perniciosa ideologia, o Secularismo, que tem a pretensão de tutelar e de se impor à Sociedade, ocupando o aparelho de Estado, em uma atitude agressivamente negadora do papel das religiões, particularmente das monoteístas, notadamente o Cristianismo. Esse, lamentavelmente, é o atual contexto preocupante de mudança cultural, do qual o Brasil não está isolado, nem isento de sua influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A União Européia, recentemente, recusou reconhecer o papel Histórico do Cristianismo no Preâmbulo da sua proposta de Constituição. Símbolos religiosos têm sido proibidos em vários países do Velho Continente. Grupos cristãos, operando há mais de um século, estão sendo proibidos de se reunir em Universidades britânicas, em cujo país projetos de leis ora em debate no Parlamento pretendem obrigar os orfanatos religiosos a permitir a adoção de crianças por pares homossexuais e proibir os Colégios religiosos de ensinarem os posicionamentos de suas igrejas sobre a Sexualidade Humana. A comemoração do Natal, ou a presença das Tábuas das Leis nos Tribunais, estão sendo atacados nos Estados Unidos da América. Um pastor luterano escandinavo foi detido por trinta dias por pregar, em sua Paróquia, um sermão contrário à opção pela prática homossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São apenas alguns exemplos, dentre tantos, de uma Pós-Modernidade, que torna relativo os absolutos e torna absoluto o relativo (Relativismo), de um Multiculturalismo extremado, que não respeita a cultura das maiorias, e de um Secularismo ideológico, que tem como um dos seus alvos o ataque às religiões, em particular as monoteístas de revelação, em virtude dos seus ensinos normativos sobre Ética, Moral e padrões de comportamento. Não é exagero reconhecermos que estamos tendo, no Ocidente, mais um ciclo de sistemática perseguição religiosa, procurando-se forçar a sua irrelevância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As religiões monoteístas semíticas de revelação escrita – o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo – têm estabelecido conceitos multisseculares, desde cinco mil anos, que consideram como valores a serem livre e publicamente expressados em sua vida social, cultural e política, e que são preceitos para os seus seguidores. Conceitos que muitas vezes se chocam com aqueles defendidos hoje pelo Secularismo, e com os estilos de vida emanados dessa ideologia em crescente processo de hegemonia. Objetivamente, sabemos que Conceitos e Preceitos não são Preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há, então, apenas a possibilidade de um “Choque de Civilizações” entre o Ocidente e o Oriente, mas já se está dando um “Choque dentro da Civilização”, no Ocidente, entre os adeptos da ideologia Secularista e as religiões monoteístas históricas. Choque esse que se evidencia na Academia, nas Artes, na Mídia e no interior do aparelho do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o colapso do modelo soviético, as esquerdas abdicaram de elaborar uma atualizada crítica ao Capitalismo como modo de produção, e a sua eventual superação, substituindo o seu núcleo ideológico pelo chamado “Politicamente Correto”: uma original união de Socialismo e Puritanismo, ou, como já foi denominado, um “puritanismo de esquerda”, com todas as intolerâncias dos seus co-irmãos conservadores. A denominada “Agenda Homossexual” decorre desse movimento cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante, particularmente, denunciar a agressividade contra a minoria dos ex-homossexuais e, no Brasil, a criminalização pelo Conselho Federal de Psicologia, do direito de livre exercício profissional, vedado o trabalho terapêutico de apoio àqueles que, não se sentindo confortáveis com sua atual orientação, procuram o apoio de profissionais para a busca de alternativas que lhe tragam bem estar pessoal e sanidade. Psicoterapeutas e clientes, como cidadãos e como pessoas, são vítimas da violência dogmática e intolerante, pretensamente em nome da“Ciência”, privados do inalienável direito ao exercício da liberdade. Corremos o risco de uma “Inquisição às Avessas”, com a ideologia Secularista lançando mão do braço do Estado para impor normas e sanções, criminalizando e penalizando os que pensam, se manifestam e agem de modo divergente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alertamos para o risco de que o programa “Por Um Brasil Não Homofóbico” termine se transformando, na prática, na promoção “Por um Brasil Heterofóbico”: do desrespeito ao direito (de religiosos e não religiosos) de se afirmar a normatividade dos padrões da estabilidade das uniões heterossexuais, ou do celibato voluntário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comunhão Anglicana, e outras igrejas e religiões, afirmam a dignidade da pessoa humana, mas afirmam, também, a realidade do pecado (ao contrário da “bondade natural” defendida pelas ideologias seculares modernas) como um distanciamento físico, intelectual, emocional e moral dos seres humanos dos ideais do seu Criador. Afirmam, também, os direitos humanos e os deveres humanos. Afirmam, ainda, a acolhida, a escuta, o amor, a solidariedade e o respeito; mas, afirmam, igualmente, que a Graça de Deus em Cristo, pelo poder do Espírito Santo, alimentada pela Palavra e pelos Sacramentos, é capaz de transformar o que cada um de nós é – com nossas limitações, ambigüidades e negatividades – no que Deus pretende que sejamos, no processo permanente e dinâmico que a Teologia denomina de Santificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentação ou a prática homoerótica é apenas uma manifestação dentre tantas – nem maior, nem menor – do estado pecaminoso da humanidade, e essa prática, para os cristãos, é incompatível com os ensinos das Sagradas Escrituras. É dever dos cristãos amar os pecadores e rejeitar o pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anunciar a consciência do pecado e a possibilidade da Graça transformadora não deve ser entendido como uma atitude de agressividade, mas, sim, de amor pelo próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, senhores Senadores e senhoras Senadoras, chegamos ao âmago da questão: a humanidade, nem o Brasil, terão experimentado grande progresso, se, em um movimento de cento e oitenta graus, apenas substituirmos a penalização dos homossexuais pela penalização dos anti-homossexuais; a penalização de uma minoria pela penalização de amplas maiorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cremos que a Constituição Federal e todo o nosso Ordenamento Jurídico já são suficientemente claros na afirmação da dignidade de toda pessoa humana e na igualdade de direitos de todos os cidadãos. Preocupa-nos o fenômeno do pan-penalismo. Afirmamos os valores culturais morais que marcam a formação da nossa nacionalidade. Defendemos a Liberdade Religiosa, de clérigos e leigos, no interior de seus templos e lares, no seu trabalho e nas várias formas de inserção social, inclusive com suas doutrinas sobre a Sexualidade Humana, sem riscos de sofrerem processos penais, que poderão privá-los da sua liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se constrói um Brasil justo e solidário mandando para a cadeia os homossexuais ou os anti-homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Deus invocado no Preâmbulo da nossa Carta Magna vos ilumine como pessoas, como cidadãos e como legisladores, na construção do Bem-Comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;W Dom Robinson Cavalcanti, ose&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bispo Diocesano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diocese do Recife – Comunhão Anglicana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-1627544407049114030?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/1627544407049114030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=1627544407049114030' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/1627544407049114030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/1627544407049114030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/05/por-um-brasil-nao-heterofobico.html' title='Por Um Brasil Não Heterofóbico!'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-4437571322500232184</id><published>2010-05-19T05:22:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T12:00:04.687-07:00</updated><title type='text'>Será o Estado a instituição máxima da liberdade coletiva?</title><content type='html'>A construção do Estado como aquele órgão ou instituição política, que deveria salvaguardar direitos referentes ao cidadão, no que compete a liberdade de proteger a propriedade privada, a liberdade de ir e vir e as liberdades sociais e políticas, esse sempre foi o ideal do que se chama o Estado moderno e foi na criação desse sistema político-econômico, instaurado no período conhecido de idade moderna, é neste sistema epocal onde se afirma as idéias liberais ou burguesas que dão subsidio ideológico a sua firmação.&lt;br /&gt;       Será que se analisarmos calmamente, se esse Estado de fato cumpri, seu papel e se de alguma forma ela já cumpriu, ou vivemos aprisionados por essa gaiola de ferro, como afirmava o filosofo Max Webber, é notório que esse sistema estatal segue uma lógica altamente racionalizada, impessoal não preocupado com o individuo muito menos com o coletivo, mas a coletividade ou sociedade tem suas obrigações para com esse sistema como por exemplo os impostos, e as votações  etc. A verdade é que damos muito mais a ele, do que ele a nós, no sentindo em que ele nos prometeu.&lt;br /&gt;       Será que de fato e de verdade temos tal liberdade prometida? É só olhar as informações da mídia, de pouca segurança, nos aprisionando cada vez mais em pânico gerido por essas patologias criadas por essa racionalização da técnica e da econômia concentrados nas mãos de poucas pessoas, fora a burocratização estatal nos apertando e mesmo forças coercitiva do estado oprimindo a sociedade.&lt;br /&gt;       Portanto, se na criação dele achávamos que estávamos saindo da barbárie como diria o filosofo Thomas Hobbes, a chegar num estagio ideal de liberdade, a verdade é uma sensação cada vez mais sufocada por uma lógica instrumental, dizendo como devemos agir falar e viver conforme suas leis. Será que algum dia alcançaremos esta tal sonhada liberdade ou sempre será um discurso cooptativo para fins privados e não coletivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilton Lins Junior&lt;br /&gt;Membro da Congregação Presbiteriana Conservadora em Paulista&lt;br /&gt;Graduado em História FUNESO&lt;br /&gt;Cursando Pos graduação em Ciência Politica FUNESO&lt;br /&gt;Cursando Filosofia INSAF&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-4437571322500232184?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/4437571322500232184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=4437571322500232184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/4437571322500232184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/4437571322500232184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/05/sera-o-estado-instituicao-maxima-da.html' title='Será o Estado a instituição máxima da liberdade coletiva?'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-6690431841612955999</id><published>2010-05-07T18:05:00.000-07:00</published><updated>2010-05-07T18:07:41.413-07:00</updated><title type='text'>A COMUNHÃO TRINITÁRIA E SEU RELACIONAMENTO COM A IGREJA E AS DEMAIS CRIATURAS</title><content type='html'>Neste artigo iremos abordar questões de relacionamentos. A Santíssima Trindade se relaciona consigo mesmo e com as criaturas que criou. &lt;br /&gt; Começaremos descrevendo a Da comunhão da Santíssima Trindade, e depois a comunhão com as criaturas e com o meio em que elas vivem. A comunhão Trinitária servirá de modelo para o contexto de sociedade onde as pessoas vivem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Dança da Trindade em Pericorese&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É necessário definirmos o que é Pericorese. O doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Luiz Carlos Susin, diz que: &lt;br /&gt;O teólogo grego João Damasceno, em seu escrito sobre a Verdadeira Fé, teria tomado a palavra pericóresis, que se pode atualizar por pericorese, de uma dança própria das crianças em momento de brincadeiras. A palavra grega se compõe de três radicais: Peri quer dizer “ao redor”, como periferia ou perímetro. A palavra: coram, de onde provém o meio de pericorese, significa “estar de frente” ou “em face de” como o coro de cantores que fica de frente para a platéia. E, finalmente, a ultima parte- esis- significa “decorrência. Algo que jorra de uma fonte.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Assim o termo pericorese embora pareça uma palavra sem sentido para nós, tem dentro da Teologia Trinitária um significado muito grande. Ela expressa a relação mútua das pessoas da Santíssima Trindade, sua relação. A idéia de pericorese, como já foi dito, vem de uma brincadeira de roda, e nesta brincadeira, uma criança ficava no meio e as outras dançavam ao seu redor, só que aquela que estava no meio, não estava excluída da brincadeira, ela fazia parte dela, então por escolha ou verso recitado, a que estava no centro saía, e outra que estava na roda em redor dela ia para seu lugar e aquela que estava no centro ia para a roda.&lt;br /&gt; Heber diz o seguinte:&lt;br /&gt;Para ilustrar essa “dança”, O Pai Criador, o Filho-Verbo e o Espírito Sustentador estão envolvidos igualmente na obra da criação; todas as três pessoas, que compartilham eternamente a essência da divindade, conquanto distintas e possuindo alguns atributos distintivos ou mais enfáticos, elas participam igualmente (não quantitativamente) em todas as opera ad extra, exceto a obra da encarnação, que pertence unicamente a Segunda Pessoa da Trindade  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Pericorese trata de comunhão entre as Pessoas da Santíssima Trindade, de um movimento de amor e graça para com toda a criação. Às vezes uma Pessoa da Santíssima Trindade, pode parecer estar em mais evidência do que as Outras, mas isto não anula o fato de que cada obra tem a participação em cada ato opera ad extra de cada Pessoa da Santíssima Trindade. Boff diz que:&lt;br /&gt;Há uma circulação total de vida e uma co-igualdade perfeita entre as Pessoas, sem qualquer anterioridade, ou superioridade de uma à outra. Tudo nelas é comum e é comunicado entre si, menos aquilo que é impossível de comunicar: O que as distingue uma das outras. O Pai está todo no Filho e no Espírito Santo; O Filho está todo no Pai e no Espírito Santo; e o Espírito Santo está todo no Pai e no Filho.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A pericorese nos faz entender isto: Que quando Deus age, não é Uma ou Duas Pessoas que estão agindo, mas todas as Três Subsistências da Bendita Mônada . Susin diz o seguinte:&lt;br /&gt;Na história do mundo com Deus, há uma pericorese divina em que as três pessoas divinas se movem de tal forma que há sempre uma no centro e duas ao seu redor: Na criação, o Pai Criador está no centro, mas em torno dele estão o Espírito como energia da criação e o Filho como forma dela. Na encarnação é o Filho que está no centro, e ao seu redor estão o Pai, que o envia e o chama, e o Espírito, e o Espírito, que o assiste e lhe da inspiração. No tempo da Igreja e consumação e santificação da criação é a vez de o Espírito estar no centro, enviado pelo Filho, que está junto do Pai, para que configure este mundo à imagem do Filho e assim seja entregue ao Pai  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A pericorese é o oposto do narcisismo , pois ela é um “voltar ao outro”, tudo que é feito, não é feito em solidão, mas em sociedade. É como as crianças da dança de roda, elas não estão separadas, estão juntas. A que está no meio, não foi excluída, faz parte da dança: Está no meio. As demais não estão excluídas por não estarem no centro, faz parte da dança: Estão em redor. Sendo assim, “cada uma tem prazer na outra, encontra sua realização em estar voltada para a outra, é feliz na outra”  Esta percepção é que norteará e será o ponto de partida em compreender em que a Pericorese Trinitária pode influenciar a relação entre os homens em habitat.&lt;br /&gt; Boff em seu livro fala de três explicações do mistério Trinitário.&lt;br /&gt;1-  Um caminho que parte do Pai.&lt;br /&gt;2-  Um caminho que parte da Natureza Divina e Espiritual.&lt;br /&gt;3-  Um caminho que parte da Trindade &lt;br /&gt; Isto é importante, pois a fonte é fator determinante, a posição que parte do Pai, é a posição adotada pela teologia ortodoxa grega, segundo a qual: o Pai é a fonte e origem de toda a divindade. O Padre Ortodoxo Theodoro diz o seguinte:&lt;br /&gt;No que diz respeito às Pessoas, a doutrina tradicional latina ou romana afirma o prevalecer das relações em Deus: Pai é um puro conceito de relação. Somente em sua contraposição às demais Pessoas (Filho e Espírito Santo) ele é Pai, mas em seu próprio ser, Ele é sim simplesmente Deus. Já a teologia grega atribui à origem da subsistência “hipostática” a “Hipóstase ” do Pai e não a sua essência comum &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Kelly citando Gregório de Nazianzo, um dos pais capadócios diz: “Os três possuem uma só natureza, a saber, Deus, sendo que a base da unidade é o Pai, de quem e para quem se enumeram as pessoas subseqüentes”  O problema com este ponto de vista é o perigo de introduzirmos o subordinacionismo, a unidade como diz Boff “reside na substância do Pai comunicada. Por isso as três Pessoas divinas são consubstanciais, pois participam de forma absoluta da mesma substância do Pai”  Tudo o que o Filho tem e o Espírito tem são derivado do Pai. “Por isso não há Três Eternos, mas Um só eterno, Um só santo, Um só Senhor” . Temos aqui, o subordinacionismo, pois Filho e Espírito, são dependentes do Pai, os defensores desta posição dizem que há pericorese por causa do Pai.&lt;br /&gt;O ponto que iremos defender será o segundo, que parte da Natureza, que é o ponto da teologia latina. Mas para melhor definição da doutrina começaremos pelo terceiro. Pois bem, o terceiro ponto de partida é o que Boff vai orientar-se por ele em seu livro  Ele expõe sua preferência argumentando o seguinte:&lt;br /&gt;Partimos decididamente da Trindade, isto é, do Pai, do Filho e do Espírito Santo, assim como no-los revelam as Escrituras e como aparecem na caminhada histórica de Jesus Cristo. Eles coexistem simultaneamente e originalmente são os três co-eternos (...). Pai, Filho e Espírito Santo não emergem como separados ou justapostos, mas sempre mutuamente implicados e relacionados. Onde reside a unidade dos três? Reside na comunhão entre os divinos Três. Comunhão significa comum-união (communio). Somente entre três Pessoas pode haver união, porque elas intrinsecamente se abrem umas às outras, existem com as outras e são umas pelas outras. Pai, Filho e Espírito Santo vivem em comunidade por causa da comunhão.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se no primeiro ponto de vista, existe o perigo do subordinacionismo, aqui reside o do triteísmo, Boff diz que:&lt;br /&gt;O risco do triteísmo, presente nesta opção, é evitado pela pericorese e pela comunhão eterna que originalmente existe entre as Pessoas. Não devemos pensar que primeiramente existem os três, cada um por si, separados dos outros e, depois, entram em comunhão e em relações pericoréticas. Esta representação é equivocada e colocaria a união como resultado posterior e como fruto da comunhão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Boff não vê subsistências dentro da mesma Mônada; fazendo uma amostra exegética do texto de João 10.30, diz:&lt;br /&gt;O fundamento principal de nossa opção se encontra em João 10.30”Eu e o Pai somos uma coisa só (hen)”. Note-se que Jesus não diz: “Eu e o Pai somos numericamente um” (heis), mas “estamos juntos” (“hen em grego, como “aparece depois em João 10.38:” O Pai está em mim, e eu no Pai”). A união do Pai e do filho não apaga a diferença e a individualidade de cada um. Antes a união supõe a diferença. Pelo amor e pela recíproca comunhão eles são uma coisa só, o único Deus-amor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Este posicionamento de Boff vai de encontro com a teologia ortodoxa latina, veja o que Agostinho diz: &lt;br /&gt;Dizemos assim, pois, que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo igualmente é Deus, o que ninguém nega falando na ordem substancial. Mas não dizemos que há três deuses, mas um só Deus na sublime Trindade, Do mesmo modo: O Pai é grande, o filho é grande e o Espírito Santo é grande, mas não há três grandes, mas um só grande.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por mais que se diga que a Unidade reside na comunhão, permanece o fato de serem três diferentes, que estão unidos por amor.&lt;br /&gt; O nosso ponto de partida é o que parte da Natureza. Heber diz o seguinte:&lt;br /&gt;A identidade numérica tem a ver com o termo homoousios, no qual o Pai e o filho possuem a mesma ousia, ou substância, e aponta par a divindade do redentor: O Pai e o Filho são um Ser e possuem a mesma essência, e ambos compartilham com o Espírito Santo de uma existência comum &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As subsistências existem dentro da mesma e Bendita Mônada, estas subsistências são conhecidas e diferenciadas pelos papéis que cada uma exerce. A primeira subsistência é chamada de Pai, e é o fato de ser Pai que torna Ele não Filho, não Espírito Santo. O mesmo raciocínio se dá com O Filho que por ser Filho, não pode ser Pai nem Espírito e com O Espírito Santo que por proceder do Pai e do Filho, não pode ser nem um nem outro. Boff expondo este ponto de vista diz:&lt;br /&gt;O risco permanente desta concepção que parte da unidade da essência divina reside no modalismo, quer dizer, as Pessoas aparecem como modos do mesmo Ser, não havendo realmente um três em Deus; permaneceríamos, então, sempre no nível do monoteísmo. Para fazer frente a este risco e sustenta uma compreensão ortodoxa, a teologia (especialmente a latina, mas não exclusivamente) irá enfatizar que os modos de possessão e concretização da mesma essência são modos reais e distintos; não se trata, pois de modos de expressão ou etapas da revelação para nós, portanto, uma questão verbal; o modo de possuir a essência por parte do Pai é realmente distintos daquela do Filho e ambos, por sua vez, também distintos do Espírito Santo. A diferença real nos modos de possessão e de concretização da mesma e única essência se baseia na diferente procedência de uma Pessoa da outra. Assim dizemos: O Pai (a primeira Pessoa) possui a essência como essência não gerada nem comunicada, princípio sem princípio; o filho ( a segunda Pessoa) recebe a essência por geração do Pai; o Espírito Santo ( a terceira Pessoa) recebe a essência por espiração do Pai e do Filho conjuntamente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É muito curioso Boff expor tão bem o ponto que parte da natureza, e preferir ir por outra via, que leva a um triteísmo. Cada Pessoa na Santíssima Trindade é reconhecida e distinguida por uma distinção formal, isto evita fundir a Trindade na unidade, pois acontecendo isto, cairíamos no modalismo, onde vê uma única essência com modos de apresentação. As distinções dentro da Mônada são reais, são subsistências de fato, diferenciadas pelos papéis, mas da mesma substância. Como disse o Concílio de Toledo XI (ano 675) onde conclui que “as Pessoas Divinas não repartem entre si a divindade, Cada uma delas é inteiramente Deus”  È obvio que quando o Concílio fala que cada uma inteiramente é Deus, se refere a substância que é consubstancial nas Três Hipóstases. Calvino diz: “Agora, quanto às Três Subsistências, afirmo que cada uma, relacionada que é às outras, se distingue por uma propriedade específica.”  Boff  defendendo o seu ponto de partida apresentou uma mostra exegética do texto de João 10.30, como vimos na sua citação, comentando este texto a Chave Lingüística diz: “ A identidade não é asseverada, mas a unidade essencial o é.”  De fato em João 10.38 que foi o texto paralelo que Boff chamou para dar embasamento à sua premissa, segundo o Léxico diz o seguinte: “Traz o sentido de relacionamento, envolvendo especialmente Jesus, ou Deus, ou ambos”  A grande questão é: O texto de João 10.30 ensina um pressuposto triteísta? Se isto fosse o caso, será que os inimigos da fé durante a história da Igreja, não teria usado este argumento de forma conclusiva? Dizendo que, a Unidade da essência e pluralidade de Pessoas nesta única essência é mentirosa? Calvino citando Gregório de Nazianzo diz o seguinte: “Não posso pensar em um e único, sem que me veja imediatamente envolvido pelo fulgor dos três; nem posso distinguir os três, sem que me veja imediatamente voltado para um e único.”  Heber diz “ O maravilhoso mistério que existe no ser divino é que a sua unidade não exclui a sua distinção ou diversidade! A sua natureza permite que Deus exista tripessoalmente, sem que isso afete a sua unidade” &lt;br /&gt; O Símbolo Atanasiano diz o seguinte: &lt;br /&gt;A fé católica é esta: que adoremos o único Deus na Trindade e a Trindade na Unidade, não confundindo as Pessoas, nem separando a substância, pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo, mas uma só é a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo; igual à glória, co-eterna a majestade.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Firmado na ortodoxia latina, que compreendemos a pericorese. Partindo da natureza que é comum aos Três, e por terem a mesma natureza com subsistências diferentes, é que os Três se inter-relacionam em amor, e demonstram este amor pela criatura. Baillie citando São Basílio disse:&lt;br /&gt;O Pai, o Filho e o Espírito Santo igualmente santificam, vivificam, iluminam, confortam e efetuam tudo na mesma maneira. Assim, do mesmo modo, todas as outras operações são igualmente efetuadas nos santos, pelo Pai, o Filho e o Espírito Santo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Boff expondo o que é Hipóstase, subsistência, pessoa, na concepção ortodoxa diz o seguinte:&lt;br /&gt;Entretanto, a comunhão por mais completa e eterna, sempre deixa um resíduo: O fato de ser um que tudo entrega ao outro. O Pai tudo entrega ao Filho, menos o fato de ser Pai; o Filho tudo entrega ao Pai e ao espírito Santo menos o fato de ser Filho gerado do Pai; o espírito Santo tudo entrega ao Pai e ao filho menos o fato de ser espirado pelo Pai e pelo Filho. Esta incomunicabilidade constitui, para os teólogos medievais, a essência da pessoa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com estas pressuposições expostas, poderíamos perguntar: Qual a razão de Boff, ir por outra via? Porque não entender pericorese na via latina? O que diferencia as pessoas que estão dentro da mesma Mônada, são justamente as funções diferenciadas. Por isso, podemos falar em Hipóstases dentro da mesma Ousia. Cremos que Boff se equivocou, pois a revelação mesmo falando menção de Três, não faz como se fosse Três independentes, na revelação o que perceptível a nós, é o papel de cada Um, mas isto não quer dizer e nem podemos pensar que Eles estariam independentes uns dos outros. Jesus respondendo certa vez a Felipe disse: (...) Felipe há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras. (João 14. 9-10). No original o verbo permanece (me,nwn) é um particípio presente ativo nominativo masculino singular, o particípio de nota uma ação simultânea com o verbo principal, no caso aqui, o verbo principal do verso é “dizer”. Este particípio está no presente, dando á ideia de continuidade, a voz do verbo é ativo. O Pai é o sujeito da permanência no Filho e o verbo está se referindo a uma Subsistência especifica, eis motivo de esta no singular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cristo, Ato Pericorético maior da Santíssima Trindade &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quem era Cristo?&lt;br /&gt; A Pessoa Teantrópica.  A fé cristã responderá. Por que Deus Homem? Porque era necessário Deus se encarnar, morrer pelos pecados de seu povo, para que seu povo pudesse ser salvo. Isto é a confissão de fé da cristandade durante os séculos. A fé cristã canta na sua vida litúrgica que o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Vimos a sua glória como João diz no seu evangelho.  Em certa ocasião, Felipe pediu para ver o Pai e Jesus lhe respondeu: Felipe há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai, e isso nos basta (João 14.9). Na Liturgia da Igreja Católica existe uma fala do leiturgo na oração Eucarística V que no meu modo de ver sintetiza a encarnação e o amor de Deus pelo seu povo “Senhor vós que sempre quiseste ficar bem perto de nós, vivendo conosco no Cristo, falando conosco por Ele, mandando Vosso Espírito Santo de amor (...). ” A encarnação se deu para executar seu plano de amor. Deus quis habitar entre nós, manifestou-se ao mundo na Pessoa Teantrópica do Senhor Jesus, nascido de mulher, sem pecado original, Deus-Homem que se encarnou por nos amar. &lt;br /&gt; A Santíssima Trindade no decreto eterno feito antes da fundação do mundo determinou que um povo fosse salvo dentre a raça humana decaída. O Texto Sagrado  mostra o papel que cada Subsistência desempenharia, neste conselho ficou determinado também que Uma das Subsistências se encarnaria e viria a este mundo. Como diz o texto de Hebreus 2. 14: “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por usa morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo.”&lt;br /&gt; Comentando este verso, Kistemaker diz o seguinte:&lt;br /&gt;Agora o autor indica que a necessidade de libertar seu povo de seus inimigos, da morte e de Satanás, significa que Jesus tinha de se tornar um homem. Ele tinha de ter um corpo de carne e sangue e tinha de ser totalmente humano para libertar seu povo. Libertar seus seguidores da maldição do pecado e das guerras do maligno exigia nada menos do que tomar o lugar daqueles que Deus tinha dado a ele, mas que permaneciam condenados por causa de seus pecados  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As perguntas 16 e 17 do Catecismo de  Heidelberg dizem:&lt;br /&gt; P. 16 Por que o mediador deve ser homem verdadeiro e justo?&lt;br /&gt;R. deve ser verdadeiro homem porque a justiça de Deus exige que o homem pague o pecado do homem. Deve ser homem justo porque alguém que tem seus próprios pecados não pode pagar por outros&lt;br /&gt;P. 17. Por que o mediador deve ser, ao mesmo tempo, verdadeiro Deus?&lt;br /&gt;R. Porque, somente sendo verdadeiro Deus, ele pode suportar, como homem, o peso da ira de Deus, conquistar e restituir para nós a justiça e a vida &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mesmo Cristo sendo carne, Ele não foi contaminado pelo pecado original. Comentando isto, Agostinho diz:&lt;br /&gt;Contudo, talvez não sem motivo, se dê o fato de se encontrarem nas Escrituras referências a pessoas irrepreensíveis, e não se encontrar alguém do qual se diga que não tem pecado, a não ser um Único, do qual está escrito claramente: Aquele que não conhecera o pecado (2Cor 5,21). E em outra parte, ao falar dos sacerdotes, diz: Ele mesmo foi aprovado em tudo como nós, com exceção do pecado (Hb 4,15), ou seja, na carne, semelhante à carne de pecado, embora não fosse carne de pecado. Não teria esta semelhança, se todo a restante não fosse carne de pecado &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A doutrina da Encarnação do Verbo é um dos pilares de cristianismo, sem encarnação não há salvação, nem expiação , nem propiciação . Em Cristo Deus estava reconciliando consigo o mundo; entenda-se “mundo”: eleitos e criação. O texto de Efésios 1.10 diz: “... desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra”. Então temos o propósito deste ato pericoretico de Deus, e quando usamos aqui o termo “Deus”, entende-se a Trindade. &lt;br /&gt; Para entendermos a causa deste ato pericoretico de Deus, precisamos entender o decreto da eleição. O decreto consiste em Deus eleger um povo para ser seu. Sabemos que como descendentes de Adão, este povo tem o que se chama em teologia: pecado Original. Desta forma, para que o decreto da eleição se realizasse, a Subsistência designada tinha que se tornar como um de nós. O evangelista João, falando sobre isto  no cap 1 verso 14 diz: “E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai” Neste texto João fala:  Kai. o` lo,goj sa.rx evge,neto kai. evskh,nwsen evn h`mi/n “ e A Palavra carne veio a ser e tabernaculou entre nós” Esta Palavra ou Verbo veio a ser... O verbo evge,neto está no Indicativo Aoristo voz média. Ou seja, a encarnação do verbo foi uma única vez, e o fato de estar na voz média, segundo Lasor, indica que “Usualmente o sujeito executa a ação em benefício de si mesmo, ou sofre a ação, ou, de alguma maneira está envolvido na ação de modo mais amplo do que ser apenas o sujeito.”  Então o Verbo sofre a ação de ser gerado mais de certa forma participa também desta ação, podemos dizer isto por casa da voz depoente média. Barth faz o seguinte comentário sobre isso:&lt;br /&gt;Mas é Deus que é o Sujeito, o Autor neste acontecimento. Não o homem, não Deus e homem, mas apenas Deus. O verbo tornou-se carne. O torna-se e o fazer-se homem, por parte de Deus, é e permanece como Seu livre arbítrio. A encarnação não significa nenhuma ascensão de homem para Deus, mas um pendor de Deus para o homem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O verbo veio a ser carne, a palavra para carne é: sa.rx “a ideia é do homem integral”, podemos dizer isto, pelo seguinte motivo: quando João escreveu este evangelho, além de guardar os registros a respeito do Salvador, também tinha um caráter apologético, o motivo era a questão docética, que negava que o Senhor tinha carne, sendo só aparência. Daí vem o nome docetismo, do grego dokew “parecer.” O verbo que veio a ser carne, Ele (evskh,nwsen) tabernaculou entre nós. Este é o significado do verbo que está no indicativo aoristo ativo; isto quer dizer que Ele morou de forma real entre nós. Houve um tempo na História que Deus morou entre nós. A idéia de evskh,nwsen é de viver numa tenda temporariamente. O prenúncio desta idéia, já era feita no Antigo Testamento, quando a tenda (skhnh) andava de um lado para outro, no meio do povo. Deus desde o Antigo Testamento já se deslocava com seu povo, e estava no meio do seu povo; este deslocar de Deus mostrar o quanto Ele ama seu povo e quanto seu relacionamento com seu povo é íntimo, Ele está “em” “com” e é “pelo” seu povo.  &lt;br /&gt; A missão de Jesus era de caráter duplo: Cumprir a Lei e Morrer pelos pecados de Seu povo. Para poder salvar seu povo, teria que ganhar a justiça decorrente da lei e sofrer a penalidade decorrente da quebra do pacto da criação, estipulado ente Deus e Adão. Na eternidade outro pacto tinha sido firmado: A aliança da redenção. “Mesmo dizendo que a concepção de uma aliança da redenção feita entre o Pai e o Filho na eternidade tem sabor de artificialidade” ,  Robertson diz:&lt;br /&gt;Desde a Reforma tem-se feito distinção entre o pacto de aliança pré-criação entre as pessoas da Trindade e aliança histórica ente deus e os homens. A aliança pré-criação entre Pai e o filho tem sido designada de várias maneiras, como “aliança da redenção”, “aliança eterna”, “conselho de paz” ou “conselho de redenção”. Esta “aliança” particular não encontra exposição especifica nos credos clássicos dos reformadores dos séculos dezesseis e dezessete. Mas tem sido largamente reconhecida entre os teólogos da aliança desde aquela época. As intenções de Deus de redimir; desde a eternidade, um povo para si mesmo, deve certamente ser afirmada. Antes da fundação do mundo, Deus estabeleceu com seu povo uma aliança de amor.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As cláusulas da aliança eram: Obediência a lei e morte vicária e substitutiva, Pela obediência à lei, ganharíamos a justiça decorrente dela, e pela morte vicária a ira de Deus seria satisfeita, sendo assim, Deus pode ser Justo e Justificador daquele que tem fé em Jesus. Grudem em sua Teologia apresenta algumas razões necessárias para que Jesus fosse humano: &lt;br /&gt;Para possibilitar uma obediência representativa, para ser um sacrifício substitutivo, para ser o Único Mediador ente Deus e os homens, para cumprir o propósito original do homem de dominar a criação, para ser nosso exemplo e padrão na vida, para ser o padrão de nosso corpo redimido, para compadecer-se como sumo sacerdote &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cristo como Representante dos eleitos de Deus, tinha que ter estas características, que Gruden citou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Jesus e o Reino de Deus – Ato Pericoretico de Deus com o seu Povo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O termo Reino de Deus não é algo desconhecido das Escrituras; a sua idéia está presente tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento. A Bíblia de Estudo Genebra traz uma nota teológica sobre o tema:&lt;br /&gt;No Antigo Testamento, Deus declarou que exerceria a sua soberania (Dn 4. 34-35) governando a vida e circunstâncias do povo,a través de seu rei escolhido, o Messias davídico (Is 9. 6-7), na idade áurea da benção. Esse Reino veio com Jesus e é conhecido onde quer que o senhorio de Cristo seja reconhecido. Jesus está entronizado no céu como soberano sobe todas as coisas (Mt 28. 18; Cl 1.13), Rei dos reis e Senhor dos Senhores (Ap. 17.14; 19.16). A idade da benção é uma era de salvação do pecado e de comunhão com Deus, que leva a um futuro estado de completa alegria, num universo reconstituído. Esse Reino está presente em seus começos, porém a sua plenitude será no futuro; em certo sentido, já está aqui, mas, num sentido mais pleno, ainda virá (Lc 11.20; 16.16; 17.21; 22.16; 18. 29-30) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que podemos observar então é certa tensão entre o já e o ainda não. O reino já tem seus aspectos em nossas vidas, podemos até experimentar os aspectos da justiça, verdade, bondade em algumas de nossas relações em determinados momentos, mas já em outros não vemos estes aspectos. Na nossa própria vida existe esta dicotomia do já e ainda não. Somos regenerados, mas em algumas circunstâncias nos comportamos de forma contrária a essa nova natureza, e isto é um fato na vida de qualquer cristão. Isto reflete a tensão vivenciada por todo cristão. Como foi observada na nota teológica, a idéia do Reino não era nenhuma novidade, Jesus como ato Pericorético da Santíssima Trindade tinha vindo com um propósito bem definido. &lt;br /&gt; Jesus em seu ministério evidenciou algumas marcas bem visíveis: Pregação do Evangelho, “a chegada do reino de Deus”, exorcismo e milagres. Jesus anuncia as boas novas, estas boas novas João o “Batista” já vinha pregando  e João identificava em Jesus o cumprimento de sua missão. Quando João foi preso, mandou seus discípulos perguntar a Jesus se Ele era o Messias, Jesus deu a seguinte resposta: E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado e evangelho (Mt. 11,4-5) &lt;br /&gt; Qual a compreensão que o judeu tinha de Reino de Deus? Os salmos descrevem bem qual a concepção da extensão do reino de Deus. “Ao Senhor pertencem a terra e tudo o que nela contém o mundo e os que nele habitam” (Salmo 24.1) É importante compreendermos isto, para podermos compreender o significado das palavras de Jesus.&lt;br /&gt; Desde a queda o pecado está como um parasita no jardim, e conseqüentemente a vontade preceptiva de Deus é quebrada, óbvio que tudo que acontece está de acordo com a sua vontade decretiva; não há contradição entre estas duas vontades, só que cada uma é explicação de duas circunstâncias de atuação da vontade de Deus. Heber explica isto da seguinte forma:&lt;br /&gt;Vontade Decretiva: A expressão “vontade decretiva” é aquela por meio da qual Deus ordena ou decreta tudo aq uilo que decide que tem de acontecer, seja por meio da sua agência direta, ou através da agência irrestrita das suas criaturas racionais.&lt;br /&gt;Vontade Preceptiva: (Que diz respeito aos preceitos) é a regra de vida que Deus tem apontado para suas criaturas morais trilharem, indicando os deveres que elas têm que cumprir, ou que Ele impõe sobre elas. Essa vontade está revelada na lei e no evangelho. É a norma de conduta estabelecida por Deus para todas as suas criaturas morais, sejam elas crentes ou não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Temos que definir isto, pois quando Jesus fala que o reino de Deus é chegado ente vós, Ele se refere a um sentido. A própria concepção de Basile,ia to/u Qeou/ é duplo, existe um sentido de que o reino já chegou e outro que ele é futuro, é a famosa tensão do já e ainda não. &lt;br /&gt; Joaquim Jeremias falando sobre a vinda do reino de Deus diz o seguinte: &lt;br /&gt;Sob esse conceito é que os três primeiros evangelistas resumem a sua mensagem: Marcos no sumário colocando no início (Mc 1.15); Mateus e Lucas nas expressões khru,ssein to. Eu.agge.lion th/j basilei.j (anunciar o evangelho do reino) Mt 4.23; 9.35 e eu.aggelizestai th/n basileian ( anunciar a boa nova do reino) Lc. 4.43; 8.1, cf. 9.2,60. Vê que estas formulações de fato representam o tema central da pregação de Jesus, pela freqüência com que ocorre Basili,a nos sinóticos de Jesus, fato que está em forte contraste com o número relativamente pequeno de exemplos no judaísmo contemporâneo e no resto do Novo Testamento &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Jesus centraliza sua mensagem na proclamação da chegada do reino, Mas a terra já não é do Senhor e tudo que ela contém? De que Reino Jesus está falando? Creio que o verso 10 do capitulo 6 de Mateus nos dá uma orientação: “Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”. De que vontade o texto está se referindo? Vontade Decretiva? Creio que não, pois esta já é feita, Creio que o texto se refere à vontade Preceptiva. E uma das provas para este raciocínio são os exorcismos. Satanás é o maior expoente da rebelião contra a Vontade Preceptiva de Deus. No texto de Mateus 12.28-29 nos é dito: “Se, porém expulso demônios pelo espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós. Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo E, então, lhe saqueará á casa” &lt;br /&gt; Joaquim Jeremias comentando diz o seguinte:&lt;br /&gt;Essas vitórias sobre o poder do mal não são apenas irrupções isoladas no reino de Satã. Significam mais. São manifestações da aurora do tempo salvífico e do começo da aniquilação de Satã (cf. Mc. 1.24: a,pole.sai [destruir]. É o que afirma Lc 11.20: ei, de. E.n daktu,lw (Mt 12.28: pneumati) Qeou/ e,kba,llw ta, daimo,nia a,.ra e,.fqasen ef u.mas h, basilei,a to/u Qeou/ [se com o dedo (Mt 12.28: espírito) de Deus expulso os demônios, então veio sobre vós o reinado de Deus] Cada expulsão de um espírito mau operada por Jesus significa uma antecipação da hora em que Satã será visivelmente dominado. As vitórias sobre os seus instrumentos são prolepses do éscharton &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quanto aos milagres, para podermos entender o significado que estes atos miraculosos tinham sobre as pessoas, é necessário entendermos qual o contexto social destas pessoas. Nolan nos trás as seguintes informações:&lt;br /&gt;Existiam médicos naquele tempo. Mas eram poucos, e havia épocas em que não havia nenhum; seus conhecimentos de medicina eram muito limitados, e os pobres só raramente podiam se dar o luxo de consultá-los.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Jesus provoca um impacto absurdo nesta sociedade, de exorcistas profissionais, e curandeiros. Nolan diz que havia homens santos e dá como exemplo um tal de “Hanina Bem Dosa, que podia fazer chover ou realizar uma cura por meio de simples e espontânea prece a Deus”.  Jesus era diferente! Nolan comenta a respeito de Jesus e diz o seguinte:&lt;br /&gt;Havia, certamente, uma preocupação espontânea em estabelecer contato físico com as pessoas doentes (por ex. Mc. 1,31.41;6,56;8,22-25). Ele as tocava, tomava-as pela mão, ou colocava sua mão sobre elas. Mas jamais fez qualquer uso de fórmulas ritualísticas, encantamentos ou invocações de nomes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Jesus tinha compaixão por estas pessoas, e as ajudava. Nolan comenta o fato de Jesus ter compaixão e diz o seguinte:&lt;br /&gt;A palavra “compaixão” é fraca demais para exprimir a emoção que movia Jesus. O verbo grego splagchnizomai, usado em todos esses textos , é derivado do substantivo splagchnon, que significa intestinos, vísceras, entranhas, ou coração, ou seja, as partes internas das quais parecem surgir às emoções fortes. O verbo grego, portanto, significa movimento ou impulso que brota das próprias entranhas da pessoa, uma reação das tripas. È por isso que os tradutores precisam lançar mão de expressões como “ele sentiu piedade”, ou “seu coração se comoveu com eles”. Mas nem mesmo essas expressões conseguem captar o profundo sabor físico e emocional da palavra grega para compaixão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Estes três aspectos do ministério de Jesus apontavam que o Reino tinha chegado, mas a grande questão é: Chegou á sua totalidade?&lt;br /&gt; Os judeus não entenderam isto. Eles esperavam que o Messias em cumprimento da profecia de Daniel 7 viesse e destruísse os ímpios e estabelecesse o reino a Israel, Ladd sobre este assunto diz:&lt;br /&gt;De fato, o judaísmo apocalíptico perdeu o sentido da atuação de Deus no presente histórico. Nesse ponto, o apocaliptismo havia se tornado pessimista – não com referência ao ato final de Deus em estabelecer seu Reino, mas com referência à atuação de Deus na história presente para salvar e abençoar o seu povo. O judaísmo apocalíptico demonstrava um certo desespero com relação à história, pois entendia que esta estava entregue as poderes malignos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não é difícil perceber o choque que eles tiveram, esperavam que Jesus pregasse rebeldia ao Império Romano e Jesus manda pagar impostos. Existem duas parábolas que Jesus deu que descrevem o desenvolvimento do reino: A Semente de Mostarda e o fermento. Ladd falando a respeito da parábola  da grão da mostarda disse: “ A parábola da semente de mostarda ilustra a verdade de que o reino, o qual um dia será uma grande árvore, já se encontra presente no mundo de forma frágil e insignificante”  Já a respeito do fermento, Ladd disse: “A parábola do fermento incorpora a mesma verdade básica da  encontrada na parábola da mostarda: Que o reino de Deus, que um dia dominará sobre toda a terra, penetrou no mundo de um modo que é difícil percepção”  &lt;br /&gt; Esta influência do reino tem sido percebida durante as eras, é verdade que há tempos que a percepção desta influência é maior. E uma destas percepções mais sensíveis, são as influências nas vidas das pessoas. É uma benção quando uma cidade, estado, país é governado por homens comprometidos com os ideais do Reino, quando os recursos são aplicados na saúde, diminuindo a dor do povo, quando os recursos são aplicados em educação, alimentação.  De fato é uma benção de Deus, e é sobre isto que iremos discorrer no próximo tópico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Governo- Ato Pericoretico de Deus na convivência dos Homens em Sociedade &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como Deus interfere e se manifesta na vida do homem comum?&lt;br /&gt; Existe alguma atuação graciosa de Deus em preservar a governabilidade ente as criaturas?&lt;br /&gt; Claro que sim! Deus se manifesta através da política. Faz-se necessário definirmos, o que vem a ser política.&lt;br /&gt;É de derivação grega a palavra “política”, que em seu sentido original significava “Politikos” que esta relacionada à cidade, porém ao conceito de polis que é mais abrangente do que cidade, entre os séculos 8 e 6 ac. surgiram na Grécia as “polis”, cidades-estado, estas eram quase que como países atuais, Esparta e Atenas são as mais famosas, inicialmente a palavra política fazia referência a tudo o que é urbano, civil, público, este significado expandiu-se com a obra política de Aristóteles (384-322 ac.), onde passou a designar-se política como a arte ou ciência do governo, durante muito tempo passou a designar os estudos dedicados a atividade humana que de alguma forma se relacionam ao governo, porém  na atualidade representa as atividades práticas relacionadas ao exercício do poder do estado; sendo assim está intimamente relacionada o conceito de política ao conceito de poder, segundo Bertrand Russerll (1872-1970), filósofo britânico “conjunto dos meios que permite alcançar os fins desejados”. O domínio da natureza pelo homem seria um desses meios o outro é o domínio do homem sobre o próprio homem, o poder político é apenas uma das formas de poder do homem sobre o homem, existe ainda o poder econômico, o ideológico. No poder político é possível valer-se da força como meio para exercer a vontade diante disto este pode ser considerado o poder supremo, para tanto o poder político conta com o apoio da sociedade, onde por intermédio do estado se exercita as punições quando estas são necessárias, ainda pode se destacar no poder político a universalidade e a inclusividade; o poder político possui limites, porém estes variam de acordo com o tipo de Estado, a política tem como objetivo a ordem pública e a defesa do território nacional e o bem social da população, este assunto mesmo não estando explícito nas conversas diárias é fundamental a vida de todos, pois através da política se constrói a vida da população, não podemos ingenuamente nos abster, cabe a população a discussão e pressão dos governantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hoje em dia, a concepção do domínio é a que mais nos parece comum. O homem tem inclinação para o domínio, isto em si, não é mal, pois foi o próprio Deus que colocou isto no homem, isto faz parte do mandato cultural, o problema é quando este domínio é opressor. Nos dias de Jesus a situação política era geradora de injustiças, exemplo disto é o que nos é dito a respeito de Herodes:&lt;br /&gt;Ele não hesita tampouco em instituir jogos quadrienais em honra de Augusto, em Cesareia e até mesmo em Jerusalém. Rodeia-se de eruditos formados nas letras gregas, (...) Para satisfazer aos judeus, incrementa a reconstrução do templo e o faz embelezar; por esta ocasião, teve de mandar ensinar o ofício de pedreiro a mil levitas, para evitar que simples operários profanassem os locais reservados aos sacerdotes  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eis um exemplo de um governador ímpio. A política é uma benção de Deus, é o meio ordenado para que o estado seja administrado. Então por que esta benção em muitos lugares não é experimentada pelas pessoas? O problema não é com o fato de termos homens governando, mas sim, com o tipo de homens que estão no poder. Deus poderia ter criado os homens separados, não dispostos para viver em sociedade, mas não foi isto que Ele fez, sendo assim, a política faz parte de seu plano para o homem, o relacionamento que existe de amor e perfeição na Santíssima Trindade deve influenciar a política, até porque o senso de política está presente em Deus, o Senhor governa todas as coisas, estabeleceu leis, os céus e toda a terra lhe pertencem, sendo assim, Ele é administrador.&lt;br /&gt; Com a entrada do pecado no mundo, foram criados alguns mecanismos para que a vida humana tivesse condição de existência, e um desses mecanismos foi o magistrado, sobre isto Kuper diz: “Pois, de fato, sem pecado não teria havido magistrado nem ordem do estado; mas a vida política em sua inteireza teria se desenvolvido segundo um modelo patriarcal de vida”  Não haveria cadeia, nem polícia, nem forças armadas, nada disso teria sentido no mundo onde não houvesse pecado. O próprio Deus como Rei e administrador tomou uma atitude quando o pecado chegou a níveis extremados: “Destruiu tudo”. Poupando somente Noé e sua família e pares de animas com o fim de repovoar novamente a terra. Mas quando Noé saiu da arca, (Gn 9 1-17) Deus tomou algumas decisões administrativas para sua criação: Estabeleceu uma aliança com Noé e seus filhos (verso 9). Interessante observar a ideia do cabeça da casa, não foi estabelecido aliança com a mulher, pois  o cabeça da casa e conseqüentemente da sociedade é o homem. Como a família é célula mater da sociedade, o princípio de responsabilidade segue para outras instituições maiores; talvez seja por isso, que não vemos aliança feita com mulheres, como representantes de um povo na Bíblia.&lt;br /&gt;Deus estabelece a sua aliança com os seres viventes que estão conosco, ou seja, os animais em geral (verso 10). Interessante observar isto: Na aliança o homem não está desassociado do restante da criação. E isto diz muito coisa, o homem está ligado para sempre a criação. Então temos aqui um princípio para uma consciência ecológica. Veja a questão de Romanos 8. 19-23. A criação geme. Ela foi amaldiçoada por causa do pecado do homem. Na aliança Noética, Deus fala que faz aliança com todos os seres viventes, e esta aliança foi feita para garantir a não destruição da criação com um dilúvio. O texto de Romanos, diz: Que ela geme. Por que ela geme? A visão que se tem é que a salvação do homem está desassociada da terra, ou seja, vamos pra um céu, que nos é um grande mistério. Mas se fossemos para o céu, por que a criação geme e aguarda, se ela vai ser destruída? Isto não tem sentido. Ela vai ser libertada da escravidão para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Que gloria será esta? De servir de morada para os santos, ou seja, à volta para o Éden. Nosso parque das Delicias!&lt;br /&gt;Deus colocou como sinal no céu o arco-íris.  Ele é o sinal da aliança. Toda vez que chove e aparece o arco-íris, os crentes deveriam se lembrar desta aliança, e se lembrar também que esta aliança prenuncia que seremos restabelecidos um dia, tanto nós quanto a criação.&lt;br /&gt;A Política é algo que Deus colocou no seio de sua criação, Ele criou seres racionais para governar a criação, seres estes que são os vice-regentes de sua criação, sendo assim, o homem, tanto em instâncias menores como seu lar, quantos em instâncias maiores com uma nação, o homem é chamado para governar e dirigir. Surgi uma questão: Todo mundo pode ser político? Pode ser administrador de pessoas? A Confissão de Fé de Westminster co cap. XXIII Seção II, respondendo isto diz:&lt;br /&gt;Aos cristãos é licito aceitar e exercer o ofício de magistrado, quando para ele são chamados; na administração da mesmo, como devem especialmente manter a piedade, a justiça e a paz, segundo as leis justas de cada comunidade, eles, sob a dispensação do Novo Testamento, e para esse fim, podem licitamente fazer guerra, havendo ocasiões justas e necessárias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A política é vocação, o problema é quando ímpios não vocacionados ao governo querem governar a criação de Deus, da mesma forma que é um desastre um ímpio administrando a Igreja; também é um desastre ímpios não vocacionados administrando cidades. Este foco da política como vocação não existe nas mentes de muita gente, então não se tem compromisso quando se vota até mesmo crentes votam sem seriedade, depois que Deus traz juízo através de maus governantes, as pessoas ficam sem entender os motivos disto acontecer e reclamam.&lt;br /&gt; Governantes que professam a fé têm como função primordial levar nações ao reconhecimento da soberania de Deus e que elas existem com o propósito de prestar honras e louvores a Deus. Kuper tem a seguinte opinião:&lt;br /&gt;Elas existem por Ele e são sua propriedade. E por isso todas estas nações, e nelas a humanidade, devem existir para sua glória e conseqüentemente segundo suas ordenanças, a fim de que sua sabedoria divina possa brilhar publicamente em sue bem-estar, quando elas andam segundo suas ordenanças &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tudo deve redundar em glória para Deus; a criação não existe independente de Deus, porém os homens anseiam por isso: Matar Deus; outros até já disseram que Ele tinha morrido  O homem está perdido, nosso mundo está um caos. A Igreja precisa mostrar ao mundo qual o modelo de política correta, por isto, a pericorese é a resposta, qualquer política pública que não leve em conta a justiça, a equidade, o equilíbrio, a ordem, não podem prosperar. Os homens precisam entender que em Deus é que reside à estabilidade política, a administração voltada para a justiça.&lt;br /&gt; A Igreja deve se envolver com a política? Sim, deve! &lt;br /&gt; A Igreja deve dar o norte para que a sociedade tenha um modelo político que espelhe traços da comunhão que há entre as Pessoas da Santíssima Trindade, só pelo simples fato de ser a melhor comunidade que existe. Qualquer forma de governo que gere opressão, não honra a Deus, é uma afronta aos céus. Através da pericorese, precisamos como servos de Deus, questionar nossas posições, preferências e candidatos políticos.&lt;br /&gt; Vejamos um exemplo bem simples: Posso votar ou apoiar um candidato ou partido ou programa de governo que têm por finalidade algum objetivo que desonre a Deus? Ou então que provoque mais exclusão social, sabendo, que meu Deus é contra a injustiça?&lt;br /&gt; Boff tem uma opinião boa sobre isto, ele diz:&lt;br /&gt;A sociedade que pode surgir, na inspiração do modelo Trinitário, deve ser fraterna, igualitária, rica pelo espaço de expressão que concede às diferenças pessoais e grupais. Só uma sociedade de irmãos e de irmã, cujo tecido social seja urdido de participação e comunhão de todos em tudo é que pode reivindicar ser pálida imagem e semelhança da Trindade, o fundamento e o aconchego derradeiro do universo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Será que uma comunidade onde há jogo de interesse, desonestidade, injustiça, soberba, domínio opressivo... esta comunidade respeita a Deus? E se esta comunidade for a nossa igreja? Será que ela respeita a Deus? E se for a minha família? Será que respeita a Deus? &lt;br /&gt; Santo Agostinho viu na criatura humana uma imagem interiorizada da Trindade: A mente, o conhecimento de si mesma e o amor. Agostinho dizia: &lt;br /&gt;Assim como são duas as realidades: a mente e seu amor, quando a mente se ama a si mesma, também são duas; a mente e seu conhecimento, quando ela se conhece a si mesma. Portanto, a mente, o seu amor e o seu conhecimento formam três realidades. Essas três coisas, porém, são uma única unidade. E quando perfeitas, são também iguais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que provoca a unidade no caso do homem é o amor que é o vínculo da perfeição; na Santíssima Trindade, além de serem Uma só substância, manifesta em Três subsistências diferentes, a Pericorese Neles é um vinculo de amor.&lt;br /&gt; Uma sociedade quando regida pelos princípios que promovem a unidade, ela vivencia a graça comum de Deus, nos macros relacionamentos, quanto nos individuais.&lt;br /&gt;  O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Hoekema em seu livro Criados à Imagem de Deus, fala da estrutura do homem, do seu “aspecto estrutural e funcional”.  A queda acabou por completo o sentido estrito funcional do homem, mas o lato estrutural que diz respeito a “sua capacidade de tomar decisões” , este não! Então a capacidade administrativa não se perdeu por completo, é verdade que o pecado atrapalha, mais quando a graça comum de Deus está sobre um governo, ele é justo, equitativo. Historicamente a cristandade, nos países latinos americanos tem ficado do lado dos opressores, desonrando a Deus. A Igreja por necessidade precisa se postar em favor dos excluídos, pelo simples fato que o Seu Deus é a favor dos excluídos. “Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora, diz o Senhor; e porei a salvo a quem por isso suspira” Salmo 12.5. &lt;br /&gt;Rev. Jaziel C. Cunha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-6690431841612955999?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/6690431841612955999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=6690431841612955999' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/6690431841612955999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/6690431841612955999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/05/comunhao-trinitaria-e-seu.html' title='A COMUNHÃO TRINITÁRIA E SEU RELACIONAMENTO COM A IGREJA E AS DEMAIS CRIATURAS'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-8576519989927003012</id><published>2010-04-29T07:13:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T07:15:54.426-07:00</updated><title type='text'>Introdução ao Estudo sobre o Reino de Deus II</title><content type='html'>No artigo anterior vimos à questão dos elementos do Reino e sua manutenção. Veremos agora a questão do propósito.&lt;br /&gt;Por propósito, compreendemos a finalidade da existência do Reino. Por que Deus criou as coisas? Será que Ele necessitava criar alguma coisa? Será que o relacionamento que as Pessoas da Santíssima Trindade tinham não era suficiente em si mesmo? Será que o seu relacionamento estava comprometido? Será que uma das Pessoas precisava gerar para se auto-afirmar?&lt;br /&gt;A resposta a todas estas perguntas é um sonoro: Não!&lt;br /&gt;A Santíssima Trindade cria por um ato de amor. Esta relação que a Santíssima Trindade tem com a criação se manifesta num ato pericorético .  &lt;br /&gt;Na criação Cada Pessoa da Santíssima Trindade está envolvida.&lt;br /&gt;O propósito da criação faz parte de um propósito teleológico, ou seja, um propósito bem definido com um fim em vista. A história caminha para um fim. E para que houvesse história, era necessário haver um palco para que o enredo se realizasse.&lt;br /&gt;Neste palco A Santíssima Trindade manifesta seus propósitos.&lt;br /&gt;Van Gruningem destaca três propósitos: “modelos e leis; maravilhas e mistérios da vida; um lar aconchegante para o ápice da criação com trabalho e descanso” &lt;br /&gt;Por modelos e leis queremos enfatizar toda a sorte de leis e modelos que regem todos os elementos do Reino e toda a vida que existe nestes elementos e que deles dependem. As leis que proporcionam descobertas fantásticas na humanidade, não são leis que foram criadas pelo homem. Mas, são leis pré-estabelecidas pelo próprio Deus. E se o homem tem algum êxito nas descobertas que tanto impressiona, isto é decorrente da sabedoria de Deus em estabelecer estas leis no Reino, garantindo-lhe sua funcionalidade e seu experimento, possibilitando repetição para averiguação da determinada lei. A grandiosidade e sabedoria de Deus residem nisto. Aquilo que em épocas passadas era considerado ficção, hoje é real e palpável. E só foi executada porque os homens, mesmo que não percebam a mão do Criador, seguem os modelos de leis que o Criador estabeleceu. Por eles terem seguidos estas leis, podem ter certeza que os resultados serão atingidos.  Aquilo que nós chamamos de milagres, nada mais é, do que a atuação que o Senhor tem sobre estes modelos e leis, onde Ele por ter todo o conhecimento de execução realiza as coisas. Demonstrando controle total sobre tudo. Estes modelos e leis são necessários para que o mandato cultural possa ser desenvolvido.&lt;br /&gt;Além dos modelos e leis estabelecidos pelo Criador, outro propósito é demonstrar maravilhas e mistérios da vida. Este segundo propósito está relacionado de forma muito direta com o primeiro. As maravilhas e mistérios só são manifestos, justamente por existirem modelos e leis que possibilitam o aparecimento destas maravilhas e mistérios. O Senhor gerou uma complexidade de vida animal, vegetal e marinha incrível. Toda esta biodiversidade existe como manifestação das maravilhas da vida. Faz parte do mandato cultural do homem tomar conta e proteger esta diversidade. A destruição desta biodiversidade corresponde a uma completa abdicação e renegação da função do homem como vice-gerente na execução do mandato cultural. As pessoas que contemplam a criação e percebem nela todo o mistério que ela exala.. Sua complexidade. Deveriam exclamar juntamente com as Escrituras: Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Salmo 19.1&lt;br /&gt;O último propósito da criação do Reino seria providenciar um lar aconchegante com trabalho e descanso para o ápice da criação. Neste ponto queria ir um pouco mais além do que foi proposto por Van Gruningem, prefiro pensar que além de ser um lar para o vice-gerente juntamente com sua esposa. O Reino também é um lar para toda a criação animal, vegetal e marinha que o Senhor criou e pôs o homem como guardador delas. &lt;br /&gt;Creio que vendo desta perspectiva, a obrigação do homem fica realçada. O homem não tem o direito de explorar o lar de qualquer forma. Pois não é somente seu lar. E sim de todas as outras formas de vida que o Senhor criou.&lt;br /&gt;Van Gruningem destacou a questão do trabalho e do descanso. O trabalho do homem está relacionado ao mandato cultural&lt;br /&gt; Qual a finalidade do mandato cultural?&lt;br /&gt; O mandato cultural é representado pelo comércio, artes, trabalho, tecnologia, escola, etc. &lt;br /&gt;Sua finalidade é o desenvolvimento, a exploração da terra. Mas, exploração consciente, e a isto, o próprio texto de Gn 2.15 limita. A expressão  Hr"(m.v'l.W ( e para ela “ele” governar). Tem um profundo significado, segundo o DIT a raiz básica é a de “exercer grande poder sobre”  o DIT também fala de um desdobramento, que para o nosso texto, tem uma aplicação mais especifica, “tomar conta de , guardar. Isso envolve manter, ou cuidar de coisas, tais como um jardim” .&lt;br /&gt;Como posso cuidar do jardim, se destruí-lo?&lt;br /&gt;O Senhor me criou tanto para dominar a criação, mas também perceber que depende dela. Tenho uma relação intima com este palco. Fui formado de um de seus elementos, ou seja, da terra. Alimento-me daquilo que ela me dá e de animais que também dependem dela para viver. Tenho necessidade vital de outro elemento à água. Sem este elemento que faz parte do Reino como poderia viver? Desta forma, quando polui as águas, estou atentando contra minha própria existência e de toda a criação que o Senhor me chamou para proteger.&lt;br /&gt;Outro aspecto importante é a questão do descanso&lt;br /&gt;O homem foi criado no sexto dia, e a primeira coisa que esse homem fez no seu primeiro dia de vida, depois de criado, foi o descanso, e isto tem uma aplicação teológica entre a relação trabalho X descanso. Wolff diz o seguinte:&lt;br /&gt;Por conseguinte, o dia de repouso se destina a lembrar ao ser humano que ele foi posto em um mundo provido abundantemente de tudo que é necessário e de muitas coisas belas. As palavras recordam o primeiro relato da criação (Gn 2. 1-3) o qual descreve, em seu estilo arcaico, que o primeiro dia da vida do se humano foi o grande dia do repouso &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Qual o ensinamento disto?&lt;br /&gt; Mostrar ao homem que ele deve depender do Criador, todo trabalho já foi terminado, o trabalho do homem é a manutenção, o cultivo, a guarda. Diga-se de passagem, que o Criador não depende do homem para manutenção de sua obra, pois como o texto de Hebreus nos informa é Jesus o Grande Sustentador de tudo (Hb 1.3). O homem como vice regente da criação, governa a criação de Deus, e faz isto, por um ato de condescendência do Criador, de sorte, que Deus quis ensinar que Ele é provedor de tudo e que o homem precisa descansa Nele.&lt;br /&gt; As Escrituras lembram ao homem esta sua limitação, mesmo falando contra a preguiça em textos como Pv. 6. 6-11; 26. 13-16. Ela de forma antitética também diz que O Senhor dá os seus enquanto dormem Sl 127.2. Então temos duas situações:&lt;br /&gt;a- O Homem deve trabalhar&lt;br /&gt;b- Mas o fruto do trabalho provém do Senhor&lt;br /&gt; Desta forma, estabelecemos a relação entre trabalho e descanso, o trabalho visa à glória de Deus, pois é sua ordem, dada na criação, o descanso também é ordem sua, e também visa a sua glória, pois no descanso, o homem percebe que tudo que ele pode fazer, não terá resultados esperados, se o Senhor não lhe der. Então a graça reside em trabalhar e poder descansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Wolff faz o seguinte comentário:&lt;br /&gt;A superanbudância tira o descanso do mesmo modo que o zelo demasiado (...). O sono bom se torna o fator distintivo do ser humano que vive no ritmo das dádivas e dos chamamentos de Javé. No descanso se mostra a arte de viver, isto é, aquela sabedoria cuja peça mestra é o temos de Javé. Ela sabe que a futilidade do esforço baldado dos fanáticos por trabalho foi definitivamente substituído pela graticidade da dádiva de Javé durante o sono.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Reino manifesta estes propósitos e como vice-gerentes regenerados capazes de cumprir o mandato espiritual temos que ter consciência que a compreensão da relação minha com o Reino de Deus também é culto a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes citadas:&lt;br /&gt;Pericorese trata da comunhão entre as Pessoas da Santíssima Trindade e de um movimento de amor e graça para com toda a criação.&lt;br /&gt;GRONINGEN, Gerard Van. Criação e Consumação Vol. I. São Paulo-SP: Cultura Cristã, 2006 p 62 e 63&lt;br /&gt;HARRIS, Laird R. JR, Gleason L. Archer. WALTKE, Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo-SP: VIDA NOVA, 2005p. 1587&lt;br /&gt;Id. Ibid., p. 1588&lt;br /&gt;WOLFF, Hans Walter. Antropologia do Antigo Testamento. São Paulo-SP: HAGNOS, 2008. p. 209&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev. Jaziel C. Cunha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-8576519989927003012?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/8576519989927003012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=8576519989927003012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/8576519989927003012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/8576519989927003012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/04/introducao-ao-estudo-sobre-o-reino-de_29.html' title='Introdução ao Estudo sobre o Reino de Deus II'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-6029969728674097937</id><published>2010-04-28T06:59:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T07:00:21.934-07:00</updated><title type='text'>Sermão em Números 11. 16-35</title><content type='html'>Introdução: Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia. Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:&lt;br /&gt;- Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado. &lt;br /&gt;- Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa? &lt;br /&gt;- Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra. &lt;br /&gt;Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho. Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se. &lt;br /&gt;- Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo. A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir. Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos.&lt;br /&gt;- Acaso podeis negar essas verdades, meu amo? &lt;br /&gt;- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo. &lt;br /&gt;- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra. &lt;br /&gt;Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro. Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta: &lt;br /&gt;- Por que vos admirais de minha escolha? Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios. Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido. Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social. Acaso podeis refutar o que digo? indagou Esopo. &lt;br /&gt;Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade. Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da antiguidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elucidação: Vimos na elucidação anterior que é impossível discutirmos Números sem falarmos dos outros livros, especialmente Êxodo e Leviticos. Números, como outras partes da Escritura, não procura pintar um retrato detalhado do caráter de Deus. Nas futuras elucidações procuraremos perceber os símbolos que retrataram a atuação de Deus no meio do povo. No entanto, em suas leis e narrativas certas características divinas emergem bem claramente. Foi fundamental para a experiência de Israel a presença real e visível de Deus entre eles. Como primeiro símbolo, falaremos sobre a nuvem. A nuvem de fogo que cobria o tabernáculo mostrava que aquele não era um palácio real vazio, mas que o Senhor seu Deus estava com ele, e no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei. Sempre que a nuvem se movia, o povo acompanhava. Quando a nuvem parava de se mover, o povo acampava. Tão impressionante era esse fenômeno, que não somente o vidente mesopotâmio Balaão o reconheceu, mas também os egípcios de acordo com Nm. 14.14. A nuvem ambulante e a arca eram as imagens de Deus andando com o Seu povo, para protegê-lo e dar-lhe vitória sobre seus inimigos. Na ausência dEle, a derrota era inevitável. O que era ainda mais terrível era que a nuvem aparecia em ocasiões de crise, quando o povo protestou contra a liderança divinamente nomeada, ou contra a viagem planejada a Canaã. O aparecimento súbito da nuvem prenunciava algum castigo terrível para os rebeldes que estavam no meio do povo de Deus. Desta forma, a nuvem apontava tanto para a proteção de Deus quanto para seu juízo. Nesta noite, vamos meditar sobre o seguinte tema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema: A Resposta de Deus à Oração de Moisés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Divisão: O Senhor anuncia a Moisés o que vai fazer (versos 16-23)&lt;br /&gt;A oração de Moisés consistia basicamente de duas grandes queixas: A questão do peso da responsabilidade e a questão da carne que eles queriam Estas duas grandes queixas são os motivos que levam Moisés a pedir a morte a Deus. Estas queixas perturbaram muito a Moisés.&lt;br /&gt;O Senhor com sua grande graça e misericórdia responde a Moisés. Interessante, percebemos que o Senhor não matou a Moisés. Entretanto os motivos que levaram a Moisés a pedir a morte foram solucionados. &lt;br /&gt;O verso 16 começa dizendo que Deus dá a 1ª instrução para atender uma das queixas que Moisés tinha feito: a questão da demasiada responsabilidade. O Senhor diz: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes serem anciãos e superintendentes do povo; e os trarás perante a tenda da congregação, para que assistam ali contigo.  17 Então, descerei e ali falarei contigo; tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que não a leves tu somente.Nm. 11- 16-17. &lt;br /&gt;O verso 17 nos informa que Deus desceu e falou ( yTiär&gt;B;dIw&gt; ) o tronco deste verbo é um piel. A idéia do piel é de ser um tronco intenso ou causativo. O Senhor falou de modo severo com Moisés. O Senhor diz que vai  yTiªl.c;a'w&gt; ( tirar, ) do Espírito que está em ti.&lt;br /&gt;Qual é a idéia aqui?&lt;br /&gt;Quem dá capacidade ao homem é Deus. O Senhor repartiria com outros (70 anciãos) e juntamente com Moisés levariam a carga.&lt;br /&gt;No verso 18 Deus dá a segunda instrução que corresponde a outra queixa que Moisés tinha feito. A questão da carne. O verso começa com o Senhor dando a seguinte ordem: &lt;br /&gt; WvåD&gt;q;t.hi ( Santificai-vos) a idéia é de separai-vos. Pra que? Porque amanhã comereis carne. Deus iria responder a importunação do povo.&lt;br /&gt;Observem os versos 19-20! &lt;br /&gt;O Senhor diz: Não comereis um dia apenas, ou dois, ou cinco ou dez ou vinte.&lt;br /&gt;Mas, pelo contrário, um mês inteiro, até que saia pelas vossas narinas e vos provoque náuseas... Por que o Senhor fez isto? O texto diz:&lt;br /&gt; ‘hw"hy&gt;-ta, ~T,Ûs.a;m.-yKi(  (visto que rejeitaste ao Senhor)&lt;br /&gt;A rejeição do Senhor foi manifesta e concretizada através das reclamações: Para que, pois, saímos do Egito? &lt;br /&gt;Mesmo com a resposta do Senhor a Moisés, parece que ele não tranqüilizou o coração e eis o que diz: Seiscentos mil homens de pé é este povo no meio do qual estou; e, tu tens dito: Dar-lhes-ei carne, e comerão um mês inteiro. Matar-se-ão rebanhos e gados que lhes bastem? ou ajuntar-se-ão todos os peixes do mar que lhes bastem?" (Nm 11,21-22).&lt;br /&gt;O texto nos informa a resposta do Senhor a esta dúvida de Moisés&lt;br /&gt;"Pelo que replicou Iahweh a Moisés: Porventura ter-se-ia encurtado a mão de Iahweh? Já verás se a minha palavra se cumpre ou não" (Nm 11,23)&lt;br /&gt;Como o próprio verso 23 já demonstra: O Senhor respondeu as queixas que Moisés tinha feito contra o povo e também mostrou a Moisés que seu poder continuava o mesmo. &lt;br /&gt;O Senhor agora executa o que tinha dito a Moisés e é isto o que passaremos a considerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Divisão: O Senhor alivia a carga de Moisés (versos 24-30)&lt;br /&gt;O Senhor soluciona a primeira queixa que Moisés tinha feito na sua prece (versos 12;14).&lt;br /&gt;O verso 24 diz que Moisés  ‘rBed:y&gt;w: (falou) o tronco do verbo está no piel. Não foi uma conversa muito delicada. A idéia é que Moisés falou severamente com o povo aquilo que o Senhor tinha dito. E como primeira medida ajuntou 70 homens velhos do povo e os colocou ao redor da tenda.&lt;br /&gt;O verso 25 diz: Iahweh desceu na nuvem. O DIT traz a seguinte informação: O substantivo (nuvem) ocorre cerca de 80 vezes no AT; em 75 por cento dessas ocasiões, a palavra refere-se à coluna de “nuvens” que dirigia os israelitas pelo deserto e representava a presença do Senhor sobre o tabernáculo. &lt;br /&gt;O Senhor  ‘x:Wr’h'-!mi lc,aY"©w: ( e tomou do Espírito) a idéia é repartir o comando. Entretanto, Moisés ainda era quem comandava. Os setentas iriam auxiliar Moisés. A nomeação dos setenta anciãos tinha como fim: Ajudar na condução do povo. A hierarquia não fora modificada. Eles receberam a investidura do Espírito que estava em Moisés, sem que lhe ficasse reduzido, o que caracteriza a dependência deles no exercício das funções auxiliares.&lt;br /&gt;Tanto o verso 25 quanto o 26 diz que quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram. O que significava isto? &lt;br /&gt;Esse ato de profetizar tem um sentido bem diverso do que se conhece normalmente. Tal como em outros locais (1Sm 10,10 / 19,24), onde se fala em um estado de "delírio", se entende aqui como o entusiasmo e empolgação que manifestaram possuir naquele momento apenas. O espírito profético que pousou sobre eles é o de Moisés, não outro. Dessa data em diante os anciãos passaram a assessorar Moisés na chefia, motivo pelo qual o narrador registra, com referência ao ato de "profetizar", que "nunca mais o fizeram".&lt;br /&gt;Não é a primeira vez que Moisés tem ajudadores. Em Êx. 18 13-27 Jetro vendo Moisés julgar os problemas do povo sozinho aconselha Moisés que tivesse quem o ajudasse. Aqui reside o principio de que o povo de Deus não deve ser guiado por um só homem. O povo de Deus é dirigido por um conselho, nunca por um só homem.&lt;br /&gt;No verso 26 nos é dito que dois homens que estavam inscritos, mas por algum motivo não estavam ao redor da tenda, ou seja, não estavam no local determinado por Deus, entretanto, também receberam o poder de Deus e profetizam. Neste ínterim, acontece que um moço vem e diz o que estava acontecendo com àqueles dois que não estavam no local determinado. Josué pede a Moisés para repreendê-lo. Moisés diz: “Tens tu ciúme por mim”? O particípio piel  aNEïq;m.h;( ( traz a idéia de uma emoção muito forte em que o sujeito deseja alguma qualidade ou a posse do objeto) Josué por servir a tanto tempo e por ser-lhe fiel tem este sentimento. Ao invés de Moisés lisonjeá-lo, repreende-o. &lt;br /&gt;Aqui temos algumas coisas que precisam ser consideradas:&lt;br /&gt;a- Moisés não tem síndrome de super-homem, ele reclamou por ajuda e quando o Senhor a deu, não ficou enciumado.&lt;br /&gt;b- Josué, que seria seu sucessor aprendeu que o Senhor dá capacitação a quem Ele quer dá. &lt;br /&gt;c- Moisés demonstra humildade em reconhecer que o que “tem” vem do Senhor.&lt;br /&gt;d- Deus não estava impedido de derramar Seu Espírito sobre estes dois homens, pelo fato deles não estarem ao redor da tenda. O Senhor é Soberano. &lt;br /&gt;Mas, existia a outra queixa de Moisés. Nos versos seguintes veremos a resposta de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Divisão: O Senhor providencia carne para o povo (versos 31-35)&lt;br /&gt;O verso 31 diz que levantou-se um vento enviado por Iahweh vindo do mar e trouxe codornizes e as  vJo’YIw: è(arremessava, lançar fora, cair) o verbo está no imperfeito qal. A idéia é que elas caiam no chão. Poderíamos pensar numa forma de pouso forçado.&lt;br /&gt;Havia tantas codornizes que o texto sagrado diz que: Delas havia numa extensão de um dia de marcha (cerca de 30 km) de um lado e do outro do acampamento, e numa espessura de dois côvados acima do solo. (cerca de noventa centímetros)&lt;br /&gt;Segundo Gordon. J. Wenhan &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verbo hebraico que foi traduzido por arremessar sugere que havia pilhas de aves até noventa centímetros de altura (dois côvados). Também é difícil imaginar um homem caçando dez hômeres de aves. (possivelmente 2.200 litros) porém seria de fácil execução juntar tantas assim, se elas estivessem enchendo o chão. Depois de capturadas, as codornizes eram estendidas para secar e serem preservadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Escrituras nos dizem que o povo levantou-se todo aquele dia e aquela noite e também no dia seguinte. Foi de fato, muita carne que eles recolheram. O que recolheu menos não recolheu menos de mil quilos. &lt;br /&gt;O verso 33 numa tradução literal diz o seguinte: A carne e sua pele entre seus dentes ainda não tinham sido cortadas e as narinas de Iahweh (ira de Iahweh) se inflamou contra o povo e Iahweh feriu o povo com uma praga muito grande.&lt;br /&gt;É necessário considerarmos algumas coisas neste verso:&lt;br /&gt;1- A expressão narinas de Iahweh, o DIT diz que esta expressão traz a seguinte lembrança de que por meio da alteração da respiração as emoções podem ser exprimidas. Talvez tenha sido observado que o nariz fica dilatado quando se está irado. A ira se expressa na manifestação das narinas dando ênfase ao aspecto emocional da ira e do furor. A ira de Deus está particularmente relacionada com o pecado do seu povo, o que lhe é doloroso e o desagrada profundamente. O pecado ofende e fere o amor de Deus. A resposta emocional a isto é a ira divina.&lt;br /&gt;2- O verbo  %Y:Üw: ( feriu) o tronco é um hifil. Iahweh feriu o povo com uma grande epidemia, praga ou matança. A idéia do nosso verso é a de uma praga que ocorreu no deserto, enquanto o povo, com glutonaria comia codornizes. Essa praga pode ter sido um sério problema estomacal.&lt;br /&gt;O verso 34 diz que este lugar se chamou Kibrote-Hataavár o nome significa “Túmulo dos desejos”. Outro memorial onde a ira de Deus fora derramada sobre o povo.&lt;br /&gt;De tudo isto, o que é mais espetacular é a presença de Iahweh no dia a dia do povo. Infelizmente o povo não obedecia ao Senhor. Van Gruningem diz o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida era uma fonte de queixa. O povo tinha saudades dos vegetais frescos, peixes e frutas do Egito. Eles estavam cansados do maná que caía do céu. Então quando Iahweh o supriu com abundância de codornizes, eles devoravam com avidez. Esta queixa sobre a comida não aconteceu apenas uma vez; depois de trinta e oito anos de peregrinação, o povo ainda estava impaciente e falavam contra Deus, dizendo que sentiam falta da água fresca e da boa comida e que desprezavam a “comida miserável”, o maná que cai do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o povo de Israel, eis os nossos irmãos, eis os costumes que infelizmente refletimos todas as vezes que demonstramos arrogância e ingratidão para com Iahweh. Paulo adverte a igreja de Coríntios para que se lembre dos juízos que sobrevieram a Israel no deserto, para que destino semelhante não lhes sobreviesse. 1 coríntios 10. 1-11.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aplicação:&lt;br /&gt;1- O Senhor escutou a oração de Moisés, O Senhor está atento ao que se passa entre seus santos, por isso, devemos ter cuidado com o nosso modo de agir e de pensar. Pois Deus que sonda tudo pode visitar seu povo em ira.&lt;br /&gt;2- O Senhor deu a carne tão desejada por eles, enquanto eles se esbaldavam na glutonaria, com as carnes e peles ainda nos dentes, Deus feriu com uma grande praga. Tomemos cuidado com nossas queixas ingratas, O Senhor pode perfeitamente nos atender, visando com isto, nos punir.&lt;br /&gt;3- O lugar onde eles foram enterrados foi chamado Túmulo dos desejos. Nome bem propício para o fim que tiveram. Devemos ter cuidado para não irmos também ao Túmulo dos nossos desejos. O lugar onde Yahweh visita em ira o lugar onde ninguém pode escapa de sua mão.&lt;br /&gt;4- Deus é juiz-Guerreiro. O Mesmo Deus que feriu os egípcios com praga, também disse que se o povo da aliança não fosse fiel, feriria o povo, visitando-o em ira santa. &lt;br /&gt;5- Yahweh é o mesmo. Somos tão povo Dele quanto nossos irmãos do Antigo Testamento eram. Depois de dar o castigo de Yahweh como exemplo, Paulo em I Coríntios 10. 11-12 diz o seguinte: Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.  Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão:&lt;br /&gt;Por que Deus irou-se contra o povo? Nos versos do cap. 11 temos reclamações. A narrativa nos mostra como eles usavam sua língua. É engraçado, quase não os vemos usando em agradecimento e louvor a Deus. Mas, em reclamações, palavras duras... Isto é o que não falta a eles. A ira que o Senhor teve contra eles não foi por causa de suas línguas? É obvio que sim! Vejam como eles eram influenciados: O populacho que estava no meio do povo da aliança teve um desejo desenfreado por carne. O povo da aliança também se pôs a chorar e reclamar. Isto leva Moisés à raia do desespero, tamanha era a insistência do povo rebelde. Percebam que a oração que Moisés fizera foi motivada por tantas e tantas reclamações. O que Deus fez? Respondeu a oração de Moisés. Você já pensou nisto? Em quantas reclamações você tem feito? Como você tem utilizado sua língua?&lt;br /&gt;Será que ela tem sido instrumento de virtude ou de desgraça?&lt;br /&gt;Lembre-se: Deus pode atender perfeitamente a sua reclamação. Mas, tenha medo. Talvez Ele queira te castigar.&lt;br /&gt;Sendo assim, é melhor controlar a língua. Para que preces contra vocês não sejam dirigidas ao alto.&lt;br /&gt;Que o Senhor tenha misericórdia de sua vinha!&lt;br /&gt;A Ele toda glória!&lt;br /&gt;Amém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-6029969728674097937?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/6029969728674097937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=6029969728674097937' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/6029969728674097937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/6029969728674097937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/04/sermao-em-numeros-11-16-35.html' title='Sermão em Números 11. 16-35'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-5692172845519599749</id><published>2010-04-28T06:58:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T06:59:12.111-07:00</updated><title type='text'>Sermão em Números 11. 10-15</title><content type='html'>Introdução: E de novo adormeci e tornei a sonhar. Vi os dois peregrinos descendo das montanhas pelo caminho da cidade.&lt;br /&gt;Mais abaixo das montanhas há um país chamado das Idéias Fantásticas, do qual sai, para a estrada por onde iam os peregrinos, um tortuoso atalho. Encontraram aí um jovem, meio idiota, que vinha do tal país. Chamava-se Ignorância. Perguntando-lhe Cristão donde e para onde se dirigia, respondeu:&lt;br /&gt;Ignorância – Sou natural daquele país que fica à mão esquerda, e vou à Cidade Celestial.&lt;br /&gt;Cristão – E como crês tu que podes lá entrar? Olha que é possível que encontres alguma dificuldade à porta.&lt;br /&gt;Ignorância – Eu hei de entrar do mesmo modo que entram outras pessoas de bem.&lt;br /&gt;Cristão – O que podes tu apresentar, para que te franqueiem a entrada?&lt;br /&gt;Ignorância – Conheço a vontade do meu Senhor, e tenho vivido honradamente; dou a cada um o que lhe pertence, oro, jejuo, pago dízimos, dou esmolas, e abandonei a minha pátria para me dirigir à Cidade Celestial.&lt;br /&gt;Cristão – Mas tu não entraste pela porta que está no princípio desta entrada. Seguiste pela vereda tortuosa, e por isso, temo que, por melhor idéia que de ti formes, no dia das contas, quando fores a entrar na cidade, te acusem de ladrão e roubador.&lt;br /&gt;Ignorância – Meus senhores sois inteiramente estranhos para mim, e não vos conheço. Segui vós a religião do vosso país, que eu irei seguindo a do meu, e espero que todos sairemos bem. Quanto à porta de que me falais, todo o mundo sabe que fica muito longe do nosso país, e não creio que haja em todo ele quem conheça o caminho que a ela conduz. Nem com isso devemos importar-nos, pois temos, como vedes, um atalho fresco e agradável que vem dar a esta estrada.&lt;br /&gt;Cristão vendo este homem que assim se tinha por sábio, disse em voz baixa a Esperança:&lt;br /&gt;“Maior esperança há para o tolo do que para este” (Provérbios 26:12); e acrescentou:&lt;br /&gt;“Falta-lhe o entendimento, e diz a todos que é tolo” (Eclesiástes 10:3). Que dizes? Vamos conversando com ele, ou apressemo-nos e deixemo-lo para meditar no que lhe dissemos, esperando logo por ele, para ver se, pouco a pouco, é possível fazer-lhe algum bem?&lt;br /&gt;Esperança – Sou do mesmo parecer; não acho bom dizer-lhe tudo de uma vez; deixemo-lo só por agora, e logo tornaremos a falar-lhe, quando se nos oferecer ocasião.&lt;br /&gt;Adiantaram-se, pois, e Ignorância foi caminhando um pouco mais atrás. Pouco tinham andado, quando chegaram a um sítio muito estreito e escuro, onde encontraram um homem atado com grossas cordas por sete demônios que outra vez o conduziam para o postigo que tinham visto na fralda da montanha.&lt;br /&gt;Um grande temor se apoderou dos nossos peregrinos, ao presenciarem tal espetáculo.&lt;br /&gt;Apesar disso, quando os demônios passaram com o homem, Cristão olhou-o com atenção, para ver se o conhecia, por lhe parecer que fosse um tal Volta-Atrás que vivia na cidade da Apostasia; mas não pôde ver-lhe as feições porque levava o rosto baixo, como um ladrão que acaba de ser surpreendido. Depois de ter passado, viu Esperança que ele levava um letreiro nas costas, que dizia: Cristão licenciado, e maldito apóstata.&lt;br /&gt;Cristão disse então para seu companheiro:&lt;br /&gt;Vou agora contar uma história que me narravam com referência a um homem destes sítios.&lt;br /&gt;Chamava-se ele Pouca-Fé, mas era homem muito respeitável e vivia na cidade da Sinceridade.&lt;br /&gt;Junto à entrada da estreita passagem que vamos atravessando, desemboca uma vereda que vem da porta do caminho largo, a qual tem por nome Vereda-dos-Mortos, por causa dos muitos assassinatos que nela se cometem.&lt;br /&gt;Ora, o tal Pouca-Fé, vindo em peregrinação, como agora vamos, assentou-se casualmente neste lugar, e adormeceu. Naquela ocasião desciam a vereda que vem do caminho largo três vilões afamados, Covardia, Desconfiança e Culpa. Todos irmãos. Os quais, descobrindo Pouca-Fé adormecido, deitaram a correr para ele. Neste momento acordava o infeliz peregrino, e dispunha-se a continuar sua viagem.&lt;br /&gt;Logo que os três se acercaram dele, intimaram-no a parar com modos ameaçadores. Pouca-Fé empalideceu e não teve forças para lutar nem para fugir. Nisto exclamou Covardia: Entrega-nos a tua bolsa. E, como o peregrino se demorasse em satisfazer esta ordem (porque lhe pesava perder o seu dinheiro), correu para ele Desconfiança, que lhe meteu a mão na algibeira, tirando uma pequena bolsa cheia de prata. Pouca-fé gritou em altos brados que o roubavam, mas Culpa, que tinha na mão um formidável cacete, descarregou-lhe tão tremendo golpe na cabeça que o prostrou no chão, onde ficou vertendo torrentes de sangue.&lt;br /&gt;Os ladrões achavam-se em volta de sua vítima, mas, de repente sentindo passos de alguém que se aproximava e temendo que fosse um tal Grande-Graça, da cidade de Boa Esperança fugiram a toda pressa, deixando o pobre homem abandonado.&lt;br /&gt;Esperança - E levaram tudo que ele trazia de valor?&lt;br /&gt;Cristão - Não. Faltou-lhes revistar o lugar em que trazia escondidas suas jóias, mas, segundo me contaram, o pobre homem sentiu muito o roubo que lhe fizeram, porque os ladrões levaram-lhe quase todo dinheiro que trazia para as despesas ordinárias. É verdade que ainda lhe ficaram algumas moedas miúdas mas essas não chegavam para os gastos da viagem. Mais: Disseram-me que se viu obrigado a mendigar para poder viver, pois não lhe era permitido desfazer-se das suas jóias. Porém, apesar de pedir esmolas, continuou a caminhar, quase sempre com o ventre vazio (I Pedro 1:18).&lt;br /&gt;Esperança - Acho muito estranho que não lhe tirassem o pergaminho mediante o qual devia ser franqueada a entrada na Cidade Celestial.&lt;br /&gt;Cristão - É realmente estranho, mas se não lho tiraram, não foi isso devido à sua habilidade, pois ficou tão aterrado com o ataque dos três facínoras que não teve forças nem artes para ocultar coisa alguma. Deveu mais à providência do que aos próprios esforços a fortuna de ficar de posse de tão apreciável documento.&lt;br /&gt;Esperança - Grande consolação devia sentir, ao ver que não lhe haviam arrebatado essa preciosidade.&lt;br /&gt;Cristão - Poderia ter-lhe sido de grande consolação, se tivesse aproveitado dela como devia. Mas, pelo que me contaram, fez muito pouco uso dela, nas várias circunstâncias em que se encontrou, por causa do grande susto que recebeu quando lhe roubaram o dinheiro.&lt;br /&gt;Esqueceu-se do precioso pergaminho durante a maior parte da sua viagem, e, se alguma vez se lembrava dele e esta recordação começava a consolá-lo, logo a idéia da perda que sofrera lhe acudia à memória, enlutando a sua alma e tirando-lhe toda a paz.&lt;br /&gt;Esperança - Coitado, deve ter sofrido muito.&lt;br /&gt;Cristão - Se deve! E não teria sofrido qualquer de nós se tivesse sido tratado como ele foi, roubado e ferido num lugar ermo? O que me admira é ele ter podido sobreviver a tanto sofrimento. Contaram-me que, por todo caminho, ia soltando amargas e dolorosas queixas, contando a todos os que encontrava onde e como haviam tirado, como tinha sido ferido, e como escapara com vida a tão grandes provações.&lt;br /&gt;Esperança - Admira-me que não lhe ocorresse a idéia de empenhar algumas de suas jóias, para ter com que suprir-se no caminho.&lt;br /&gt;Cristão - És extremamente ingênuo! A quem havia de empenhá-las ou vendê-las? No país onde foi roubado não se dá preço às jóias, e mesmo nenhum alívio teria encontrado naquele país. E, depois, que lhe faltassem as jóias, quando chegasse à porta da Cidade Celestial, seria excluído (o que ele bem sabia) da herança que ali se encontrara, o que por certo lhe seria mais sensível do que o ataque e os maus tratos de milhares de ladrões.&lt;br /&gt;Esperança - Peço que não respondas com tamanha aspereza às minhas perguntas. Não sejas desabrido para comigo, e ouve-me. Esaú vendeu a sua primogenitura por um prato de comida (Hebreus 12:16), e essa primogenitura era a sua jóia preciosa. Ora, se ele fez isto, por que não havia Pouca-Fé de fazer o mesmo?&lt;br /&gt;Cristão - Esaú vendeu efetivamente a sua primogenitura, e a exemplo dele têm procedido muitos outros que, por esse fato, perderam a bênção maior, como aconteceu àquele desgraçado. Mas há diferença entre Esaú e Pouca-Fé, como também entre as circunstâncias dum e as de outro. A primogenitura de Esaú era típica, caso que se não dava com as jóias de Pouca-Fé. Esaú não tinha outro deus que não fosse o seu ventre, não assim Pouca-Fé: a necessidade de Esaú não passava do desejo de satisfazer o apetite carnal; e a necessidade de Pouca-Fé era de outro gênero. Além do que, Esaú não se lembrava senão de satisfazer o apetite, e por isso exclamou: -Eu vou morrer; para que me serve logo a primogenitura?”Gen. 25:32). Mas Pouca-Fé, apesar de ter pouca fé, possuía alguma, e foi essa que obstou a que ele praticasse a extravagância de se desfazer das suas jóias, como fez Esaú, e preferisse vê-las e apreciá-las. Em parte alguma lerás que Esaú tivesse fé, por pouca que fosse, e por isso não é para admirar que aquele em que só impera a carne (o que sempre acontece com o homem que não tem fé para resistir) venda a sua primogenitura, a sua alma, e tudo quanto é, quanto tem, ao próprio demônio - porque esses homens são semelhantes à jumenta silvestre que ninguém pode deter (Jeremias 2:24). Quando os seus corações estão sujeitos às suas concupiscências, hão de satisfazê-las, custe o que custar; mas Pouca-Fé era dum temperamento muito diferente; o seu coração inclinava-se para as coisas divinas, e o seu alimento era das coisas celestiais e espirituais. Para que havia, pois, de vender as suas jóias, caso encontrasse quem lhas comprasse, para encher o seu coração de coisas vãs? Dará alguém seu dinheiro para encher o seu ventre de palha? Poderá alguém persuadir a rola a alimentar-se de carne em putrefação como o corvo? Ainda que os infiéis, para servirem as suas concupiscências carnais hipotequem ou vendam o que são e o que possuem, todavia os que têm fé, a fé que salva, por pouca que seja, nunca poderão imitá-los. Aqui tens explicado, querido irmão, o equívoco em que estavas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elucidação: É impossível discutir a teologia de Números isoladamente dos outros livros do Pentateuco, especialmente Êxodo e Levítico. Os artifícios estruturais exteriores que ligam estes três livros do Pentateuco indicam uma unidade interna de tema teológico que forma a base de todos eles. Todos se interessam com o cumprimento das promessas feitas a Abraão, e com a moldagem de Israel para ser o povo santo de Deus. O foco de cada livro é diferente: Gênesis estabelece a relação de Israel com a Aliança de Deus, tanto como Criador do universo, quanto como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. &lt;br /&gt;Êxodo relata a narrativa de como Deus redimiu seu povo da escravidão no Egito. Deus é mostrado como tendo feito uma aliança com seu povo, que ele redimiu para sua possessão. Levítico trabalha com a questão de como os homens devem andar com o Deus da aliança. O livro esboça os sacrifícios e as formas de adoração. Números  uma vez que há bem pouca narrativa histórica em Levítico, apresenta essa narrativa a partir da saída do Egito. Enfatizando a terra da promessa e a viagem de Israel em direção a ela. Nesta noite iremos meditar sobre o sofrimento de Moisés e a prece resultante deste sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema: O Sofrimento e a Prece de Moisés a Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Divisão: Moisés sofre por causa do povo (v. 10)&lt;br /&gt;A nossa narrativa continua. Moisés vê tudo isto. A rebeldia e ingratidão do povo. O povo agora chorava. A influência do populacho surtiu efeito. O desejo por carne era intenso como o de uma fêmea quando está no cio. Todos choravam. Homens nas portas de suas tendas choravam por carne. Isto era um verdadeiro tormento. &lt;br /&gt;As Escrituras dizem que a ira do Senhor acendeu-se com grande ardor.&lt;br /&gt;Algo acontece com Moisés.&lt;br /&gt;A rebelião do povo e o castigo do Senhor produziram uma intensa dor psicológica em Moisés.&lt;br /&gt;O texto hebraico traz um verbo  [r"( As nossas traduções trazem o verbo por “mal” no final do verso 10 temos a seguinte oração: ...e pareceu mal aos olhos de Moisés.&lt;br /&gt;Quando lemos, ficamos com a seguinte dúvida:&lt;br /&gt;O que foi mal aos olhos de Moisés? O castigo do povo? Ou a disciplina do Senhor?&lt;br /&gt;A idéia do texto é que aos olhos de Moisés tanto o pecado do povo quanto a ira do Senhor foi motivo de intensa dor psicológica. O DIT traz a seguinte informação a respeito deste verbo neste texto: Designa experiências que causam dor física ( Nm 16.15; 1Cr 16.22; Sl 105.15) ou emocional (Gn 43.6; Nm 11.10-11)&lt;br /&gt;Moisés tanto sofre por causa dos pecados do povo quanto pela severidade da ira do Senhor&lt;br /&gt;Todo pastor verdadeiro quer ver seu povo mais próximo de Deus. Quer ver seu povo recebendo bênçãos de Deus. Mas, o povo pecava e Deus se irava. Tudo isto provocava grande dor em Moisés.&lt;br /&gt;As Escrituras no Novo Testamento fazem a seguinte recomendação: Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros. Hb 13.17.&lt;br /&gt;Será que hoje são diferentes as coisas?&lt;br /&gt;Será que os membros da Igreja obedecem a Palavra do Senhor? Será que membros dão trabalho ao pastor e ao conselho? &lt;br /&gt;Infelizmente sim!&lt;br /&gt;O povo de Deus continua sendo influenciado pelo populacho que está no meio da congregação do Senhor. O povo hoje não reclama por comida. Entretanto, reclama por outros motivos. Brigam por besteiras. Faltam às atividades cúlticas. Não crescem de forma homogenia, ou seja, o crescimento na Igreja é desigual.&lt;br /&gt;Outros, só acumulam intelectualidade, seus procedimentos continuam os mesmos, a teologia não desce para o coração. Continuam soberbos, arrogantes, hipócritas e cheios de si mesmos.&lt;br /&gt;Outros, não querem compromisso com o Reino de Deus. Acham que sua presença na igreja não é obrigatória. Pensam que a Casa de Deus é algo que só se vai quando não se tem nada melhor pra fazer.&lt;br /&gt;O que causa dor no pastor hoje em dia, e o que muita gente se esquece, é que quando se negligencia a casa de Deus, e sua lei desta forma, isto é sinal evidente de queda no desprazer paternal de Deus. A nossa confissão sobre isto diz o seguinte: Por diversos modos podem os crentes ter a sua segurança de salvação abalada, diminuída e interrompida: negligenciando a conservação dela, caindo em algum pecado especial, que fira a consciência e entristeça o Espírito Santo, cedendo a fortes e repentinas tentações, retirando Deus a luz do seu rosto e permitindo que andem em trevas e não tenham luz... CFW CAP. XVIII SEÇÃO IV&lt;br /&gt;O povo de Israel além de reclamar, estava através de sua postura pecaminosa atraindo a ira de Deus. E como foi visto isto perturbava Moisés. Este sofrimento leva-o Moisés a orar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Divisão: Moisés desabafa diante de Deus (v.11-14)&lt;br /&gt;Moisés ora e nesta oração ele fala ao Senhor sobre sua situação.&lt;br /&gt;Numa tradução literal o texto nos informa que Moisés diz o seguinte ao Senhor: “Para que” “hm'Ûl"' geraste tão intensa “dor” ‘t'[o’rEh em mim e “para que”  hM'l'²w&gt; não achei graça em teus olhos. Qual a razão de Moisés dizer isto a Deus?&lt;br /&gt;Moisés estava cansado. O povo era rebelde. Pesava sobre Moisés a responsabilidade de levar o povo até a terra que o Senhor tinha prometida aos seus pais. Não era uma tarefa fácil. Quando você lidera pessoas que possui um alvo em comum, a tarefa ás vezes é mais amenua, ás vezes surge problemas. Mas, como as pessoas têm um alvo em comum às coisas podem ser contornadas. Imaginem agora, uma tarefa gigantesca, além disto, às pessoas contidas nesta tarefa não querem colaborar, vivem reclamando por tudo. Parece que tem prazer em fazer o errado, contrariando suas instruções. Enquanto isto, o peso da responsabilidade está nas suas costas. Quantos de nós continuaríamos?&lt;br /&gt;A perturbação que Moisés estava passando por causa destas coisas era grande.&lt;br /&gt;Na oração Moisés fala que guiar o povo era um cargo. &lt;br /&gt;O que nos chama a atenção é a relação que Moisés faz entre não encontrar graça aos olhos de Deus e o guiar o povo. A tarefa era tão árdua que Moisés identifica isto como uma espécie de castigo de Deus, ou seja, ele identifica isto como não achar graça aos olhos de Deus.&lt;br /&gt;Será que você não está provocando isto ao pastor da Igreja?&lt;br /&gt;Será que o pastor da Igreja não está achando difícil guiar o povo de Deus por sua culpa?&lt;br /&gt;Será que você não está sendo problema para a igreja de Deus?&lt;br /&gt;Se você estiver nesta situação é hora de arrepender-se de seus caminhos maus e fazer o que é correto diante de Deus.&lt;br /&gt;O desabafo de Moisés não para no verso 11. Ele continua nos versos subseqüentes. No verso 12 ele diz: Fui eu que  ytiyrIªh' “engravidei” de todo este povo? Fui eu que dei a luz?&lt;br /&gt;Percebam o estado emocional que Moisés estava.&lt;br /&gt;Ele continua: Para que Tu fales: Leva-o em teu regaço, como a ama leva a criança no colo, à terra que prometi sob juramento a seus pais.&lt;br /&gt;Uma congregação rebelde torna o trabalho do pastor árduo. O problema é que quando a congregação tem esta postura, ela está atentando contra a estrutura organizacional dela própria. Uma das formas do Senhor punir à igreja é tirando os mestres da Igreja e o resultado disto é a falta de direcionamento do povo, ou seja, o povo fica tateando em trevas. Da mesma sorte, que o contrário é verdadeiro, quando Deus é gracioso com seu povo, Ele põe mestres que ensinam a verdade ao povo. &lt;br /&gt;No verso 13 Moisés retoma a causa de sua angustia, a causa que mais uma vez ascendeu à ira do Senhor.&lt;br /&gt;Ele diz numa tradução bem literal: Onde para mim carne para dar a todo este povo? A idéia é: onde vou achar tanta carne para este povo?&lt;br /&gt;Neste verso, Moisés descreve como se dava a lamentação do povo. Ele diz que o povo chora numa tradução literal seria: em cima de mim. Que nas nossas traduções aparece diante de mim. E o povo falava: Dá-nos carne para comer. No texto hebraico o verbo “dá-nos” é um imperativo. O povo não estava pedindo, estava ordenando.&lt;br /&gt;Moisés continua dizendo que  lk;ÛWa-al{) “ não é capaz” sozinho de carregar, levar todo este povo. Moisés confessa que isto era muito pesado para ele. De fato, seria pesado para qualquer um. &lt;br /&gt;O desabafo de Moisés leva-o a um ponto extremo na sua prece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Divisão: Moisés pede a morte a Deus  (v. 15)&lt;br /&gt;Moisés chega ao auge do desespero e na sua prece. Ele diz: E se assim hf,[oå-T.a; “Tu fazes” a mim  groêh' ‘an" ynIgEÜr&gt;h' “ mata-me, por favor, morte. Moisés continua:  !xEß ytiac'îm'-~ai  “Se eu achasse graça” em teus olhos não viria a minha desventura, miséria.&lt;br /&gt;Veja como Moisés chama o seu trabalho.&lt;br /&gt;Moisés na sua prece dá uma ordem a Deus: mata-me. No texto hebraico aparece uma partícula que na Atualizada foi traduzida por “eu te peço”. Esta partícula transmite a idéia de súplica.&lt;br /&gt;Quando na sua prece, depois de ter dito “Se eu achasse graça” em teus olhos não “viria”. Este verbo “viria” no original está com uma função que em hebraico é o coortativo esta função é usada para expressar desejo, intenção, auto-encorajamento ou determinação do sujeito em realizar certa ação.&lt;br /&gt;Moisés expressa o desejo de não ver sua desgraça, sua desventura, sua miséria.&lt;br /&gt;O cargo era pesado demais, era penoso demais. Nestas horas passam muitas coisas na cabeça dos servos de Deus. Lembranças de quando a vida era normal, lembranças de dias felizes. Nestas horas, os servos de Deus que estão na liderança são fortemente tentados e se o Senhor não derramar graça, eles sucumbem.&lt;br /&gt;Imaginem quão graves e grandes eram os pecados daquele povo? Moisés chegou a este estado por causa do povo. Isto é a conclusão lógica. Se o povo não fosse rebelde, se o povo não ficasse reclamando o tempo todo, se o povo enfrentasse os problemas de forma madura, se o povo entendesse o propósito de Deus em suas vidas, certamente as coisas não chegariam neste ponto. Eles tinham um agravante sobre si. A presença do Senhor era constante, eles tinham presenciado a intervenção do Senhor quando o mar se abriu e tragou os egípcios seus antigos algozes. Queixaram-se e viram a visitação do Senhor ao acampamento em ira. Mas, nada disso gerou neles temor. Eram egoístas, insuportáveis, atrevidos e de difícil lida. &lt;br /&gt;Assustando-se com a situação, Moisés cai em conflito e desespera-se, lamenta toda aquela situação irregular que ocorria. De um lado, o povo de Israel agia como o populacho que os acompanhava, estavam se comportando em ostensiva contradição contra a Aliança com Iahweh. E, por outro lado, a dificuldade em contornar a situação, não tinha como solucionar o problema da carne. Estava sozinho, como conseguiria manter a ordem, a disciplina e a fidelidade à Aliança contra uma apostasia incipiente? Como evitaria a ira divina que se ascendia constantemente?&lt;br /&gt;Moisés chega às raias do desespero, pois o problema escapa ao controle humano, já que se trata de uma rebelião contra o próprio Iahweh.&lt;br /&gt;A rebelião contra o Senhor se mostra através de atitudes pensadas e direcionadas a lideres e projetos eclesiásticos. Quando me ponho contra a liderança, quando boicoto as atividades da Igreja. Manifesto a minha rebelião. Eles se rebelaram contra o plano de Deus, não estavam satisfeitos com nada, tudo tinha defeito, e sempre a melhor sugestão era a deles.   &lt;br /&gt;Quantas e quantas histórias de rebeldia foram registradas nas Escrituras? Qual foi a finalidade delas estarem registradas? Quantas e quantas vezes vemos o Senhor punindo seu povo? O que poderíamos aprender com tudo isto?&lt;br /&gt;Será que o povo ganha alguma coisa quando um ministro fiel do evangelho resolve parar por causa de tantos problemas e frustrações? &lt;br /&gt;Será que fazendo isto, o povo não tem se tornado “satan” adversário do Reino de Deus. Lembrem-se: Somos súditos do Reino e a Igreja é a estrutura orgânica, administrativa e organizacional que luta contra o anti-reino.&lt;br /&gt;Numa guerra quando o comandante é atacado e morre a tropa fica desbaratada.&lt;br /&gt;Atentar contra a própria estrutura estabelecida por Deus é tentar minar os alicerces da agência que deve lutar contra o anti-reino. Você acha que nesta luta você lucra alguma coisa quando é rebelde? Quando por causa de você o pastor pensa em parar? A não ser que você seja servo do Maligno e sendo seu servo esteja trabalhando para seu senhor. Mas, se este for o caso, saibas que o evangelho e o Reino de Deus serão os vencedores no final de tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplicação:&lt;br /&gt;1- É necessário compreendermos que estamos numa guerra e que as autoridades foram instituídas por Deus e que elas têm a responsabilidade de cuidar e alimentar àqueles que Deus os confiou. Este trabalho é penoso e árduo. A Congregação precisa orar por aqueles que têm a missão de levá-los para Deus.&lt;br /&gt;2- Fazer um pastor sofrer não é prestar serviço ao Reino de Deus é atentar contra a instituição de Deus.&lt;br /&gt;3- As Escrituras estabelecem preceitos que a igreja deve ter com a liderança: Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam;  e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. Vivei em paz uns com os outros. 1 Ts 5. 12-13 &lt;br /&gt;4- Uma das formas de gerar dor na liderança da Igreja é atentar contra o desenvolvimento da igreja. E atentar contra o desenvolvimento da Igreja é boicotar as atividades da Igreja, desanimando àqueles que estão lutando.&lt;br /&gt;5- Outra forma de gerar dor na liderança da Igreja é não ser maduro na fé. E esta imaturidade evidencia-se nas discussões e brigas por motivos tolos. Por conversas e posições arrogantes que desmotivam os outros, por comportamentos indignos que transpiram e geram discórdias no meio da Igreja.&lt;br /&gt;6- Aquelas que agem desta forma que querem destruir a vinha de Deus. Deus os destruirá.&lt;br /&gt;7- A igreja não é clube onde os dízimos seriam as mensalidades e o pastor e os presbíteros serviçais seus. Onde você comparece quando quer. A Igreja é o corpo de Cristo e se você está negligenciando a Igreja você está em pecado e deve acatar as correções que a Palavra de Deus dá através das autoridades constituídas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão:&lt;br /&gt;Estão lembrados da nossa história do começo do sermão?&lt;br /&gt;Como você está agindo no corpo de Cristo?&lt;br /&gt;Com quem você se identificou? Ignorância? Volta atrás? Pouca fé?&lt;br /&gt;Será que você poderia me dizer que não se identificou com nenhum destes?&lt;br /&gt;Pense nisto irmão.&lt;br /&gt;Que Deus tenha misericórdia de sua vinha&lt;br /&gt;A Ele toda glória!&lt;br /&gt;Amém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-5692172845519599749?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/5692172845519599749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=5692172845519599749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/5692172845519599749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/5692172845519599749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/04/sermao-em-numeros-11-10-15.html' title='Sermão em Números 11. 10-15'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-4041080870765471843</id><published>2010-04-28T06:56:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T06:57:54.541-07:00</updated><title type='text'>Sermão em Números 11. 4-6</title><content type='html'>Introdução: Um homem descontente com a sorte queixava-se de Deus:&lt;br /&gt;- Deus dá aos outros as riquezas, e a mim não dá coisa alguma. Como é que posso ser feliz nesta vida, sem possuir nada? &lt;br /&gt;Um companheiro seu, ao ouviu estas palavras, perguntou-lhe: &lt;br /&gt;- Acaso você é tão pobre quanto diz? Deus não lhe deu, porventura, saúde e mocidade? &lt;br /&gt;- Não digo que não, até me orgulho bastante da minha força e da minha juventude.&lt;br /&gt;- Trocaria sua saúde e sua mocidade por dinheiro?&lt;br /&gt;- Não! &lt;br /&gt;O homem, então, pegou na sua mão direita e lhe perguntou: &lt;br /&gt;- Você venderia sua mão direita, deixaria que a cortassem por um bom dinheiro? &lt;br /&gt;- Não, de jeito nenhum! &lt;br /&gt;- E a esquerda? &lt;br /&gt;- De jeito nenhum! &lt;br /&gt;- E seus olhos, você os venderia, ficaria cego pelo resto da vida por uma "bolada"? &lt;br /&gt;- Não daria nem um olho por dinheiro! &lt;br /&gt;- Veja - observou o velho - quanta riqueza Deus lhe deu e você ainda se queixa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elucidação: O livro de Números começa com uma série de orientações para organizar o povo a fim de marchar do Sinai para a terra prometida. As tribos são contadas, a sua ordem no acampamento e na marcha é especificada, os impuros são expulsos da comunidade, o altar e os levitas são dedicados ao serviço de Deus, celebra-se a segunda páscoa. Agora a nação está pronta para começar a marcha em direção a Canaã (1.1-10.10) Vinte dias depois começa a jornada, encontram-se dificuldades no caminho, mas chega-se em segurança a Cades, nos limites de Canaã. (10.11-12.16) De Cades são enviados doze espias para inspecionar a terra. O seu relatório é tão desanimador que o povo propõe que se volte ao Egito. (13.1-14.4) Então Deus começa a punir a nação. O povo iria peregrinar durante os quarentas anos até que toda aquela geração morresse Nm 14. 32-34. A partir do capitulo 20 o livro começa a relatar os acontecimentos finais dos quarentas anos da peregrinação. O período da caminha no deserto estava chegando ao fim, os filhos dos rebeldes já haviam crescido e o Senhor Deus iria iniciar a fase seguinte do seu plano a entrada em Canaã e a conquista da Terra Prometida. Esta noite vamos meditar sobre o seguinte tema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema: O Descontentamento com a Provisão de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Divisão: A influência ímpia no meio do povo de Deus (verso 4)&lt;br /&gt;O descontentamento com a provisão de Deus fui manifesto da seguinte forma: No deserto de Sim foi à falta de alimento que desencadeou as queixas (Ex. 16:3); Aqui em Quibrote-Taavá foi a falta de variedade.&lt;br /&gt;O nosso verso começa falando sobre o populacho “ ‘@sup.s;ah'(w&gt;” este substantivo só aparece aqui e refere-se a alguns que subiram do Egito com Israel. Estes pessoas que não eram israelitas causaram problemas aqui e em outros situações. Em Lv. 24.10 nos é dito:  Apareceu entre os filhos de Israel o filho de uma israelita, o qual era filho de um egípcio; o filho da israelita e certo homem israelita contenderam no arraial.  11 Então, o filho da mulher israelita blasfemou o nome do SENHOR e o amaldiçoou, pelo que o trouxeram a Moisés. O nome de sua mãe era Selomite, filha de Dibri, da tribo de Dã.&lt;br /&gt;O nosso verso diz que este população veio a ter grande desejo.&lt;br /&gt;O texto traz um verbo  WWàa;t.hi “lamentou-se” e um substantivo  hw"+a]T; “ desejo” Este substantivo é a mesma palavra usada para o “desejo de uma jumenta no cio”. Este desejo inflamou os filhos de Israel, de tal sorte, que eles se puseram a chorar. E no alto de sua lamentação e do desejo desenfreado disseram: Quem nos dará carne para comer? Isto, não foi um pedido humilde, ao contrário foi prepotente, fruto de um desejo que consumia eles. Desejo este, que por sua vez, nascera no coração de pessoas que não eram descendentes do povo de Deus. Aqui percebemos de forma bem clara a influência nefasta do ímpio no meio do povo de Deus.&lt;br /&gt;O povo de Deus era um povo tinha suas mazelas, costumes errados, adquiridos depois de tanto tempo no Egito, além disto, havia pessoas estranhas no meio do povo de Deus. A própria narrativa as chama de populacho. Da mesma forma, como foi na congregação que estava no deserto, assim é hoje em dia, as Escrituras do Novo Testamento nos falam dos iluminados que são joios que estão no arraial do Senhor. Que antes de se manifestarem tem cara de crente, jeito de crente. Chegam ao ponto de partilharem conosco das nossas esperanças, participam da Eucaristia, entretanto, são ímpios. Como poderíamos reconhecer os ímpios no meio do povo de Deus? &lt;br /&gt;Vendo seus frutos!&lt;br /&gt;Jesus falando sobre os falsos profetas disse o seguinte: Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.  16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?  17 Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus.  18 Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.  19 Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.  20 Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.  21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.  22 Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?  23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. Mateus 7. 15-23.&lt;br /&gt;Por causa desta influência o povo toma uma atitude...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Divisão: A queixa do Povo de Deus (verso 5)&lt;br /&gt;O povo começou a se queixar. O nosso verso começa dizendo  ‘Wnr&gt;k;’z" “lembramo-nos”  Nesta “lembrança” está contida toda uma série de queixas e ingratidões que o povo demonstrava contra o Senhor. No texto está muito claro o resultado da influência dos ímpios na congregação do Senhor e do desejo desenfreado que tiveram. Este desejo começa a tomar forma. Eles lembram-se de que?&lt;br /&gt;O nosso texto diz: Dos peixes, dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos.&lt;br /&gt;As Escrituras dizem que quando o povo antes de chagar ao Sinai também reclamou e se lembrou do cardápio egípcio&lt;br /&gt;Partiram de Elim, e toda a congregação dos filhos de Israel veio para o deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do segundo mês, depois que saíram da terra do Egito.  2 Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto;  3 disseram-lhes os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do SENHOR, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar! Pois nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão.  4 Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda na minha lei ou não.  5 Dar-se-á que, ao sexto dia, prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia.  6 Então, disse Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: à tarde, sabereis que foi o SENHOR quem vos tirou da terra do Egito,  7 e, pela manhã, vereis a glória do SENHOR, porquanto ouviu as vossas murmurações; pois quem somos nós, para que murmureis contra nós?  Êxodo 16. 1-7&lt;br /&gt;No nosso texto o problema não era a comida e sim a variedade. O povo voltou a reclamar. A longa dieta de maná, que já durava um ano havia tornado sua vida monótona. Deus, só tem isto? Eles sonhavam por vegetais frescos, peixes e carnes.&lt;br /&gt;Vamos pensar um pouco: Há mal em querer isto?&lt;br /&gt;A questão não era essa. Não há mal em desejar comer algo diferente do habitual?&lt;br /&gt;A questão foi a forma como isto fui exposto.&lt;br /&gt;O Senhor já tinha providenciado carne em ocasião anterior. Eles tinham experimentado o poder de Deus. Será que para o Senhor isto seria coisa demasiadamente difícil? É lógico que não! &lt;br /&gt;O povo através destas observações nostálgicas demonstra saudade do Egito. O povo expressou a sua oposição ao propósito de Deus que era o estabelecimento deles em Canaã.&lt;br /&gt;Temos aqui uma lição: O caminho até o nosso destino final nem sempre será do jeito que queremos. Mas nossa atitude diante das situações irá determinar o nosso êxito na nossa caminhada.&lt;br /&gt;Coisas, valores do cotidiano não devem impedir o caminho para o destino reservado por Deus.&lt;br /&gt;Lembrar de coisas que marcaram nossas vidas em detrimento daquilo que somos em Cristo Jesus é uma forma de zombar da graça de Deus. Eles tinham o maná que desceu do céu para alimentá-los. Por que desejar as comidas do lugar da escravidão? Por que desejar velhos lugares e conceitos? Por que desejar velhas situações?&lt;br /&gt;O povo na sua revolta toma a seguinte atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Divisão: O Desdém contra o maná (verso 6)&lt;br /&gt;O descontentamento chega ao seu ponto mais alto quando eles desdenham do maná. Antes de analisarmos o verso faz-se necessário entendermos o significado do maná, da provisão de Deus na vida dos seus filhos.&lt;br /&gt;O maná é descrito nas Escrituras como o pão dos anjos Salmos 78.25. Pão do céu Êx. 16.4&lt;br /&gt;Ao trazerem à baila o Egito e estarem já enfastiados com o Maná (Ex 16,9-35), bem como ao reclamar por "quem lhes daria carne a comer", evidenciam a rejeição de Iahweh, do "pão do céu" que lhes deu (Ex 16,4) e de Seu Poder em alimentá-los. Começa então a se manifestar uma apostasia incipiente, e o início da tentação de abandonar Iahweh e retornar à idolatria.&lt;br /&gt;O Senhor queria ensinar algo para aquele povo que nos serve também de lição. As Escrituras dizem: Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR viverá o homem. Dt. 8.3.&lt;br /&gt;Que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheciam; para te humilhar, e para te provar, e, afinal, te fazer bem.  17 Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas.  18 Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê. Dt. 8. 16-18&lt;br /&gt;O maná têm o sentido teológico profundo, ao invés de perceberem isto, eles disseram: que a nossa alma secava e estava privada de tudo; nossos olhos nada vêem senão este maná.&lt;br /&gt;Aqui de forma bem clara vemos a loucura falando. Poderíamos perguntar; Como se pode falar assim da providência de Deus? Mas, fazendo uma critica a nós mesmos, quantas vezes já agimos desta mesma forma?&lt;br /&gt;Quantas e quantas vezes desprezamos a providência de Deus. O povo não melhorou em nada, os filhos copiaram seus pais. Em Números 11 temos uma geração e em Números 21 temos os filhos da geração de Números 11. A Geração de números 11 morre toda no deserto. Sendo assim, são os filhos daqueles que dizem isto: Então, partiram do monte Hor, pelo caminho do mar Vermelho, a rodear a terra de Edom, porém o povo se tornou impaciente no caminho.  5 E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil.  Nm. 21. 4-5&lt;br /&gt;Veja como a providência de Deus foi chamada: “vil”. Na Bíblia de Jerusalém a tradução traz: alimento de penúria. Na NVI a tradução traz: esta comida miserável.&lt;br /&gt;Veja a paciência e a fidelidade pactual de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplicação:&lt;br /&gt;1- Ninguém nasce com uma identificação na testa dizendo sou cristão. No meio do povo de Deus existem os intrusos que não professam a fé no Cristo e são filhos do maligno. Eles possuem suas marcas, seus frutos. Essas marcas e frutos são bem distinguíveis. São atitudes erradas que provém de uma natureza não regenerada.&lt;br /&gt;2- Os filhos de Deus devem discernir as artimanhas dos ímpios para não caírem nas suas tramas malignas. &lt;br /&gt;3- O crente quando se deixa levar pelas artimanhas dos ímpios toma atitudes detestáveis que envergonham sua fé. Estejamos sempre atentos.&lt;br /&gt;4- Devemos supervisionar nossos interesses, colocando limites nos nossos sonhos. Acatando aquilo que Deus nos dá e tendo discernimento que tudo procede Dele e é o melhor para nossas vidas.&lt;br /&gt;5- Que a nossa vida seja um espelho de contentamento com a provisão de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão:&lt;br /&gt;O homem descontente da nossa historia infantil aprendeu que Deus concedia a ele muitas coisas&lt;br /&gt;O Senhor tem concedido muitas coisas aos seus santos.&lt;br /&gt;Descontentamento não é pratica cristã.&lt;br /&gt;Você teria coragem de fazer esta prece que Davi fez?&lt;br /&gt;Podes sondar-me o coração, visitar-me pela noite, provar-me com fogo: murmuração nenhuma achas em mim; minha boca não transgrediu Salmo 17.3&lt;br /&gt;Que Deus tenha piedade de nós&lt;br /&gt;Amém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-4041080870765471843?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/4041080870765471843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=4041080870765471843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/4041080870765471843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/4041080870765471843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/04/sermao-em-numeros-11-4-6.html' title='Sermão em Números 11. 4-6'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-4609012887126853319</id><published>2010-04-28T06:53:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T06:55:33.799-07:00</updated><title type='text'>Sermão em Números 11. 1-3</title><content type='html'>Introdução: No teatro, nos filmes e nas novelas os atores assumem papeis destinados a eles. Assumem papeis de heróis, vilões, mocinhas desprotegidas e coadjuvantes. Tudo aquilo é uma ilusão. Quando terminam as gravações colocam seus personagens de lado e voltam à vida real. Nem sempre tão bonita e excitante quanto à do personagem. Muitos cristãos vivem como se fossem atores. Vivem uma vida fictícia. Dizem que são filhos da aliança, mais possuem comportamentos de ímpios. São cruéis, sádicos, mentirosos, soberbos, cheios de si, ladrões, egoistas e adúlteros. Esta situação me lembra muito a fala de João o Batista quando viu os fariseus e saduceus vindo ao batismo, ele lhes disse: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elucidação: O livro de Números vai descrever a peregrinação do povo da aliança pelo deserto. Nosso título em Português "Números" é traduzido do título encontrado na Septuaginta. &lt;br /&gt;O Título Grego:  ("Números").&lt;br /&gt;O livro recebeu esse nome por causa de dois recenseamentos que estão registrados em suas páginas. Contudo, a muito mais nele do que o mero registro de um censo. Há 36 capítulos neste livro. Cada censo ocupa apenas um capítulo. &lt;br /&gt; O Título Hebraico do livro é: BaMidbar ("No Deserto").&lt;br /&gt;Esse título original para este livro é tomado do primeiro verso do seu primeiro capítulo. &lt;br /&gt;Falou o SENHOR a Moisés, no deserto do Sinai... (Nm 1.1).&lt;br /&gt;Esse é um título apropriado. Números é o livro que nos conta o que aconteceu durante os 40 anos de peregrinação no deserto. &lt;br /&gt;Existem dois temas fundamentais em Números: A graciosa fidelidade e o poder soberanos do Deus da aliança com Israel. Em contraste a esta ação de Deus, Israel se mostra rebelde, pecador e infiel. O livro retrata bem a relação que quase geralmente a Igreja tem com Deus. Nesta noite, começaremos uma série de sermões em Números visando expor os pecados do povo da aliança, sua rebeldia, reclamações. Apesar disto, O Senhor mantém sua fidelidade pactual.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema: O pecado do Povo e a Intercessão de Moisés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Divisão: A Queixa injusta do povo diante do Senhor (verso 1)&lt;br /&gt;Saindo da região ao redor do Monte Sinai, que tinha relativa fertilidade, os israelitas depressa se descobriram no terrível deserto de Et- Tih e começaram a se queixar. A nossa narrativa começa falando sobre a conduta do povo de Deus. Eles estavam se queixando. De que se queixavam? Um viajante moderno os entenderia. Mas as Escrituras descrevem isto como prova de rebeldia e incredulidade nacional.&lt;br /&gt;Existiam algumas supostas razões para eles se queixarem. Talvez a andada demorada? O calor? A falta de água? O desconforto?&lt;br /&gt;Mas será que estas queixas eram legitimas?&lt;br /&gt;O texto hebraico diz que a sua queixa foi má.&lt;br /&gt;A queixa refletia a ingratidão por tudo o que eles tinham experimentados de Deus. Ao invés de serem confiantes e agradecidos, pois viram todos os livramentos feitos por Deus em seu favor. Suas atitudes foram de queixa e de insubmissão. &lt;br /&gt;O livro de Números registra muitas e muitas queixas e insubmissões contra Moisés e contra o Senhor. &lt;br /&gt;Aqui reside uma advertência para nós: Quantas vezes temos tido um coração queixoso diante de Senhor. Quantas e quantas vezes nossa queixa é injusta diante do Senhor? Agindo assim, nossa queixa não soará má aos ouvidos do Senhor?&lt;br /&gt;A queixa desconfia da soberania de Deus. A queixa cega os olhos dos homens. A queixa leva-nos a desconfiar da providência de Deus e da sua capacidade de administrar nossas vidas. Por isso, que ela soa má aos ouvidos do Senhor. Ela em si é injusta, tornando-se numa espantosa demonstração de ingratidão.&lt;br /&gt;O Senhor é rei, toda a terra é o seu Reino e Israel era seu povo, os vice-gerentes pactuais. Deus tinha feito aliança com eles. Eles tinham sido aspergidos com o sangue da aliança.&lt;br /&gt;Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o SENHOR fez convosco a respeito de todas estas palavras. Êxodo 24.8&lt;br /&gt;Eles eram o povo pactual de Deus. Queixar-se do Senhor é desconfiar do seu controle. Quem se queixa geralmente pensa que tem uma idéia melhor, que pode gerar uma situação mais favorável do que aquela que se estar vivendo. Isto é rebelião.&lt;br /&gt;A queixa também aponta para a perda do temor. No nosso dia a dia, pessoas que ocupam cargos inferiores em indústrias, empresas e comércio se queixam por diversas razões: salários baixos, carga excessiva...  Entretanto, quando as pessoas estão tratando com seus superiores, elas refinam seu modo de falar, pois temem punições. &lt;br /&gt;A queixa contra Deus não era velada, era aberta. O verbo no hebraico descreve uma ação intensiva e reflexiva. Ela era intensa e refletia-se de forma marcante na vida dos queixosos. É aquele olhar de insatisfação, aquela agonia, aquela irritabilidade, aquele “não suporto mais”. Estas são as características psicológicas do queixoso. &lt;br /&gt;Qual foi a ração do Senhor contra tudo isto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Divisão: A ira do Senhor acende-se contra povo (verso 1)&lt;br /&gt;O povo reclamava. As Escrituras dizem que enquanto isto, Deus ouvia suas queixas. A idéia básica deste verbo no hebraico é: notar uma mensagem ou simplesmente um som. Possuindo o sentido básico de ouvir. A idéia é, enquanto eles reclamavam, Deus os ouvia. É como se Deus estivesse bem atento para tudo o que eles diziam.&lt;br /&gt;Imaginem tal situação: Mesmo sendo pecadores não gostamos quando ajudamos alguém e ficamos sabendo que ela fala mal da nossa ajuda e de nós. Isto nos acende a ira, a revolta. Logo dizemos: Isto é um ingrato. Imaginem a ira santa de Deus. Estes que agora reclamavam, eram seus protegidos.&lt;br /&gt;Moisés no cap. 10. 35-36 está escrito: Partindo a arca, Moisés dizia: Levanta-se, Senhor, e dissipados sejam teus inimigos, e fujam diante de ti os que te odeiam. E, quando pousava, dizia: Volta, ó Senhor, para os milhares de milhares de Israel. &lt;br /&gt;Essa oração honra ao Senhor como o Guerreiro divino que ia à frente da multidão do povo, bem como a fonte de proteção divina para o acampamento.&lt;br /&gt;Diante disto, da pra imaginar o tamanho da ingratidão do povo. O povo experimentava a proteção do Senhor, o povo viu o poder do Senhor. E como agradecimento a tudo isto que o Senhor fazia, o povo reclamava. &lt;br /&gt;As Escrituras dizem que a ira de Deus acendeu-se.&lt;br /&gt;No texto hebraico temos a seguinte construção: Acendeu-se de fato a ira e o fogo do Senhor e devorava as extremidades do acampamento. Existe uma relação entre acampamento e segurança. Deus fere o lugar onde se sentiam seguros. Eles percebem que por si só não estão seguros. A segurança deles vinha de Yahweh o Senhor da Guerra. A ira e o fogo são instrumentos de Deus para consumir o ímpio.&lt;br /&gt;Van Gruningen diz o seguinte: Yahweh demonstrou sua fidelidade ao seu próprio caráter santo e às advertências dadas com relação à maldição do pacto a ser executada contra a falta de confiança, desobediência, rebelião e rejeição. O fogo representa a presença gloriosa de Yahweh; também servia como um meio severo de punição. Este fogo afetou somente o limite do acampamento e o texto não relata quem ou quantas pessoas foram afetadas. &lt;br /&gt;A visitação do Senhor é bem pedagógica. Os filhos de Israel viram o Senhor dos Exércitos derramando sua ira sobre seus inimigos. Mas também viram e sentiram Yahweh visitá-los de forma terrível. Aqui reside uma lição: Tome cuidado para que o Senhor não visite você em ira, devorando àquilo que você tanto ama. Tocando no local onde você se acha mais seguro. Da mesma forma como o Senhor vai à frente dos seus santos livrando-os e protegendo-os. O Senhor visita os seus e quando os encontra pecando contra sua lei derrama sua santa e bendita ira. Desta forma, o povo de Deus entende e aprende que Yahweh é santo. Que o Senhor tenha misericórdia de nós! Diante de tudo isto, o que o povo faz?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;3 Divisão: O povo clama e Moises intercede a Deus (verso 2-3)&lt;br /&gt;Os três versos do nosso capítulo apresentam a seguinte estrutura:&lt;br /&gt;O povo queixa-se diante de Deus a (v.1)&lt;br /&gt;O Senhor ouve b (v.1)&lt;br /&gt;A ira do Senhor se acende e há punição c (v.1)&lt;br /&gt;Ao invés de continuar se queixando o povo agora clama a₁ (v.2)&lt;br /&gt;O Senhor ouve b₁ (v.2)&lt;br /&gt; A ira do Senhor cessa c₁ (v.2)&lt;br /&gt;Existe um personagem na história que exerce papel fundamental: Moisés. Ele intercede pelo povo. Moisés é um mediador entre Deus e o povo. Pode-se dizer que ele é um protótipo de Cristo. Da mesma forma, Cristo também intercede pelo seu povo junto a Deus. Por causa de Cristo somos justificados diante de Deus.&lt;br /&gt;O verso 2 no original começa dizendo  q[;îc.YIw:  E gritou, clamou, pediu por socorro. Esta é a reação do povo quando vê a visitação do Senhor no acampamento. O povo clamou a Moisés, perceberam o perigo em que estavam e apelaram a Moisés. As Escrituras dizem que Moisés orou  lLeÛP;t.YIw: ao Senhor e a ira do Senhor cessou.&lt;br /&gt;Vemos aqui o papel do mediador. O Senhor atende a oração do seu servo e cessa de derramar a sua ira.&lt;br /&gt;Para comemorar o acontecimento, aquele lugar foi chamado Taberá “queima”. O Senhor deixou um memorial. A narrativa do verso 3 termina dizendo: Chamou-se este lugar de Taberá, porque o fogo de Yahweh ardeu entre eles (BJ) &lt;br /&gt;Às vezes, os santos de Deus se tornam tão duros de coração, que mesmo com os memoriais, o povo continua agindo como se Deus não existisse e não agisse. A libertação do Egito fui simbolizada com um memorial: a Páscoa. Isto era suficiente para eles entenderem que O Senhor era com eles. O sangue da aliança foi um memorial que eles eram povo de Deus. Taberá foi um memorial para que eles aprendessem que Deus visita seu povo também em ira. Todos estes memoriais deveriam lembrar ao povo quem é o EU SOMENTE, O SENHOR DA GUERRA.&lt;br /&gt;Responda pra você: Será que temos esquecidos os significados dos memoriais bíblicos?&lt;br /&gt;Será que temos esquecido os significados da Eucaristia? Do batismo?&lt;br /&gt;Será que estamos atentos a todo serviço litúrgico prestado no culto solene?&lt;br /&gt;Irmãos, como imagens restauradas de Deus, como nova criação, somos memoriais que Deus irá restaurar todas as coisas. Que os memoriais nos tragam à lembrança todos os seus respectivos e ricos significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplicação:&lt;br /&gt;1- A ingratidão é uma das piores coisas que o ser humano pode ter. Ela em si é egoísta, má e fere. Você é grato a Deus? Como está o seu coração? Você reconhece que tudo o que você tem pertence ao Senhor? Ou você acha que não precisou e não precisa Dele? Que tudo que você tem é decorrente de seus esforços? Se você pensa assim, saibas que és um ingrato.&lt;br /&gt;2- Depois de tudo que o Senhor tinha feita a eles. Quando experimentaram a primeira sensação adversa, reclamaram. Você tem feito o que quando as situações adversas chegam?&lt;br /&gt;3- O relacionamento que Deus tem com seus santos não é superficial. Ele está atento a tudo que fazemos. Ele de fato se relaciona intensamente com nós. Será que temos tido esta percepção? Será que temos tido temor? Ou estamos falando tolices diante de Deus?&lt;br /&gt;4- Quando o Senhor visita o acampamento ensina algo importante para o povo. A segurança que eles tinham, não estava no fato de estarem em um acampamento com guardas. Mas residia, no fato de que o Senhor guardava o acampamento. Quando o Senhor Yahweh devorou as extremidades com fogo, deixou bem claro que Ele pode vir em ira. E quando Ele vem desta forma, ninguém está livre de suas mãos e de sua ira. Não existe proteção longe das asas de Yahweh, não existe lugar seguro para se abrigar quando Ele está irado.&lt;br /&gt;5- Mesma na nossa iniqüidade, o Senhor é bondoso. No texto temos um intercessor, um mediador que fala em favor do povo. O povo precisa de um mediador. Alguém que se interponha entre o povo e Deus. Jesus é o Mediador por excelência. Os santos quando oram por alguém também fazem o papel de mediador. Aqui reside um principio importante: Devemos orar uns pelos outros e por todos os homens. Cl 1. 9-12; 1 Tm 2.1-2. Veja a situação do ímpio como é miserável: Deus não escuta a sua prece, não recebe seu louvor e não dá discernimento para entender a sua palavra. (A não ser que seja um eleito que falta nascer de novo). Não sendo este o caso, sua vida é uma desgraça só. Eis o motivo porque os santos de Deus devem interceder por todos os homens.&lt;br /&gt;6- O Senhor tem seus memoriais na Revelação Bíblica. Estejamos atentos aos seus significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão:&lt;br /&gt;Como estamos nos portando? Se retrocedêssemos no tempo e viéssemos em direção a João Batista, o que ele nos diria? &lt;br /&gt;Será que estamos produzindo frutos dignos de arrependimento? Ou será que não passamos de soberbos que dizemos que temos por pai a Abraão?&lt;br /&gt;Será que somos queixosos incorrigíveis?&lt;br /&gt;Pense nisso, irmão!&lt;br /&gt;Que o Senhor tenha misericórdia de sua vinha&lt;br /&gt;A Ele toda a glória&lt;br /&gt;Amém!&lt;br /&gt; Rev. Jaziel C. Cunha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-4609012887126853319?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/4609012887126853319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=4609012887126853319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/4609012887126853319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/4609012887126853319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/04/sermao-em-numeros-11-1-3.html' title='Sermão em Números 11. 1-3'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-1615935025345213304</id><published>2010-04-20T06:09:00.000-07:00</published><updated>2010-04-20T06:10:47.201-07:00</updated><title type='text'>RAZÕES PARA EVITAR O ENTRETENIMENTO NAS REUNIÕES CÚLTICAS</title><content type='html'>Há muitas coisas que tem prejudicado a igreja. Esta semana ouvi de um aluno que algumas igrejas (talvez a dele, mas ficou acanhado em falar), usam cenas de vídeos e depois "pregam" sobre aquele vídeo. Nem chegam a abrir mais a Bíblia. E quando o fazem, é a título de pretexto. Outros contam ilustrações sem fim. Fazem o mesmo. Outros fazem humor no púlpito. Os "cultos" são cheios de atrações - corais, cantores, solistas, grupos musicais, coreografias, declamadores etc - que a pregação já a muito tempo não mais existe. Andando por aí, encontrei, no Genizah Virtual, as razões abaixo para se evitar o entretenimento, a diversão ou, como dizem os seminaristas, "encheção de linguiça", por ocasião do ajuntamento. Pois bem, leiam e comentem.&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS 12 RAZÕES PARA ELIMINAR O ENTRETENIMENTO EM SUA IGREJA&lt;br /&gt;Por Alan Capriles&lt;br /&gt;Sei que o entretenimento está tão enraizado na cultura evangélica, que parecerá um absurdo a tese que defendo. Mas, além de não estar sozinho na luta contra o "culto show", estou ainda muito bem acompanhado, por pastores renomados, como Charles Haddon Spurgeon, que no século XIX já havia escrito sobre este perigo, alertando que o fermento diabólico do entretenimento acabaria levedando toda a massa em curto espaço de tempo. E é neste estado de lastimável fermentação que se encontra a massa evangélica atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia é quase impossível que uma igreja não tenha conjuntos musicais, ou corais, ou grupos de coreografia, ou cantores para se apresentar durante o culto e nos eventos por ela realizados. Na maioria das igrejas o período de culto é tomado deste tipo de apresentações, com a desculpa de que "é pra Jesus". Mas, quando analisamos racionalmente, e a luz das Escrituras, a verdade é que tais apresentações não passam de entretenimento, com verniz de santidade e capa de religiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ninguém fique ofendido. Eu mesmo gostaria que alguém houvesse me alertado disso na época em que eu, cegamente, gastava horas com ensaios de conjuntos e de peças teatrais. E eu me convencia de que isto era a obra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no fundo de meu coração, eu sabia que havia algo de errado, que não era nisto que Jesus esperava que seus discípulos se focassem, ou se esforçassem. Como ninguém me despertou, busquei a Deus em oração e o próprio Espírito Santo, por meio das Escrituras, convenceu-me do meu erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, tenho meditado tão seriamente a respeito disto, que encontrei mais de dez razões para eliminar por completo o entretenimento dos cultos na igreja que pastoreio. E já o fizemos! Substituimos o tempo que antes gastávamos com ensaios entre quatro paredes, pelo evangelismo bíblico na comunidade e pela oração nos lares. E, quanto às apresentações nos cultos... sinceramente, não estão fazendo a menor falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, vejamos porque o entretenimento deve ser eliminado dos cultos que realizamos ao Senhor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - O Senhor nunca ordenou entreter as pessoas&lt;br /&gt;Esta já seria uma razão suficiente, que dispensaria os demais argumentos. O problema é que raramente se encontra hoje uma igreja que queira ser bíblica, composta por membros que só desejem cumprir a vontade de Deus, expressa em sua Palavra. Assim sendo, talvez seja necessário ainda os argumentos a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Entretenimento não atrai ovelhas&lt;br /&gt;Chamemos de ovelhas aqueles que realmente amam a Jesus, que reconhecem a voz do Senhor e o seguem (Jo 10:27). No entanto, a divulgação de apresentações na igreja dificilmente atrairá pessoas interessadas em Deus. Certamente será um atrativo para as que gostam de uma distração gratuita. Mas, podemos chamar a estas pessoas de ovelhas, ou não há uma grande chance de serem bodes? (Mt 25:32-33)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Entretenimento afasta as ovelhas&lt;br /&gt;As verdadeiras ovelhas não se satisfazem com apresentações durante o culto. Elas querem oração e palavra, edificação e unção. Uma ovelha de Cristo não procura emoções, mas a Verdade, para que se mantenha firme no caminho da vida eterna (Jo 6:67). Quanto mais o pastor encher o culto com apresentações, mais rápido as ovelhas sairão em busca de uma verdadeira igreja, que priorize a oração e a palavra de Deus. Aos poucos, a "igreja-teatro" deixará de ter ovelhas para estar ainda mais cheia, porém de bodes, que gostam de uma boa distração. E, infelizmente, o que muitos pastores buscam hoje é quantidade, o crescimento a qualquer custo. E, com este fermento, a massa realmente cresce...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Entretenimento reduz o tempo de oração e palavra&lt;br /&gt;O tempo de culto já é muito limitado, chegando a no máximo duas horas. Quando se dá oportunidade para apresentações, o tempo que deveria ser usado para se fazer orações e se pregar a palavra de Deus torna-se curtíssimo. Em algumas igrejas não chega nem a trinta minutos! Como desenvover uma mensagem expositiva em tão curto espaço de tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Entretenimento confunde os visitantes&lt;br /&gt;Os visitantes concluem que a igreja existe em função disto: conjuntos, corais, coreografias, peças teatrais, ou qualquer outro tipo de apresentação que torne o culto um show. E eles passam a frequentar os cultos com esta expectativa, esperando pelo próximo espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Entretenimento ilude os membros&lt;br /&gt;O membro pensam que está servindo a Deus com suas apresentações. Desta forma, sua consciência fica cauterizada para atender aos chamados para a escola bíblica, para o evangelismo e para socorrer os carentes. Afinal de contas, ele pensa que seu chamado é para as artes, e não para serviços que não lhe colocam debaixo dos holofotes (que, aliás, são muito comuns nas igrejas hoje em dia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Entretenimento é um desgaste desnecessário&lt;br /&gt;Quanto esforço é despendido para que tudo saia perfeito! Uma energia que é gasta naquilo que o Senhor nunca mandou fazer! Será que ainda sobram forças para se fazer o que realmente o Senhor manda? (Lc 6:46)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - Entretenimento coloca os carnais em destaque&lt;br /&gt;Pessoas que raramente aparecem nos cultos de oração e estudo bíblico, e que nunca comparecem ao evangelismo, geralmente são as mesmas que gostam de aparecer cantando, dançando ou representando nos cultos mais cheios. A questão é: Por que dar destaque justamente para estes membros carnais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - Entretenimento promove disputas&lt;br /&gt;Disputas entre membros, entre conjuntos e até entre igrejas. Quem canta melhor? Quem dança melhor? Que conjunto tem o uniforme mais bonito? Quem recebeu mais oportunidade? Quanta medíocre carnalidade... (1 Co 3:3; Tg 4:1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - Entretenimento alimenta o ego&lt;br /&gt;O entretenimento não gera fé, mas fortalece o ego dos que amam os aplausos e elogios. Apesar de sua roupagem "gospel", o fermento dos fariseus continua tão venenoso quanto nos dias de Jesus (Mt 23:5-6; Lc 12:1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 - Entretenimento é um desperdício de tempo&lt;br /&gt;Se o mesmo tempo que as igrejas gastam com ensaios e apresentações fosse utilizado com oração e evangelismo, este mundo já teria sido alcançado para o Senhor! (Ef 5:15-17)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 - Entretenimento não é fazer a obra de Deus&lt;br /&gt;A desculpa para o entretenimento é que este seria uma forma de atrair as pessoas. Mas a questão novamente é: que tipo de pessoas? Se entretenimento fosse uma boa alternativa, não teria a igreja apostólica usado de entretenimento para atrair as multidões? No entanto, ela simplesmente pregava o evangelho, porque sabia que nele há poder. O evangelho "é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1:16). Mas o entretenimento... O entretenimento é a artimanha do homem para a perdição de todo aquele que duvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero concluir com uma palavra aos pastores. De pastor, para pastor. Amado colega de ministério, não duvide do poder do evangelho para atrair e converter as pessoas. Não queira encher sua igreja com atividades vazias e atraentes ao mundo, mas que não tem o poder do Espírito Santo para converter vidas. Tenha coragem e limpe sua congregação desta imundície egocêntrica. Talvez com isto você perderá alguns membros, mas não perderá ovelhas, somente bodes. Tenha fé em Deus e confie no modelo bíblico para encher a igreja, que é a oração, o bom testemunho e a pregação ousada do genuíno evangelho de Cristo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-1615935025345213304?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/1615935025345213304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=1615935025345213304' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/1615935025345213304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/1615935025345213304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/04/razoes-para-evitar-o-entretenimento-nas.html' title='RAZÕES PARA EVITAR O ENTRETENIMENTO NAS REUNIÕES CÚLTICAS'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-3536336984202559314</id><published>2010-04-03T12:56:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T12:57:03.102-07:00</updated><title type='text'>Ressurreição</title><content type='html'>Qual o significado da ressurreição? Por que as Escrituras dizem: E, se Cristo não tivesse ressuscitou é vã a vossa fé, e ainda permaneceis no pecado. (1 Coríntios 15.17)? Qual a relação que há entre ressurreição e nova vida em Cristo Jesus?&lt;br /&gt;A Ressurreição é o sinal visível que Deus deu ao mundo de que Ele restauraria todas as coisas. A finalidade da vida, paixão, morte e ressurreição do Senhor fora tanto a de dar nova vida aos seus eleitos como também de restaurar todas as coisas. Romanos 8. 19-23.&lt;br /&gt;Quando o Senhor morre na sexta feira e ressuscita ao domingo de entre os mortos, assegura para nós a sua vitória. Ele venceu a morte, Ele venceu àquilo que era a paga pelo pecado dos vice-gerentes de Deus quando caíram. Ele também vence a morte pela criação, pois a mesma sofre por causa dos vice-gerentes da criação. Deus, na Pessoa Bendita do Senhor Jesus se encarnou, viveu, cumpriu tudo àquilo que fora exigido Dele no pacto da redenção firmado entre a Santíssima Trindade e O Cristo que se tornou Homem. O propósito maior era a restauração de todas as coisas como diz o texto aos Efésios 1.10.&lt;br /&gt;Por que na semana pascoal se deu a morte e a ressurreição? Quando Jesus entra em Jerusalém em cima do jumentinho, isto foi o cumprimento de uma profecia (Zacarias 9.9). Mas, observem também, que esta entrada possuiu um forte simbolismo: O templo que estava em Jerusalém era o templo onde se invocava Deus. Jerusalém era considerada a cidade santa por ter o templo nela. O próprio Deus que tinha se encarnado estava entrando na sua cidade. Por aquelas portas milhões de ovelhas tinham passado, vindas para serem sacrificadas. Jesus como nosso cordeiro pascal passa pelas portas de Jerusalém. Chora por Jerusalém. Quando chega ao seu templo diz que a minha casa será de oração Lc. 19.46.&lt;br /&gt;Em Jerusalém Ele é preso e morto na semana pascoal, da mesma forma como o sangue do cordeiro fora posto nas casas lá no Egito, pois servia de sinal para que o Destruidor não matasse os primogênitos de Israel Êxodo 12. 21-24. Da mesma sorte, nesta semana que antecedeu a ressurreição, o sangue de Cristo fora derramado fora aspergido sobre seu povo 1 Pedro 1.2. Este livramento fui simbolizado na instituição da Eucaristia. O sangue da nova aliança derramado em favor de muitos, sinal evidente que o Destruidor irá pegar todos àqueles que não têm o sangue de Cristo sobre Eles. A ressurreição aponta para a nossa vitória. Alem de não recebemos a ira de Deus, por termos o sangue de Cristo nas nossas vidas. Viveremos para sempre com Ele. Todos os inimigos do reino de Deus serão destruídos. Todo regenerado é uma nova criação, sendo também o sinal visível que Deus levará seus planos até o fim desejado por Ele. Seu desejo é a consumação de todas as coisas. E esta consumação é o restabelecimento de todas as coisas. A ressurreição aponta pra isto. E como símbolo da nossa passagem das trevas para a luz surge o conceito do domingo como dia do Senhor. O domingo serve-nos como memorial. O domingo também passa a ter a simbologia do descanso. Da mesma sorte como o sábado tinha dois aspectos simbólicos: Descanso e libertação. O domingo passa a ter estes dois aspectos: libertação nossa e da criação, pois é o dia da ressurreição de Cristo. E de descanso: pois através da ressurreição de Cristo, o seu povo juntamente com a criação espera a restauração de todas as coisas.&lt;br /&gt;Qual o aspecto prático que o entendimento da doutrina da ressurreição tem para nossas vidas? Paulo na sua carta aos Coríntios no cap. 15 versos 14: E, se Cristo não ressuscitou,é vã a nossa pregação e vã a nossa fé. Você já imaginou o quão vão seria tudo que é feito pelo reino de Deus se tudo fosse uma grande mentira? Aqui reside o motivo da fidelidade do cristão a Deus: A certeza da ressurreição de Cristo. Eis a razão da ressurreição ser tão importante na fé cristã. Todo àquele por quem o Cristo morreu: morre e morrerá para o mundo. O velho homem que representa este antigo estado de rebeldia é morto. Romanos 6. 1-3. Da mesma sorte, o novo homem, a nova criatura é recriada por causa da morte de finitiva de Cristo na cruz e da sua ressurreição. Romanos 6..4-11 &lt;br /&gt;Rev. Jaziel C. Cunha&lt;br /&gt;Congregação Presbiteriana Conservadora em Paulista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-3536336984202559314?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/3536336984202559314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=3536336984202559314' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/3536336984202559314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/3536336984202559314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/04/ressurreicao.html' title='Ressurreição'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-560079840667614296</id><published>2010-04-02T12:19:00.000-07:00</published><updated>2010-04-02T12:20:47.189-07:00</updated><title type='text'>Introdução ao Estudo sobre o Reino de Deus</title><content type='html'>No Livro dos salmos no cap. 103 v 19 temos uma declaração sobre a existência do Reino. Quem está no comando e na extensão deste domínio.  &lt;br /&gt;O texto diz: &lt;br /&gt; hl'v'(m' lKoïB; AtªWkl.m;W÷ Aa+s.Ki !ykiähe ~yIm;V'B;â hw"©hy&gt;) &lt;br /&gt;Yahweh nos céus fez estabelecer seu trono e seu reino em tudo reina&lt;br /&gt;Temos o agente: Yahweh&lt;br /&gt;Temos o local: Nos céus&lt;br /&gt;Temos a extensão: Em tudo&lt;br /&gt;Existem outras referências Sl. 93. 1-2;  Sl 145.1;13&lt;br /&gt;Van Gruningem fala dos quatro aspectos do Reino cósmico: Natureza do Reino Cósmico, Manutenção do Reino Cósmico, Propósito do Reino Cósmico e Consumação do Reino Cósmico .&lt;br /&gt;Definindo o que consistia o cosmos, Van Gruningem diz o seguinte “o cosmos consistia de luz, céu, mares e terra seca” &lt;br /&gt;Deus estabeleceu o homem e a mulher como vice-gerente. Faz parte da extensão do domínio, sua finalidade é o desenvolvimento, a exploração da terra. Mas, exploração consciente, e a isto, o próprio texto de Gn 2.15 limita. A expressão  Hr"(m.v'l.W ( e para ela “ele” governar). Tem um profundo significado, segundo o DIT a raiz básica é a de “exercer grande poder sobre”  o DIT também fala de um desdobramento, que para o nosso texto, tem uma aplicação mais especifica, “tomar conta de , guardar. Isso envolve manter, ou cuidar de coisas, tais como um jardim” .&lt;br /&gt;Este reino é mantido pelo próprio Deus, esta manutenção recebe o nome preservação providencial de Deus. Herber campos traz falando a respeito da preservação providencial de Deus traz a seguinte definição: “aquela obra contínua de Deus pela qual Ele mantém as coisas que criou, junto com as propriedades e poderes com as quais Ele as capacitou”  &lt;br /&gt;Por esta definição percebemos que o homem só pode transformar a matéria existente por permissão de Deus. Os elementos: mar, céu, terra e luz desde o inicio já demonstravam capacidade de ser “habitat” para as mais variadas formas de vidas: vegetal, animal, marinha, humana e angelical. Esta capacidade é dada pelo próprio Deus e sustentada pelo Espírito Santo Hb. 1.3; Sl. 104 24-31; Jr 5.24. Van Gruningem sobre isto diz o seguinte: &lt;br /&gt;A criação é o reino cósmico de Deus. É o domínio totalmente abrangente de Deus dentro do qual Ele deu autoridade aos homens e às mulheres em submissão a Ele; por causa disso, reinos humanos poderiam se desenvolver e se desenvolveram.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os elementos que constituem o cosmo possuem suas próprias leis e o homem só chega a um resultado positivo quando essas leis são obedecidas. Para que haja geração de seres humanos pressupõe que haja relacionamento sexual, que ambos sejam férteis, e que no período da gestação tudo ocorra bem. Se parássemos ai, certamente cairíamos no erro deísta. Além das leis pré-estabelecias pelo próprio Deus quando as criou. O Espírito mantém a funcionalidade do cosmos, pois também é verdade que às vezes a vida humana é gerada mesmo quando as leis já mencionadas para a geração não existem. Ex: Nascimento do Cristo, não houve a relação sexual. As forças do cosmo só funcionam por causa do Espírito Santo. Van Groningem diz o seguinte:&lt;br /&gt;Como Deus governa seu reino cósmico de acordo com sua vontade, e como o Espírito está continuamente presente e realiza sua função mantenedora, os aspectos e forças do cosmos funcionam, continuamente, de acordo com suas naturezas divinamente determinadas   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No prefacio do livro Ensaios de Teodicéia, Leibniz diz o seguinte:&lt;br /&gt;As perfeições de Deus são aquelas de nossas almas, mas, Ele as possui em ilimitada medida; Ele é um oceano, do qual apenas gotas nos são concedidas; há, em nós, algum poder, algum conhecimento, alguma bondade, mas, em Deus estão em sua inteireza. Ordem, proporções, harmonia nos encantam; (...) Deus é todo ordem; Ele sempre mantém a verdade das proporções, Ele torna a harmonia universal; toda beleza é uma efusão de Seus raios  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda do homem trouxe distúrbios ao modo operante do reino. Entretanto, como diz Van Groningem “os efeitos da queda não alteraram o modo básico e fundamental em que Deus mantém seu reino cósmico”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev. Jaziel C. Cunha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-560079840667614296?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/560079840667614296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=560079840667614296' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/560079840667614296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/560079840667614296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/04/introducao-ao-estudo-sobre-o-reino-de.html' title='Introdução ao Estudo sobre o Reino de Deus'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-8080444952074879926</id><published>2010-03-07T10:38:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T10:39:52.977-08:00</updated><title type='text'>LEI, VEÍCULO DA GRAÇA DE DEUS</title><content type='html'>LEI, VEÍCULO DA GRAÇA DE DEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; RESUMO&lt;br /&gt; A má compreensão da Lei de Deus e o avanço do dispensacionalismo nas igrejas brasileiras, juntamente com outras concepções estranhas à Palavra de Deus, têm-se mostrado prejudicial a uma ortodoxia e conseqüentemente a uma ortopraxia. A lei nunca foi contrária as promessas de Deus, a lei não é inimiga da graça, a idéia da inimizade da lei e da graça é fruto de um neo antinomismo, que por sua vez é fruto de uma igreja que está afastada e continua a se afastar mais e mais da simplicidade do evangelho. E da correta relação da graça de Deus que se manifesta na Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; PALAVRAS CHAVES&lt;br /&gt; Lei; Graça; Trabalho; Descanso; Sábado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; INTRODUÇÃO&lt;br /&gt; As relações de continuidade e de progressividade entre os Testamentos têm sido objeto de estudo entre os teólogos, a questão dispensacionalismo X aliancismo irá determinar e muito, o esqueleto doutrinário apresentado e ensinado nas igrejas.&lt;br /&gt; Entender a continuidade ou a não continuidade é de suma importância. Neste artigo iremos defender a continuidade, a organicidade e progressividade das Escrituras. Entendendo que cada aliança subseqüente não invalida a anterior, ao contrário, complementa.&lt;br /&gt; De sorte, que vemos a lei, não como algo rival à graça, vemos a lei como canal da graça de Deus.&lt;br /&gt; Trataremos a questão “de um estar no outro”, ou seja, da graça está contida na lei, abordando a questão do quarto mandamento e da graça decorrente dele, tanto para o homem, quanto para a criação e destacaremos seu caráter maior, sua perspectiva libertária.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;DEFINIÇÃO&lt;br /&gt;Antes de mais nada precisamos definir o que é Lei?&lt;br /&gt;O substantivo hr"îAT significa “ensino”. O DIT do Antigo Testamento faz o seguinte comentário:&lt;br /&gt;Especificamente, a palavra “lei” refere-se a qualquer conjunto de regulamentos; por exemplo, Êxodo 12 contém a lei a respeito da observância da Páscoa. Algumas outras leis específicas incluem aquelas a respeito das várias ofertas (Lv 7.37), da lepra (Lv 14.57) e do ciúme (Nm 5.29). À luz disso, por vezes considera-se a lei algo constituído de estatutos, ordenanças, preceitos, mandamentos e testemunhos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esta definição é importante, pois o grande problema que se vê hoje em dia é justamente a não compreensão da palavra “lei” e isto se deve muito, por causa da compreensão dispensacionalista, que vê a lei como algo antagônico a graça de Deus.&lt;br /&gt; O substantivo  !xEß segundo o DIT significa “favor, graça, encanto,”  esta definição é importante para a compreensão do relacionamento de Deus com os homens e as criaturas, o intuito é mostrar que a graça não só tem relação soteriológica, mas preservativa e relacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; VEÍCULO DE GRAÇA&lt;br /&gt; Para uma melhor compreensão é necessário mostrarmos o caráter da Lei como uma aliança, vejamos alguns textos: Ex 34.28; Dt 4.13; Dt 9. 9,11.&lt;br /&gt;Isto é importante entendermos, a Lei é uma aliança e por ser aliança, é graça. Pois revela a vontade de Deus escrita, através dela o homem sabe o que agrada a Deus ou não, e conseqüentemente recebe as bênçãos, caso obedeça e as maldições, caso desobedeça. Mas, mesmo o castigo do Senhor, possui um caráter disciplinador e por possui isto, já demonstra o seu amor, Interessante observarmos o que Salomão disse. Ver 1 Reis 8. 22-53.&lt;br /&gt;Também o texto de Deuteronômio 30. 1-5 faz menção da graça de ter a ira de Deus propiciada, quando o povo reconhece seu estado de miséria e pecaminosidade diante de Deus, e perde perdão a Deus.&lt;br /&gt;1 E será que, te sobrevindo todas estas coisas, a bênção ou a maldição, que tenho posto diante de ti, e te recordares delas entre todas as nações, para onde te lançar o SENHOR teu Deus, 2  E te converteres ao SENHOR teu Deus, e deres ouvidos à sua voz, conforme a tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, com todo o teu coração, e com toda a tua alma, 3  Então o SENHOR teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o SENHOR teu Deus. 4  Ainda que os teus desterrados estejam na extremidade do céu, desde ali te ajuntará o SENHOR teu Deus, e te tomará dali; 5  E o SENHOR teu Deus te trará à terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem, e te multiplicará mais do que a teus pais.   &lt;br /&gt; Aqui vemos que a Lei não é contrária a graça, a Lei é o veículo para receber as bênçãos condicionais, entretanto, mesmo que o povo de Deus venha quebrar a Lei, arrependendo-se, Deus será propicio.&lt;br /&gt;Se a Lei não fosse uma aliança, fosse algo que não possuísse graça nenhuma, Deus não poderia remover o castigo, pois a Lei seria sem misericórdia.&lt;br /&gt; Robertsom diz algo bem interessante&lt;br /&gt;(...) a aliança mosaica da lei dirige-se claramente ao homem em pecado. Esta ultima aliança jamais pretendeu sugerir que o homem, por obediência moral perfeita, pudesse entrar em um estado de garantida bem aventurança pactual &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Lei está tão recheada de graça, que se não entendêssemos desta forma, como poderíamos entender a Lei cerimonial, sem que a víssemos como graça de Deus, quando o homem pecasse? &lt;br /&gt;A idéia da substituição já estava contida desde antes da Lei e com a Lei isto não é eliminado. Na lei cerimonial isto fica patente.&lt;br /&gt; Na Lei cerimonial existem vários tipos de oferta, eis os seus significados &lt;br /&gt; 1. As ofertas queimadas. &lt;br /&gt;O termo que descrevia as "ofertas queimadas" é Olah que deriva da raiz do verbo que significa "subir" ou "ascender". É uma oferta de ascensão. Isso se referia ao fato de que a oferta inteira era queimada e "ascendida a Deus". &lt;br /&gt;Ela era a oferta fundamental para que os homens comparecessem à presença do Senhor. Por isso, Levítico 1.3 diz que um homem que fez essa oferta "seja aceito perante o Senhor" e o verso 4 acrescenta "para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação". &lt;br /&gt;Uma vida foi oferecida sobre o altar. &lt;br /&gt;Ela devia ser completamente queimada sobre o altar. Isso significava que o dever daquele homem para com Deus não era apenas de dar parte de si a Deus, mas sim uma rendição total e plena de si e de TUDO QUE POSSUÍA. &lt;br /&gt;Dependendo da situação financeira do ofertante, a oferta poderia ser um touro, um cordeiro ou um pombo. &lt;br /&gt;2. As Ofertas de Manjares. &lt;br /&gt;Ela não envolvia tirar uma vida. Ao invés disso, era composta de farinha, óleo e incenso. &lt;br /&gt;Ela reportava-se ao tempo da criação, quando Deus disse ao homem: "Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento” (Gn 1.29).&lt;br /&gt;Este é um quadro daquele que se tornou o nosso "Pão da Vida", que foi ungido com "Óleo" do Espírito Santo. &lt;br /&gt;Mel era proibido, ao  invés disso era usado incenso.&lt;br /&gt;Isso é porque o mel poderia eventualmente azedar (fermento também era proibido); mas o incenso ressaltava o seu mais alto grau de fragrância depois de ter sido queimado. &lt;br /&gt;Ela seria temperada com sal - indicando preservação (2.13). &lt;br /&gt;3. Ofertas pacíficas. &lt;br /&gt;Todos comiam uma porção da oferta pacífica (o ofertante, o Senhor, o sacerdote e até mesmo os filhos do sacerdote). &lt;br /&gt;Nas ofertas queimadas e nas ofertas de manjares, o Senhor e o sacerdote tinham uma porção, mas não o ofertante.  &lt;br /&gt;Isso significava comunhão com Deus. Quando você toma lugar em uma mesa e come com alguém, significa que você está em paz com ele.  Cristo tornou-se nossa oferta pacífica. Nele Deus e o homem encontram um alimento comum. &lt;br /&gt;È notável que a oferta pacífica geralmente vinha acompanhada de uma libação de vinho - Pão e vinho formam a mesa do Senhor. &lt;br /&gt;4. Ofertas pelo pecado. &lt;br /&gt;As primeiras três ofertas eram apresentadas como atos de culto. Esta oferta é constituída como expiação pelo pecado. &lt;br /&gt;As primeiras três ofertas eram queimadas no altar.  Esta oferta era queimada na terra nua, fora do acampamento. Este é um quadro de Jesus que foi crucificado fora de Jerusalém. Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta (Hb 13.12).&lt;br /&gt;5. Ofertas pela culpa. &lt;br /&gt;Esta oferta é a única que não é descrita como "aroma suave", como até mesmo a oferta pelo pecado é descrita em Levítico 4.31.  &lt;br /&gt;Esta oferta se aproxima muito da oferta pelo pecado, mas ainda tem algumas diferenças sutis. &lt;br /&gt;Enquanto os pecados que requerem uma oferta são somente mencionados em um sentido geral, há um número de ofensas específicas que requerem uma oferta pela culpa. &lt;br /&gt;Uma parte da oferta pela culpa incluía uma recompensa financeira para a parte que foi prejudicada (Lv 6.5). Assim, a oferta pela culpa incluía o princípio da restituição. &lt;br /&gt;Trataremos agora, de forma mais especifica sobre o quarto mandamento e sua relação com o dia a dia do ser humano, da criação e do seu caráter escatológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; QUAL A COMPREENSÃO DA RELAÇÃO ENTRE TRABALHO E DESCANSO?&lt;br /&gt; A lei é veiculo de graça, demonstraremos isto, abordando a questão do 4ª mandamento e a graça contida na sua guarda. As Escrituras dizem: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu o eu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o seu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Ex 20.8-11)&lt;br /&gt; Será que este mandamento era desconhecido dos judeus?&lt;br /&gt; Não! &lt;br /&gt; No próprio livro de Êxodo, o Texto Sagrado nos informa “Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá. Ao sétimo dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam. Então, disse o Senhora Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? Considerai que Senhor vos deu o sábado; por isso, ele, nos sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde estás, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia” (Ex 16. 26-29)&lt;br /&gt; O contexto desta passagem é a colheita de maná.&lt;br /&gt; Qual a razão de Deus fazer tanta questão por este dia?&lt;br /&gt; Será que quando Ele descansou é porque estava de fato cansado?&lt;br /&gt; Não! A narrativa do Gênesis mostra-nos algo a mais. Deus nos ensina que devemos parar, devemos dar descanso tanto ao nosso corpo como as demais criaturas de Deus, que nos servem e também a terra. E aqui, vemos “graça de Deus”.&lt;br /&gt; O descanso está relacionado com o mandato cultural, quando Deus criou o homem, deu-lhe a seguinte ordem: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Édem para o cultivar e o guardar.” (Gn 2.16)&lt;br /&gt; Este trabalho não seria continuo. Deus deu descanso para o homem. A própria terra também teria que descansar “Porém, no sétimo ano, haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo, nem poderás a tua vinha” (Lv. 25.4)&lt;br /&gt; Quando começamos a olhar desta forma, vemos que a lei não é e nunca fora contraria as promessas de Deus Gl 3.21.&lt;br /&gt; Hans Walter Wolff diz o seguinte:&lt;br /&gt;O tempo do ser humano é, acima de tudo, uma dádiva. Seu trabalho se torna inútil e sem sentido, se ele esquece isso. Embora a sabedoria veterotestamentária exorte claramente a deixar a preguiça, ela previne com mais rigor ainda contra o equívoco de pensar que o ser humano seria obsequiado apenas por suas obras  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando o Senhor pôs o homem no jardim, não o colocou para que fosse um desocupado, e muito menos que ele fosse um louco estressado, que não teria tempo para nada mais, além de trabalhar e trabalhar.&lt;br /&gt; Aqui reside a graça do equilíbrio, trabalhar, mais também, poder descansar. &lt;br /&gt; Não adiantaria muito coisa, se o homem quisesse descansar e não tivesse como. Deus providencia um dia para que ele parasse, e dar-Se como exemplo, Ele o próprio Deus, que não se cansa, para. Mostrando assim ao homem o que ele deveria fazer. E como vimos, não só a ele, mas toda a criação.&lt;br /&gt; A compreensão correta da relação trabalho e descanso só se dar quanto temos a percepção da finalidade de cada um. &lt;br /&gt; Qual a finalidade do mandato cultural?&lt;br /&gt; O mandato cultural é representado pelo comércio, artes, trabalho, tecnologia, escola, etc. &lt;br /&gt; Sua finalidade é o desenvolvimento, a exploração da terra. Mas, exploração consciente, e a isto, o próprio texto de Gn 2.15 limita. A expressão  Hr"(m.v'l.W ( e para ela “ele” governar). Tem um profundo significado, segundo o DIT a raiz básica é a de “exercer grande poder sobre”  o DIT também fala de um desdobramento, que para o nosso texto, tem uma aplicação mais especifica, “tomar conta de , guardar. Isso envolve manter, ou cuidar de coisas, tais como um jardim” .&lt;br /&gt; O homem foi criado no sexto dia, e a primeira coisa que esse homem fez no seu primeiro dia de vida, depois de criado, foi o descanso, e isto tem uma aplicação teológica entre a relação trabalho X descanso. Wolff diz o seguinte:&lt;br /&gt;Por conseguinte, o dia de repouso se destina a lembrar ao ser humano que ele foi posto em um mundo provido abundantemente de tudo que é necessário e de muitas coisas belas. As palavras recordam o primeiro relato da criação (Gn 2. 1-3) o qual descreve, em seu estilo arcaico, que o primeiro dia da vida do se humano foi o grande dia do repouso &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Qual o ensinamento disto?&lt;br /&gt; Mostrar ao homem que ele deve depender do Criador, todo trabalho já foi terminado, o trabalho do homem é a manutenção, o cultivo, a guarda. Diga-se de passagem, que o Criador não depende do homem para manutenção de sua obra, pois como o texto de Hebreus nos informa é Jesus o Grande Sustentador de tudo (Hb 1.3). O homem como vice regente da criação, governa a criação de Deus, e faz isto, por um ato de condescendência do Criador, de sorte, que Deus quis ensinar que Ele é provedor de tudo e que o homem precisa descansa Nele.&lt;br /&gt; As Escrituras lembram ao homem esta sua limitação, mesmo falando contra a preguiça em textos como Pv. 6. 6-11; 26. 13-16. Ela de forma antitética também diz que O Senhor dá os seus enquanto dormem Sl 127.2. Então temos duas situações:&lt;br /&gt;a- O Homem deve trabalhar&lt;br /&gt;b- Mas o fruto do trabalho provém do Senhor&lt;br /&gt; Desta forma, estabelecemos a relação entre trabalho e descanso, o trabalho visa à glória de Deus, pois é sua ordem, dada na criação, o descanso também é ordem sua, e também visa a sua glória, pois no descanso, o homem percebe que tudo que ele possa fazer, não terá resultados esperados, se o Senhor não lhe der. Então a graça reside em trabalhar e poder descansar.&lt;br /&gt; Wolff faz o seguinte comentário:&lt;br /&gt;A superanbudância tira o descanso do mesmo modo que o zelo demasiado (...). O sono bom se torna o fator distintivo do ser humano que vive no ritmo das dádivas e dos chamamentos de Javé. No descanso se mostra a arte de viver, isto é, aquela sabedoria cuja peça mestra é o temos de Javé. Ela sabe que a futilidade do esforço baldado dos fanáticos por trabalho foi definitivamente substituído pela graticidade da dádiva de Javé durante o sono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SÁBADO&lt;br /&gt; Com isto em mente, começamos a compreender a importância do dia de descanso, a idéia contida na ordem do Senhor em Gn 2. 3 dar-se como exemplo ao homem.&lt;br /&gt; A primeira parte do texto sagrado, de Gn 2.3 diz:  tb;v' AbÜ yKiä At+ao vDEÞq;y&gt;w: y[iêybiV.h; ~Ayæ-ta, ‘~yhil{a/ %r&lt;b'Ûy&gt;w: (E abençoou Deus o dia sétimo e santificou (o) visto que nele descansou).&lt;br /&gt; Observe que a atitude de Deus de abençoar, separar, consagrar o dia sétimo está relacionada ao fato de ter Deus descansado. Os outros dias são abençoados? É lógico que sim! Mas o sétimo dia assume caráter diferencial, Existe uma teologia do sábado? Uma teologia do descanso?&lt;br /&gt; O Senhor criou todas as coisas nos outros dias, e sua qualificação para os outros dias foi “que isto era bom”, mas só santificou o sétimo dia. Qual a razão disto? A razão disto é que o sábado é um convite para que toda a criação se alegre em tudo que Deus fez, descansando, desfrutando e adorando o Criador. Com isto, não se quer dizer que nos outros dias o homem não deve adorar a Deus, o homem nos outros dias deve executa as tarefas próprias do mandato cultural, não deixando de se lembrar do espiritual e do social. Mas no sábado, o homem deve parar, deve perceber que tudo girar em torno do Criador, Deus o convida ao deleite, ao descanso.&lt;br /&gt; Wolff, afirma o seguinte sobre a questão do descanso&lt;br /&gt;Aí temos o termo que dá seu nome ao dia do repouso no Antigo Testamento: tb;v'= parar o trabalho, cessar a atividade. De acordo com isso, deve-se passar o sábado em descanso do trabalho. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O decálogo faz menção do dia de descanso, e baseia-se na criação. Interessante observarmos aqui o caráter de continuidade, de progressividade da revelação e de sua organicidade, não é dado outro motivo no texto. Em Deuteronômio 5. 15 nos é dado o seguinte motivo para a guarda do dia de descanso:  Porque te lembrarás que foste servo no Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasse o dia de sábado. Mudou o motivo? Ou a idéia de descanso, também envolve a idéia de libertação?&lt;br /&gt; Cremos que a idéia do descanso também envolve a idéia de libertação, este conceito é bem patente numa teologia bíblica libertária, o povo devia guardar o dia de descanso, pois como eles foram escravos no Egito e eram explorados, eles deviam guardar a dia do descanso como memorial libertário do Senhor.&lt;br /&gt; O Senhor não criou nenhuma criatura para a exploração, para o cativeiro, e sim para a libertação. O texto de Romanos 8. 20-21 fala da esperança da libertação da criação. O sábado aponta para algo maior. Aponta para a libertação. Destarte, os cristãos primitivos compreenderam bem este caráter libertário do sábado, quando perceberam que o seu dia de descanso, seria o primeiro dia da semana, pois lembrava a libertação promovida pelo Senhor Jesus.&lt;br /&gt; O DIT faz o seguinte comentário:&lt;br /&gt;Parece que os cristãos estavam certos ao associar o dia de descanso com a lembrança da ressurreição de Cristo. É ele quem dá liberdade. Na verdade, nessa questão não há nenhum conflito real entre Deuteronômio e Êxodo. Enquanto Deuteronômio tem em vista o povo da aliança, os versículos de Êxodo dão ênfase ao Deus da aliança &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O sábado assume um caráter humanitário em relação às criaturas, que neste tempo sofrem as conseqüências do pecado do vice regente da criação, Adão. E neste caráter humanitário os animais param de trabalhar, param de servir ao homem, que muitas vezes pagam o trabalho dos animais com maus tratos. Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento Ex 23.12 (parte a do verso).&lt;br /&gt; O sábado possui também um caráter escatológico na Pessoa bendita do Senhor Jesus, Ele é o nosso sábado, Ele é o nosso descanso, Ele é a certeza de que tudo será diferente. Neste sentido vemos a ligação intima de Apocalipse 22 com Gênesis 1-2. É à volta para o Parque das Delicias, é o gozo completo, sem exploração, sem violência, sem choro, sem Mamom e seus súditos. Onde veremos os aspectos do Reinado de Deus manifestos na terra, esta idéia de terra restaurada com videiras, animais em perfeita harmonia é a idéia de descanso que as Escrituras nos ensinam, é de fato a Terra Prometida, desejado por todos os santos tanto do Antigo quanto do Novo Testamento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; CONCLUSÕES&lt;br /&gt; A Lei é veículo de graça, como já disse o salmista: Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa Sl 19.11. Percebemos o quanto, o dispensacionalismo causou mal à igreja de Cristo. &lt;br /&gt;  Só um estudo sério da aliança e sua real compreensão pode tirar a igreja brasileira deste marasmo doutrinário, desta areia movediça que ela vive. &lt;br /&gt; A compreensão correta da Lei se dará quando levarmos em considerações algumas coisas&lt;br /&gt;1- A Lei não começa com Moisés, ela já existia, podemos ver sua origem quando o Senhor criou todas as coisas e deu mandatos a serem obedecidos.&lt;br /&gt;2- Sendo assim, o homem quebra uma lei no Éden. Por isso, ele morre.&lt;br /&gt;3- A graça salvífica se manifesta, quando no cap. 3 do Gênesis, onde deveria ter somente maldições, achamos graça.&lt;br /&gt;4- Mesmo depois do pecado, à lei vêm conectadas várias disposições graciosas de Deus que visam abençoar o homem, e estas benções estão condicionadas à obediência da Lei.&lt;br /&gt;5- Sendo assim, temos bênçãos que estão condicionadas à Pessoa do Senhor Jesus e benção condicionadas à nossa obediência da Lei&lt;br /&gt; Devemos amar a Lei de Deus, pois ela é veículo de graça para as nossas vidas, da Igreja e da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Rev. Jaziel C. Cunha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-8080444952074879926?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/8080444952074879926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=8080444952074879926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/8080444952074879926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/8080444952074879926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/03/lei-veiculo-da-graca-de-deus.html' title='LEI, VEÍCULO DA GRAÇA DE DEUS'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-1869318912337527582</id><published>2010-02-27T07:09:00.000-08:00</published><updated>2010-02-27T07:10:51.505-08:00</updated><title type='text'>DESENVOLVIMENTO DA DOUTRINA TRINITÁRIA – PERSPECTIVAS NÃO ORTODOXAS (I- IV SÉCULO) NO PERÍODO DA PATRÍSTICA</title><content type='html'>Antes de considerarmos toda a extensão do desenvolvimento, se faz mister entender que toda a problemática deve-se a um consenso comum entre todos aqueles que professam a fé: Há um Deus! A grande questão durante a história era saber como este Deus se manifestou. A crença judaica dizia que Ele era Único, mas o que viria a ser único?&lt;br /&gt; Stanley Rosenthal no seu livreto faz a seguinte consideração: &lt;br /&gt;O povo judaico com freqüência faz a objeção a tri-unidade de Deus por causa daquilo que acreditam ser-lhes ensinado no Shema (Dt 6.4)... A palavra Shema é o primeiro vocábulo hebraico dessa passagem, e significa “ouve”. A premissa aceita entre os judeus é que essa declaração ensina que Deus é indivisivelmente uno...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já nesta consideração, as coisas não se mostram tão simples como poderíamos presumir, este problema residiu dentro da Igreja Cristã durante todo o período conhecido como: Patristico .&lt;br /&gt; Passaremos a considerar neste primeiro capitulo as concepções erradas do primeiro ao quarto século da nossa era. Pois é neste período, que existe uma verdadeira efervescência a respeito do desenvolvimento de idéias a respeito do Pai e de sua relação com o Filho e com o Espírito Santo, e de como a Igreja trabalhou os novos dados da revelação Neo Testamentária, passaremos a abordar primeiro as concepções não ortodoxas, pois são elas que provocaram uma reflexão teológica mais profunda, culminando na Ortodoxia Trinitariana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1- Concepções Erradas da Doutrina no Primeiro e Segundo Século&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa primeira consideração é a respeito de Cerinto. Juntamente com ele, outros movimentos surgiram dentro da Igreja neste período. Não seria aconselhável classificarmos de heresias as idéias que vão surgindo sobre a Trindade e suas relações internas, pois estes homens e seus pensamentos que no decorrer desde capitulo serão analisados estavam convictos de estarem fazendo o correto. É fácil hoje falar em ortodoxia, pois a Igreja já se posicionou de forma dogmática a respeito da Trindade e suas relações, então o problema de nomear como heresia, qualquer concepção a respeito da Trindade e suas relações surgir porque pra sermos honestos, não podemos falar em ortodoxia dogmática quando a ortodoxia estava em desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1.1- Cerinto: Jesus não é Deus &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por que começar discutindo uma questão que é basicamente Cristológica? Cremos que não se tenha como desvencilhar a questão Cristológica da Tri-Unidade de Deus, pelo simples fato de que: Negar a Natureza Divina de Cristo, é negar a Pessoa Teantropica, e em suma, negar a base da Trindade.&lt;br /&gt;McGrath em sua obra, diz o seguinte sobre isto: &lt;br /&gt;Pois se Jesus é considerado como aquele que é um em substância com Deus, então toda a doutrina sobre Deus deve ser revista à luz dessa crença. Por esse motivo, o desenvolvimento histórico da doutrina da trindade é considerado posterior ao surgimento de um consenso Cristológico no seio da Igreja. Somente quando a divindade de Cristo pode ser encarada como um ponto de partida, comum e indubitável, foi possível dar início à especulação teológica sobre a natureza de Deus &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Dicionário Patristico, Cerinto foi “Apresentado como um típico gnóstico, a sustentar que o mundo não fora criado por Deus, mas por algumas forças inferiores, que Cristo descera sobre o homem Jesus e que os anjos eram responsáveis pela lei” .&lt;br /&gt;Frangiotti citando Irineu diz: &lt;br /&gt;Certo Cerinto, na Ásia, ensinou a doutrina seguinte: Não foi o primeiro Deus quem fez o mundo, mas uma Virtude (Potência) separada por uma distância considerável da Suprema Virtude (Potências-Princípio) que está acima de todas as coisas e ignorando o Deus que está acima de tudo. Jesus não nasceu de uma virgem porque isso lhe parece impossível, mas fora filho de José e de Maria por uma geração semelhante à de todos os outros homens, e ele suplantou a todos pela justiça, prudência e sabedoria &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As idéias de Cerinto não eram propriedade exclusiva dele, os ebionitas também tinha idéias semelhantes, é interessante observar que ambos, tanto Cerinto quanto os ebionitas são contemporâneos do Iª século. Berkhof diz o seguinte:&lt;br /&gt;Sua idéia de Cristo era similar à de Cerinto, O que provavelmente se devia ao desejo que tinham de manter o monoteísmo do Velho Testamento. Negavam tanto a divindade de Cristo como seu nascimento virginal, na opinião deles, Jesus se distinguia de outros somente por uma estrita observância da lei, tendo sido escolhido como Messias por causa de Sua piedade legal  .&lt;br /&gt; Frangiotti continua dizendo: &lt;br /&gt;Trata-se de um gnosticismo judaizante provocado pelas especulações correntes em meio ao judaísmo. Assim, Cerinto distinguia Jesus do cristo. Este era um dos Eões (Potentados-Virtudes) superiores que havia descido dos céus sobre o homem Jesus, filho do Demiurgo e o abandonou a partir da paixão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cerinto foi um entrave tão grande na Igreja Cristã Primitiva, que a história registrada por Irineu diz: &lt;br /&gt;Vive ainda irmão (diz Irineu) que o ouviram (a Policarpo) relatar como João, o discípulo do senhor, entrando nas termas de Éfeso e ai vendo a Cerinto, se precipitou para fora sem se banhar, dizendo: Fujamos, antes que se desmoronem as termas, pois ali está Cerinto, o inimigo da verdade &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1.2- O que foi o Adocianismo?&lt;br /&gt;A fé cristã é monoteísta, Jesus era o Messias, aquele que veio introduzir o os valores do Reino de Deus. Além disto, Jesus se revelou como Deus, não se revelou como profeta, mestre ou sacerdote. Não! Ele ressaltou a sua divindade, como a igreja trabalharia a idéia do monoteísmo como era então concebida  os novos dados da revelação? Estas duas informações aparentemente inconsistentes? No começo da Igreja, havia uma dificuldade em sistematizar tais idéias, e por causa disto surgiram explicações que durante o desenvolvimento da doutrina, ficaram conhecidas como heréticas, iremos estudar  o adocianismo, que também é conhecida como Monarquianismo Dinâmico, mas antes de vermos o que foi este movimento, mostraremos as primeiras concepções de fé da igreja. Kelly em seu livro, afirma o seguinte: &lt;br /&gt;Os credos clássicos da cristandade iniciavam com uma declaração de crença num só Deus, criador dos céus e da terra. A idéia monoteísta, fundamentada na religião de Israel, pairava sobre a mente dos primeiros pais; mesmo não sendo teólogos reflexivos, tinham plena consciência de que ela marcava a linha divisória entre a igreja e o paganismo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Kelly ainda diz: &lt;br /&gt;A doutrina de um só Deus, Pai e Criador, constituíram o pano de fundo e a premissa inquestionável da fé da igreja. Herdada do judaísmo, ela foi sua proteção contra o politeísmo pagão. O emanacionismo gnostico e o dualismo marcionita. Para a teologia o problema era integrá-la no âmbito intelectual com os novos dados da revelação especificamente cristã. Reduzidos à sua formulação mais simples, tratavam-se das convicções de que Deus se havia dado a conhecer na Pessoa de Jesus, o Messias ressuscitando-O dos mortos e oferecendo salvação aos homens por Seu intermédio, e que Ele havia derramado Seu Santo Espírito sobre a Igreja &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos como a fé cristã nesta época se portava, mas em meio a muitas elucubrações teológicas surgi o adocianismo. Veja o que Frangiotti diz: &lt;br /&gt;Mas, pelos fins do século II, alguns começam a tentar definir com mais precisão quem era Jesus, qual era, realmente, sua relação com Deus. Entre os que procuravam estabelecer uma definição, estava Teódoto de Bizâncio, o Curtidor, o primeiro a sistematizar e a defender o adocianismo: Jesus era puro homem, nascido naturalmente da Virgem, o qual, no batismo, havia recebido uma força especial. Quando o acusaram de ter renegado a fé, por ocasião de uma perseguição, justificou-se dizendo que não negara nada mais que um homem (Jesus)    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Então, na concepção adocianista, Jesus não tinha nascido com uma natureza divina. Ele recebera algo, que não era nato Dele. Embora Teódoto de Bizâncio concordasse plenamente com as idéias ortodoxas sobre a criação do mundo e a onipotência divina.  Para ele Jesus viveu como um homem comum, com a diferença de ter sido extremamente virtuoso. O Espírito, ou Cristo, desceu então sobre Ele, e a partir daquele momento Ele passou a operar milagres, sem, contudo, torna-se divino. Kelly diz que “já outros da mesma escola admitiam Sua deificação após a ressurreição” .&lt;br /&gt; Frangiotti ainda diz:&lt;br /&gt;Esta cristologia adocianista tinha Jesus como homem de extraordinária virtude, do qual Deus se serviu para implantar o reino. Interpretava “a relação Jesus-Deus segundo a mentalidade e as tradições judaicas do profetismo: Jesus é o homem de Deus”, inspirado e possuído pelo Espírito de Deus na força do qual opera a tarefa messiânica. Nesta perspectiva, a ressurreição não é prova de sua divindade, mas o modo como Deus legitima a pessoa e a obra de Jesus, credenciando-o definitivamente como Messias de Israel &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na concepção adocianista, Cristo não passa de um simples homem revestido de poder divino. Teódoto de Bizâncio e seus seguidores estavam muito absorvidos na exegese bíblica e na crítica textual, e apelavam a textos como Dt. 18.15 e Lc 1.35, a fim de sustentar sua afirmação de que Jesus fora um homem comum inspirado pelo Espírito, em vez de habitado por Ele. O próprio Teódoto foi excomungado pelo papa Vítor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1.3- O Adocianismo de Hermas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hermas foi um pai apostólico. &lt;br /&gt;Os Pais apostólicos são os Pais que se supõem ter vivido antes da morte do ultimo dos apóstolos, sobre os quais se diz que alguns foram discípulos dos apóstolos, e a quem são atribuídos os mais antigos escritos cristãos existentes.&lt;br /&gt;A teologia neste período estava se desenvolvendo, Hermes se preocupava com o arrependimento e a soberania do Deus único e criador, Kelly tecendo comentário a respeito dele diz “ele não menciona o nome de Jesus em nenhum lugar e analisa Sua Pessoa apenas em duas de suas Similitudes” .&lt;br /&gt;Kelly descrevendo a primeira Similitude diz: &lt;br /&gt;A primeira, uma parábola obviamente moldada com base em outra do evangelho, conta a história de um proprietário rural que, durante a ausência, confiou sua vinha a um servo e que, ao voltar, ficou tão satisfeito com sua administração que, depois de consultar seu filho e herdeiro amado, decidiu fazê-lo co-herdeiro com o filho. O dono das terras explica Hermes, é o Criador; a propriedade, o mundo; e o servo, o filho de Deus; o filho amado do proprietário das terras inferimos é o Espírito Santo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por esta similitude, podemos observar: Quão conceito estranho é este que o Pai dava para Jesus, e também para o Espírito. &lt;br /&gt;Podemos observar o quanto a idéia do adocianismo está presente de forma muito explicita em Hermes.&lt;br /&gt; Como alguém que disse isso, poderia ser considerado Pai? A grande questão é que a regra de medir a ortodoxia quanto a este assunto só ficou decidida nos Concílios Posteriores. Em Nicéia e Constantinopla, ambos no século IV. Sendo assim, fica difícil dizer de forma definitiva, o quanto é heresia ou não&lt;br /&gt; Kelly comenta sobre Hermes o seguinte:&lt;br /&gt;Hermas pensa claramente em três personagens distintos – o senhor, isto é, Deus Pai; seu “filho amado”, o Espírito Santo; e o servo, o Filho de Deus, Jesus Cristo. Aparentemente, contudo, a distinção entre os três remonta à encarnação; enquanto preexistente, o Filho de Deus é identificado com o espírito Santo, e, assim, antes da encarnação teria havido apenas duas pessoas divinas, o Pai e o Espírito. A terceira, o Salvador ou Senhor, foi elevada à condição de companheiro das outras duas como recompensa por seus méritos, ao cooperar admiravelmente com o Espírito preexistente que habitava nela “Portanto a teologia de Hermes era uma mistura binitarismo e adocianismo, embora tenha feito uma tentativa de se conformar a formula triadica aceita na igreja”  &lt;br /&gt; Frangiotti também comenta e diz: &lt;br /&gt;Percebe-se que a concepção cristológica de Hermes é mais primitiva que outros textos do judeu cristianismo: Jesus, durante sua vida terrena, ainda não é Filho, mas adquire esta dignidade como recompensa por sua atuação fiel. Ele é, pois, constituído Filho, não no seu batismo, como faziam alguns grupos de cristãos, mas na ressurreição. Não há nenhuma especulação em termos de relacionar Jesus com o Logos. Hermas elabora uma cristologia independente de Paulo e de João &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1.4- O Adocianismo Ebionita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adocianismo se confundiu na História com o ebionismo, tanto que os antigos consideraram o adocianismo uma heresia de tipo judaico e o relacionaram com o ebionismo, porquanto os adocianistas, como os judeus, não reconheciam o caráter divino de Cristo e o reduziam à simples homem. Heber, em seu livro, diz o seguinte: &lt;br /&gt;O ebionismo é todo movimento que, de alguma forma, procura negar a plena divindade de Jesus Cristo. Esta é a heresia cristológica mais antiga na história da Igreja. Geralmente falando, o ebionismo é uma espécie de judaísmo cristianizado, ou um cristianismo que retrocedeu para tendências judaizantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Irineu de Lião têm o seguinte parecer sobre eles: &lt;br /&gt;Os que se chamam ebionitas admitem que o mundo foi feito pelo verdadeiro Deus, mas, quanto ao que diz respeito ao Senhor, professam as mesmas opiniões que Cerinto e Carpócrafes. Utilizam somente o evangelho de Mateus, rejeitam o apóstolo Paulo, que acusam de apostasia a respeito da lei. Aplicam-se a comentar as profecias com uma minúcia excessiva. Praticam a circuncisão e perseveram nos costumes legais e nas práticas judaicas, aponto de ir até adorar em Jerusalém, como sendo a Casa de Deus &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os ebionitas interpretavam as expressões “Filho de Deus”, “Verbo”, “Espírito Santo”, segundo as categorias hebraicas, no sentido em que nenhuma delas era considerada “pessoa”, no sentido filosófico, ontológico. Mesmo aqueles entre eles que aceitava que Jesus tivesse nascido de uma virgem por obra do Espírito Santo, negavam sua preexistência como Verbo de Deus.&lt;br /&gt; É a idéia do homem normal, que por receber de Deus uma comissão se torna diferenciado. È importante ressaltar que toda esta atitude contra a Divindade de Jesus partia de uma incapacidade que tinham de conciliar os novos dados da revelação com o desejo profundo de manter o monoteísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2- Concepções Erradas da Doutrina no Terceiro Século&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias tendências estavam dentro da igreja. O terceiro século tem características bem interessantes, este é um momento ímpar, é o século que antecede o Concílio de Nicéia, onde a questão ontológica da Trindade  seria abordada, A História eclesiástica mostrará que o problema não se resolveria por completo, mas a Igreja iria se posicionar. E de fato, ela fez isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2.1- O que foi o Monarquianismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a grande heresia do século II d.C foi o gnosticismo, a mais destacada heresia do século III foi o monarquianismo. Esta concepção não é nova, ela tem raízes dentro do ebionismo, adocianismo e estas influências vão gerar um tipo de monarquianismo chamado dinâmico. Por outro lado, começa a existir outra forma de monarquianismo que é apelidada de monarquianismo modalista, ou patripassianismo que é como os latinos denominavam no ocidente os monarquianistas. As duas formas são bem distintas. A doutrina dos apolegetas, dos Pais anti-gnosticos e dos Pais alexandrinos sobre o Logos, não provia satisfação plena. No que predominava o interesse teológico, a doutrina do Logos como Pessoa divina distinguida, parecia ameaça à unidade de Deus ou o monoteísmo. Homens eruditos procuraram resolver a questão, sendo assim dois rumos foram tomados: O primeiro negava qualquer divindade e o outro fazia distinções em nível de modos dentro da Trindade. &lt;br /&gt; Frangiotti diz o seguinte: &lt;br /&gt;Partindo da fé inamovível da unidade de Deus, do monoteísmo restrito, repetia como em refrão: Monarchiam tenemus. Na seqüência das tendências judaizantes, não abriam mão do monoteísmo judaico, mas por outro lado, aceitavam a divindade de Jesus Cristo. Como conciliar, então, este paradoxo? Como admitir a divindade de Jesus Cristo sem trair a fidelidade monoteísta? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Começamos a ver aqui o nascedouro de um dilema, enquanto o adocianismo às vezes chamado de ebionismo, nega por completo a natureza divina no Senhor, o monarquianismo já aceita a natureza divina, mas como conciliar: Monoteísmo, com esta nova posição, que era decorrente da revelação que o Senhor tinha feito?&lt;br /&gt; Frangiotti comentando este dilema diz: &lt;br /&gt;Como admitir a divindade de Jesus Cristo sem trair a fidelidade monoteísta? Para eles, distinguir, em Deus, pessoas diferentes na unidade da divindade, parecia-lhes admitir mais um Deus. Desse modo, Jesus Cristo seria um segundo Deus (deutero theós). Não lhes era possível esta afirmação. Portanto, se só há um Deus, e se Jesus cristo é deus, então só pode ser aceito se este Jesus for o Pai, numa forma ou modalidade especial &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acerca do monarquianismo, vamos considerar algumas ramificações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 1.2.2- Monarquianismo de Noeto&lt;br /&gt; Quem era Noeto? Era natural de Esmirna, conterrâneo de Policarpo, era um homem cheio de orgulho, convicto de ser inspirado pelo Espírito Santo, não tencionava destruir a Igreja ou lhe ser adversário. Fazendo uma hermenêutica de textos como: Ex 3.6; 20.3; Is 44.6; Rm 9.5. Ele concluía que o Pai é Cristo, Ele é o Filho, foi gerado, sofreu e ressuscitou.&lt;br /&gt; Frangiotti citando Hipolito de Roma diz o seguinte: &lt;br /&gt;Cristo, diz ele, é o Pai mesmo, e é o Pai mesmo que nasceu que sofreu e que morreu. Quanto a si, pretendia ser Moisés e seu irmão Aarão. Os santos presbíteros o chamaram e o interrogaram diante de toda a igreja. Ele, primeiro negou. Mas, mais tarde, quis sustentar abertamente a sua doutrina. Os santos presbíteros o convocaram novamente e o refutaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kelly citando Hipólito de Roma que era contemporâneo de Noeto diz: “Que eles acreditavam numa só Divindade idêntica que poderia ser indiferentemente designada como Pai ou Filho, os termos não representam distinções reais, sendo meros nomes aplicáveis em épocas diferentes” &lt;br /&gt;Noeto foi o primeiro teólogo a declarar formalmente a posição monarquiana patripassiana, como o modalismo era chamado no Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2.3 – Monarquianismo Patripassianista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já foi citado, era desta forma que os latinos denominavam o Monarquianismo Modalista, e assim o faziam por causa da ênfase que era dada à figura do Pai. Faz-se necessário ressaltar que a idéia era: a manutenção do monoteísmo, sendo assim, todo o raciocínio concentrava-se na figura do Pai.&lt;br /&gt;Patripassianismo quer dizer: Pater: Pai + Passio: Sofre, ou seja, o Deus Pai sofre na cruz ou ainda: hyopáteres: Hios: Filho + Pater: Pai, O filho é o Pai. Na própria definição do termo está contida a idéia do monarquianismo de preservar o do monoteísmo com os novos dados da revelação&lt;br /&gt;Teve como expoentes: Noeto, Práxeas e Sabélio, todos eles em Roma.&lt;br /&gt;McGraeth dá o seguinte histórico: &lt;br /&gt;Surgiu no século III associada a escritores como Noeto, Praxeas e Sabélio. Concentrava-se na crença de que o Pai sofrera como o Filho. Em outras palavras, o sofrimento de Cristo na cruz deve ser considerado como o sofrimento do Pai. De acordo com esses escritores, a única diferença em relação às pessoas da Trindade dava-se em relação a uma diversidade de métodos e ações, de forma que Pai, filho e Espírito eram apenas maneiras ou expressões distintas de ser de uma única e mesma divindade &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Frangiotti diz que:&lt;br /&gt;Segundo Tertuliano, Práxeas foi o primeiro a levar da Ásia para Roma o monarquianismo patripassiano. Práxeas havia passado algum tempo na prisão em decorrência de sua fé, e uma vez libertado dirigiu-se a Roma, no ano de 190, onde começou a tirar vantagem de sua condição de confessor, isto é, de alguém que sofrera por causa da fé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nesta época ele começa atacar os montanistas  e em especial a Tertuliano que era ainda um montanista convicto, o mesmo, tendo sua ira provocada disse: &lt;br /&gt;O demônio tem lutado contra a verdade de muitas maneiras, inclusive defendendo-a para melhor destrui-la. Ele defende a unidade de Deus, o Onipotente Criador do universo, com o fim exclusivo de torná-la herética. Afirma que o próprio Pai desceu ao seio da virgem, dela nascendo, e que o próprio Pai sofreu; que o Pai, em suma, foi pessoalmente Jesus Cristo... Práxeas foi quem trouxe esta heresia da Ásia para Roma... Práxeas expulsou o Paráclito e crucificou o Pai.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Kelly diz o seguinte: &lt;br /&gt;Já na época de Justino, ouvimos falar de objeções a seu ensino de que o Logos era algo numericamente diferente em relação ao Pai; os críticos sustentavam que o Poder proveniente da divindade era distinto apenas verbalmente ou no nome, sendo uma projeção do próprio Pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Nos atuais livros de História da Igreja, o termo mais adotado para o Patripassianismo é Monarquianismo Modalista, talvez por ser de pronúncia mais fácil, todavia o que vemos é a grande questão da sistematização desses novos dados. Tanto a Igreja do Oriente quanto a do Ocidente, precisavam urgentemente formular uma doutrina satisfatória. &lt;br /&gt; Faz-se necessário definirmos, de forma simples, alguns termos usados nos livros de História da Igreja:&lt;br /&gt; Monarquianismo: Ênfase na Unidade de Deus; Patripassianismo: Identifica o Filho com O Pai; Sabelianismo: Um só Deus em três manifestações cronológicas.&lt;br /&gt; No Oriente o Patripassianismo recebe o nome Monarquianismo Modalista. Este monarquianismo irá se desenvolver com Sabélio e assumirá uma forma de modalismo mais complexa.&lt;br /&gt; Heber, em seu livro, fala o seguinte: &lt;br /&gt;Contrariamente ao que pensamos os cristãos patripassianos não eram em pequeno número. Tertuliano na sua obra Adversus Praxean (contra Práxeas), diz que os patripassianos eram a maioria no seu tempo, e consistiam principalmente de pessoas ignorantes e de raciocínio simples &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hilário de Poitiers em seu livro fazendo um resumo da crença patripassianista diz: &lt;br /&gt;Alguns corrompem de tal forma o mistério da fé evangélica que, sob a única pia profissão de um só deus, renegam o nascimento do deus Unigênito, dizendo tratar-se antes de uma extensão até o homem do que de uma descida. Negam que Aquele que foi Filho do Homem, tendo no tempo assumido a carne, tenha sido sempre e seja agora o mesmo Filho de Deus. Dizem que não há nele o nascimento de Deus, mas que é o mesmo que procede de si mesmo. Pretendem que o Pai se tenha estendido a si mesmo, como Filho, ate a Virgem, de modo que a sucessão que leva de Deus, tal como é em si mesmo, até a carne permita guardar a inviolável a fé no único Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande diferença entre o patripassianismo ou monarquianismo modalista e o adocianismo ou monarquianismo dinâmico é que o primeiro mantinha a deidade verdadeira de Cristo enquanto o segundo dizia que Ele era mero homem, mas se entenda por deidade de Cristo, não a concepção ortodoxa da igreja, mas o fato de Cristo ser uma manifestação de Deus.&lt;br /&gt;Olson no seu livro diz o seguinte: &lt;br /&gt;Modalistas posteriores empregariam as figuras e a linguagem do teatro grego e romano para ilustrar sua idéia da doutrina cristã correta da Trindade: um único ator ou atriz podia desempenhar três papeis na mesma peça de teatro, ao vestir máscaras diferentes. A palavra usada para designar a máscara das peças de teatro é a mesma freqüentemente usada para “pessoa”. Assim os modalista podiam dizer que, quando os cristãos confessaram a fé em “um só Deus em três pessoas” não estavam violando o monoteísmo judaico e grego porque as três pessoas são apenas mascaras que o único Deus usa no palco da história &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2.4- Monarquianismo adocianista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar em monarquianismo adocianista sem falar em Paulo de Samósata é uma incoerência absurda. Pois bem, é necessário antes de tudo dizermos quem foi Paulo de Samósata.&lt;br /&gt;Frangiotti diz o seguinte a respeito dele: &lt;br /&gt;Sobre sua origem, sabe-se somente que era originário da Síria, da cidade de Samósata, vindo de uma família pobre. Com habilidade e astúcia, conseguiu juntar elevada fortuna. Habilidoso, sabia aproveitar as ocasiões. Numa dessas ocasiões, em 260, aproveitou-se para se elevar ao episcopado de Antioquia. Na época, acumulava o cargo de ministro do tesouro da rainha Zenóbia de Palmira. Amante do luxo e do fausto, enquadra-e perfeitamente entre aqueles bispos denunciados por Cipriano bispo de Cartago que descuidavam suas funções divinas e se faziam administradores de grandes propriedades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este era Paulo de Samósata. Mas porque ele foi tão famoso, e merecedor de destaque? È bom lembrar que o adocianismo não cria que Jesus fosse Deus, eles eram ebionitas, Jesus na melhor das hipóteses tinha sido um simples homem, sobre quem o Espírito havia descido, Paulo de Samósata pertence a uma geração posterior do monarquianismo dinâmico, Heber comentando diz o seguinte no seu livro. &lt;br /&gt;As pressuposições de Paulo de Samósata eram as seguintes:&lt;br /&gt;1- Deus é essencialmente um, mas também é uma pessoa. Como é típico do monarquianismo, o fundamento essencial é o unitarismo e não o trinitarismo.&lt;br /&gt;2- O Logos (Filho) e o Espírito não são pessoas distintas. O Espírito é um atributo, uma espécie de dynamis (poder) de Deus, um atributo impessoal em Deus. O Filho não é ontologicamente Deus, mas recebe o dynamis de Deus na sua experiência do batismo, sendo elevado a uma categoria divina. Portanto é chamado monarquianismo dinâmico porque o homem Jesus recebe o dynamis de Deus e é elevado a uma posição que não possuía antes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento de Paulo de Samósata faz uso da nomenclatura ortodoxa da igreja e dá a ela uma nova leitura, e isto poderia confundir os menos desavisados, há quem diga que, apesar desta sistemática ele continuava um rigoroso unitário, Como unitário ele não pode comprometer o conceito que ele tinha de Deus, Jesus é visto não com Deus, mas recebe poder para ser como Deus.  Veja o que Heber diz sobre isto: &lt;br /&gt;Dessa forma, Paulo de Samósata assevera que o Logos vem a ser homoousios (da mesma essência) ou consusbitancial com o Pai, mas o Logos não é uma pessoa distinta da divindade. Paulo de Samósata entendeu o termo “ousia” no sentido de pessoa, e não de natureza ou essência. Portanto, no seu pensamento, o Logos é uma pessoa com o Pai, sendo da mesma “ousia”. O seu uso de homoousios veio a significar que o Logos (Filho) foi uma única pessoa com o Pai, negando, assim, a Trindade. O Logos poderia ser identificado com deus porque existia nele da mesma forma que a razão existe no homem. O Logos é, portanto, um poder impessoal presente em todos os homens, mas particularmente no homem Jesus.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kelly diz:&lt;br /&gt;Paulo não disse que era a Palavra auto-subsistente que estava em Cristo, mas aplicou o título “Palavra” ao mandamento e á ordenança de Deus, isto é, Deus determinou aquilo que desejava por intermédio do homem, e assim o fez... Ele não disse que Pai, Filho e Espírito santo são o mesmo único ser, mas deu o nome de Deus ao Pai que criou todas as coisas, de Filho ao simples homem e de Espírito à graça que habitou nos apóstolos. Se verdadeiro isso sugere que ele estava disposto a usar a formula trinitária oficialmente aceita, mas apenas como um véu para ocultar uma teologia que na realidade era unitária &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem uns dados, bem curiosos acerca deste homem, que atestam bem seu caráter,  Frangiotti diz: &lt;br /&gt;Em 264, realizou-se um sínodo, em Cesárea da Capadócia, cujo resultado foi a “conversão” de Paulo. Para segurá-lo na ortodoxia, os bispos redigiram uma fórmula de fé à qual Paulo foi obrigado a subscrever. Mas, dissimulado, após o sínodo, voltou à vida anterior, de fausto, luxo e licenciosidade. Revoltados os bispos convocaram um segundo sínodo com a decisão de condená-lo definitivamente. Obrigado a comparecer à assembléia, Paulo tentou defender sua doutrina com artimanhas, mas acabou sendo excomungado com herético e deposto da sede episcopal  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2.5- Sabelianismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Paulo de Samósata representa para o monarquianismo adocianista ou dinâmico, Sabélio representa para o monarquianismo modalista como era conhecido no Oriente ou Patripassianismo como era conhecido no Ocidente.&lt;br /&gt;Quem era Sabélio ? &lt;br /&gt;Sabélio era rígido defensor da monarquia divina, ele apresentava a divindade como uma mônada que se dilatava em três operações distintas: Pai no AT; Filho na encarnação e Espírito Santo, no Pentecoste. Interessante como essa leitura é feita em alguns segmentos da igreja moderna. E isto é um fato bem fácil de provar, veja o que McGrath diz: &lt;br /&gt;Entretanto, outra forma de modalismo pode ser identificada, a qual tem se revelado de extrema importância, em distintos momentos da história cristã. Poderíamos chamá-la de modalismo funcional, a crença de que o mesmo Deus age de três maneiras distintas em determinados momentos da história. Assim, as três pessoas da Trindade designam distintos aspectos da atividade de um mesmo Deus. De forma simples, o modalismo funcional poderia ser assim definido: Deus Pai é o Criador; Deus Filho é o Redentor e Deus Espírito Santo é o Santificador &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modalismo tem algo atrativo nele, é o fato de simplificar as coisas. Ele se tornou muito popular, como vimos suas raízes estão presentes hoje na igreja, naquela época não podia ser diferente, Frangiotti diz: &lt;br /&gt;A proposta de Sabélio simplificava as questões a respeito da Trindade. O monarquianismo teve grande sucesso, especialmente entre os simples, aponto de se tornar popular: Preservava o monoteísmo e não deixava dúvidas sobre o número de deuses ou de pessoas em Deus &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos sistematizar o sabelianismo ou modalismo como queiram da seguinte forma:&lt;br /&gt;1- Deus é essencialmente um. O modalismo começa com a unidade de Deus, afirmando um só Deus, mas também uma só pessoa, nega, portanto, a sua tri personalidade&lt;br /&gt;2- A trindade é vista somente de maneira revel acional ou econômica. Deus revelou-se de três modos diferentes ou agiu de três modos diferentes. Não existe Trindade ontológica &lt;br /&gt;3- Pai, Filho e Espírito Santo não são três Pessoas, mas três modos de manifestação de Deus&lt;br /&gt;4- O primeiro modo é o Pai, o segundo é o Filho e o terceiro modo é o Espírito e um detalhe. Nunca os três modos aparecem simultaneamente, mas sucessivamente.&lt;br /&gt;Sabelio “é uma figura tão distintiva, que antes dele, o patripassianismo de Noeto, e de Praxeas, Kelly chama de “ingenuidade desse primeiro modalismo”  Sabélio é quem dá uma estrutura mais sistemática e filosófica ao modalismo. &lt;br /&gt;Frangiotti diz que a heresia sabeliana “sobreviveu até pelos fins do século IV” , historicamente pode até ser, como já foi dito, o sabelianismo vive, aparece hoje em formas mais simplificadas e em outros casos em formas mais sofisticadas, McGrath cita  um teólogo chamado “John Macquarrie como modalista funcional” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2.6- Trinitarianismo e Subordinacionismo de Orígenes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem foi Orígenes?  &lt;br /&gt;Sendo um grande gênio e estudioso de renome que produziu aproximadamente oitocentos tratados para sua escola de catequese. Foi um dissidente que desafiou os líderes eclesiásticos e, embora exaltasse a grande tradição dos ensinos proféticos e apostólicos como a medida para toda a verdade, foi acusado de separar-se da igreja de Alexandria e de desviar-se dos ensinos ortodoxos geralmente aceitos. Ensinou algumas doutrinas como: Pré-existência da alma, apokatastasis. Tinha uma concepção em relação à Trindade que segundo Olson “montaram palco para as grandes controvérsias que surgiram um século depois de sua morte” &lt;br /&gt;A influência de Orígenes foi tanta, que antes de Nicéia prevalecia, segundo Kelly, “dois tipos de origenismo, um cauteloso e moderado e o outro mais radical” &lt;br /&gt;E Olson diz mais ”Um ou dois séculos após a morte de Orígenes tanto os arqui-hereges quanto os campeões da ortodoxia apelaram a ele como mentor”  &lt;br /&gt; Mas que pensamento era esse que influenciou tanto a respeito de Trindade? Segundo Olson: &lt;br /&gt;Por um lado, Orígenes nunca se cansou em afirmar e asseverar, em termos bem claros, a divindade absoluta do Logos que se tornou Jesus Cristo como eterna e igual á do Deus Pai. Por outro lado, ele repetidamente também caiu na armadilha do subordinacionismo, a tendência de reduzir o Logos a algo inferior ao Pai. O Espírito Santo foi negligenciado, e quase que totalmente desconsiderado, nas cogitações trinitárias de Orígenes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é sem motivo que seus escritos provocaram tanto discussões e controvérsias. Kelly diz o seguinte, sobre seu trinitarianismo e subordinacionismo &lt;br /&gt;O Trinitarianismo de Orígenes foi uma brilhante reinterpretação, em termos do mesmo medioplatonismo, da tradicional regra triádica de fé, com a qual ele estava comprometido como ministro. No topo de seu sistema, na condição de fonte e alvo de toda a existência, transcendendo a mente e o seu próprio ser, ele colocou Deus Pai, totalmente Mônada e, também, se é que passo expressa-lo desse modo, Hênada Sé Ele é Deus no sentido estrito (autotheos), só Ele é ingerado (agennetos) e é significativo que cristo tivesse falado Dele como o único Deus verdadeiro (Jo 17.3) Sendo bondade e poder perfeitos, Ele sempre deve ter tido objetos sobre quais exercia esses atributos, de maneira que trouxe á existência um mundo de seres espirituais, u almas, coeternas consigo mesmo. Contudo, para fazer mediação entre Sua unidade absoluta e a multiplicidade de tais seres. Ele tem Seu filho, Sua imagem expressa, o ponto de encontro de uma pluralidade de aspectos... Estando fora do tempo e sendo imutável, o Pai gera o Filho mediante um ato eterno de maneira que não se pode dizer que “houve um tempo quando Ele não existia”, além disso, o Filho é Deus, embora Sua deidade seja derivada e, assim, Ele é um Deus secundário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A questão da subordinação reside na finalidade, Deus gera Jesus com uma finalidade:  De criar o mundo através Dele. O Filho lhe era subordinado, da mesma forma o Espírito, Frangiotti diz o seguinte: &lt;br /&gt;De fato, embora afirme a comunidade de substância entre o Pai e o filho, Orígenes não deixa de mostrar certa dependência e inferioridade do filho em relação ao Pai: Nós que cremos no salvador quando disse: O Pai, que me enviou, é maior do que eu e por esta mesma razão não permite que se lhe aplique o apelido de “bom”em seu sentido pleno, verdadeiro e perfeito, dizemos que O Salvador e o espírito Santo estão  muito acima de todas as coisas criadas, com uma superioridade absoluta sem comparação possível; porém, dizemos também que o Pai está acima deles tanto mais do que estão por cima das criaturas mais perfeitas... Desde o momento em que proclamamos que o mundo visível está sob o poder do Criador de todas as coisas, afirmamos que o Filho não é mais poderoso do que o Pai, antes, bem inferior a ele. Das relações entre o Pai e o filho, diz Orígenes: deus Pai, que tudo abrange, chega até cada um dos seres, fazendo-os participar do seu ser e fazendo-os ser o que são. O filho é inferior em relação ao Pai, alcançando somente as criaturas racionais; com efeito, ele é segundo depois do Pai. Ainda inferior é o Espírito Santo, que só chega aos santos. Por isso, o poder do Pai é maior do que o do Filho e do Espírito Santo; o Espírito Santo, por seu turno, é superior em relação ao dos outros santos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto viria se manifestar no próximo século, em origenistas radicais e moderados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.3- Concepções Erradas da Doutrina no Quarto Século&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim do terceiro século marcou o encerramento da primeira grande fase de desenvolvimento doutrinário. Como se pode observar há durante a história um desenvolvimento de várias concepções a respeito do papel e lugar de Jesus, era Deus-Homem? Era somente homem? Foi divinizado? Era Deus, só que de uma categoria inferior? Jesus era uma pessoa diferente do Pai? Será que a definição Pai, Filho não seria modos de agir?&lt;br /&gt;Neste século surgi o ensinamento de Ário, e a heresia de Macedônio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.3.1- O Ensino de Ário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem foi Ário ?  &lt;br /&gt;Este era Ário, discipulo de Luciano que por sua vez, tinha sido influenciado por Paulo de Samosata, o herege adocianista, Ário era presbítero de Alexandria e consequentemente teve forte influência de Origenes, é interessante a ligação, Alexandria não era um bom lugar para influências, o discipulo de Origenes um tal Dionisio de Alexandria ensinava abertamente que o Filho era de uma essência diferente do Pai, Hodge  diz:  &lt;br /&gt;Não passou muito tempo, portanto, antes que Ário, outro presbitero de Alexandria, afirmasse publicamente que o Filho não era eterno, mas posterior ao Pai; que fora criado não da substância de Deus, e por isso não era homousios com o Pai. Admitia que o filho existira antes de qualquer outra criatura, e por meio dele Deus criara o mundo  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos sistematizar os ensinamentos de Ário da seguinte forma: &lt;br /&gt;A Premissa fundamental de seu ensino é a afirmação da singularidade e da transcendência absolutas de Deus, a fonte não originada de toda a realidade; Na condição de criatura, o Filho deve ter tido um começo; O Filho não pode ter comunhão alguma com Seu Pai, aliás, nenhum conhecimento direto dEle. Embora seja a Palavra e a Sabedoria de Deus, Ele é distinto daquela Palavra e daquela sabedoria que pertence à propria essência de Deus; O Filho deve estar sujeito a mudanças e mesmo ao pecado&lt;br /&gt;Sobre este último ponto, Kelly diz o seguinte: “Numa conferência, um doa arianos, supreendido por uma pergunta repentina, admitiu que Ele poderia ter caido como o diabo caiu e que, bem no íntimo, era nisso que eles acreditavam”  &lt;br /&gt;O Arianismo foi condenado no Concílio de Nicéia, em 325 AD, mas não ficou morto. Ele sobreviveu nas três decadas seguintes e teve um fortalecimento entre os anos 353 e 378, pois nesse tempo teve apoio imperial. Seu declinio ocorreu ao perder o apoio real, em 378 AD, e com o Concílio de Constantinopla, em 381 AD, que sustentou e fortaleceu a ortodoxia afirmada em Niceia.&lt;br /&gt;Frangiotti levanta um dado interessante, ele diz que: “Após a morte de Ário, o arianismo se dividiu em várias tendências: Os Homeusianos admitiam que o Filho era de uma substância semelhante, mas não idêntica à do Pai; Os Anomeus afirmavam uma diferença radical entre Pai e Filho” &lt;br /&gt;O arianismo foi derrotada no Concílio de Nicéia, mas isto não foi seu fim. Como já vimos, ele sobreviveu. Aqueles que não aceitaram a decisão de Nicéia foram banidos, no total de 17 bispos e  uniram-se a Ário. Estes sob a ameaça acabaram por subscrever as decisões de Nicéia, apenas 2 bisps egípcios se recusaram a fazê-lo, o que lhe custou o exílio imediato.&lt;br /&gt;Frangiotti traz um dado histórico importante, ele diz: &lt;br /&gt;Constança, irmã do imperador, conquistada secretariamente pelo arianismo, trabalhando junto com Eusébio de Cesaréia, muito estimada por Cosntantino, consegue a suspensão do exílio de Euséio de  Nicomédia. Uma vez na corte, Eusébio, conselheiro espiritual de Contança e muito influente nas rodas palacianas, começou, junto ao imnperador, um esforço para levantar o desterro de  Ário. Eusébio assume a postura de novo líder do arianismo. Com o apoio de Cosntança, organiza todas as forças e dá prosseguimento á campanha contra os bispos ortodoxos católicos mais significativos. Vinga-se daqueles que o obrigaram a assinar a contragosto as decisões d Nicéia, voltando contra eles a violência do poder, especialmente contra Atanásio de Alexandria, conseguindo que seja exilado. Sucessivamente, consegue a deposição de Eustácio de antioquia, Atanásio de Alexandria e Marcelo de Ancira. Muitos outros sacerdotes tiveram a mesma sorte e se viram forçados a substituir a fórmula de fé de Nicéia pelas arianas. Em 331, consegue o retorno de àrio, com a intervenção especial de Cosntança. Em Constantinopla, Ário apresenta ao imperador uma fórmula de fé amibigua, aorfa, ams suficiente para salvá-lo do exílio. Tal era a situação quando ocorre a morte de Costantino, em 337 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.3.2-  Os Antinicenos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os antinicenos foram aqueles que se opuseram as diretrizes tomadas em Nicéia, entre eles haviam três tipos de teologias, a primeira indefinido, por vezes, ambíguos em questões cruciais, mas em geral conciliatório, refletindo a atitude do grande partido moderado.&lt;br /&gt;Kelly diz: “Que os mais antigos credos do periodo oferecem exemplo disso, O credo do Concílio de Dedicação, de  341”    De forte cunho anti-sabeliana, ele ataca as ideáis arianas, mais deixa brecha para formas da doutrina ariana mais sofisticadas.&lt;br /&gt;A segunda teologia é especificamente ariana, um subproduto desta teologia foi o famigerado Segundo Credo, ou Blasfêmia de Sírmio 357 DC, embora não fala explicitamente em arianismo, ele revela uma tendência ariana inconfundivel, ele diz que existe: Duas pessoas a do Pai e a do Filho; o Pai é maior; e o Filho, subordinado.&lt;br /&gt;A terceira teologia foi do tipo homoiousianismo que foi recebendo o numero cada vez maior de moderados, formou-se um partido sob a liderança de Basílio de Ancira e no Sínodo de Ancira 358 DC publicou-se o primeiro manifesto homoiousiano, Kelly diz que este documento declarava que: “Cristo não era uma criatura, mas Filho do Pai, pois criador e criatura são uma coisa e Pai e Filho constituem outra bem diferente”  Mas o caráter homoiousiano deste partido é caracterizado pela seguinte declaração: “Mas a semelhnaça entre Pai e Filho não deve ser entendida como identidade, sendo outra ousia, o Filho pode ser como o Pai, mas não idêntico a Ele”  è a grande questão da semelhança, não igualdade.&lt;br /&gt;A.A. Hodge vai sistematizar da seguinte forma, as duas principais correntes dos antinicenos: &lt;br /&gt;Os  arianos que mantinham que o Filho de Deus é a maior de todas as criaturas, mais semelhantes a Deus do que qualquer outra, o unigênito Filho de Deus, criado antes de todos os éculos, por quem Deus criou todas as coisas, e divino só nesse sentido. Sustentavam que o filho era “heteroousion” de essência diferente, ou genericamente dissemelhante do Pai&lt;br /&gt;O Partido médio, chamado semiarinos, que mantinham que o filho não é criatura, mas negavam que fosse Deus no memso sentido em que é o Pai, afirmavam que o Pai é o unico deus absoluto e auto-existente; e que, mao mesmo tempo e desde atoda a eternidade, fez proceder de Si, da Sua própria livre vontade, uma Pessoa divina, com a mesma natureza e as mesmas propriedades que Ele mesmo possui. Negavam, pois, que o filho fosse da mesma substância (homoousios) com o Pai, mas admitiam que é de uma essência realmente semelhante e derivada do Pai (homoiousios, de semelhante, e ousia substância) um só, genericamente, mas não numericamente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes eram as três teologias que os partidários antinicenos advogavam, a história vai dizer que mais tarde esta última teologia, a dos homoiousianos e seus adpetos por causa da atitude de Atanásio e Hilário, se tornaram mais flexíveis a teologia ortodoxa de Nicéia ou seja ao homoousianismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.3.3- A Heresia de Macedônio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem era Macedônio ?&lt;br /&gt;A heresia macedoniana ou pneumatomaquianos (opositores do Espírito) negavam a plena divindade do Espírito. &lt;br /&gt;Kelly diz que não existe prova que ligue Macedônio a este movimento, diz “que nada comprova que ele tinha, de fato, alguma relação com os macedonianismo” &lt;br /&gt;A disputa ariana agitava a mente das pessoas sobre a divindade plena do Filho, o credo que ficou formulado em Nicéia declarava simplesmente a crença no Espírito Santo, Berkhof vai dizer: &lt;br /&gt;Até esse ponto não se tinham feito intensas considerações sobre o Espírito Santo, embora houvessem sido expressadas opiniões discordantes sobre o assunto. Ario afirmava que o Espírito Santo fora o primeiro ser criado pelo filho, opinião que se harmonizava bem como a de Origenes. Atanásio dizia que o espírito Santo é da mesma essência que o Pai, mas o credo Niceno contém apenas uma declaração indefinida: E (eu creio) no Espirito Santo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basílio, um dos Pais Capadocios disse que “a primeira menção de um debate sobre o Espírito Santo encontra-se na terceira carta de Atanásio ao bispo de Serapião de Thmuis, por volta do ano de 360”  ele diz que a razão desse escrito é para combater os argumentos que afirmavam que o Espírito era uma criatura do Logos.&lt;br /&gt;O Padre ortodoxo Theodoro no seu livro diz: “Eunômo, discípulo de Aécio, afirmava que o Espírito era uma criatura do Filho e este do Pai, o qual é Agennetos.” &lt;br /&gt;Olson diz que “ Os macedonianos subordinavam o Espírito Santo ao Pai e ao Filho e argumentavam que o Espírito é um ser criado, uma força de Deus enviada pelo Pai por meio do filho, Jesus Cristo”   &lt;br /&gt;Basílio de Cesareia diz que seus argumentos se fundavam no fato de “ Não se devem dizem eles, pôs o Espírito Santo na mesma ordem que o Pai e o Filho, por causa da diferença de natureza e do grau inferior de dignidade” &lt;br /&gt;Os pneumatômacos eram tão incoerentes que segundo Olson citando Basílio diz “ Que adoravam o Espírito Santo nas suas litúrgias divinas junto com Pai e o filho, o que seria blasfêmia se o Espirito Santo não fosse Deus”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-1869318912337527582?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/1869318912337527582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=1869318912337527582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/1869318912337527582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/1869318912337527582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/02/desenvolvimento-da-doutrina-trinitaria.html' title='DESENVOLVIMENTO DA DOUTRINA TRINITÁRIA – PERSPECTIVAS NÃO ORTODOXAS (I- IV SÉCULO) NO PERÍODO DA PATRÍSTICA'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-5658669550362598372</id><published>2010-02-27T07:03:00.000-08:00</published><updated>2010-02-27T07:07:22.803-08:00</updated><title type='text'>O problema dos falsos mestres e o seu enfrentamento na Igreja Apostólica: Um estudo em 1-3 de João e Judas</title><content type='html'>INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;Alguns demônios vigiavam de perto um homem de boas intenções quando, de repente, ele se abaixou para pegar algo no chão. Aflitos, os demônios perguntavam entre si: O que ele encontrou o que ele encontrou?&lt;br /&gt;Um pedaço da verdade, respondeu um deles. Quase todos eles ficaram muito preocupados: O que faremos? O mais experiente deles, porém, procurava acalmá-los: Não faremos nada. Fiquem calmos, não há com o que se preocupar. Como não? Afinal, ele achou um pedaço da verdade.&lt;br /&gt;Não há com o que se preocupar, repetiu o demônio, vocês ainda não sabem o que um homem de boas intenções e apenas um pedaço da verdade pode fazer?&lt;br /&gt;Não!&lt;br /&gt;O de sempre, respondeu ele, uma nova heresia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUEM ERAM OS FALSOS MESTRES?&lt;br /&gt;A Igreja cristã primitiva tinha problemas, um bom exemplo disto é a Carta aos Coríntios, além de problemas de ordem moral, litúrgica... Segundo o Doutor Roque Frangiotti, a Igreja também enfrentava alguns problemas de ordem de estrutura interna, eis o que ele diz&lt;br /&gt;Pesquisas mais recente mostram que aquilo a que chamamos “cristianismo primitivo” era bem mais complexo do que a hipótese de Daniélou. Admite-se, cada vez mais que havia no interior destes grupos, pelo menos quatro tendências diferentes e até mesmo de oposição radical  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Este dado é fundamental para compreendermos o fundo histórico que proporcionou o surgimento dos falsos mestres e de seus ensinos e conseqüente aceitabilidade de suas posições por parte de alguns. Frangiotti enumera as quatro tendências como “judaizante radical, judaizante moderada, helenista, helenista radical”  Quando observamos isto, podemos responder questões do tipo: De onde os falsos mestres tiraram as influências para elaborarem suas doutrinas? Algumas das características dos helenistas radicais segundo Frangiotti eram &lt;br /&gt;Motivados pela liberdade em Cristo, pregada e defendida por Paulo, pela fé que salva, não pelas obras da Lei, exageraram pelo lado oposto dos judaizantes. Rejeitavam radicalmente a Lei e alimentavam posicionamentos hostis ao judaísmo. Exageravam tanto a liberdade, a ponto de participar dos cultos pagãos e se rebelavam contra a Lei permitindo certa licenciosidade &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Baseados nisto, podemos perceber uma tendência antinomiana. No meu entender o Rev. Augustus Nicodemus mesmo não usando a nomenclatura usada por Frangiotti, percebe algumas outras predisposições desta ala (helenistas radicais) do cristianismo primitivo, quando diz&lt;br /&gt;Ao que tudo indica, portanto, formas iniciais de gnosticismo estavam agindo nas igrejas durante o período apostólico, especialmente nas igrejas helenísticas, onde pagãos haviam se convertido e trazido sua bagagem cultural e neoplatônica para dentro das primeiras comunidades cristãs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Questão das heresias se espalharem se deve ao fato da existência dos pregadores itinerantes que pregavam um evangelho falso. Com isto não se quer dizer que todo pregador itinerante fosse herege. O Rev. Augustus Nicodemus comentando sobre os falsos mestres que João enfrentou nos seus escritos diz &lt;br /&gt;Aparentemente, eram pregadores ambulantes (prática comum naqueles dias, cf. os peripatéticos de Aristóteles que saíam pelo mundo afora procurando enganar as pessoas e tentando disseminar seus ensinos nas comunidades cristãs (2. 26; 4.1,5) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É fato que quando olhamos na 1 carta de João, esses falsos mestres negavam que Cristo tivesse vindo em carne (4.2; 2 Jo 7) diziam que o Senhor tinha “aparência” de humano, ou seja, a encarnação não tinha acontecido e a morte de Cristo fora uma farsa Este ensinamento é conhecido como docetismo (dokeo, parecer), além disto, eles também tinham uma prática contrária à Lei de Deus. Em versos como 1 João 3. 4-10 dá a entender que João está combatendo um ensino contrário a Lei de Deus. Sendo assim, os adversários de João eram antinomianos.&lt;br /&gt;Com respeito a Judas o Rev. Paulo Siepierski identifica o ensino dos falsos mestres como  &lt;br /&gt;Um tipo de antinomianismo que pode ter tido sua origem em interpretações equivocadas do ensino paulino sobre a liberdade do cristão em relação à lei de Moisés. Esse antinomianismo era disseminado por mestres itinerantes que entravam nas comunidades cristãs ensinando a rejeição da autoridade moral e, conseqüentemente, estimulando o comportamento amoral &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por causa da aparência antinomiana das epistolas de 1 João e Judas, Bortolini diz &lt;br /&gt;De fato, os adversários criticados nas cartas de João têm algo em comum com os que são condenados na carta de Judas. Se essa hipótese se sustenta, a carta poderia ter sido endereçada a comunidades cristãs da Ásia Menor (Éfeso e seus arredores), mas não necessariamente às comunidades joaninas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; COMO TIVERAM ACESSO ÀS COMUNIDADES CRISTÃS PRIMITIVAS?&lt;br /&gt; Isto é uma questão interessante. Como esses falsos mestres tinham acesso às igrejas? Como ganhavam à confiança de irmãos que muitas vezes desconheciam? A resposta está na concepção de hospitalidade que a Igreja tinha e não somente a Igreja. Na antiguidade ela tinha um caráter quase sagrado. Hamman diz “O estrangeiro que passava a soleira da porta era considerado mensageiro dos deuses ou de Deus” . &lt;br /&gt; As Escrituras louvam o fato da hospedagem, O próprio João louva Gaio pela hospitalidade e censura Diótrefes por sua atitude. Hermann comentando sobre a hospitalidade, diz o seguinte&lt;br /&gt;O elogio da hospitalidade está no Evangelho; os outros escritos do Novo Testamento insistem no dever da acolhida e explicam sua motivação espiritual. Quem recebe o estrangeiro recebe o próprio Cristo. Esse é um dos critérios para ser acolhido na casa de Deus &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os falsos mestres usaram a bondade dos irmãos da Igreja para espalhar falsos ensinos, a penetração dos falsos mestres fora tamanha e causou tão forte impacto, que no séc. II o didaqué estabelece diretrizes, Herman diz que estas diretrizes “impunha prudência, tanto mais que os falsos irmãos e os fautores de heresia começavam a se multiplicar-se. A cizânia crescia tanto como a boa semente”  O Didaqué estabeleceu os seguintes critérios:&lt;br /&gt;1 Se alguém vier até vocês ensinando tudo o que foi dito antes, deve ser acolhido. 2 Mas se aquele que ensina for perverso e expuser outra doutrina para destruir, não lhe dêem atenção. Contudo, se ele ensina para estabelecer a justiça e o conhecimento do Senhor, vocês devem acolhê-lo como se fosse o Senhor. 3 Quanto aos apóstolos e profetas procedam conforme o princípio do Evangelho. 4 Todo apóstolo que vem até vocês seja recebido como o Senhor. 5 Ele não deverá ficar mais que um dia ou, se for necessário, mais outro. Se ficar por três dias, é um falso profeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; QUAL FOI O IMPACTO DE SEUS ENSINOS?&lt;br /&gt; O impacto do ensino herético nas comunidades joaninas  e nas que Judas escreveu foi ferrenho. É necessário atentar que naquela época não existia seminários, as pessoas eram simples, muitos escravos, mulheres e crianças, a igreja sofria perseguição por parte do Império. Muitas comunidades não dispunham de líderes preparados. Sendo assim, o falso ensino certamente iria causar grande prejuízo e de fato causou. Carson; Moo e Morris em seu livro dizem o seguinte “Algumas pessoas já saíram (1 Jo 2.18-19), e João está escrevendo para advertir seus leitores sobre falsos mestres que estão ativamente tentando enganá-los”  A situação está tão grave que João instrui os cristãos a tomarem algumas atitudes. O texto de 2 Jo 9-11 diz o seguinte “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho.  10 Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas.  11 Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más”.  &lt;br /&gt; No que diz respeito a Judas, a situação também não era muito diferente, Judas fala que certos indivíduos se introduziram no meio dos santos e transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. (Jd.4) Judas iria escrever sobre soteriologia, mas muda de foco quando soube da existência destes indivíduos. Judas diz que alguns estão na dúvida e ordena salvai-os, arrebatando-os do fogo. (Jd 22,23).  A igreja corria perigo e era necessária uma interferência forte contra estes falsos mestres. E é isto que o Apostolo João faz. Da mesma sorte, o meio irmão do Senhor, Judas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; REAÇÃO APOSTÓLICA (JOÃO)&lt;br /&gt; Segundo O Rev. Augustus Nicodemus, João empregou três critérios para dar munição aos cristãos para que pudessem avaliar o ensino e vida dos falsos mestres, são eles: O teste moral, social e doutrinário.&lt;br /&gt; A minha proposta é fazer uma amostra exegética nas passagens selecionadas que corroboram cada critério. O fato de não analisamos textos de 2 e 3 João se deve ao fato de cremos que as informações contidas nos textos de 1 João são referenciais de prevenção dadas pelo apóstolo e que definem seu pensamento apologético em todas as suas epístolas.&lt;br /&gt;a- Teste moral: 1 João 2.3-6 &lt;br /&gt;b- Teste social: 1 João 4. 7,8&lt;br /&gt;c- Teste doutrinário: 1 João 2. 22,23&lt;br /&gt; 1 João 2. 3-6  Kai. evn tou,tw| ginw,skomen o[ti evgnw,kamen auvto,n eva.n ta.j evntola.j auvtou/ thrw/men  4  o` le,gwn o[ti :Egnwka auvto,n kai. ta.j evntola.j auvtou/ mh. thrw/n yeu,sthj evsti,n kai. evn tou,tw| h` avlh,qeia ouvk e;stin\  5  o]j d a'n thrh/| auvtou/ to.n lo,gon avlhqw/j evn tou,tw| h` avga,ph tou/ qeou/ tetelei,wtai evn tou,tw| ginw,skomen o[ti evn auvtw/| evsmen  6  o` le,gwn evn auvtw/| me,nein ovfei,lei kaqw.j evkei/noj periepa,thsen kai. auvto.j peripatei/n&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Análise do Teste Moral:&lt;br /&gt; Como sabemos que temos conhecido o Pai? O texto nos responde: Se guardamos os seus mandamentos. Quero destacar aqui o verbo “guardar” thrw/men  este verbo é um subjuntivo presente ativo. Qual é a idéia do verbo? A Chave Lingüística diz o seguinte: “A palavra tem a idéia de observar ou manter algo fixo na memória. O subjuntivo é usado em uma oração condicional de terceira classe, que encara a condição como uma possibilidade”  Aqui reside a diferença no aspecto moral, quem conhece o Senhor guarda os seus mandamentos. Os hereges que João combatia eram antinomianos. No 1 século da nossa era havia duas formas de um gnosticismo embrionário, “um asceta e outro libertino”. Tanto João quanto Judas combateram o tipo libertino do pré-gnosticismo.&lt;br /&gt; No verso 4 existe uma junção lógica entre “conhecer e praticar” Não há como desassociar um do outro.  Aquele que diz que o conhece e não guarda os seus mandamentos é mentiroso. João usa o verbo Egnwka este verbo está declinado como sendo indicativo perfeito ativo. Pelo tempo do verbo podemos perceber que eles de fato asseguravam que tinham chegado ao conhecimento e permaneciam nele. Entretanto, João diz que eles não guardam os mandamentos. O verbo thrw/n está declinado como sendo particípio presente ativo. Ou seja, enquanto eles dizem que tem o conhecimento e nele permanecem não estão guardando os mandamentos. João sentencia: yeu,sthj evsti,n  “mentiroso é”. O substantivo está declinado como sendo nominativo e o verbo é um indicativo presente ativo. João não deixa dúvida de quem se está falando, o mentiroso é o sujeito do verso e este estado de ser mentiroso é descrito como algo contínuo. Enquanto ele for contraditório, ele é e continuará sendo mentiroso. E, por mas que digam que possui a verdade, ela não está nele.&lt;br /&gt; No verso 5 João introduz uma conjunção hiperordenativa ou superordenativa “d” que segundo a análise gramatical “introduz uma oração que é mais proeminente do que aquela que se relaciona. Portanto, esta última é subordinada à oração regida pela conjunção superordenativa”  João diz que aquele “o]j” ( Pronome relativo nominativo ) que guarda thrh/|  (subjuntivo presente ativo) a chave lingüística diz “ O subjuntivo é usado com o pron. rel. com o significado de quem quer que guardar” . Ou seja, o que guardar a sua palavra, verdadeiramente o amor de Deus foi  tetelei,wtai “aperfeiçoado, consumado” este verbo está declinado como sendo indicativo perfeito passivo, ou seja, o amor de Deus está de forma completa e seus resultados permanecem nele. A chave lingüística diz “o verdadeiro amor a Deus é expresso pela obediência moral e não por linguagem emotiva ou experiências místicas”  E nisto sabemos ou conhecemos (ginw,skomen) que estamos (evsmen) Nele. Ambos os verbos estão no indicativo presente ativo, indicando continuidade.&lt;br /&gt; No verso 6 João faz uma afirmação: Aquele que diz que permanece (me,nein) infinitivo presente ativo, o verbo transmite a idéia de uma estadia contínua. Esse deve andar (peripatei/n) infinitivo presente ativo. A idéia é de um andar contínuo. E este andar tem que ser como ele andou (periepa,thsen) indicativo aoristo ativo. Ou seja, o cristão precisa refletir em sua vida o comportamento de Cristo. &lt;br /&gt; 1 João 4:7-8  VAgaphtoi, avgapw/men avllh,louj o[ti h` avga,ph evk tou/ qeou/ evstin kai. pa/j o` avgapw/n evk tou/ qeou/ gege,nnhtai kai. ginw,skei to.n qeo,n  8  o` mh. avgapw/n ouvk e;gnw to.n qeo,n o[ti o` qeo.j avga,ph evsti,n &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Análise do Teste Social:&lt;br /&gt; Qual seria o fator prático do conhecimento de Deus? João estabelece um critério social que demonstraria a praticidade do verdadeiro conhecimento. João começa o verso 7 dizendo: Amados, amemos (avgapw/men) subjuntivo presente ativo. O amor precisa ser constante uns com os outros, João diz que o amor procede de Deus. Segue-se que todo aquele que ama ( avgapw/n) é nascido ( gege,nnhtai) indicativo perfeito passivo, o tempo do verbo indica um ação já realizada que tem seus efeitos contínuos, este homem não está nascendo, ele já é nascido e a prova deste nascimento é o amor. O homem que tem amor no coração, além de ser já nova criação, de fato conhece a Deus. O verbo conhecer ( ginw,skei ) indicativo presente ativo, indica um conhecimento que é constante. No verso 8 João faz uma declaração, ele diz: Aquele que não ama (avgapw/n) particípio presente ativo, a idéia do verso é de uma vida que não demonstra amor em suas atitudes. Este individuo não conheceu (e;gnw) indicativo aoristo ativo.  O aoristo no indicativo indica uma ação passada e completa, ou seja, este homem nunca conheceu a Deus, ele é mentiroso. João dá agora a razão deste homem ser mentiroso: Deus é amor.  Se ele conhecesse a Deus refletiria o que Deus é no seu relacionamento.&lt;br /&gt; 1 João 2:22-23  Ti,j evstin o` yeu,sthj eiv mh. o` avrnou,menoj o[ti VIhsou/j ouvk e;stin o` Cristo,j ou-to,j evstin o` avnti,cristoj o` avrnou,menoj to.n pate,ra kai. to.n ui`o,n  23  pa/j o` avrnou,menoj to.n ui`o.n ouvde. to.n pate,ra e;cei o` o`mologw/n to.n ui`o.n kai. to.n pate,ra e;cei &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Análise do Teste Doutrinário:&lt;br /&gt; Depois de vermos os testes moral e social. Vamos considerar o teste doutrinário imposto sobre os falsos mestres.&lt;br /&gt; João começa o verso 22 usando um pronome interrogativo Quem? ( Ti,j) é o mentiroso, interessante que João não quer identifica qualquer mentiroso, ele quer identificar “o mentiroso” João escreve de forma bem especifica, ele sabe quem quer atingir. No texto João usa o` yeu,sthj  Artigo nominativo masculino singular + Substantivo nominativo masculino singular. Será que João tinha um individuo especifico em mente? Razão por declinar o artigo e o substantivo no nominativo e no singular? Na seqüência do verso ele dá sua característica: Nega que Jesus é o Cristo. João usa um verbo aqui avrnou,menoj  “negar” particípio presente, esta atitude dos falsos mestres era constante. João dá o seguinte parecer sobre quem estava negando, ou-to,j evstin o` avnti,cristoj “ este é o anticristo” temos aqui um pronome demonstrativo nominativo+verbo indicativo presente ativo+artigo nominativo masculino singular+Substantivo nominativo masculino singular. João usa um pronome demonstrativo declinado no nominativo, ou seja, ele apontar o sujeito.  Este individuo que João focaliza tem por prática negar que Jesus é o Cristo e por ter esta atitude João o classifica como O anticristo. Observe o uso do artigo antes do substantivo, ambos declinados no nominativo. João diz que este individuo nega o Pai e o Filho. A idéia de João é apontar alguém, mas no mesmo capitulo nos verso 18 nos é dito que vem anticristos (avnti,cristoi) têm surgido. A questão é: O anticristo seria uma pessoa? Um sistema? Sproul diz o seguinte:&lt;br /&gt;Mesmo que o anticristo de João fosse uma determinada pessoa no primeiro século, isso não exclui a possibilidade de que outros anticristos tenham surgido em várias épocas, ou mesmo continuamente, através da história da igreja. Essa especulação ganha, no mínimo, algum crédito baseada na referência de João a muitos anticristos (1 João 2.18) que precederam o anticristo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No verso 23 João estabelece o critério doutrinário de forma bem especifica: pa/j o` avrnou,menoj to.n ui`o.n “ Todo o que nega o Filho” João usou o verbo avrnou,menoj “no particípio presente médio. Esta atitude dos falsos mestres eram constantes. João diz que quem age assim não  e;cei “tem” indicativo presente ativo, ou sejam, não tendo o Pai. Contudo, o que  o`mologw/n “que fala igual”   e;cei “tem” indicativo presente ativo, ou seja, tendo o Filho e também o Pai. Assim, João estabelece o teste doutrinário que seria juntamente com os outros dois testes uma espécie de farol para guiar os santos de Deus durante a sua jornada cristã e que eles não se tornassem vitimas do ensino dos falsos mestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; REAÇÃO DE JUDAS&lt;br /&gt;Judas não era apóstolo, identifica-se como irmão de Tiago e servo do Senhor Jesus.  A quem a carta se destinava? Quem eram seus leitores originais?&lt;br /&gt;Bortolini diz o seguinte:&lt;br /&gt;Diferentemente da maioria das cartas do Novo Testamento, que têm uma comunidade (ou pessoa) bem definida desde o inicio, a carta de Judas é aberta (por isso classificada também como católica, ou seja, universal) sem endereço determinado. Podia ser uma carta circular para várias comunidades. Não se sabem de onde foi escrita nem a quem se destinava. Pode-se arriscar uma hipótese, relacionando-a com as cartas de João. De fato, os adversários criticados nas cartas de João têm algo em comum com os que são condenados na carta de Judas. Se essa hipótese se sustenta, a carta poderia te sido endereçado à comunidade cristãos da Ásia Menor (Éfeso e seus arredores), mas não necessariamente às comunidades joaninas. Aliás, a insistência com que a carta se refere ao Antigo Testamento e a textos judaicos apócrifos faz supor que muita gente nessas comunidades fosse de origem judaica  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Qual o propósito desta carta? Em que Judas está interessado quando escreveu ela? Existiu algum motivo especifico?&lt;br /&gt; É isto que procuraremos responder!&lt;br /&gt; Green diz “que Judas escreve sua epístola com pressa para lidar com um surto de falso ensino acerca do qual acabara de ouvir falar” &lt;br /&gt; Os estudiosos são de opinião unânime (mesmo os que advogavam que Judas não escreveu), que a epistola existiu por motivo apologético. Existia um surto de heresia, de falsos mestres na igreja, para a qual a carta foi dirigida.&lt;br /&gt;  Mas, qual seria este falso ensino? Green diz o seguinte:&lt;br /&gt;Há concordância geral entre os comentaristas de que a heresia em mira é, em ambos os casos, uma forma primitiva de gnosticismo. As vidas e os ensinos destes homens negavam o Senhorio de Jesus (2 Pe 2.1; Jd 4). Conspurcavam a Ágape (festa do amor cristão), eram pessoalmente imorais, e infectavam aos outros com seus modos lascivos, através de reduzir ao mínimo o lugar da lei na vida cristã, e de enfatizar a liberdade (2 Pe 2. 10-12,18; Jd 4, 12) Nos seus ensinos, que eram muito volúveis, eram plausíveis e astutos, gostando da retórica, visando o lucro e obsequiosos com aqueles da parte dos quais esperavam ganhar alguma vantagem ( 2 Pe 2.3, 12, 14, 15, 18; Jd 16)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda haveria mais coisas a dizer deste falso ensino; zombavam da doutrina paulina da livre graça em desculpa para a lascívia, e eles descreviam-se como sendo pneumatikois, os espirituais, embora na realidade não possuíssem o Espírito de modo algum.&lt;br /&gt;Judas estava interessado tanto na salvação, como demonstrava uma preocupação pastoral de defender o rebanho, apesar de não ser apóstolo, revelava cuidado em escrever uma carta, conclamando a luta pela fé que uma vez foi dada aos santos. &lt;br /&gt;É interessante a forma de argumentação de Judas, ele não combate a heresia de forma sistematizada, como se fosse um tratado de teologia, ele é simples em sua forma de argumentar. Apresenta personagens conhecidos do Antigo Testamento que viveram de forma ímpia. Baseado nisto, ele fala a respeito do juízo de Deus o qual não deixará impune os ímpios. &lt;br /&gt;A minha proposta em Judas é fazer uma analise em dois versos (3-4) creio que estes versos têm muito a dizer sobre a reação de Judas&lt;br /&gt;Judas 1:3-4  VAgaphtoi, pa/san spoudh.n poiou,menoj gra,fein u`mi/n peri. th/j koinh/j h`mw/n swthri,aj avna,gkhn e;scon gra,yai u`mi/n parakalw/n evpagwni,zesqai th/| a[pax paradoqei,sh| toi/j a`gi,oij pi,stei  4  pareise,duhsan ga,r tinej a;nqrwpoi oi` pa,lai progegramme,noi eivj tou/to to. kri,ma avsebei/j th.n tou/ qeou/ h`mw/n ca,rita metatiqe,ntej eivj avse,lgeian kai. to.n mo,non despo,thn kai. ku,rion h`mw/n VIhsou/n Cristo.n avrnou,menoi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Análise de Judas 3-4&lt;br /&gt; O nosso texto começa com a saudação de Judas “ Amados”. Quem era esses amados? O primeiro verso responde: ... Aos chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo, as expressões gregas são hvgaphme,noij kai. VIhsou/ Cristw/| tethrhme,noij klhtoij  o verbo agapaw está no particípio perfeito  hvgaphme,noij e indica a segurança destes amados, o perfeito sugere que eles tinham sido e continuavam sendo objetos do amor de Deus, sendo assim, quando o irmão do Senhor chama os eleitos de amados, é muito mais que um mero tratamento, é uma condição gloriosa que os filhos de Deus têm. Existe também outro verbo no verso primeiro que é mister relacionar é tethrhme,noij este verbo também está no particípio perfeito, e é usado em sentido amistoso e quer dizer manter livre de perigos, preservar. A palavra expressa cuidado vigilante dispensado a alguém. Quem é esse alguém? Os Amados.&lt;br /&gt; Pois bem, o verso 3, fala que Judas estava fazendo algo, o texto diz: Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me sentir obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes diligentemente, pela fé que uma vez por toda foi entregue aos santos.&lt;br /&gt; Michael Green em seu comentário diz:&lt;br /&gt;Judas nunca teve o propósito de escrever esta carta! Propondo-se a escrever (o presente do infinitivo grafein sugere “num estilo lento?” acerca da nossa comum salvação foi forçado a pegar sua pena ás pressas (o aoristo infinitivo grayai) por causa da noticia de uma heresia perigosa. Ao invés de escrever uma carta pastoral, viu-se escrevendo  uma carta de advertência. A fraseologia  aqui não sugere que não era uma tarefa muita grata, mas se sentia obrigado  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ainda falando da mudança de assunto a Chave Lingüística diz o seguinte: &lt;br /&gt;O aoristo contrastado com o presente precedente implica que a nova epístola tinha de ser escrita imediatamente e ele não poderia estar preparado para uma coisa agradável, como a carta que ele tinha planejado antes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A situação que leva o irmão do Senhor a escrever a carta é séria, vemos isto pelos usos das palavras no texto grego: avna,gkhn expressa necessidade, compulsão, pressão. &lt;br /&gt; Outra palavra é parakalw/n part. Presente ativo de parakalew que significa exortar, rogar, encorajar. É a palavra usada para discursos de líderes e de soldados que se encorajam mutuamente. &lt;br /&gt; A Chave Lingüística faz o seguinte comentário “É a palavra usada para as palavras que enviam soldados e marinheiros medrosos corajosamente para a batalha”.  Será que ao usar esta palavra, Judas está comparado estes irmãos aos soldados e marinheiros medrosos?&lt;br /&gt; Provavelmente não!&lt;br /&gt; Mas, para que Judas conclamam os irmãos?&lt;br /&gt; O verbo grego evpagwni,zesqai que quer dizer: lutar por, contender, exercer grande esforço por alguém. A respeito deles a Chave Lingüística diz “a palavra era usada para as disputas atléticas e para o esforço dos atletas nos jogos” &lt;br /&gt; Os cristãos para quem Judas escreve, têm uma fé em comum. Judas fala sobre isto no começo do verso 3. Justamente por causa desta fé comum que todos têm. É que Judas exorta que ela deve ser defendida. A comunidade estava agora enfrentando um grande problema, e este problema era a invasão de homens maus. Siepierski em seu comentário diz o seguinte:&lt;br /&gt;Entre essas dificuldades encontramos os falsos ensinos. E foi com esse problema que Judas se defrontou. Ao perceber que falsos mestres estavam corrompendo o ensino apostólico, ele insistiu para que eles batalhassem pela fé uma vez por todas confiada aos santos. O verbo principal era utilizado nos jogos atléticos helênicos e indica que Judas não está insistindo para que seus destinatários defendam o evangelho. Ao contrário, eles devem avançar até a vitória final &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A idéia de batalhar está bem clara. Percebe isto pela figura que a palavra evoca, a idéia é de luta, não no sentido tanto de defesa, mas também de ataque, e esta atitude precisa ser diligente, esta é a fé que Judas incita a igreja a batalhar por ela. Esta fé foi dada à igreja não por um tempo determinado, ela era o que a igreja tinha de mais precioso, o Léxico define a[pax da seguinte forma “no texto de Hb. 10.2; 1 Pe 3.18; Jd 3, 5, o advérbio têm o significado de uma vez por todas, de uma vez para sempre” &lt;br /&gt; Por que será que o irmão do Senhor diz que a fé foi dada de uma vez por todas. O apostolo Paulo diz na sua carta para Tito cap. 1. Verso 1 o seguinte: Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade. Não existe coincidência. O que existe é um deposito de verdades. A fé é dom de Deus e pertence aos eleitos, não de forma passageira, mas permanente, e é isto que o texto nos diz. Se tivéssemos falando de Teologia Sistemática, diríamos que o texto dá base para certeza de salvação, garantia de que o crente não pode cair da graça, mas fazendo a exegese do texto, percebemos que é justamente isso que o texto diz, ou seja, a nossa teologia está correta.  Esta fé foi dada para sempre aos santos, e os santos precisam ter atitudes na defesa e propagação dela. E esta fé é o corpo de verdades, confiada à igreja.&lt;br /&gt; Quais foram os motivos que levaram Judas a escreve esta carta?&lt;br /&gt; O verso 4 diz: Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.&lt;br /&gt; Este verso é muito rico em detalhes e revela-nos doutrinas a respeito do homem e do plano que Deus tem na vida de cada um. Pois bem, vamos a análise.&lt;br /&gt; Quem eram estes homens?&lt;br /&gt; Siepierski vai dizer que eles eram bem conhecidos dos leitores de Judas.&lt;br /&gt;Eram pregadores itinerantes que, como era costume no cristianismo primitivo, viajavam de comunidade em comunidades nas quais eram sempre bem recebidos como profetas do Senhor. Só que após serem recebidos esses pregadores itinerantes em questão começavam a ensinar contrariamente ao ensino dos apóstolos. Judas diz que eles infiltraram-se dissimuladamente, pois provavelmente esperavam um certo tempo para começar seu ensino. Somente após terem adquirido a confiança da comunidade é que iniciavam a propagação dos falsos mestres. Isso demonstra que tais pregadores possuíam uma estratégia para arrebanhar seguidores  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bortolini têm o mesmo parecer a respeito destes homens &lt;br /&gt; O texto nos informa que estes homens foram antecipadamente pronunciados para esta condenação. O verbo progegramme,noi  particípio perfeito passivo, faz necessário observarmos algumas questões a respeito do uso do tempo perfeito para este verbo. Como sabemos, o perfeito é realmente perfeito presente, pois representa a ação do verbo no presente como existindo num estado completo ou aperfeiçoado. Quando foi que se completou a ação, o tempo perfeito não afirma. O perfeito expressa a continuidade da ação completada. “É uma combinação da ação pontiliar e durativa”    &lt;br /&gt; Observe que o verbo está na voz passiva, ou seja, ele sofre a ação, quem pratica a ação neles? Logicamente o Senhor Soberano.&lt;br /&gt;A Chave Lingüística comentando isto diz: &lt;br /&gt;Escrever previamente, inscrever de antemão, isto é “escrito antes no livro divino de julgamento” a palavra objetiva mostrar que eles já estão destinados á punição por serem inimigos de Deus. O perfeito indica a autoridade contínua daquilo que foi escrito  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo não concordando, Bortolini, que é católico diz:&lt;br /&gt;Como dissemos, Judas não aceita o diálogo, e nós não sabemos exatamente por que chegou a essa decisão. De acordo com a tradição daquele tempo e segundo textos apócrifos conhecidos por aquelas comunidades, afirmava-se que num livro que Deus tinha no céu estava registrado antecipadamente o destino de cada um. Esse modo de pensar e de ver as coisas pode conduzir a uma visão muito distorcida de Deus. Parece que o autor foi “espiar” o que havia nesse livro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fica manifesto o tom jocoso de Bortolini, em não aceitar o posicionamento bíblico.&lt;br /&gt; Independentemente se os homens aceitam ou não, o fato é claro: eles foram inscritos de antemão. Foram para que? Para kri,ma ou seja sentença, julgamento. O texto começa a descrever suas atitudes, avsebei/j ímpios, irreligiosos, qual a razão de serem ímpios? Só uma: A falta da graça de Deus. Mas, como poderiam desfrutar da graça? Se já eram condenados e destinados para este fim? Estes homens têm atitudes desprezíveis e malignas, próprias dos reprovados, os quais transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; APLICAÇÕES PARA OS NOSSOS DIAS&lt;br /&gt;1- A Igreja precisa conhecer as instruções dadas pelas Escrituras sobre qual ensino “de fato” procede de Deus.&lt;br /&gt;2- A Igreja precisa de maturidade que provém de um conhecimento sadio.&lt;br /&gt;3- Os ministros precisam entender que o êxito ministerial se evidência quando os santos são capacitados para o serviço a Deus.&lt;br /&gt;4- A Igreja é chamada para batalhar pela fé e ter misericórdia de muitos que sucumbiram diante do falso ensino Jd. 23-23&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO:&lt;br /&gt;As instruções dadas por João e Judas servem para nortear a Igreja em dias difíceis. O pragmatismo e o pluralismo religioso devem ser combatidos. A Igreja do Senhor precisa ter sempre em mente a ordem de Judas “Vós, porém, amados edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” 20-21&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA &lt;br /&gt;APOSTILA de grego, Seminário Presbiteriano Conservador&lt;br /&gt;BOTOLINI, José. Como ler a Carta de Judas. São Paulo-SP: PAULUS, 2001. &lt;br /&gt;CARSON, D.A.; MOO, Douglas J.; MORRIS, Leon. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo-SP: VIDA NOVA; 2004&lt;br /&gt;FRANGIOTTI, Roque. Histórias das Heresias (Séculos I-VII). 3ªed. São Paulo-SP: PAULUS, 2002&lt;br /&gt;FRIBERG, Barbara; FRIBERG, Timothy. O Novo Testamento Grego Analítico. São Paulo-SP: VIDA NOVA, 2006.&lt;br /&gt;GINGRICH Wilbur F. e DANKER W. Frederick.  Léxico do Novo Testamento Grego/Português. São Paulo- SP: Vida Nova, 2004&lt;br /&gt;GREEN, Michael. II Pedro e Judas Introdução e Comentário. São Paulo-SP; VIDA NOVA, 2006&lt;br /&gt;HAMMAN, A.-G. A Vida Cotidiana dos Primeiros Cristãos (95-197). São Paulo-SP: PAULUS, 1997&lt;br /&gt;LOPES, Augustus Nicodemus. Interpretando o Novo Testamento Primeira Carta de João. São Paulo-SP: Cultura Cristã, 2005&lt;br /&gt;RIENECKER, Fritz; ROGERS Cleon. Chave Lingüística do Novo Testamento Grego. São Paulo-SP: VIDA NOVA, 1995 &lt;br /&gt;SIEPIERSKI, Paulo. Em Diálogo com a Bíblia 2 Pedro e Judas. Curitiba-PR: Encontrão Editora, 1997. &lt;br /&gt;SPROUL, R.C. Os Últimos Dias Segundo Jesus. São Paulo-SP: Cultura Cristã, 2002 &lt;br /&gt; SITE CONSULTADO&lt;br /&gt;www.monergismo.com/textos/credos/didaque.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-5658669550362598372?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/5658669550362598372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=5658669550362598372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/5658669550362598372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/5658669550362598372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/02/o-problema-dos-falsos-mestres-e-o-seu.html' title='O problema dos falsos mestres e o seu enfrentamento na Igreja Apostólica: Um estudo em 1-3 de João e Judas'/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-4338713734175465290</id><published>2010-01-06T03:59:00.000-08:00</published><updated>2010-01-06T04:00:24.933-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aliança Abraâmica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto que na aliança da noetica, ou aliança da preservação, Deus manifestou-se de forma graciosa com o ser humano e com suas criaturas de forma geral, preservando Noé e sua família e os animais.&lt;br /&gt;Na aliança com Abraão, Deus dá uma ordem a um homem que Ele tinha escolhido para fazer uma aliança e desta aliança estabelecer um povo. Este povo não seria somente os seus descendentes, mais todos aqueles que professassem fé no Deus de Abraão.  &lt;br /&gt;Abraão morava em Ur na Caldeia, seu pai se chamava Terá e era idolatra Josué 24.2&lt;br /&gt;Em Abraão, Deus começa um novo estágio do pacto da redenção, a Igreja Visível surge com Abraão.  È com Abraão que Deus vai fazer um sinal visível de seu relacionamento: A Circuncisão. É com os descendentes de Abraão que Deus estabelecerá a Páscoa, é com os descendentes de Abraão que Deus ira dá a Lei, é dos descendentes de Abraão que Jesus nasceu. Deus justificou e chamou Abraão quando ele não era circuncidado, ate porque a circuncisão é selo da fé, da aliança que Deus fez com Abraão. Por que cremos no Deus de Abraão somos chamados filhos de Abraão, no sentido de sermos identificados com Ele. Veja o texto de Gálatas 3. 6-14&lt;br /&gt;O grande erro dos judeus foi pensar que pelo fato de ter uma descendência na carne com Abraão isto garantia acesso a Deus, não Deus chama Abraão e faz com ele um pacto, e todo aquele que professar fé em Deus, independente de nação, este que é verdadeiro filho de Abraão, este é o sentido que Paulo diz: Ora, tendo a Escritura previsto que o Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho Abraão; Em ti, serão abençoados todos os povos. Gálatas 3.8&lt;br /&gt;A aliança da Redenção foi administrada de Adão até Abraão por meio de: &lt;br /&gt;1- Promessa&lt;br /&gt;2-  Por meio de sacrifícios típicos instituídos na família de Adão (lembre-se que o templo não existia e nem sacerdotes, o sacrifico era oferecido em certos lugares e quem oferecida era o patriarca da família)&lt;br /&gt;3- Por meio de revelações imediatas e manifestações pessoais de Javé ou do Mediador divino. Assim o Senhor é representado nos onze primeiros capítulos de Gênesis côo “falando” aos homens&lt;br /&gt;4- Essas promessas e sacrifícios eram entendidos em sua verdadeira significação espirituais, fica provado pelo fato que lê em Hb. 11. 4-16&lt;br /&gt;È importante entendermos isto, o patriarca é quem oferecia os sacrifícios, ele é quem era responsável pelo culto a Deus.&lt;br /&gt;Berkhof diz:&lt;br /&gt;No período patriarcal as famílias dos crentes constituíam as congregações religiosas; a Igreja era mais bem representada nos lares piedosos, onde os pais serviam de sacerdotes. Não havia culto regular, embora Gn 4.26 pareça implicar uma invocação pública do nome do senhor. Havia distinção ente os filos de Deus e os filhos dos homens (...). Por ocasião do Dilúvio, a igreja foi salva na família de Noé, e continuou particularmente na linhagem de Sem. E quando a religião verdadeira estava de novo a ponto de morrer. Deus fez uma aliança com Abraão, deu-lhes como sinal a circuncisão e o separou e aos seus descendentes do mundo, para ser povo peculiar seu &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É a partir de Abraão que Deus começará a se relacionar com um povo, ou seja, seus descendentes, estes descendentes constituíram a igreja visível d Deus no Velho Testamento, quando os gentios nesta época queriam adorar a Deus, se tornava prosélitos, eram circuncidados e guardavam a Lei de Deus. Deus como prova de sua aliança fez um pacto com Abraão. E é isto que iremos ver na próxima aula. Ler Gênesis 15 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança Abraâmica parte II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus chama Abrão de sua terra em Gênesis 12. Sara sua mulher era estéril e pelos costumes da época seu servo Eliezer poderia ser “adotado” ficando com todos os seus bens, Mas Deus tinha outros planos para Abraão. Ele disse que Sara teria um filho. Imaginem a alegria que o patriarca deve ter ficado... Talvez tivesse pensado no fato de ser velho, mas mesmo assim o Texto Sagrado nos diz que: Ele creu em Deus e isto lhe foi imputado para justiça Gn. 15.6.&lt;br /&gt;Deus para confirmar a promessa de que Abraão teria um filho, fez um pacto com ele, e é aqui que vamos nos deter um pouco.&lt;br /&gt;1- Qual é o significado deste pacto?&lt;br /&gt;O pacto foi feito entre Deus e Abraão e tem um significado muito profundo, Abraão pega os animais (novilha, cabra, cordeiro, rola e um pombo) e parti-os ao meio com exceção das aves Gn 15.10. Qual a razão disto?&lt;br /&gt;A razão era a seguinte: Estava sendo estabelecido um pacto, este pacto não era diferente quanto à essência do anterior feito com Adão e Noé, o pacto era ministração de graça. Lembremos que até o momento não existia uma povo especifico separado para Deus, do patriarca Abraão, Deus ira levantar este povo, e para mostrar a imutabilidade de seu propósito Deus entra em aliança com Abraão.&lt;br /&gt;2- O que aconteceu neste pacto?&lt;br /&gt;O verso 12 do cap. 15 descreve que caiu profundo sono em Abraão e grande pavor e cerradas trevas o acometeram. O Senhor lhe fala: Que sua descendência seria peregrina em terra alheia e reduzida a escravidão e será afligida por 400 anos. Interessante observarmos a exatidão da narrativa, antes de Israel se tornar escravo, ele foi peregrino em terra alheia, só é olharmos a historia de Isaque, Jacó. Aqui nós temos o decreto da escravidão de Israel, na história de José temos todo o desenrolar da providência para que os filhos de Jacó fossem ao Egito e ficassem lá, para que o decreto que Deus tinha anunciado a Abraão se cumprisse. Deus disse também que iria julgar aquelas gente, como de fato fez, na história da travessia do mar vermelho. Fala também da ira que tinha contra os amorreus Verso 16 do cap. 15.&lt;br /&gt;Existe algo curioso, Por que Deus falou isto a respeito dos amorreus? No cap. 14.13 diz: Porém veio um, que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu; este habitava junto dos carvalhais de Manre. O amorreu, irmão de Escol e de Aner, os quais eram aliados de Abrão. No decorrer da história de Israel os amorreus tornam-se inimigos ferrenhos de Israel. Mas naquele período dá a entender que eram aliados&lt;br /&gt;3- E para prova isto algo extraordinário aconteceu.&lt;br /&gt;O verso 17 descreve que: Posto o sol, houve densas trevas; E eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços (verso 17)&lt;br /&gt;Robertson diz o seguinte:&lt;br /&gt;Na conclusão dessas palavras de profecia, Abraão testemunhou um mui surpreendente fenômeno. Um fogaréu fumegante e uma tocha de fogo passaram entre aqueles pedaços de carne que haviam sido arranjados antes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por que Deus fez isto?&lt;br /&gt; Esta atitude tinha um significado espantoso, a ideia é que a parte que quebrar será morte e cortada ao meio da mesma forma como aqueles animais foram, mediante a divisão dos animais estabeleciam uma espécie de automaldição. Deus estava mostrando a Abraão o quanto levava sério a aliança.&lt;br /&gt; Deus cumpriu a aliança estabelecida com Abraão, tudo que tinha dito se cumpriu, A descendência de Abraão foi peregrina, escrava e depois saiu com grande riqueza, o povo que tinha opresso o povo de Israel foi julgado e o Senhor deu a terra prometida aos descendentes de Abraão.&lt;br /&gt; Robertson diz:&lt;br /&gt;Deus, o Criador, liga-se ao homem, a criatura, mediante solene juramente de sangue. O Todo-Poderoso decide comprometer-se a cumprir as promessas ditas a Abraão. Em virtude deste comprometimento divino, as dúvidas de Abraão são eliminadas. Deus prometeu solenemente e selou esta promessa com um juramento de automaldição. Está assegurado o cumprimento da palavra divina &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Iremos ver durante os estudos que toda vez que Deus estabelece um novo estagio da aliança da redenção, Ele cumpre, sempre é o homem que falha, e nesse entendimento que iremos perceber a maldição da aliança quando chegarmos na aliança da Lei, e onde perceberemos que a Lei é na verdade Graça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança Abraamica Parte III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vimos que quando Deus fez a aliança com Abraão, passou no meio dos animais repartidos e isto significativa que caso não cumprisse sua parte, Ele queria ser esquartejado como aqueles animais.&lt;br /&gt; Robertson diz o seguinte: “Em iniciando alianças, Deus jamais entra em relação casual ou informal com o homem. Em lugar disto, as implicações de seus pactos estendem-se às ultimas conseqüências de vida e morte”  &lt;br /&gt; A frase que é traduzida por fazer aliança, no original significa “cortar uma aliança” que é justamente fazendo menção ao caráter da aliança, caso não cumpra, as partes contratantes precisam ser cortadas como os animais. Essa idéia de cortar a aliança, esta ideia aparece em outras alianças que vão aparecer no Antigo Testamento Jz 2.2; I Sm 11. 1-2, Is 28.15, Jr. 11.10, Ez 17.13; Os 2.18&lt;br /&gt; Qual é a significação desta divisão de animais no momento de estabelecimento de aliança? Tanto a evidência bíblica quanto a extra bíblica combinam no sentido de: confirmar significação especifica para este ritual. A divisão do animal simboliza um “penhor de morte”, no momento do compromisso da aliança. Os animais desmembrados representam a maldição que o autor do pacto invoca sobre si mesmo caso viole o compromisso que fez&lt;br /&gt; A aliança tem uma característica que é o derramamento de Sangue. &lt;br /&gt;Qual o significado do sangue?&lt;br /&gt;  O sangue tem significação nas Escrituras porque representa a vida, não porque seja bruto e sangrento. A vida está no sangue (Lv 17.11) e por isso o derramamento de sangue representa um julgamento sobre a vida. A imagem bíblica do sacrifício de sangue dá ênfase à inter-relação de vida e sangue. O derramar de “vida sangue” significa o único caminho de livramento das obrigações de aliança uma vez contraídas. Uma aliança é um pacto de sangue, que compromete os participantes à lealdade sob pena de morte. Uma vez firmada a relação de aliança, nada menos do que o derramamento de sangue pode libertar das obrigações contraídas no evento de violação da aliança.&lt;br /&gt; Aqui temos um motivo, porque Jesus teve que morrer. Nós como descendentes de Adão, pecamos. Antes de haver o pecado, observe que a aliança não tinha derramamento de sangue, Deus estabelece uma aliança com Adão e não há derramamento de sangue.  Deus tinha estabelecido um relacionamento único entre ele e a criação. Quando Adão pecou, a maldição anunciada tinha que ser cumprida. Sendo assim, pelo contrato de aliança, o homem tem que morrer. É neste entendimento que compreendemos a palavra “GRAÇA” Favor imerecido. Por quê? Pela estrutura da aliança, o homem tinha quebrado. Sendo assim, ele tem que ser aniquilado. Mas Deus revelou graça. &lt;br /&gt;Deus estabelece uma aliança com Adão Oseías 6.7 &lt;br /&gt;Partes contratantes: Deus e Adão&lt;br /&gt;Conteúdo da aliança: Benção (vida) e Maldição (morte)&lt;br /&gt;Condição: Obediência e desobediência. Se obedecesse viveria, caso não morreria&lt;br /&gt;Houve desobediência: ENTÃO HOUVE MORTE.&lt;br /&gt;Vimos à presença de Sangue na aliança com Noé, (ver Gn 8. 20-22) Qual foi a reação de Deus? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança Abrâamica Parte IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Deus fez a aliança com Abraão, existe uma característica importante no chamado de Abraão, Van Groningen faz o seguinte comentário&lt;br /&gt;O chamado de Abrãao deve ser visto como mais do que uma mera diretriz para se mover para outro lugar. Deus Yahweh chamou Abrão porque o havia escolhido para um serviço especifico pactual (Gn 18.19). Gerhardus Vos observou corretamente que, enquanto que o tratamento anterior havia sido com toda a raça humana,a gora um homem e sua esposa forma escolhidos para servirem em um propósito universal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isto é importante observamos, pois na estrutura pactual é com Abraão que começa a existir a Igreja Visível, é com Abraão que Deus estabelece o primeiro sacramento: Circuncisão em Genesis 15 deus fez um promessa a Abraão sobre a terra Ler Gênesis 15. 18-20.&lt;br /&gt; A soberania de Deus é revelada sobre a terra, Ele dará a Abraão terras, esta prerrogativa Deus tem, pois é Dono de tudo o que há Salmo 24.1&lt;br /&gt; Os descendentes de Abraão possuíram esta terra? Nesta extensão mencionada? Van Groningen diz que sim.&lt;br /&gt;Esta promessa a respeito da terra foi cumprida completamente no tempo de Davi e Salomão (2Sm 8; 1Rs 2.46; Sl 72) A grande expansão da terra, de acordo com Paulo, simbolizava Deus entregando todo o mundo como herança a Abraão e sua semente (Rm4.13). Foi cumprida quando a fé foi exercida, foi perdida quando Salomão, sua semente, e Israel e desobedeceram a Deus quebrando o pacto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vemos o caráter condicional da aliança, uma coisa que devemos aprender que na aliança mesmo nos nossos dias o que não é condicional é a nossa salvação. Pois a questão da salvação foi um assunto tratado diretamente entre a Santíssima Trindade e Cristo. Mas as benções decorrentes da nossa obediência a Lei de Deus hoje em dia continua tão condicional como antes, um exemplo a nossa confissão diz no Cap XVIII Seção IV tratando sobre a certeza da Graça e da Salvação&lt;br /&gt;Os verdadeiros crentes podem ter, de diversas formas,a a segurança de sua salvação abalada, diminuída e interrompida pela negligência da preservação dela; pela queda em algum pecado  especifico, o qual fere a consciência e entristece o Espírito; por alguma tentação súbita e veemente; por desviar Deus a luz de seu rosto, permitindo até mesmo os que o temem a andarem em trevas e a não terem nenhuma luz. Contudo jamais serão totalmente destituídos daquela semente de Deus e da vida de fé, daquele amor a cristo e aos irmãos, daquela sinceridade de coração e consciência do dever, donde, pela operação do Espírito, esta segurança, no devido tempo, poderá ser revitalizada. E por meio dessas bênçãos, nesse interregno, são sustentados para que não Caim em total desespero &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Do que a Confissão de Fé está falando? De bênçãos que os crentes quando não vigiam, quebrando a Lei de Deus e conseqüentemente a aliança, perdem. Deus por punição pode tirar perfeitamente, da mesma forma como deu as terras prometidas a Abraão e depois a tirou da mesma forma como ameaçou com o desterro a igreja do Velho Testamento e cumpriu&lt;br /&gt; Precisamos aprender que a aliança tem bênçãos condicionais. A que foi incondicional pra mim, é a minha salvação (eleição, predestinação, regeneração, justificação, santificação e glorificação) Observamos esta verdade lendo o texto de Romanos 8 29-30. Onde todos os verbos aparecem no passado, até mesmo o que nos falta acontecer “a glorificação”A idéia é: É tão certo e tão seguro pois só depende de Deus, que Ele já considera ato consumando. O verbo no grego está no aoristo, e a idéia do aoristo é de algo que já aconteceu uma vez só no passado.&lt;br /&gt; Mas no que diz respeito as benção do dia a dia, estão condicionadas a obediência a aliança. Deus cumpriu sua parte na aliança que fez  com Abraão.&lt;br /&gt;1- A descendência dele foi peregrina&lt;br /&gt;2- Foi escravizada&lt;br /&gt;3- Foi afligida&lt;br /&gt;4- Deus julgou os opressores de seu povo&lt;br /&gt;5- Sairão do Egito com riquezas&lt;br /&gt;6- E no reinado de Salomão o território se entendeu até toda área que Deus tinha dito&lt;br /&gt; Mas os filhos de Deus não cumpriram sua parte, sendo assim, experimentaram: seca, guerras, pestes, fome, desterro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança Abraâmica parte V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com Abraão, Deus faz aliança e dá o primeiro sacramento, “a circuncisão”. Antes de Abraão, Deus se relacionou com famílias, vemos, por exemplo, o caso de Set e família, Enoque e Noé e família. Eles não receberam um sinal visível deste relacionamento. Foi com Abraão que Deus estabeleceu um estagio da aliança da redenção que teve como “uma” característica bem diferenciada das anteriores é neste estagio que Ele dá um sinal, que todos aqueles que faziam parte da Igreja visível no Antigo Testamento deveriam ter: A circuncisão. Antes, precisamos definir o que é Igreja Visível, a Confissão de Fé de Westminster diz:&lt;br /&gt;A Igreja visível, a qual é também católica ou universal sob o evangelho (não confinada a uma anca, como outrora sob a lei), consiste de todos aqueles que, espalhados pelo mundo inteiro, professam a genuína religião, juntamente com os seus filhos; e é o reino do Senhor Jesus Cristo, a casa e família de Deus, fora da qual não há possibilidade ordinária de salvação  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Posteriormente iremos falar sobre A Igreja Invisível. A Igreja visível do Senhor é o que chamamos de Igreja Militante, Suplicante. E esta igreja em Abraão recebe o selo de iniciação, a circuncisão. É importante que os irmãos estejam já com a ideia da aliança bem definida na cabeça, o grande problema de quem não aceita o batismo infantil, por exemplo, é a não compreensão deste aspecto de continuidade da aliança.&lt;br /&gt; Veja o Que A.A. Hodge fala&lt;br /&gt;A aliança feita com Abraão como o representante da Igreja Visível e universal tinha estas características: (a) Foi feita com ele como o “pai de muitas nações” e Paulo afirma que Deus o constitui “herdeiro do mundo” e “pai de todos os que crêem”, Romanos 4. 11,13, e que todos os que crêem em Cristo agora, quer judeus quer gentios, são “descendência de Abraão e herdeiros conforme as promessas” Gálatas 3.29. (b) Continha provisão para que fossem incluídas em seus privilégios outras pessoas não nascidas como posteridade natural de Abraão Genesis 17.12. Multidões de tais prosélitos haviam sido introduzidas dessa forma (na esfera da aliança) antes do advento de Cristo, e muitos deles achavam-se presentes em Jerusalém como membros da Igreja em sua forma antiga (...) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que Hodge enfatiza? É o caráter de continuidade da aliança, Abraão seria pai de muitas nações. Em que sentido? Natural? Ou Espiritual? A quem o texto se refere? A nota de rodapé da Bíblia de Genebra trás uma boa explicação&lt;br /&gt;Abraão foi o pai físico de muitas nações: O Israel étnico através do filho prometido; os ismaelitas (v. 20; 21.13; 25.12-18); os edomitas (25.23; 36. 1-43); e  seus descendentes através de Quetura (25. 1-4) Porém, esta promessa encontra seu cumprimento final na multidão de cada tribo,,língua e nação que compartilha com Abraão a mesma fé  são batizados em Jesus Cristo (Rm 4. 16-17; 15. 8-12; Gl 3.29; Ap 7.9) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas não nascidas em Israel poderiam subir a Jerusalém, e ir adorar a Deus. São os chamados prosélitos. &lt;br /&gt;A circuncisão como o batismo são sacramentos de iniciação na Igreja. A circuncisão na Igreja do Antigo Testamento e o Batismo na do Novo Testamento. Todo sacramento possui duas partes, o nosso Catecismo na pergunta 163 diz:&lt;br /&gt;Quais são as partes de um sacramento? R- As partes de um sacramento são duas: Uma é um sinal externo e sensível, usado segundo a própria determinação de Cristo; a outra é uma graça interior e espiritual significada pelo sinal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Geerhardus Vos, fazendo um comentário sobre esta questão da relação das duas partes diz&lt;br /&gt;(...) Aqueles que usam os sacramentos de maneira errada, sem fé verdadeira em Jesus cristo, não participam realmente dos sacramentos; participam apenas das suas formas ou rituais externos, não das suas realidades espirituais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que Vos quer dizer com isso?&lt;br /&gt; Que existe a possibilidade de alguém receber o aspecto externo sem receber o aspecto interno, um caso clássico registrado nas Escrituras é At 8. 9-13 e 14-24.&lt;br /&gt; Observe, ele é batizado, mas veja a sua atitude diante de Pedro e João.&lt;br /&gt; Este principio, pode ser aplicado no caso de certas pessoas que são batizadas na infância, crescem e vivem de forma impiedosa, até este momento elas não receberam o sinal interno do sacramento de iniciação. Com isto, não se quer dizer que elas não eleitas, veja o caso de Dimas, o ladrão da cruz, o certo é que por ser circuncidada no caso do Antigo Testamento ou batizado no caso do Novo Testamento, O Senhor tem relação com elas, pois elas receberam o selo da aliança.&lt;br /&gt;Continua na próxima semana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança Abraâmica (Parte VI)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que significa a Circuncisão no contexto da aliança que Deus fez com Abrãao?&lt;br /&gt;È importante entendermos isto.&lt;br /&gt;A Palavra de Deus está estruturada em cima daquilo que chamamos de “Continuidade”&lt;br /&gt;Não existem períodos que não estejam ligados nas Escrituras, a história do povo de Deus na Bíblia é a História da revelação progressiva da graça de Deus, sendo assim, o que a Circuncisão significou na aliança abraâmica ela significou nos estágios posteriores, inclusive quando há a mudança da circuncisão para batismo no último estágio da aliança. O batismo irá substituir a circuncisão, como a Eucaristia (Santa ceia) a Páscoa. Existe a questão do significado da circuncisão, é fato que a circuncisão não surge dentro do contexto semítico, ela já era praticada pelos outros povos, só que com Abraão ela teve um caráter totalmente diferente do que se tinham entre os pagãos&lt;br /&gt;Robertson diz:&lt;br /&gt;Contrariando a prática geral das nações como um todo, a circuncisão não seria para Israel um sinal de introdução na maioridade com achegada da puberdade. Em vez disso, envolve a criança de oito dias e, portanto, enfatiza o principio de solidariedade ente pais e filhos num relacionamento de aliança &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é importante, pois nas culturas antigas, a circuncisão tinha haver com o aspecto reprodutor do adolescente, nas Escrituras tem haver com o aspecto de identificação do povo de Deus, eis o motivo que Deus disse: Esta é a minha aliança, que guardareis ente mim e vós e a tua descendência: todo macho ente vós será circuncidado. (Gn 17.10).&lt;br /&gt;Em Abraão começa a se estruturar aquilo que conhecemos por “Igreja Visível” é interessante observarmos isto, pois todos os membros da igreja, na aliança abraâmica precisavam ser identificados, ver o verso 13 do cap. 17&lt;br /&gt; Qual a necessidade da identificação?&lt;br /&gt; É interessante esta questão, pois além de ser uma ordem direta de Deus, “a questão da identificação”. Esta identificação deveria existir como sinal da aliança, da mesma sorte que um crente hoje precisa do batismo, não para garantir salvação, mas como sinal externo que aquela pessoa está na aliança.&lt;br /&gt; A questão é tão séria que Deus tem um parecer para aqueles que estão na aliança e não tem o sinal da mesma, ver o verso 14 do cap. 17&lt;br /&gt; Sobre isto é notório a questão da não circuncisão do filho de Moisés e a ameaça do Senhor, pois seu filho não era circuncidado, por causa de Zipora, ver Êxodo 4. 24-26&lt;br /&gt; Veja a incoerência, Moisés o grande libertador de Israel, que estava Representando o Deus da aliança possuía um filho que não tinha o sinal da aliança, isto nos traz uma lição: Quantos não batizam seus filhos por não conhecerem a aliança? Será que Deus mudou sua estrutura quanto ao seu povo? A leitura natural do texto de Atos 2.39, não é a inclusão das crianças, já que o Senhor Jesus e a descida do Espírito Santo são cumprimentos de profecias do Antigo Testamento? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aliança Abraâmica (Parte VII)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Existe um significado teológico na circuncisão?&lt;br /&gt; Porque a circuncisão era a retirada do prepúcio (pele que envolve o pênis)?&lt;br /&gt; Qual o significado por trás disto?&lt;br /&gt;Robertson respondendo diz o seguinte:&lt;br /&gt;A circuncisão indicava necessidade de purificação. O ato  higiênico da remoção do prepúcio simbolizava a purificação necessária para o estabelecimento de uma relação de aliança entre Deus santo e um povo profano. A aplicação da circuncisão ao primeiro pai da linha familiar da promessa indicava que apenas a descendência física “não era suficiente para fazer verdadeiros israelitas”. A impureza e a inabilitação da natureza deviam ser eliminadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É interessante entendermos isto, nas nações vizinhas que praticavam a circuncisão, o ato de circuncidar apontava para o período de iniciação sexual do macho adolescente, em Abraão e nos seus descendentes, o sinal era para mostrar a impureza de um povo que Deus estava em aliança. Robertson comenta o seguinte sobre isto:&lt;br /&gt;A circuncisão devia ter humilhado o povo de Israel porque mostrava o seu demérito inato para ser o povo de Deus. Em vez disto, o sinal foi mal compreendido, como se significasse que ele era um povo especialmente dotado de mérito perante Deus. O que devia ser para ele fonte de humilhação tornou-se fonte de orgulho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quer dizer que todo circuncidado estava puro diante de Deus?&lt;br /&gt; Não! Ele tinha na pele o sinal que apontava para sua impureza, é interessante aqui entendermos o aspecto duplo do sacramento, “interno e externo” no seu aspecto externo dizia: Olha você é impuro diante de mim, e como sinal desta tua impureza remova a prepúcio do pênis, mas não é o suficiente, existia a circuncisão no coração que só Deus pode efetuar. (Dt. 30.6)&lt;br /&gt; Sobre isto Robertson comenta o seguinte:&lt;br /&gt;Como originalmente instituída, a circuncisão não sugere meramente necessidade de purificação. Simboliza também o processo real de purificação que é necessário. Não apenas indica que o homem é impuro por natureza, representa também a remoção da mácula essencial para se alcançar a pureza &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Observe a lógica da razão, qual o motivo que o povo tinha de ser circuncidado?&lt;br /&gt; Porque era povo de Yahweh. &lt;br /&gt; E sendo seu povo carregava na pele este sinal que o humilhava e lembrava a graça de Deus, pois Yahweh sendo Santo relaciona com homens pecadores, apontava também que estes homens precisavam ser circuncidados no coração, aqui já vemos a estrutura de Igreja Visível e Invisível, ou seja, nem todos os circuncidados na carne foram circuncidados no coração.&lt;br /&gt; Veja que terrível pecado comete os que não circuncidavam seus filhos, mais uma vez vale lembrar o caso do próprio Moisés (Ex 4. 24-26)&lt;br /&gt; Percebam quão grande pecado é! Já que a aliança é a espinha sustentadora da interpretação bíblica. A idéia contida na circuncisão de limpeza permanece no batismo, tanto no seu aspecto interno quanto externo ver ( At 22.16; Tito 2.5-6)&lt;br /&gt; A idéia da descendência também está contida no batismo, quando Pedro fala que a promessa era para “vós, vossos filhos e para todos os que estão longe, isto é, para quanto o Senhor, nosso Deus, chamar” (At. 2.39) Observem, que claramente o texto fala de Três grupos: Vós, seus filhos, e outros.&lt;br /&gt;A IDÉIA DE FILHOS AQUI É FILHO MESMO, POIS ISTO É A COMPREENSÃO NATURAL DA ALIANÇA.&lt;br /&gt;Pedro não introduziria uma compreensão estranha, isto é absurdo. Quando Jesus perguntou se ele (Pedro) o amava, começou dizendo apascenta meus cordeiros (João 21.15) Sabes qual é a definição que o dicionário dá para cordeiro? R- Filho de ovelha, ainda novo e tenro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança Abraamica  (parte VIII)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A relação das crianças na comunidade da aliança, não teve um fim, a igreja cristã que tem como Sagradas Escrituras, também o Antigo Testamento, segue a mesma linha de interpretação aliancista, seria de estanhar, se não seguisse, e é de estranhar qualquer interpretação que não leve em conta esta posição.&lt;br /&gt; Como sacramento a circuncisão deve ser compreendida como algo importante dentro do contexto da aliança. O sacramento da circuncisão não era algo que o crente poderia ou não ter, não era uma questão de achar interessante, ou não, não era algo opcional.&lt;br /&gt; Isto é importante entendermos, muita gente não batiza seus filhos, porque acham que isto não tem importância nenhuma, o não batizar hoje equivale ao não circuncidar, e isto é um problema e falta de compreensão do significado do selo da aliança. O incircunciso deveria ser eliminado no meio do povo da aliança Gn 17.14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sentido da Circuncisão dentro do contexto da aliança &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A circuncisão em Israel não tinha o caráter nacional, ou seja, não tinha somente a intenção de identificar o povo, até porque como já vimos, povos vizinhos circuncidavam seus filhos. Em Israel a circuncisão tinha significado maior.&lt;br /&gt;Robertson diz:&lt;br /&gt;Desta vista panorâmica da significação da circuncisão na história e na teologia do antigo Testamento deve ter ficado evidente que a circuncisão fala persistentemente à questão da elação do homem com Deus. O rito jamais se retrai ao nível de ser meamente um símbolo de membresia nacional. Desde o momento de seu começo e ao longo da história de Israel a circuncisão funciona como sinal da aliança &lt;br /&gt; È importante atentarmos que todos estes significados teológicos, o batismo na igreja cristã assume, pois devemos entender as coisas a nível de aliança, ou seja, continuidade.&lt;br /&gt; Landes em seu livro diz:&lt;br /&gt;Os judeus, na Antiga Dispensação, já estavam acostumados a incluir os filhos na Igreja visível de Deus, pelo rito da circuncisão. Não podiam, portanto, interpretar as palavras de S. Pedro, senão de modo a incluir os filhinhos na Igreja visível da Nova Dispensação. Na Igreja, seriam in¬cluídos us que ouviam e criam no Evangelho, os seus filhos e todos os demais eleitos que viessem a ser chamados por Deus para fazer parte do seu povo. Os filhos de cristãos no Novo Testamento são chamados santos, mesmo quando somente um dos pais é crente. O apóstolo S. Paulo de¬clara: "'O marido incrédulo é santificado na mulher, e a mulher incrédula é santificada no irmão; de outra maneira os vossos filhos seriam imundos, mas agora são santos" (I Cor. 7:14). São santificados os filhos em vir¬tude da fé professada pelos pais. Para S. Paulo, santos são os próprios membros da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Êle escreveu várias cartas dirigidas aos santos, que eram membros de diversas igrejas (I Cor. 1:2; Rom. 1:7; Ef. 1:1; HL 1:1). Concluímos que os meninos, santos, filhos de crentes, são membros da Igreja e, por isso mesmo, devem ser ba¬nzados. Até aqui, temos demonstrado, à luz das Escrituras, que o próprio Deus determinou fossem as crianças incluídas na sua Igreja visível, desde o tempo de Abraão, e que essa determinação divina não foi revogada, na Nova Dispensação, mas antes, confirmada pelos claros ensinos dos apósto¬los Pedro e Paulo. E, sendo as crianças, por determinação divina, mem¬bros da Igreja de Deus, devem também receber o sinal visível desse fato auspicioso, o santo batismo instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo (Mat. 28:19). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Israel no Antigo Testamento era a igreja de Deus, sendo assim se houvesse algum estrangeiro que quisesse participar das cerimônias ao Senhor Deus, como no caso da Páscoa deveria ser circuncidado, e então ele seria considerado como natural da terra (Ex 12.48), na igreja nós podemos ver a mesma estrutura, se uma pessoa quiser participar da vida comunitária se espera que ele assuma compromisso com a comunidade, vemos assim, uma continuidade.&lt;br /&gt; Esta é a aliança abraamica e seu selo, esta aliança tem profundo significado teológico para nós, os cristãos não estão soltos, temos uma continuidade histórica, em Abraão, Deus trata com uma igreja visível que teria sacramentos, através de Abraão, Deus gera uma nação, entra em relação pactual com este povo, eles tinham o selo deste relacionamento, a igreja no Novo Testamento é a continuidade deste povo, então a igreja precisa trazer em si o selo deste relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança da Lei Parte I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais contraditório para o sistema dispensacionalista do que falar em aliança da lei, mas o que é isto? É um sistema herético de abordagem da Bíblia, se faz necessário conhecermos o que significa isto, então neste estudo vamos dá uma geral deste sistema.&lt;br /&gt;O Rev. João Alves dos Santos dá o seguinte histórico&lt;br /&gt;O movimento chamado de dispensacionalismo surgiu em meados do século passado na Inglaterra, através do grupo que levou o nome de Irmãos ou Irmãos de Plymouth, por ter nesta cidade seu quartel general. Seu principal expoente foi John Nelson Darby (1800-1882), um irlandês que, insatisfeito com a Igreja Anglicana, da qual era ministro (cura), juntou-se ao grupo dos Irmãos em 1827. Por volta de 1830 Darby já era o principal líder dos Irmãos, dada a sua capacidade de organização e a sua proficiência em escrever. A característica principal desse grupo foi a ênfase que deu às reuniões semanais de estudo bíblico e celebração da Ceia do Senhor, associada a um desprezo por qualquer tipo de organização denominacional ou forma de culto. Os Irmãos rejeitavam qualquer sistema clerical ou de classe ministerial, insistindo que estavam regressando à forma simples de culto e governo eclesiástico dos apóstolos. (...) Esse novo modo de interpretação bíblica, especialmente de profecias, ganhou popularidade rapidamente nos círculos evangélicos, graças ao grande trabalho de divulgação que dele foi feito pelo próprio Darby e por seus seguidores, e graças, principalmente, ao grande volume de livros, panfletos e artigos sobre o assunto que foram, desde então, escritos e ainda continuam sendo. Grandes movimentos, como o das Conferências Evangelísticas de Dwight L. Moody, eram virtualmente controlados por dispensacionalistas.  A escola fundada por Moody, que passou a chamar-se Instituto Bíblico Moody, assim como diversas outras escolas teológicas, como o atual Seminário Teológico de Dallas, passaram a ser verdadeiros centros de doutrinação dispensacionalista, nos Estados Unidos. O mesmo se dá hoje no Brasil, especialmente com os institutos bíblicos chamados de interdenominacionais, de modo geral. (...)  Outro fator que muito contribuiu para a difusão do pensamento dispensacionalista foi a publicação da chamada Bíblia de Referência de Scofield, em 1909, a qual já vendeu mais de dois milhões de cópias desde então. A Bíblia de Scofield ou, mais corretamente, a Bíblia de Referência de Scofield é, na verdade, uma edição da Versão King James, com anotações feitas por Scofield, na linha de interpretação dispensacionalista. William E. Cox afirma que “o pai do dispensacionalismo, Darby, assim como seus ensinos, provavelmente não seriam conhecidos hoje, não fosse por seu devoto seguidor, Scofield”.  Esta declaração, baseada em pesquisa feita pelo autor citado, dá bem uma idéia da influência que Scofield exerceu, especialmente através de sua “Bíblia”, na propagação do dispensacionalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Dispensacionalismo divide a história da revelação de Deus ao homem em sete períodos distintos, onde no final de cada período, Deus teria feito um teste com o homem, entretanto no final de cada período o homem falhou, Deus sendo misericordioso faz um novo trato com o homem. &lt;br /&gt;No sistema dispensacionalista, Deus tem um povo especial chamado Israel, quando Jesus veio, Ele veio para os que eram seus, mas como eles rejeitaram, Deus abre uma espécie de parêntese e inclui a Igreja na história. João Alves fala o seguinte sobre isto&lt;br /&gt;O novo programa divino intencionalmente não havia sido revelado antes de sua inauguração. Veio, portanto, não só de modo muito repentino como também totalmente sem qualquer revelação do Velho Testamento. O caso seria quase paralelo se, neste tempo atual, um projeto novo e imprevisto fosse imposto para substituir o Cristianismo. O preconceito obstinado e a resistência violenta que surgiram na mente judaica estão na proporção direta da sinceridade com que o indivíduo judeu estimava seus privilégios de longos anos. Somado a tudo isso e calculado para tornar a nova empresa divina muitas vezes mais difícil foi seu ousado anúncio de que os desprezados gentios seriam colocados em pé de igualdade com os judeus (....). Desta forma, o primeiro concílio de igrejas chegou à conclusão de que um novo propósito divino havia sido introduzido e que, quando esse propósito chegasse à sua conclusão, Deus retomaria o programa judaico e o levaria à sua consumação predita. O documento da decisão desse notável congresso se encontra em Atos 15: 13-18.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que as Escrituras dizem que Ele veio para os que eram seus, mas os dispensacionalistas compreendem este texto de forma errada, A questão é a seguinte: Deus tem uma única Igreja, é verdade que no Antigo Testamento a maioria da Igreja era judaica, mais isto não quer dizer que Deus não tenha se relacionado com gentios que se converteram, podemos citar como exemplo: A história de Jonas, Naamã. &lt;br /&gt;Mas o que veremos aqui é como o dispensacionalista vê as coisas&lt;br /&gt; Deus se revela em sete dispensações, a saber: 1ª) Da Inocência, que começou com a criação de Adão, e terminou com a sua expulsão do Éden; 2ª) Da Consciência, que começou com a expulsão do Jardim (consciência do bem e do mal) e terminou com o dilúvio; 3ª) Do Governo Humano, que começou com o dilúvio e terminou com a confusão das línguas; 4ª) Da Promessa, que começou com Abraão e terminou com a escravidão no Egito; 5ª) Da Lei, que começou no Sinai e terminou com a expulsão de Israel e Judá da terra de Canaã; 6ª) Da Graça, a atual, que começou com a morte de Cristo e terminará com o arrebatamento da Igreja; 7ª) Do Reino, que começará com a Segunda Vinda de Cristo e terminará com o juízo do Grande Trono Branco - é também chamada de Dispensação do Milênio. Isto é o que se ensina no meio pentecostal e arminiano de modo geral&lt;br /&gt;  No sistema dispensacionalista existe mais de um evangelho, o Rev. João apresenta o quadro da seguinte forma:&lt;br /&gt;(1) O Evangelho do reino. São as boas novas de que Deus Se propõe a estabelecer na terra, em cumprimento ao Pacto Davídico (2 Samuel 7: 16 e refs.), um reino político, espiritual, israelítico e universal, sobre o qual o Filho de Deus, herdeiro de Davi, será Rei, e que será, por mil anos, a manifestação da justiça de Deus nos negócios humanos. Duas pregações deste Evangelho são mencionadas; uma passada, começando com o ministério de João Batista, continuando por nosso Senhor e Seus discípulos, e terminando com a rejeição judaica do Rei. A outra é ainda futura (Mateus 24:14), durante a grande tribulação, e imediatamente precedendo a vinda do Rei em glória.&lt;br /&gt;(2) O Evangelho da graça de Deus. São as boas novas de que Jesus Cristo, o Rei rejeitado, morreu na cruz pelos pecados do mundo, ressuscitou dos mortos para a nossa justificação, e que, por Ele, todos os que crêem são justificados de todas as coisas. Esta forma do Evangelho é descrita de diversas maneiras.  &lt;br /&gt;(3) O Evangelho eterno (Apoc. 14:6). É o que deverá ser pregado aos moradores da terra no final da grande tribulação e imediatamente antes do julgamento das nações (Mat. 25. 25:31 e refs.). Não é nem o Evangelho do reino nem o da graça. Embora o seu tema seja julgamento, não salvação, significa boas novas para Israel e para aqueles que forem salvos durante a tribulação (Apoc. 7:9-14; Luc. 2:28; Sal. 96:11-13; Isa. 35: 4-10).&lt;br /&gt;(4) O que Paulo chama de “meu Evangelho” (Rom. 2:16 e refs.). Este é o Evangelho da graça de Deus em seu mais pleno desenvolvimento, mas inclui a revelação do resultado desse Evangelho na chamada da igreja, suas relações, posição, privilégios e responsabilidade. É a verdade distintiva de Efésios e Colossenses, porém, interpenetra todos os escritos de Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; È desse ponto de vista, que irá surgir à idéia do arrebatamento secreto e outras loucuras dispensacionalistas. &lt;br /&gt;Continuaremos na próxima semana&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aliança Mosaica (parte II)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo devemos mostrar se a Lei é uma aliança, vejamos alguns textos: Ex 34.28; Dt 4.13; Dt 9. 9,11.&lt;br /&gt;Isto é importante entendermos, a Lei é uma aliança e por ser aliança é graça, pois revela a vontade de Deus escrita, através dela o homem sabe o que agradaria a Deus ou não e conseqüentemente receberia as bênçãos caso obedecesse e as maldições caso desobedecesse. Mas, mesmo o castigo do Senhor possui um caráter disciplinador e por possui isto já demonstra o seu amor, Interessante observarmos o que Salomão disse. Ver 1 Reis 8. 22-53.&lt;br /&gt;Interessante também é observarmos o texto de Deuteronômio 30. 1-5&lt;br /&gt;1 E será que, te sobrevindo todas estas coisas, a bênção ou a maldição, que tenho posto diante de ti, e te recordares delas entre todas as nações, para onde te lançar o SENHOR teu Deus, 2  E te converteres ao SENHOR teu Deus, e deres ouvidos à sua voz, conforme a tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, com todo o teu coração, e com toda a tua alma, 3  Então o SENHOR teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o SENHOR teu Deus. 4  Ainda que os teus desterrados estejam na extremidade do céu, desde ali te ajuntará o SENHOR teu Deus, e te tomará dali; &lt;br /&gt;5  E o SENHOR teu Deus te trará à terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem, e te multiplicará mais do que a teus pais.   &lt;br /&gt; Aqui vemos que a Lei não é contrária a graça, a Lei é o veículo para Receber as bênçãos condicionais, mesmo que o povo de Deus venha quebrar a Lei, arrependendo-se, Deus seria propicio, se a Lei não fosse uma aliança, fosse algo que não possuísse graça nenhuma, Deus não poderia remover o castigo, pois a Lei seria sem misericórdia.&lt;br /&gt; Robertsom diz algo bem interessante&lt;br /&gt;(...) a aliança mosaica da lei dirige-se claramente ao homem em pecado. Esta última aliança jamais pretendeu sugerir que o homem, por obediência moral perfeita, pudesse entrar em um estado de garantida bem aventurança pactual &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Lei está tão recheada de graça, como poderíamos entender a lei cerimonial sem que víssemos como graça de Deus quando o homem pecasse? A idéia da substituição já estava contida desde antes da Lei e com a Lei isto não é eliminado. Na lei cerimonial isto fica patente.&lt;br /&gt; Na Lei cerimonial existem vários tipos de oferta, eis os seus significados &lt;br /&gt; 1. As ofertas queimadas. &lt;br /&gt;O termo que descrevia as "ofertas queimadas" é `Olah que deriva da raiz do verbo que significa "subir" ou "ascender". É uma oferta de ascensão. Isso se referia ao fato de que a oferta inteira era queimada e "ascendida a Deus". &lt;br /&gt;Ela era a oferta fundamental para que os homens comparecessem à presença do Senhor. Por isso, Levítico 1.3 diz que um homem que fez essa oferta "seja aceito perante o Senhor" e o verso 4 acrescenta  "para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação". &lt;br /&gt;Uma vida foi oferecida sobre o altar. &lt;br /&gt;Ela devia ser completamente queimada sobre o altar. Isso significava que o dever daquele homem para com Deus não era apenas de dar parte de si a Deus, mas sim uma rendição total e plena de si e de TUDO QUE POSSUÍA. &lt;br /&gt;Dependendo da situação financeira do ofertante, a oferta poderia ser um touro, um cordeiro ou um pombo. &lt;br /&gt;2. As Ofertas de Manjares. &lt;br /&gt;Ela não envolvia tirar uma vida. Ao invés disso, era composta de farinha, óleo e incenso. &lt;br /&gt;Ela reportava-se ao tempo da criação, quando Deus disse ao homem: "Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento” (Gn 1.29).&lt;br /&gt;Este é um quadro daquele que se tornou o nosso "Pão da Vida", que foi ungido com "Óleo" do Espírito Santo. &lt;br /&gt;Mel era proibido, ao  invés disso era usado incenso.&lt;br /&gt;Isso é porque o mel poderia eventualmente azedar (fermento também era proibido); mas o incenso ressaltava o seu mais alto grau de fragrância depois de ter sido queimado. &lt;br /&gt;Ela seria temperada com sal - indicando preservação (2.13). &lt;br /&gt;3. Ofertas pacíficas. &lt;br /&gt;Todos comiam uma porção da oferta pacífica (o ofertante, o Senhor, o sacerdote e até mesmo os filhos do sacerdote). &lt;br /&gt;Nas ofertas queimadas e nas ofertas de manjares, o Senhor e o sacerdote tinham uma porção, mas não o ofertante.  &lt;br /&gt;Isso significava comunhão com Deus. Quando você toma lugar em uma mesa e come com alguém, significa que você está em paz com ele.  Cristo tornou-se nossa oferta pacífica. Nele Deus e o homem encontram um alimento comum. &lt;br /&gt;È notável que a oferta pacífica geralmente vinha acompanhada de uma libação de vinho - Pão e vinho formam a mesa do Senhor. &lt;br /&gt;4. Ofertas pelo pecado. &lt;br /&gt;As primeiras três ofertas eram apresentadas como atos de culto. Esta oferta é constituída como expiação pelo pecado. &lt;br /&gt;As primeiras três ofertas eram queimadas no altar.  Esta oferta era queimada na terra nua, fora do acampamento. Este é um quadro de Jesus que foi crucificado fora de Jerusalém. Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta (Hb 13.12).&lt;br /&gt;5. Ofertas pela culpa. &lt;br /&gt;Esta oferta é a única que não é descrita como "aroma suave", como até mesmo a oferta pelo pecado é descrita em Levítico 4.31.  &lt;br /&gt;Esta oferta se aproxima muito da oferta pelo pecado, mas ainda tem algumas diferenças sutis. &lt;br /&gt;Enquanto os pecados que requerem uma oferta são somente mencionados em um sentido geral, há um número de ofensas específicas que requerem uma oferta pela culpa. &lt;br /&gt;Uma parte da oferta pela culpa incluía uma recompensa financeira para a parte que foi prejudicada (6.5). Assim, a oferta pela culpa incluía o princípio da restituição.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança Mosaica III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos que a Lei é graça, pois ela é um meio pela qual a vontade de Deus se torna revelada. Ela é instrumento de benção e maldição. Mas é interessante notar que mesmo as maldições não são de caráter destrutivo e sim pedagógico, a maldição é conseqüência de desvio, e por sofrerem as maldições da lei, o povo de Deus é instigado a confessar seu pecado, e voltar ao reto caminho, sendo assim, até a própria maldição no contexto da lei visa um fim, a correção. E isto é uma atitude graciosa de Deus para com seu povo. (Lv. 26. 14-46)&lt;br /&gt;Sabemos também que há leis morais, cerimoniais e civis.  No total são 613 mandamentos.&lt;br /&gt; Dentre eles, vamos enfatizar um pouco mais, sobre as leis que regulamentavam as cerimônias, ingestão de certos alimentos e sacrifícios. É o que se chama comumente de Leis cerimoniais.&lt;br /&gt;Estas leis tinham um caráter simbólico, mas no tempo de seu uso, elas cumpriram sua missão, foram abolidas por serem sombras. (Mt 15.20; Mc. 7. 15-19; At 10. 9-16; Hb. 10. 1-14; 13. 9-10)&lt;br /&gt;Muitos já perguntaram qual a razão de proibir certas coisas?&lt;br /&gt;Precisamos estabelecer um princípio, aonde vamos vê a graça de Deus.&lt;br /&gt;Tudo o que está relacionando com divindades estrangeiras ou com seu culto é condenado por sua impureza e excluído do culto ao Senhor.&lt;br /&gt;Já vemos nesta proibição o caráter exclusivista do culto a Deus&lt;br /&gt;Eichrodt dá as seguintes informações:&lt;br /&gt;Por isso, país e comida estrangeiros são impuros (Am 7.17; Ez 4.13; Os 9.3), muitos animais são excluídos da lista dos que servem para alimento, porque desempenham algum papel  em algum culto estrangeiro ou em ação e mágicas, assim, por exemplo, o porco, animal doméstico e sacrificial da antiga Canaã; os ratos, as serpentes e as lebres, consideradas pela magia, portadores de poderes demoníacos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Qual a razão de tudo isto?&lt;br /&gt; A razão reside na compreensão do culto, que eles deveriam ter, e isto, nos serve como principio&lt;br /&gt; Eichrodt, trás a seguinte informação&lt;br /&gt;O culto não é um simples fenômeno secundário, mas uma autêntica manifestação vital da religião, que pretende comprometer a totalidade da vida humana. Por ele, não somente o elemento espiritual e pessoa da vida humana, mas também o corporal se converte em agente e instrumento da atividade religiosa  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Então o motivo das proibições era pedagógicos, Deus numa passagem em Jeremias diz o seguinte: Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis com os sinais dos céus, porque com eles os gentios se atemorizam Jeremias 10.2&lt;br /&gt; Por que o Senhor diz isto?&lt;br /&gt; Porque os povos pagãos, por terem medo adoravam os objetos dos céus, quando via alguma coisa que eles não sabiam discernir&lt;br /&gt; Então, a proibição de certos alimentos, de certos rituais era preventiva para o povo de Deus.&lt;br /&gt; Sobre sexo, procriação e morte, Eichrodt diz:&lt;br /&gt;A estreita relação especialmente das divindades cananéias com a procriação e o nascimento, e das divindades egípcias co o culto dos mortos, pode contribuir para a rigidez de tais preceitos. As mesmas razões deveriam atuar na proibição da mutilação e da tatuagem (Dt 23.2; 14.1; Lv. 19.27; 21.5 cf. Dt 22.5) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por tudo isto, vemos graça de Deus, em preservar seu povo da idolatria, superstição, atitudes animalescas.&lt;br /&gt; O culto está ligado com o meu dia, não tem como desassociar vida comum de vida cúltica, a vida comum de Israel era dirigida pela vida cúltica, as proibições não eram só quando estivesse no culto, mas era para seu dia a dia.&lt;br /&gt; Eichrodt faz o seguinte comentário&lt;br /&gt;Precisamente porque, todavia, não há separação entre a vida física e a espiritual do homem, mas que se leva a sério o homem na totalidade de sua natureza psicossomática, este participa na relação na relação com Deus também como ser material. Nas ações externas do culto, a misericórdia divina é comunicada ao homem em sua forma existencial concreta, a ação sagrada se converte em sacramento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança Mosaica (Parte IV)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Qual seria o relacionamento da aliança mosaica coma as demais alianças anteriores a ela?&lt;br /&gt; Será que antes da aliança mosaica existiram leis, a serem obedecidas?&lt;br /&gt; Será que existe uma revelação orgânica das Escrituras?&lt;br /&gt; Será que poderíamos averiguar a existência desta organicidade?&lt;br /&gt; A Lei existia antes da aliança mosaica, veja o caso da aliança da criação, Deus deu três mandatos: Espiritual Gn 2. 16-17; Cultural Gn 2.15; Social Gn 2. 18-24.&lt;br /&gt; Depois do pecado, Deus tratou com graça com o Ser Humano, prometendo um Salvador, mas a Lei não deixou o homem de lado, é interessante que a lei depois do pecado desempenha o papel de aio de condutor ao homem a Cristo Gl 3.24.&lt;br /&gt; Mesmo com o pecado os mandatos não se tornaram inválidos, o homem deveria trabalhar, cumprindo assim, o mandato cultural, só que agora com uma maldição anexada ao mandato Gn 2.19.; No caso do social também. Ver Gn 4.1. Interessante observar que a maldição está anexada ao mandato cultural e ao social, mas a graça de Deus também está ali, no caso do mandato cultural, o homem haveria de sofrer, mas ele iria retirar da terra a sua comida, o salmista diz o seguinte: Todos esperam de Ti que lhes dês de comer a seu tempo Salmo 104.27. No caso do mandato social Eva concebe seus filhos com ajuda do Senhor Gn 4.1; 4.25&lt;br /&gt; No que diz respeito ao mandato espiritual a graça reside no fato de ter Deus provido um Salvador, como também pelo fato, de Deus ainda receber culto, e desta forma se tornar favorável ao homem Gn 4.3-7.&lt;br /&gt; Observe que o culto não deixou de ser praticado. Em Gn 4.26 fala que daí se começou a invocar ao Senhor, Interessante uma nota explicativa que a Bíblia de Genebra traz sobre o nome de Sete, “seu nome derivado do verbo hebraico traduzido como “apontado” expressa à fé que Eva possuía de que Deus continuaria a família da aliança, apesar da morte “ &lt;br /&gt; Na aliança noética, Deus estabelece o conceito da pena de morte, como graça para justiça da parte ofendida e punição para o culpado Gn 9.6. E desta forma, Ele deixa bem claro o valor da vida humana. Com Abraão, Deus estabelece diretrizes para estabelecimento da aliança, “um selo”. Que era a circuncisão, sinal da aliança.&lt;br /&gt;Interessante que a obediência traz vida, benção. A não obediência, morte, maldição. O filho de Moisés, não era circuncidado, então as Escrituras nos informam que Deus iria aplicar a pena devida à desobediência da aliança abraâmica na vida de Moisés Ver Ex 4. 24-26. Olhe a continuidade das alianças, elas não se excluem uma das outras, elas se complementam, pois é uma revelação orgânica e progressiva.&lt;br /&gt; Vemos então, que a lei não é algo estranho as alianças anteriores e muito menos a graça que estas elas continham. Caso fossem obedecidas, é o que se chama de caráter condicional da lei, bênçãos condicionais da aliança. Lv. 26. 3-46&lt;br /&gt; Surge uma questão, Graça não e favor imerecido?&lt;br /&gt; De fato o é. Será que o homem merecia graça de continuar comendo e tirando da terra o seu sustento, depois de ter pecado?&lt;br /&gt;Será que o homem merecia a graça de ter e ver sua posteridade, já que ele pecou? Será que a mulher (Eva) merecia receber ajuda da parte do Senhor na concepção de seus filhos? Será que o homem pecador merece a graça de Deus de ter filhos e mais filhos? Salmo 128&lt;br /&gt;Interessante é que a obediência é que traz estas bênçãos, mas a obediência também é graça de Deus, pois se Ele não conduzir ao arrependimento, o homem jamais obedecerá e se arrependerá quando pecar Rm 2.4; Fp 2.13&lt;br /&gt;As nossas bênçãos espirituais estavam condicionadas à obediência de Cristo, se a temos é porque Cristo obedeceu a Lei. João 17.4; Romanos 5.19. 2 Coríntios 5.21.&lt;br /&gt;Deus é quem leva o homem ao arrependimento, dando-lhe coração que ama sua lei e conseqüentemente tem as bênçãos decorrentes da lei, é o que João diz: Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, este vem a mim João 6.45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aliança Davídica I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A base para a aliança davidica é o texto de 2ª Samuel 7. 1-17. Nesta aliança Deus firma o trono de Davi para sempre, e diz que agirá como Pai com seus sucessores e que nunca faltará alguém da linhagem de Davi que ocupe o trono.&lt;br /&gt;Esta aliança tem como aspecto último: Jesus. Jesus é o descedente que estabelece o reino de Davi para sempre. Esta aliança aponta para os ofícios de Cristo. O oficio em questão aqui é o de Rei.&lt;br /&gt;Jesus é Rei, mas para ser Rei necessariamente tem que ter um reinado, Qual seria o reinado de Jesus? Quem são seus súditos?&lt;br /&gt;A terra é o lugar e a Igreja seus súditos&lt;br /&gt;Antes de considerarmos isto, vamos analisar a estrutura da aliança davidica&lt;br /&gt;A aliança é feita entre duas pessoas: Deus e Davi&lt;br /&gt;A promessa desta aliança: Estabelecimento do Reino&lt;br /&gt;Condições desta aliança: A Fidelidade do Senhor (A minha misericórdia não se aparará dele. v. 15)&lt;br /&gt;Castigos desta aliança: Disciplina (v.14)&lt;br /&gt;Interessante observar que a “promessa” não está condicionada nesta aliança a “obediência”, é fato que a obediência traz bênçãos, e quando Davi vai passar o reino a Salomão ele o exorta à obediência. Ver 1 Reis 2. 1-4. Mas a aliança davidica está condicionada à misericórdia de Deus e à sua fidelidade. Ver os versos 13-16.&lt;br /&gt;Robertson sobre isto diz o seguinte:&lt;br /&gt;O primeiro filho de Davi a assentar-se em seu trono aprendeu, de maneira vívida, o significado da ação disciplinadora de Deus. Deus havia prometido a preservação perpétua da casa de Davi, em contraste com a casa de Saul. Mas também dera certeza de que “se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens” (2 Sm 7.14). Por causa do pecado de Salomão, Deus declarou que lhe tiraria o reino e o daria ao seu servo (1 Rs 11.11) A implicação é espantosa. Algum outro, que não era da descendência de Davi, governará sobre o reino de Salomão. Entretanto, Deus não esqueceu seu compromisso sob a aliança davídica “Todavia, não tirarei o reino todo; darei uma tribo a teu filho, por amor de Davi, meu servo, e por amor de Jerusalém, que escolhi (1 Rs 11.13) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes versos, Deus fala da possibilidade de transgressão (v.14). Possibilidade esta, que se concretiza com o próprio Davi. 2 Samuel 12. E posteriormente com Salomão e com todos os seus descendentes, só é olharmos a história dos descendentes de Davi&lt;br /&gt;Davi, 1050- 1010 a.C. Homem segundo o coração de Deus, mas... 2 Samuel 12&lt;br /&gt;Salomão970-930 a.C. Começou e reinado bem, mas... 1 Reis 11 1-13&lt;br /&gt;Roboão 930-913 a.C. Desde o começo demonstrou arrogância, ver sua história1 Reis 14. 21-31&lt;br /&gt;Abias 913-910 a.C. Tinha algumas atitudes corretas, conhecia a aliança ( 2 Cr. 13. 4-12), mas, pecou. Ver 1 Reis 15. 1-8&lt;br /&gt;Asa 910-869 a.C. Fez o que era reto diante do Senhor. (1 Reis 15. 9-24), mas, pecou ver 2 Crônicas 16. 1-10.&lt;br /&gt;Josafá 872-848 a.C. Fez o que era reto perante o Senhor, o profeta de Deus o repreende, pois ele tinha ido ajudar a Acabe. Ver 2 Crônicas 19. 1-3. E pelo fato de ter se aliado com ímpios. 2 Crônicas 20 31-37.&lt;br /&gt;Jeorão 848-841 a.C. Fez o que era mau perante o Senhor, veja a fidelidade do Senhor na narrativa deste rei ( 2 Crônicas 21. 7) seus atos versos 11-20&lt;br /&gt;Acazias 871 a.C. Fez o que era mau perante o Senhor. Ver 2 Crônicas 22. 1-9.&lt;br /&gt;Atalia 841-835 a. C. Única mulher que reinou sobre Judá 1 Crônicas 22.12 fez o que era mau perante o Senhor, a tentou conta a aliança do Senhor ver 2 Crônicas 22.10-11&lt;br /&gt;Joás 835-796 a.C. Este rei é interessante, ele é salvo da morte, (ver 2 Crônicas 22.10-12) e é empossado em virtude da aliança que é lembrada pelo sacerdote Joiada. Ver 2 Crônicas 23.3. Este fez o que era reto perante o Senhor, mas quando o sacerdote morreu... (ver 2 Crônicas 24. 17-27) &lt;br /&gt;Na próxima semana continuaremos a seqüência do reis desce dentes de Davi e a fidelidade de Deus na aliança &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança Davidica II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seqüência dos reis vemos: Amazias, Azarias, Jotão, Acaz. Ezequias, Manassés, Amom, Josias, Jeocaz, Jeoaquim, Joaquim e Zedequias.&lt;br /&gt;Destes reis, tivemos uns bons e outros ruins, o que se faz necessária realçar é a fidelidade do Senhor. A aliança com Davi não foi quebrada, quando um rei deste desobedecia á Lei de Deus, ele era castigado, como Deus prometeu a Davi que faria. Mas o descedente dele estava lá, de sorte, que a linhagem de Davi permaneceu, apontando pra Jesus.&lt;br /&gt;Percebemos a fidelidade do Senhor, “fidelidade” é uma palavra chave na compreensão das alianças, mesmo àquela que tinha caráter condicional, como a mosaica. &lt;br /&gt;Não era por que o povo foi rebelde a Deus, que Ele não tiraria seu povo do Egito e o levaria a terra prometida. Então, até na aliança mosaica, vemos o caráter da fidelidade de Deus, apesar do povo. “A não observância às estipulações mosaicas trará certamente punição, mas não trará aniquilação”. A aliança davidica também tem este fato. Vemos também este aspecto da fidelidade do Senhor na aliança abraâmica, “Deus mesmo assume a responsabilidade total no cumprimento da aliança de Abraão. Sá a teofania passa entre os pedaços (Gn15)” &lt;br /&gt;A aliança ente Deus e os homens são ente duas partes desiguais, mas a relação entre Deus e Cristo é entre partes iguais, interessante que todo o desenrolar das alianças: Do Começo (Adão), Noética, Abraâmica. Mosaica, Davidica e a da Consumação. Todas elas são um desenrolar da aliança da redenção feita entre Deus e Cristo. &lt;br /&gt;Então, podemos perceber o seguinte, que no sentido de bênçãos para os homens a aliança mosaica tem aspectos condicionais, só que estes aspectos, não invalidam a estrutura maior da aliança mosaica, já que ela nada mais é do que um estágio da administração da aliança da redenção.&lt;br /&gt;Sendo assim, vemos que existe uma estrutura maior nas alianças, um alicerce em todas as alianças, e este alicerce é a fidelidade do Senhor, a transmissão de graça estava condicionada á obra de Cristo, e como Sua obra era de fato certa e consumada, a fidelidade do Senhor não ficaria comprometida em nenhuma das alianças, se sorte, que o homem, ou satanás, em momento algum teve o direito de invalidar a aliança de Deus com seu povo.&lt;br /&gt;Robertson diz algo muito interessante sobre isto:&lt;br /&gt;Mesmo nos dia presentes, a própria existência das experiências de castigo para o crente em Cristo revela o caráter temporário da situação presente. Virá o dia em que não serão mais necessárias tais correções disciplinares. Em qualquer das duas, na situação prevalecente sob a velha aliança, ou na situação prevalecente sob a nova, o resultado certo da aliança de Deus não é perturbado. A presença de ameaça de julgamento sob a condição de desobediência não implica inerentemente colapso da certeza de que Deus finalmente será bem sucedido em sua intenção pactuada de redimir um povo para si mesmo &lt;br /&gt; Existem alguns textos que falam que a fidelidade do Senhor não está condicionada ao homem: Is 43. 22-44.8; Romanos 3. 1-4.&lt;br /&gt; Berkhof, falando a respeito de Cristo como Oferta Substitutiva e do alcance desta oferta diz o seguinte, “os crentes veterotestamentários receberam plena justificação ou perdão, embora o seu conhecimento disto não fosse tão completo e tão claro como é na dispensação do Novo Testamento” .&lt;br /&gt; A lógica é a seguinte&lt;br /&gt;1- O plano da Redenção fora arquitetado na eternidade, antes de haver céus e terra Efésios 1. 4-5.&lt;br /&gt;2- O plano não poderia correr risco, sua realização era certa, sendo assim, todos por quem Cristo morreu, são justificados plenamente, segue-se, que o efeito da morte de Cristo é retroativo e progressivo.&lt;br /&gt;3- Como os estágios da aliança são manifestações da aliança da Redenção, a fidelidade do Senhor não está condicionada ao homem e sim a Cristo.&lt;br /&gt;4- Os castigos da aliança são demonstrações de graça para com seu povo, visando correção.&lt;br /&gt;Comentando, sobre a aliança mosaica e o castigo dado por Deus ao povo, Robertson diz: &lt;br /&gt;Mas é inconcebível que Deus pudesse falhar em conduzir seu povo através do deserto até introduzi-lo na terra de Canaã. Seu propósito de redimir um povo para si mesmo será cumprido. A certeza de Deus realizar seus propostos é garantida, mesmo no. momento de maior apostasia. Deus pode apagar totalmente a Israel como um todo, mas levantará outra nação do israelita Moisés (ver Ex 32.10) A não observância às estipulações mosaicas trará certamente punição, mas não trará aniquilação  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aliança Davidica (parte III)&lt;br /&gt;Cristo como Representante de seu povo, assumiu papeis específicos dentro de uma esfera maior do entendimento pactual, Cristo é Sacerdote, representa seu povo diante de Deus, também foi à oferta que deveria ser apresentada a Deus. É neste sentido que compreendemos que o sacerdócio levitico apontava para Cristo, as ofertas e sacrifícios representavam Cristo. Da mesma forma Moisés e a escola profética anteciparam Cristo, “O Espírito de Cristo que neles estavam” Pedro já fala isto 1 Pedro 1.11. &lt;br /&gt;Da mesma forma a linhagem de Davi apontava para a linhagem real de Cristo. Aqui reside uma questão. A da identificação do Trono de Davi com o trono de Deus.&lt;br /&gt;Robertson comentando o texto de 1 Crônicas 29.22, diz:&lt;br /&gt;Note-se que o Cronista não se sente satisfeito em indicar que Salomão, na linhagem de Davi, atuou como “governador para o Senhor”. Esta afirmação teria sido em si mesma bastante surpreendente. Mas a afirmação vai ainda além. Salomão assenta-se “no trono de Yahweh como rei” O trono dos descendentes de Davi não era nada menos que o trono de próprio Deus &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Isto é interessante, pois observamos no Salmo 2. 1-2 esta ligação. Os ímpios se voltam contra o Senhor e seu Ungido, quando olhamos para o Texto de Atos 4.  23-30 o Ungido do texto de Atos é Jesus o texto dos Salmos tem a ênfase no rei de Israel. Temos aqui uma identificação clara entre o Trono de Davi e sua identificação com Jesus. Jesus como descendente de Davi era em primeiro estágio: Servo Sofredor. O texto no verso 27-28 faz menção a isto: “ Porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel,  28 para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram”.&lt;br /&gt;O Segundo estágio não será mias de Servo Sofredor e sim do Rei-Guerreiro Conquistador, que apazigua e estabelece paz, Miquéias 4. 3-4 fala sobre isto: “ Ele julgará entre muitos povos e corrigirá nações poderosas e longínquas; estes converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.  4 Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante, porque a boca do SENHOR dos Exércitos o disse”.&lt;br /&gt;Será que Israel no decorrer de sua história sofreu alguma influência de fora na formação do pensamento de realeza e casa real? Como eram as concepções de monarquias nas nações vizinhas a Israel e nos Impérios da Antiguidade? &lt;br /&gt;A origem da monarquia e sua identificação com os deuses era algo bastante comum na Antiguidade, Eichrodt diz o seguinte:&lt;br /&gt;Não resta dúvida de que a instituição da monarquia tem a mesma raiz que o sacerdócio e o profetismo, a saber: o oficio do chefe primitivo, dotado de poder real, que exerce funções sacerdotais, proféticas e reais. &lt;br /&gt; A grande questão é: Em Israel o princípio foi o mesmo?&lt;br /&gt; A identificação do povo de Deus com o seu Deus já se dava desde os tempos antigos, desde quando Deus chamou Abraão, no período dos juizes Deus levantava juizes para livrar seu povo, e mesmo no período da monarquia, não havia a idéia de que o rei era Deus e sim seu Ungido e este Ungido não estava livre para fazer tudo que desejava, ele devia obedecer a Lei da mesma forma como todos obedeciam e se não obedecesse seria castigado como todos. 2 Sm 7.14; 12. 7-15.&lt;br /&gt;  Percebemos que em Israel, Deus se identifica com seu Ungido (Rei). O Ungido não é Deus, era o Representante de Deus, Sendo assim, propenso a ser disciplinado por Deus se errasse. Ele também não podia usar as leis em favor próprio. Já nas monarquias antigas os reis muitas vezes usavam, Eichrodt comenta o seguinte:&lt;br /&gt;O rei, por sua parte, não tem a ambição de influenciar profundamente o mundo das idéias religiosas ou do culto; o que de verdade lhe preocupa é utilizar a religião como instrumentos de governo (prescindindo de algumas exceções, como a do rei herege egícipio Aquenaton). Enquanto os demais mediadores da religião comportam-se no sentido de servir a essas intenções, o rei não tem razão alguma para não deixar-los atuar livremente em seus domínios. Somente será possível chegar ao choque quando o sacerdócio pretender usufruir do poder político, ou seja, o conflito entre rei e os demais representantes da religião não se dá no âmbito da religião, mas no da política.   &lt;br /&gt; Vemos aqui a diferença entre o povo de Israel e as demais nações, O rei em Israel não podia utilizar a religião como instrumento de governo, pois, ele próprio está debaixo de leis, o caso de Urias é bastante interessante aqui, se Davi fosse como outro rei qualquer da antiguidade, quem ousaria ir questioná-lo por sua atitude? Quem era Urias pra ser levado em conta? Quem ira julgar o Rei que seria deus? &lt;br /&gt; Em Israel as coisas são diferentes, Deus é o Rei, o rei humano é o seu Representante, não como na concepção babilônica, pois ele (o rei) não transmite ao seu povo as forças divinas, sem as quais seria impossível viver. Colheitas e chuvas. Em Israel a idéia do representante não é esta. È a idéia de escolhido para representar idéias, planos, ordens. Que Não provém dele (rei), mas sim, de Deus. A própria cadeira real é o Trono de Deus. Vemos isto nas palavras do cronista “Comeram e beberam, naquele dia, perante o SENHOR, com grande regozijo. Pela segunda vez, fizeram rei a Salomão, filho de Davi, e o ungiram ao SENHOR por príncipe e a Zadoque, por sacerdote.  23 Salomão assentou-se no trono do SENHOR, rei, em lugar de Davi, seu pai, e prosperou; e todo o Israel lhe obedecia ”. 1 Crônicas 29. 22-23.&lt;br /&gt; Esta percepção, este dever em dirigir segundo as Leis de Deus, certamente iriam causar problemas em reis ímpios. E é isto o que acontece na história de Israel e Judá.&lt;br /&gt; Eichrodt faz a seguinte conclusão sobre este problema e percebe o quanto seria difícil ser rei em Israel, se o mesmo não se enquadrasse nas disposições de Deus para ele, eis o que diz:&lt;br /&gt;A vontade do Deus de Israel não somente dava a seu povo ordenanças de regras gerais, mas lhe atribuía tarefas históricas determinadas e desejava ser regras gerais, mas lhe atribuía tarefas históricas determinadas e desejava ser reconhecida e interpretada a cada momento nos acontecimentos históricos. Para isso eram necessárias uma disposição e adaptação constante, com o intuito de responder a essa vontade divina e não perder as arrecadações do governo nas mãos de outros servidores da aliança. E isso não se conseguia com uma simples observância externa de formas religiosas. Nessa religião, carregada de vida e tensão internas, tudo se leva a sério, e a trama não pode se manter por muito tempo. Por isso, a pretensão religiosa da monarquia esteve constantemente pesada na balança e foi-lhe negada a todo o momento a segurança que lhe haveria dado o dogma, cultualmente arraigado, da filiação divina do rei. Fracassando no aspecto religioso, de nada podia o êxito político e perdia sua primazia dentro do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança Davídica (parte IV)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos a questão do surgimento da monarquia em Israel, e como se dava a relação rei e povo X Deus.&lt;br /&gt;Existe uma questão que precisa ser ponderada: A Monarquia, instrumento da aliança.&lt;br /&gt;Como se deu a transição do governo de juízes para a monarquia em Israel? Quais seriam as características necessárias para reconhecimento de um homem como rei em Israel?&lt;br /&gt;É interessante perceber o carisma que juízes, videntes, nazireus e futuros profetas tinham diante do povo. Eichrotd faz o seguinte comentário sobre a chefia carismática dos juízes&lt;br /&gt;Até a época de Samuel, a chefia carismática havia sido norma, exemplo: A forma em que surgem os chamados juízes, que move, as massas só por sua iniciativa pessoal e pela impressa fascinante que deles emana, o modo em que vão dando forma ao destino político do povo, fez com que o carisma decisivo até então no âmbito religioso, passasse a preponderar também no pano político, adaptando-se nisto toda a estrutura interna da religião de Yahweh. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Qual o motivo da desconfiança com a monarquia? &lt;br /&gt; O medo que a monarquia em Israel fosse igual às monarquias vizinhas onde o oficio do chefe é dotado de poderes divinos.&lt;br /&gt; Os babilônios atribuíam a si mesmo, em vida, uma dignidade e adoração divina e preferiam antes de todos. O título de sumo sacerdote, a partir da dinastia de Hamurabi, isso passa a um segundo plano para dar a precedência à idéia de soberania universal. Os reis sírios, por sua parte, preferiam ressaltar a posse de um poder militar efetivo.&lt;br /&gt; Eis o motivo da desconfiança. Porque Israel queria ser igual às outras nações? 1 Samuel 8. 5? Será que o motivo não era de assemelhar-se a elas? Será que isto não isto não se constituía numa forma de revolta contra o Senhor? Creio que a reposta é sim. Pela ênfase que o narrador dá nos versos do referido capitulo: Porém esta palavra não agradou a Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos governe. Então, Samuel orou ao SENHOR.  7 Disse o SENHOR a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele.  8 Segundo todas as obras que fez desde o dia em que o tirei do Egito até hoje, pois a mim me deixou, e a outros deuses serviu, assim também o faz a ti. &lt;br /&gt; O Senhor diz que o pedido fosse aceito. O mesmo que se dava com os juízes, videntes e profeta, que era o reconhecimento visível da atuação de Deus também tinha que ter agora nesse novo instrumento da aliança. O que se chama de carisma, nada mais era do que uma forma externa que o Senhor era com aquela pessoa.&lt;br /&gt;Quem fosse o futuro rei em Israel também tinha que ter esta característica. E esta característica quem a dava era o Senhor.&lt;br /&gt;Eichrodt fazendo um seguinte comentário sobre Saul, diz o seguinte:&lt;br /&gt;Por obra do Espírito de Yahweh se converte em outro homem (ISamuel 10.6), aquele moço humilde, filho de u camponês de Gilboa, passa a ser o chefe do exército do povo, consciente de sua força e com toda a autoridade de seu mandato, que faz retroceder aos altivos amonitas em seu próprio deserto e comete a ousadia de enfrentar os poderosos dominadores estrangeiros filisteus. Não é o talento militar, nem os dons de estadistas, ou o desfrutar de um poder reconhecido dentro da política interna; nada disso. O que cria o rei é sua demonstração pessoal de que está cheio de poder divino e que, por isso, é mais capaz que os outros  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa de 1 Samuel 10 17-27 nos apresenta alguns detalhes curiosos:&lt;br /&gt;1- Samuel diz que o pedido de um rei constitui rejeição a Soberania de Deus&lt;br /&gt;2- Saul estava escondido&lt;br /&gt;3- Saul foi desprezado por alguns que estavam lá.&lt;br /&gt;Em 1 Samuel 11 1-15 Saul é informado da afronta dos amonitas e o Espírito do Senhor se apossa de Saul que o leva a ação. Interessante observar que antes desta possessão do espírito do Senhor, Saul voltava do campo.&lt;br /&gt;Pode se verificar nesta atitude do Senhor a sua graça para com seu povo. Mesmo Samuel identificando que a monarquia era rejeição à soberania do Senhor. Este não abandona seu povo. E desta sorte, a monarquia se torna também instrumento da aliança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-4338713734175465290?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/4338713734175465290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=4338713734175465290' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/4338713734175465290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/4338713734175465290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/01/alianca-abraamica-enquanto-que-na.html' title=''/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-6721126223542619003</id><published>2010-01-06T03:57:00.000-08:00</published><updated>2010-01-06T03:58:45.133-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aliança da Preservação ou Aliança Noética  I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Aliança da preservação não é outra aliança, mas é outro estagio da aliança da redenção, esta aliança tem uma característica distinta das demais:&lt;br /&gt;1- Ela tem como característica a preservação das espécies e do ser humano.&lt;br /&gt;2- Sendo assim este pacto tem características de juízo, e também de preservação da raça humana, como um novo povoamento. Interessante observar que os descendentes de Noé continuavam pecadores, então a salvação de Noé não tem caráter de glorificação de pessoas, e sim de preservação, de graça comum&lt;br /&gt;Quando lemos Gênesis 6. 1-10 vemos algumas coisas interessantes:&lt;br /&gt;1- O casamento dos filhos de Deus com as filhas dos homens&lt;br /&gt;2- A redução dos anos dos homens&lt;br /&gt;3- A existência de gigantes na terra&lt;br /&gt;4- A maldade do homem e sue castigo (interessante observar que o castigo não veio apenas sobre a raça humana, mas sobre a criação&lt;br /&gt;5- A manifestação da graça de Deus&lt;br /&gt;Quem eram estes filhos de Deus?&lt;br /&gt;Vimos que o Senhor Deus colocou inimizade entre duas descendências, a descendência da serpente e a outra o descendente da mulher que simboliza Cristo e conseqüentemente a Igreja que Nele está representado.&lt;br /&gt;Sendo assim poderíamos dizer: Os filhos de Deus, a descendência eleita, que são filhos e filhas de Adão e Eva e os ímpios da mesma forma, também filhos e filhas de Adão, Pela continuação do texto se dá a entender que as atitudes dos homens provocam uma reação da parte de Deus (e ai creio que se referem às duas descendências, pois elas estavam se misturando), Deus diminui os anos de vida do homem, diz que o homem era carnal, o pecado aumentou muito. Dessa união surgiram homens valentes que são chamados gigantes, o texto sagrado os define como: valentes, homens de renome. O nosso contexto dá a entender que eles eram maus ver Gênesis 6.11. Deus castigo, o interessante aqui é mais uma vez a reafirmação de quanto o homem e a terra estão ligados.  Castigo não veio somente para o homem e sim para toda a criação, e por fim a graça de Deus se manifesta tanto em um homem como para sua criação, pois Ele não destrói por completo, Ele mandar que casais de animais fossem salvos, juntamente com a família do justo, a punição aqui não era de destruição total, pois se assim fosse ninguém seria salvo do dilúvio. O interesse de Deus não era de exterminar a raça humana por um todo. Por isso que esta aliança é chamada de aliança da preservação.&lt;br /&gt;Definir os filhos de Deus como descendente de Sete e filhos do diabo como descendência de Caim, nesta definição eu vejo um problema, vamos raciocinar:&lt;br /&gt;Se os filhos de Sete eram os filhos de Deus, como Noé era descendência de Sete, e  quem sai da arca é Noé e a sua descendência, então pela lógica não haveria mais descendência do diabo hoje em dia. Pelo simples fato que os filhos de Caim teriam sido todos exterminados. Mais não é isto que vemos. Sendo assim, os filhos de Deus não estavam presos a uma linhagem, mas era chamados filhos de Deus pelos sinais visíveis desta eleição, estes filhos de Deus pecaram se unindo a filhas dos homens, ou seja, ímpias. E isto no nosso Texto foi uma das causas do dilúvio, pois como já falamos desta união nasceram gigantes que eram maus, que encheram a terra de mais e mais violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança Noética parte II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vimos a aliança noética foi a aliança que Deus fez com Noé, Deus disse que iria destruir toda a criação, Noé achou graça diante de Deus e através da arca que Deus mandou fazer. Salva animais e ele e toda a sua família (veja Gênesis 6. 19-21). Esta aliança prefigura a restauração de todas as coisas. Veja só:&lt;br /&gt;1- Deus poupa Noé&lt;br /&gt;2- Deus poupa a criação&lt;br /&gt;Noé era justo diante de Deus, a criação se tornou maldita por causa do homem, a arca salvou-o do dilúvio e com ele a criação, segundo o texto de 1 Pedro 3.20-21 ela prefigura o batismo que é o sinal de nossa salvação. A criação será restaurada, Deus não destruiu tudo.  Ele preservou exemplares das espécies visando repovoar a terra. E foi isto que aconteceu, o juízo de Deus veio sobre sua criação. Quando o juízo passou, Deus ordena que Noé saia da arca, Noé levanta um altar ao Senhor, O Senhor diz que: ...Não tornará a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz Gênesis 8. 21.&lt;br /&gt;Quando o dilúvio acabou, Deus disse: Enquanto durar a terra, não deixará de haver semente e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite Gênesis 8.22&lt;br /&gt;Observe aqui duas graças de Deus com relação à terra: O não amaldiçoar a terra por causa do homem; E a manutenção na ordem da natureza.&lt;br /&gt;É interessante observar que Deus fala que o coração do homem é mau. Este juízo não visou erradicar o pecado do mundo, até pelo simples fato que Noé mesmo sendo justo diante de Deus, se embriagou e ficou nu. Seus filhos tiveram pecado, suas mulheres também a mulher de Noé também, como já foi dito, vemos após a saída da arca a narrativa do que aconteceu com Noé e de sua maldição ao seu filho ver Gênesis 9.20-29. Isto mostra o caráter pecaminoso do filho de Noé e porque não dizer do próprio Noé.&lt;br /&gt;A História mostrará que os filhos de Noé e seus descendentes pecaram, um exemplo disto é a História da Torre de Babel. Então precisamos entender bem isto, qual foi o caráter da aliança com Noé?&lt;br /&gt;Foi um ato de juízo de Deus contra o pecado, Deus agiu, pois a maldade estava insuportável, Deus age com graça e força em determinadas épocas, graça porque Ele se manifesta e salva o seu povo, força porque Ele aniquila o que oprimia o seu povo e quem blasfemava contra Seu Santo Nome.&lt;br /&gt;Nesta aliança Deus faz menção dos mandatos, olhando o texto de Gênesis 9. 1-17 vemos o seguinte:&lt;br /&gt;1- Mandato social: Gênesis 9.1,7&lt;br /&gt;2- Mandato cultural: Gênesis 9. 1-4&lt;br /&gt;3- Mandato espiritual: Gênesis 9. 14-17&lt;br /&gt;     Deus estabelece a pena de morte ver Gênesis 9. 5-7. Observe que depois de Deus determinar a pena da morte, ele repeti o mandato social, fazendo um contraste entre tirar a vida e gerar a vida. È interessante que o propósito de Deus para a terra é povoar a terra, Deus deu vida e só Ele podia tirar a vida, o homicida toma para si esta prerrogativa e tira à vida, esta prerrogativa é de Deus, por isso, ele tem que pagar com própria vida. O mandato cultural será exercido na base do terror dos animais em relação ao homem, antes do pecado a relação do homem com os animais não era assim, veja só como é depois do pecado Gênesis 9.2. A um desequilíbrio, isto prova que o dilúvio não veio erradicar o pecado de forma definitiva, pois este texto está depois da saída da arca. Provando que mesmo com o juízo de Deus sobre o pecado, as maldições continuariam. A criação naquele tempo, como agora, geme. Ela espera a manifestação dos filhos de Deus Romanos 8 19-23&lt;br /&gt;Robertson diz:&lt;br /&gt;A aliança com Noé enfatiza a estreita inter-relação das alianças criativa e redentiva. Muito do pacto de Deus com Noé implica uma renovação das estipulações da criação e até reflete claramente a linguagem da aliança original  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus não fez uma nova aliança com Noé, com novas regras, a aliança que Deus faz com Noé é uma repetição da aliança da criação com seus mandatos. Vemos isto na repetição do mandato social, cultural e espiritual quando Noé oferece sacrifico a Deus. Gênesis 8.20-9.17 A aliança da redenção também está presente no seu aspecto redentivo. As duas linhagens foram preservadas, tanto a da serpente quanto a da descendência eleita, e isto é manifesto no decorrer da História, o mal voltará, o pecado será praticado, manifestando que a descendência da serpente não fora destruída pelo dilúvio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança Noética parte III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       A aliança noética, tem como característica: A questão da preservação de toda a criação. É o aspecto da graça de Deus, chamado: graça Comum&lt;br /&gt;       A graça comum se divide em: Graça comum universal, geral e do pacto.&lt;br /&gt;      A ideia da graça comum universal vemos no texto de gênesis 9. 8-18, nesta passagem vemos os seguintes aspectos:&lt;br /&gt;1- Deus estabelece aliança com Noé e seus filhos. (verso 9) Interessante observar a ideia do cabeça da casa, não foi estabelecido aliança com a mulher, pois  o cabeça da casa e conseqüentemente da sociedade é o homem  . Como a família é célula mater da sociedade, o princípio de responsabilidade segue para outras instituições maiores, Talvez seja por isso, que não vemos aliança feita com mulheres, como representantes de um povo na Bíblia.&lt;br /&gt;2-  Deus estabelece a sua aliança com os seres viventes que estão conosco, ou seja, os animais em geral (verso 10) interessante observar isto, Na aliança o homem não está desassociado do restante da criação. E isto diz muito coisa, o homem está ligado para sempre a criação. Veja a questão de Romanos 8. 19-23. A criação geme. Ela foi amaldiçoada por causa do pecado do homem. Na aliança Noética, Deus fala que faz aliança com todos os seres viventes, e esta aliança era de não destruir a criação com dilúvio. O texto de Romanos, diz: Que ela geme. Porque ela geme? A visão que se tem é que a salvação do homem está desassociada da terra, ou seja, vamos pra um céu, que nos é um grande mistério. Mas se fossemos para o céu, por que a criação geme e aguarda, se ela vai ser destruída? Isto não tem sentido.  Ela vai ser libertada da escravidão para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Que gloria será esta? De servir de morada para os santos, ou seja, à volta para o Éden. Nosso parque das Delicias!&lt;br /&gt;3- Deus colocou como sinal no céu: o arco-íris.  Ele é o sinal. Toda vez que chove e aparece o arco-íris, os crentes deveriam se lembrar desta aliança, e se lembrar também que esta aliança prenuncia que seremos restabelecidos um dia, tanto nós quanto a criação.&lt;br /&gt;E quanto ao texto de 2 Pedro 3. 7-13? Não se fala que os céus e a terra, não estão entesourados para o fogo? Veja o paralelo que Pedro faz com o dilúvio (cap. 3. 1-6) com a questão de entesourar para o fogo. Pedro está falando de juízo, tanto aquela terra com seus moradores, foram castigados, tanto quanto, esta terra, com estes moradores, será castigada. Então vemos aqui, que o tema principal é o juízo, as demais informações são os meios pelos os quais o juízo veio e virá. Observe que no verso 13 diz: Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça. Veja a grande questão: Aniquilar o pecado da criação&lt;br /&gt;Robertson diz o seguinte: “A aliança com Noé une os propósitos de Deus na criação com seus propósitos na redenção. Noé, sua semente e toda a criação se beneficiam desse relacionamento gracioso”   Esta inclusão total da criação de Deus, faz parte do seu plano redentivo&lt;br /&gt;Qual a razão do dilúvio? Juízo de Deus. Este juizo eliminou o mal sobre a terra? Não! Então qual a razão de Deus ter feito isto?&lt;br /&gt;Robertson diz o seguinte:&lt;br /&gt;Entretanto, para prover uma apropriada demonstração histórica do destino último de um mundo sob o pecado, Deus consumiu a terra com o dilúvio. Este evento cataclísmico torna-se mais tarde o modelo do julgamento final da terra por deus e a base para a refutação dosa argumentos dos escarnecedores que zombariam da certeza de um ultimo dia de acertos de conta ( cf. 2 Pe 3. 4-6) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;      Deus, como já vimos, derramou seu juízo naquele mundo, e derramará de novo. Com Noé, Ele não tinha o propósito de erradicar o pecado, até porque o próprio Noé mesmo achando graça diante de Deus, continuava na sua natureza pecadora e isto fica evidente no episodio da bebedeira e do vexame dado por ele. &lt;br /&gt;      Durante toda história, Deus dará mostras de juízo, sempre mostrando ao homem, que Ele não deixará impunes os atos pecaminosos, como também a sua graça sempre acompanha seus eleitos. No nosso caso, Deus deu um sinal: O arco Iris. Robertson, citando Von Rad diz: “... a palavra para arco Iris, no texto, é a palavra normalmente usada para arco de batalha. Sugere que o arco Iris colorido indica que Deus pôs de lado seu arco de batalha depois do dilúvio”  Do céu veio o juízo, agora no céu é manifesta de forma visível o sinal da graça de Deus. O arco Iris. Não é sem sentido, que ao redor do trono de Deus, há um arco Iris Ap. 4.3&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-6721126223542619003?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/6721126223542619003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=6721126223542619003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/6721126223542619003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/6721126223542619003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/01/alianca-da-preservacao-ou-alianca.html' title=''/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-5472551488781115315</id><published>2010-01-06T03:53:00.004-08:00</published><updated>2010-01-06T03:56:18.438-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aliança da Consumação V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juízo; Instrumento de Restauração da Aliança II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Dia de Yahweh: Amós 5.12&lt;br /&gt;Características da Visitação em ira sobre o povo da aliança&lt;br /&gt;Yahweh passa diante de seu povo como Deus da peste: Am. 5.16 a 6.14&lt;br /&gt;Oséias descreve de maneira inesquecível a destruição invisível, corrosiva e a cruel vontade do Deus Vingador Os. 5.12-14; 13. 1-16&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- A imagem favorita dos profetas é a do processo judicial&lt;br /&gt;No qual a sentença punitiva de Israel ocupa o centro Du juízo universal das nações, enquanto, de outro lado, a decisão do insubordinável Juiz Divino exclui toda a possibilidade de apelação Mq. 1. 2-4; 6. 1-2; Am cap. 1 e 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- O Anúncio Profético da aflição&lt;br /&gt;Alcançla toda a sua seriedade irrevogável na imagem expressiva do “Golpe de Graça Terrível” com que Yahweh pune seu povo infiel. Por haver sido distinguido dentre todas as demais nações, Israel tem de sofrer o Juízo de Deus com uma especial severidade Am. 3.1; Js 5.1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Todas as Pragas da Natureza&lt;br /&gt;Todos os horrores da guerra, todos os poderes da morte hão de prestar sua colaboração para eliminar da terra a esse povo malvado Is. 3.1; Am 4. 6-11; Mq 3.12; Jr 6.22-26&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Yahweh empenha todo seu poderio universal de forma que não lhe escape nem um que seja culpado Am 9. 1-6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança da Consumação VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juízo, Instrumento de Restauração da aliança (continuação)&lt;br /&gt;A Necessidade do Castigo → Para compreendermos a necessidade do castigo, é necessário entendermos a situação privilegiada do povo de Deus. &lt;br /&gt;O fato de fazer parte da aliança trazia consigo responsabilidades pactuais, os fariseus na época de Jesus nutriam um conceito errado a respeito da identificação deles no pacto. (ver Mt 3. 6-10) João repreende eles por isto, e diz o que significava verdadeiramente e quais são as praticas de quem está na aliança.&lt;br /&gt;Eichodt comentando sobre a situação privilegiada do povo de Deus e do que é pecado, diz o seguinte&lt;br /&gt;Assim como, para eles, a situação privilegiada de Israel, com base na salvação e na eleição divinas, alcança seu verdadeiro e próprio sentido na entrega confiante do homem a Deus na fé, No amor e na obediência, e na conseqüente forma de vida, assim também, a essência do pecado não é em definitivo mais do que um afastamento voluntário do povo com respeito a seu Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estes afastamentos dos preceitos da aliança levam o povo a pratica do pecado. Que as Escrituras descrevem como rupturas nas relações de noivado, matrimônio, Pai e filho, Senhor e servo. Este afastamento do povo da aliança possui um poder terrível, pois ele amadurece até se tornar em praticas miseráveis e pecaminosas do povo. (Tiago 1. 12-15).&lt;br /&gt; As Escrituras descrevem ações que Deus impõe sobre seu povo. Ex: A Lei, os ensinamentos apostólicos com suas orientações. O não cumprimento destas ações denota rebeldia, ou seja, a manifestação visível do afastamento do povo da aliança. Então, pecado seria a manifestação visível de um estado interior de rebeldia, descontentamento com os preceitos estabelecidos por Deus.&lt;br /&gt; Deus purifica seu povo através do castigo, como também purga atitudes, sentimentos e todo tipo de ensinamento e escolhas más que estiverem no meio do seu povo.&lt;br /&gt; Eichodt comentando sobre o impacto do desterro da Babilônia diz:&lt;br /&gt;Pouco a pouco os exilados chegaram a um reconhecimento geral dos anúncios proféticos do juízo. Os profetas aprofundaram e tornaram frutíferos esse reconhecimento, falando de uma nova forma ao resto do povo sobre o juízo de Deus. Com uma seriedade tremenda e capaz, por vezes, de avivar as consciências, Ezequiel aponta aos que, sob o ruído ensurdecedor da ruína nacional, tendem à dúvida ou até ao ceticismo total da justa retribuição de que Yahweh realiza, a cada momento, na vida do individuo e que demonstra que cada membro do povo é objeto não somente da ameaça de um juiz, mas também da promessa de um salvador &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Interessante é o que Ezequiel fala no cap 20.33-38&lt;br /&gt; Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, com mão poderosa, com braço estendido e derramado furor, hei de reinar sobre vós;  34 tirar-vos-ei dentre os povos e vos congregarei das terras nas quais andais espalhados, com mão forte, com braço estendido e derramado furor.  35 Levar-vos-ei ao deserto dos povos e ali entrarei em juízo convosco, face a face.  36 Como entrei em juízo com vossos pais, no deserto da terra do Egito, assim entrarei em juízo convosco, diz o SENHOR Deus.  37 Far-vos-ei passar debaixo do meu cajado e vos sujeitarei à disciplina da aliança;  38 separarei dentre vós os rebeldes e os que transgrediram contra mim; da terra das suas moradas eu os farei sair, mas não entrarão na terra de Israel; e sabereis que eu sou o SENHOR.&lt;br /&gt; O castigo se faz necessário, a disciplina é ato de graça de Deus, pois visa levar o pecador a perceber o tamanho do seu erro e conseqüentemente o tamanho do amor de Deus por ele.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aliança da Consumação VII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juízo ainda não terminou: O desterro não significou o fim do povo da aliança. Deus trouxe seu povo de volta. O que isto significava? Que Deus voltava a tratar com seu povo de forma pacifica. O desterro foi o instrumento de Deus para disciplinar seu povo.&lt;br /&gt;A grande questão é: O Povo depois do desterro agiu de forma correta?&lt;br /&gt;O livro de Ageu traz luz sobre como os judeus que moravam em Jerusalém estavam agindo. Um indício destas atitudes vemos em Ageu 1. 1-10&lt;br /&gt;Deus age de forma graciosa através do profeta Ageu. O livro de Ageu constitui-se de 4 mensagens: cap. 1; 2. 1-9; 2. 10-19; 2. 20-23.&lt;br /&gt;A Bíblia de estudo de Genebra traz uma nota interessante sobre esta atitude do povo “ A indiferença do povo em reconstruir o templo demonstrava uma indiferença mais profunda pela presença singular de Deus. Eles viviam sob as maldições da aliança, mas não percebiam isso” &lt;br /&gt;Lemos em Malaquias 1. 6-14 que a situação não era das melhores. A grande questão é: Será que Deus puniria novamente seu povo?&lt;br /&gt;A História irá nos mostrar Deus executando juízo via os gregos e posteriormente com os romanos.&lt;br /&gt;O juízo estava presente em Israel. Eichrodt diz o seguinte:&lt;br /&gt;Se, apesar de tudo, a expectativa escatológica do juízo nunca se desvinculou totalmente do destino de Israel, se deve agradecer ao efeito contínuo do anuncio profético do juízo, que serviu para aprofundar a consciência de pecado e vinculou a vingança dos pagãos com a purificação de Deus. Essa idéia impõe-se claramente na história deuteronômica, que julga com extrema severidade todo o passado nacional e considera como a única razão de existência de Israel a gratuita misericórdia divina; impõe-se igualmente na soberania absoluta do conceito de expiação na lei sacerdotal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os profetas pós-exílio não ficaram calados ante a situação do povo. Deus sempre mandou e manda mensageiros para avisar sobre a quebra do pacto e conseqüente disciplina. Ml 2. 10-12; 3. 6-12. O que de fato o povo de Deus deve perceber ao longo da história bíblica é que a ação judicial de Deus converte-se num exigente instrumento educativo. Em meio a tudo isto, uma coisa é interessante, apesar de tanto juízo,  a esperança do estabelecimento de um reino onde não existiria pecado permanece inabalável na comunidade da aliança. Eichrodt faz o seguinte comentário sobre a mente israelita&lt;br /&gt;(...) A mentalidade israelita, essencialmente histórica, consegue dar nova expressão à interpretação religiosa da história: toda a história flutuante dos reinos do mundo aparece como uma grande unidade submetida a um plano superior, e assim se pode dar uma melhor explicação tanto da lei interna da história universal quanto do livre jogo de forças independentes que nela atuam, enquanto, de outro lado, a expectativa impaciente do fim alcança desenvolvimentos e horizontes maiores. Além do mais, floresce, como um novo vigor, a certeza de que, no plano universal de Deus, está concretamente decretada a instauração de um reino que submeterá a todos os demais e que terá duração eterna.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O que não concordo com Eichrodt é quando ele relaciona este desenvolvimento da mentalidade israelita “a influencia da antiga doutrina dos períodos, que na realidade baseia-se na idéia do ciclo de origem astrológica” &lt;br /&gt; A idéia do plano de Deus em relação às nações fora revelado a Daniel, vemos isto no caps 7, 8, 11. A revelação que o Senhor fez do uso que faria da Assíria. Is 10. 5-19. Desta forma Deus usa nações para castigar seu povo quando é preciso. Mas seu povo sempre nutriu a idéia de restauração. A base desta confiança é a aliança.&lt;br /&gt; Uma boa definição da relação do pecado do povo contra o Senhor é o que foi dito por Claus Westermann&lt;br /&gt;A infidelidade e o rompimento do compromisso supõem, como no matrimônio, uma relação familiar e íntima com Deus com o qual houve “encontro”. O pecado, portanto, nestas condições deve ser algo diferente daquele cometido fora desses laços de privacidade. Sendo a pecaminosidade geral um atenuamento justo, já não existe no contexto da história de Israel; conserva seu cabimento, sim, fora desta história. Quanto a Israel, a cada desobediência já precedeu benefícios; precedem, igualmente, o consentimento do povo, o compromisso e o juramento de fidelidade (Js 24). Por isso que os profetas acusavam o povo de ter esquecido o pacto. O povo devia trilhar pelo caminho das leis e dos preceitos especiais. Em todo o Deuteronômio, a desobediência é designada como o pecado que separa o povo de seu Deus e Senhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O castigo é um meio para restauração da aliança. Depois que o Senhor pune, Ele restaura. E é isto a esperança do povo da aliança. Da mesma sorte, também é a nossa. Pois somos seu povo e Ele nosso Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança da Consumação VIII&lt;br /&gt;A Fidelidade e a Misericórdia de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Escrituras mostram que Deus é fiel a sua palavra. Ele é fiel à sua aliança. As Escrituras falando da aliança que Deus fez com Abraão relatam a atitude que o Senhor tomou. Ver Gn 15. 7-20. Porque só o Senhor passou? &lt;br /&gt;Existem outros textos que nos falam sobre a fidelidade do Senhor Nm 23.19; Dt 7.9; Sl 89.33; Is 49.7; 1 Co 1.9; 2 Tm 2.13; Hb 6.17-18; 10.23.&lt;br /&gt;Berkhof definindo a fidelidade do Senhor diz o seguinte:&lt;br /&gt;Há ainda outro aspecto dessa perfeição divina, e um aspecto sempre considerado da maior importância. Geralmente se lhe chama Fidelidade, em virtude da qual Ele está sempre atento à Sua aliança e cumpre todas as promessas que fez ao Seu povo. Essa fidelidade de Deus é de máxima significação pratica para o povo de Deus. É à base da sua confiança, o fundamento da sua esperança, e a causa do seu regozijo. Ele os salva do desespero ao qual a sua própria infidelidade facilmente os poderia levar, dá-lhes coragem para prosseguirem, a despeito de todos os seus fracassos, e enche os seus corações de jubilosas antecipações, mesmo quando estão profundamente cônscios do fato de que perderam o direito a todas as bênçãos de Deus &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A fidelidade de Deus é um aspecto da veracidade de Deus, os crentes podem descansar, pois sabem que Deus não pode mentir e se prometeu certamente cumprirá. Uma das coisas que os profetas falavam quando povo sofria o juízo é que Deus iria restabelecê-los. Mq 7. 18-20; Amós 9. 13-15: Ez 36. 16-37. &lt;br /&gt; Quando uma aliança é estabelecida espera-se o cumprimento por ambas as partes. Sendo assim a fidelidade é essencial para que possa haver aliança. Um exemplo disto é o casamento.&lt;br /&gt; Eichrodt faz o seguinte comentário&lt;br /&gt;Enquanto comunidade baseada em uma aliança, a relação de Israel com Deus também conhece conteúdos relacionados com essa forma da vida jurídica, ainda quando modificadas pela grandeza do pactuante divino. Aqui também a estipulação da aliança levava intimamente semelhante à fiel predisposição a um mútuo serviço leal como conduta exigida pela relação estabelecida; sem a referência à hesed por ambas as partes era impensável a manutenção da aliança.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A aliança nas Escrituras fundamenta-se na obediência. A aliança é estruturada em cima de um tratado que consta das partes integrantes, de suas obrigações e de clausulas de vida e de morte.&lt;br /&gt; Surge uma questão: Se Deus entrou em aliança conosco e se quebramos as clausulas qual a razão da nossa esperança?&lt;br /&gt; A grande questão é que todos os estágios de aliança são desdobramentos de uma única aliança. Que segundo cremos, fora feita entre Deus (Representando a Santíssima Trindade) e Cristo Encarnado (Representando os eleitos de Deus). &lt;br /&gt; Sem Cristo não tem como entender a fidelidade de Deus com seu povo. Se Deus foi fiel aos santos do Antigo Testamento, Novo Testamento e a todos os santos de todas as épocas posteriores. Tudo isto se deve ao fato de ter Cristo obedecido de forma satisfatória os preceitos da aliança. &lt;br /&gt; Berkhof faz o seguinte comentário&lt;br /&gt;Na aliança da Redenção, Cristo se encarregou de expiar os pecados do Seu povo, sofrendo pessoalmente a punição necessária e de satisfazer as exigências da lei pelo mesmo povo. E, ao tomar o lugar do homem delinqüente, Ele se fez o ultimo Adão e, como tal, é o Chefe da aliança, o Representante de todos quantos o Pai lhe deu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Interessante também observar que Cristo não poderia falhar e o cumprimento da aliança por parte Dele tinha que ser perfeito. Pessoalmente creio que Jesus nunca correu o risco de falhar. Pois se existisse a possibilidade de falha, como Deus poderia ser fiel aos representados que viveram antes de Cristo nascer? Cremos que é por causa da impossibilidade do Senhor Jesus falhar que Yahweh foi Fiel ao seu povo do Antigo Testamento. Por isso que os santos de Deus já experimentavam misericórdia. Pois Deus é fiel. Vendo neste prisma, percebemos que tudo é graça, até os castigos. Hebreus 12. 11. &lt;br /&gt; Por causa disto, o povo de Deus tem a convicção bem arraigada que o Ele virá em seu auxilio e que podem esperar pela bondade de Yahweh em suas vidas. E mesmo quando castigados, sabem que não é o fim.&lt;br /&gt; Eichrodt fazendo um comentário sobre os poderosos atos libertários de Yahweh pelo seu povo diz o seguinte:&lt;br /&gt;Assim como a salvação do Egito foi interpretada por um feito nascido desse amor solícito, assim também o Deus do Sinai, com todo seu terrível poder, e ó Deus amoroso e disposto a prestar seu auxílio, o Deus que permanece fiel a sua promessas e faz intervir seu singular poder em prol do povo da aliança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aliança da Consumação IX&lt;br /&gt;O Amor de Deus pelo seu povo (parte I)&lt;br /&gt;Depois que o povo adorou o bezerro de ouro o Senhor falou algo para Moisés que se constituiu em uma das maiores crises vividas pelo povo. Deus disse “Sobe para uma terra que mana leite e mel; eu não subirei no meio de ti, porque és povo de dura cerviz, para que te não consuma eu no caminho.” Êxodo 33. 3. O que esta ação de Deus representa? Vemos na continuação o significado e a percepção que o povo teve. “Ouvindo o povo estas más notícias, pôs-se a prantear, e nenhum deles vestiu seus atavios.  5 Porquanto o SENHOR tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És povo de dura cerviz; se por um momento eu subir no meio de ti, te consumirei; tira, pois, de ti os atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer.  6 Então, os filhos de Israel tiraram de si os seus atavios desde o monte Horebe em diante.” Êxodo 33. 4-6&lt;br /&gt;O que era os atavios? Vestes festivais associadas com a idolatria. &lt;br /&gt;Van Groningen em seu livro diz “a prescrição de Yahweh para a adoração excluía completamente qualquer aspecto da idolatria pagã.”  Por que o povo teve esta atitude? O Anjo do Senhor que é o próprio Senhor (Êx. 23. 20-23) não iria na frente deles? A questão era cúltica. Em Êxodo 25. 8-9 nos é dito que o Senhor manda construir um tabernáculo visando habitar no meio do povo. Em Êx. 29. 44-46 nos é dito: Consagrarei a tenda da congregação e o altar; também santificarei Arão e seus filhos, para que me oficiem como sacerdotes.  45 E habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus.  46 E saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus, que os tirou da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu sou o SENHOR, seu Deus.  O fato de o Senhor ter dito que não subiria transmitia a idéia de que não aceitaria mais culto deles. Mas, acontece algo, Moisés roga ao Senhor.   Disse Moisés ao SENHOR: Tu me dizes: Faze subir este povo, porém não me deste saber a quem hás de enviar comigo; contudo, disseste: Conheço-te pelo teu nome; também achaste graça aos meus olhos.  13 Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo.  14 Respondeu-lhe: A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso. 15 Então, lhe disse Moisés: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar.  16 Pois como se há de saber que achamos graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Não é, porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra? Êxodo 33. 15-16. Moisés especifica neste verso o que é achar graça diante de Deus. Não tem como continuar peregrinado se Deus não for conosco. Não poderia haver vida sem a presença graciosa de Yahweh. Observem que não é questão de proteção, livramento e êxito. Eles não tinham o Anjo na sua frente? A questão era a presença graciosa de Yahweh no culto. No Texto de Êxodo 34 6-7 nos é dito o seguinte: “6 E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade;  7 que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!”Van Groningen falando deste trecho, diz “ O que se segue à repetição do seu nome é a explicação de Yahweh do seu amor, que é a característica abrangente do seu próprio ser (I João 4.16)” &lt;br /&gt;A manifestação do amor de Yahweh pelo seu povo se torna manifesta em toda a história da Igreja, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Qual a causa de tão intenso amor? Qual a causa de tão intensa fidelidade?&lt;br /&gt;A causa é a aliança feita entre Deus e Cristo. Por isso, todos os representados por Cristo experimentam este amor intenso de Yahweh. E esta intensidade é descrita na compaixão de Deus pelo seu povo. Van Groningen diz: “Yahweh ama intensamente; ele ama como uma mãe ama o filho que foi formado no seu ventre. A idéia transmitida é a de suavidade, ternura, gentileza motivadas por uma feição profunda”   &lt;br /&gt;Vendo a aliança de uma forma completa entendemos o grande amor demonstrado a nós tanto pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo. O amor de Deus é manifesto na vida dos seus santos em todas as épocas. Deus jamais desampara seu povo, a inimizade fora removida. A reconciliação é promovida, pois antes de sermos chamados, éramos inimigos de Deus. Ridderbos falando sobre a pregação de Paulo diz: &lt;br /&gt;Em tudo isso, inteiramente de acordo com o grande tema fundamental da pregação de Paulo, a reconciliação é a obra da redenção que vem de Deus, em Cristo, para o mundo, para a remoção da inimizade para a restauração da paz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fizemos algo para sermos merecedores deste amor? Não! O que poderíamos fazer? Éramos mortos em delitos, reprovávamos suas obras. O amor de Deus pelos seus santos é maravilhoso. O texto de Romanos 5.8 diz “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.”  Eichrodt diz que “em Oséias, encontramos a expressão de amor mais rica e mais profunda de todo o Antigo Testamento.”  E esta expressão é a do matrimônio. Quando lemos Oséias e seu sociodrama com sua esposa, o qual retrata a situação do esposo Yahweh e sua esposa Igreja. Percebemos o terrível pecado da infidelidade pactual com Deus. O amor de Deus é assombroso, pois apesar dos nossos pecados, seu amor por nós continua da mesma forma. Eichrodt diz algo que no meu modo de ver é relevante e deve nos levar ao raciocínio &lt;br /&gt;Mas essa demonstração da idéia de amor na história está muito longe de transformar o amor de Deus em um principio racional, em algo assim como uma lei ética do universo. Esse processo se evita acentuando fortemente o paradoxo inexplicável da capacidade amorosa de Deus, que se descreve como o cortejo a uma prostituta, ou seja, como algo até grotesco, uma conduta que choca tanto à moral quanto ao direito, e também afirmando com a mesma intensidade e paixão na ira divina que jamais encontrou tons mais altos em outro profeta. (Oséias) O amor indignado de Deus é exposto integralmente, em toda sua realidade paradoxal, e até alcança a profundidade de uma luta dentro do mesmo Deus que aparece sofrendo e desconcertado pela falta de amor de seu povo ( Os. 11.8; 6.4). A luta acaba com a vitória do amor (11.9)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança da Consumação X&lt;br /&gt;A Abrangência do amor de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Deus prova seu amor para seu povo?&lt;br /&gt;A Escritura diz que “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” Romanos 5.8. Qual é a idéia do texto?&lt;br /&gt;Já vimos que Deus é fiel ao seu povo por causa de seu Nome. O Senhor vela por seu nome. Em Ezequiel 36. 16-21 a Escritura diz: “16 Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:  17 Filho do homem, quando os da casa de Israel habitavam na sua terra, eles a contaminaram com os seus caminhos e as suas ações; como a imundícia de uma mulher em sua menstruação, tal era o seu caminho perante mim.  18 Derramei, pois, o meu furor sobre eles, por causa do sangue que derramaram sobre a terra e por causa dos seus ídolos com que a contaminaram.  19 Espalhei-os entre as nações, e foram derramados pelas terras; segundo os seus caminhos e segundo os seus feitos, eu os julguei.  20 Em chegando às nações para onde foram, profanaram o meu santo nome, pois deles se dizia: São estes o povo do SENHOR, porém tiveram de sair da terra dele.  21 Mas tive compaixão do meu santo nome, que a casa de Israel profanou entre as nações para onde foi.”&lt;br /&gt;Qual a causa de ser Deus fiel? A resposta se dar quando consideramos quem foi a outra parte contratante da aliança. Berkhof em sua teologia diz o seguinte:&lt;br /&gt;Os que identificam a aliança da redenção e a aliança da graça e consideram antibíblico distinguir entre ambas, naturalmente entende que a aliança primeiramente foi estabelecida com cristo como o Chefe representante dos que o Pai lhe deu, aliança na qual Ele se fez Fiador dos eleitos e, assim, garantiu a sua redenção completa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cristo é a razão do amor de Deus por nós. Ele é a outra parte da aliança.  &lt;br /&gt; O amor de Deus é para todos?&lt;br /&gt; Não! O texto de João 3.36 é bem especifico “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”. O verbo permanece “me,nei” é um indicativo presente ativo.  A idéia é permanecendo. A voz do verbo é ativa, ou seja, Deus está irado. Porque Deus está irado? Por que eles não creram. E qual a razão de não crer? Por que Cristo não os representa. As Escrituras dizem: “ Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra”. João 17.6. O verbo manifestei “VEfane,rwsa,” é um indicativo aoristo ativo. Por estar no indicativo, o aoristo é considerado tempo no passado, e fala de uma ação já completa. O verbo e;dwkaj “confiastes” é um indicativo aoristo ativo. Ou seja, é uma ação passada e completa. Deus não está dando mais ninguém a Jesus, Ele já deu de forma completa e definitiva. O número dos eleitos é fixo. Ninguém entra ninguém sai. O texto continua dizendo que eles têm guardado a palavra. João usou um verbo para guardar “teth,rhkan”  este verbo é um indicativo perfeito aoristo. Ou seja, a guarda da palavra é contínua. Não existe a possibilidade do eleito deixar de guardar a palavra. A lógica é simples: Jesus é seu representante, Deus é fiel a Jesus, Deus honra seu Nome, os eleitos já foram escolhidos e dados a Cristo. Todos aqueles que o Senhor chamou guardam a sua palavra, neles habitam o Selo e Penhor da sua salvação, o Espírito Santo. “13 em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14 o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.” Efésios 1. 13-14. O verbo “ evsfragi,sqhte” fostes selados é um indicativo aoristo passivo, ou seja, o selo é uma ação completa, é um ato histórico que não se repeti. A voz é passiva, ou seja, o homem sofre a ação.&lt;br /&gt; O amor de Deus salvífico só é para os eleitos. Só por eles é que Cristo morreu “e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”.  Efésios 5.2 A preposição u`pe.r “por” + o pronome u`mw/n “nós” ambos estão no genitivo que transmitem a idéia de posse. O próprio verso diz de quem somos propriedade. Cristo nos amou “hvga,phsen” amou, este verbo é um  indicativo aoristo ativo, ou seja, o amor de Cristo por mim é um ato completo e ativo. A prova deste amor de Cristo é que Ele se entregou “pare,dwken” este verbo é um indicativo aoristo ativo, ou seja, a sua entrega é um ato completo e histórico que não pode se repetir. Por ser sua propriedade, Cristo faz isto por mim. Qual a razão de Cristo fazer isto?&lt;br /&gt;Existia um preço a ser pago.&lt;br /&gt;Ridderbos diz o seguinte no seu livro:&lt;br /&gt;A idéia de Mediador que aparece juntamente com essas palavras (em 1 Tm 2.6) designa Cristo como representante autorizado tanto de Deus quanto dos homens. É ele quem representa Deus para os homens e os homens para Deus. Nessa última função ele oferece o pagamento do resgate. A raiz dessa idéia encontra-se no antigo costume legal judaico apresentando na lei de acordo com o qual era possível dar um resgate pela vida condenada (cf. Êx. 31.30)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Deus só demonstra seu amor salvífico por àqueles que Jesus pagou seu preço, que seus pecados foram cancelados e a ira que eles mereciam fora satisfeita. &lt;br /&gt; Ridderbos diz “Deus mostra sua justiça vindicativa no presente e, assim, justifica aqueles que têm fé em Jesus (Rm 3.25,26)”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança da Consumação XI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro aspecto da aliança da consumação é o Conhecimento do Senhor. Em Jeremias 31.34 é dito “Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.”&lt;br /&gt;O que seria isto? Ausência de mestres? E como ficaria o texto de Ef.  4. 11-14 “11 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,  12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,  13 até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,  14 para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.”&lt;br /&gt;Robertson traz algumas posições&lt;br /&gt;Tem-se sugerido que a referência é a substituição de homens que ensinavam de suas próprias fontes por homens que ensinariam somente o que Deus lhes comunicava. Outros relacionam o contraste com a situação final que prevalecerá no céu, onde não haverá lugar para mestres, Calvino sugere que Jeremias ampliou hiperbolicamente este quadro. O profeta fez uso de um modo de expressão que vai além do que se pode esperar que ocorra literalmente  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O texto de Jeremias não estar falando que não existirão pessoas que ensinem uma as outras, pois segundo o texto de Efésios 4. 11-14, o Senhor capacitou a Igreja com certos homens que tem justamente esta função. Então, como explicar a passagem de Jeremias 31.34?&lt;br /&gt; Uma característica bem distinta da aliança da consumação é o fato de não ter mais mediadores como tinha as alianças anteriores. Outra característica era que esta nova aliança não se daria mais em uma nação teocrática. Outra característica era o fato de não existir mais um templo central onde a Lei ficava guardada. Onde o serviço cúltico era mediado por Sacerdotes.&lt;br /&gt; Van Groningem diz o seguinte:&lt;br /&gt;O real conhecimento de Yahweh, como resultado de seu pacto com o povo, será um aspecto integral do escrever-se a sua lei no coração do povo. Ninguém poderá excusar-se de não conhecer Yahweh e sua vontade pactual. Como a noiva conhece o seu noivo e seus desejos e sua vontade, assim Yahweh será conhecido, amado e honrado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Segundo Robertson o texto de Jr 31.34 se referiu à mediação sacerdotal, eis o que diz:&lt;br /&gt;O oficio do mestre era o de mediador da aliança. Moisés, em particular, é apresentado como o “mestre” de Israel (Dt. 4.1; 4.14; 6.1; 5.31; 31.19.22). Em acréscimo, os levitas, os sacerdotes e os profetas eram apresentados nas Escrituras da velha aliança como os mestres do povo de Deus (2 Cr 17.-9; Ed. 7.10; Jr 32.33). Essas pessoas mantinham o ofício de mediadores da aliança.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A aliança da consumação fala-nos de Um Único Mediador, Jesus Cristo. É através Dele que temos conhecimento de Deus, foi Ele quem nos revelou o Pai. Como conheceríamos o Pai, senão através de Cristo? Não precisamos mais de Mediadores humanos que mediem a nossa chegada a Deus. E quanto aos mestres na igreja hoje em diz? Robertson diz:&lt;br /&gt;Entretanto, a presença de mestres hoje no contexto da nova aliança não nega o principio proposto por Jeremias e salientado por Paulo. Todo crente hoje é seu próprio intérprete da Escritura. Os mestres funcionam neste período intermediário somente para ajudar os crentes na realização a unidade direta que eles agora experimentam com Deus mediante estipulações da nova aliança. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; A aliança da consumação tem características consumadas. O que as outras alianças anunciavam a aliança da consumação realizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliança da Consumação XII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O quarto aspecto da aliança da consumação é o Perdão dos pecados. Surge mais uma vez algumas questões que precisam ser consideradas.&lt;br /&gt;a- Não havia perdão nas alianças anteriores?&lt;br /&gt;b- Não havia esquecimento dos pecados?&lt;br /&gt;O que o texto de Jeremias 31.34 quer dizer? &lt;br /&gt;Sim havia expiação de pecados nos antigos estágios da Aliança da Redenção, as especificações no livro de Levitico caps. 1-7 apontam para isto. No que diz respeito ao esquecimento de pecados, lemos no texto de Hb. 10.1-4 o seguinte “ Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem.  2 Doutra sorte, não teriam cessado de ser oferecidos, porquanto os que prestam culto, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais teriam consciência de pecados?  3 Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos,  4 porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados”. No texto de Hb. 9.9 diz “ É isto uma parábola para a época presente; e, segundo esta, se oferecem tanto dons como sacrifícios, embora estes, no tocante à consciência, sejam ineficazes para aperfeiçoar aquele que presta culto” A consciência não era aperfeiçoada. Esta é uma das marcas distintivas da Aliança da Consumação. &lt;br /&gt;O texto de Jr 31. 33-34 aponta para uma continuidade da aliança, entretanto não com a mesma abrangência e eficácia. A aliança não seria mais com uma nação teocrática e sim com todos os eleitos em todo lugar. A aliança não seria caracterizada pela repetição de sacrifícios. O fato de ter sacrifícios nos estágios anteriores da Aliança da Redenção aponta que já existia expiação. A questão é: Será que a expiação que era feita aperfeiçoava a consciência do pecador? Hb. 9.9 diz que não! Isto quer dizer que os sacrifícios feitos nos estágios anteriores eram totalmente ineficazes? Hb. 9.13 diz que não! Entretanto, o detalhe reside aqui. Aquilo que o sacrifício antigo não fez o novo sacrifício fez. Hb. 9.14. E a diferença é cúltica. Ou seja, a diferença era o serviço litúrgico. Quando o Sumo Sacerdote entrava no Santo dos Santos, ele primeiramente fazia expiação por si e pela sua família depois saia e entrava de novo e fazia expiação pelo povo. O diferencial com Cristo é que Ele é a Oferta e o Ofertante. E a sua ida ao Santo dos Santos foi uma vez só e o resultado desta ida é eterna redenção, e qualificação para servimos ao Deus vivo.&lt;br /&gt; No material traduzido pelo Rev. Sebastião Arruda sobre Teologia Bíblica do Antigo Testamento, que analisa o texto de Hebreus 8. 9-12 o qual cita a passagem de Jr. 31.33-34 mostra-nos que a aliança renovada é melhor do que a antiga aliança. &lt;br /&gt;A Aliança Renovada é melhor porque é uma Aliança interna: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei (31:33). O participante da Aliança Renovada possui algo que os tementes a Deus das épocas passadas nunca tiveram. Ele possui o Espírito Santo que habita nele. Ele tem o Guardião da Aliança habitando nele. Isso faz uma grande diferença. Significa que Deus tem presenteado o seu povo, de um modo especial, agindo neles de dentro para fora. A Aliança Renovada é melhor porque é completa: Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei. (Jr 31.34).&lt;br /&gt;A Antiga Aliança era principalmente judaica em sua extensão. Ela estava focalizada na terra de Israel e nos sacrifícios que tinham lugar em Jerusalém. Se você quisesse entra na Antiga Aliança e não era judeu, você tinha que tornar-se um prosélito. Isso incluía circuncisão e uma adesão à Lei. Mas isso é mudado com a Aliança Renovada. Muito embora ela tenha sido feita com a casa de Judá e com a casa de Israel, ela tem o mundo como objetivo e convida todos os homens a entrar no reino. A Aliança Renovada é melhor porque ela Perdoa Pecados: Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei (31:34). Os israelitas quebraram a Antiga Aliança. Deus escreveu os seus mandamentos em tábuas de pedra e quando os israelitas desobedeceram, Moisés pegou as tábuas e as quebrou. Mas a Aliança Renovada não é escrita em tábuas de pedra. Ela é escrito no coração dos homens. E, por ser escrita no coração dos homens, traz consigo os meios de cumprir suas obrigações. Como pode ser possível cumprir as obrigações da Aliança Rrenovada? Simplesmente confiando naquele que as cumpriu a seu favor. Isso é o que diz o verso 34: “Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei”. Essa era a maior falha na Antiga Aliança. Não podia perdoar pecados. Podia apenas cobri-los temporariamente com sacrifícios de animais que apontavam para um cumprimento futuro. Mas o sangue de ovelhas e cabras nunca pôde perdoar pecados. Para tanto, havia a necessidade de uma Aliança Renovada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando o escritor aos Hebreus fala da antiga e nova aliança. Faz um contraste entre o antigo método de chegar-se a Deus e o atual. Precisamos compreender isto para não chegarmos à conclusão errada que existem só dois tipos de aliança e ambas são inimigas uma da outra.&lt;br /&gt;Em todos os estágios anteriores da Aliança da Consumação, (Aliança do Começo, Preservação, Abraâmica, Lei, Reino) a expiação de pecados era através de sacrifícios que se repetiam. Já a Aliança da Consumação teria algumas características distintas.&lt;br /&gt;1- Não haveria necessidade de vários mediadores&lt;br /&gt;2- Não haveria necessidade de repetição de sacrifícios&lt;br /&gt;3- As promessas são superiores Hb. 8.6&lt;br /&gt;4- É seria sem defeito, ou seja, não seria sombra. &lt;br /&gt;5- É o último estágio da graça.&lt;br /&gt;Uma prova evidente que a nova aliança não é “nova” no sentido de algo que não existia e passou a existir é o termo que o escritor aos Hebreus emprega “Kainh.n”  Kistemaker diz “o adjetivo transmite a idéia de novidade que vem do antigo e pode mesmo existir junto com o antigo: O Antigo Testamento e o Novo Testamento”  A nova aliança é diferente no que diz respeito a sua ministração. Mas a relação pactual continua a mesma: Deus X Povo.&lt;br /&gt;Kistemaker considerando a relação que há entre a antiga e a nova aliança diz&lt;br /&gt;A antiga aliança era baseada na lei de Deus dada aos israelitas durante a primeira parte da jornada deles no deserto. Embora a lei que era básica para a aliança fosse perfeita, não poderia tornar o homem perfeito (hb 7. 11,19). Por causa da fraqueza não da aliança em si, mas do homem. Deus inaugurou uma nova aliança. A nova veio da antiga e por um certo período ambas co-existiram: A nova tornou o lugar da antiga quando esta última começou a desaparecer (8.13)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-5472551488781115315?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/5472551488781115315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=5472551488781115315' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/5472551488781115315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/5472551488781115315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/01/alianca-da-consumacao-v-juizo.html' title=''/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-196703855659449767</id><published>2010-01-06T03:53:00.003-08:00</published><updated>2010-01-06T03:53:51.064-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aliança da Consumação IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo visível que compõe a aliança é misto, a igreja visível é formada por trigo e joio, o joio nunca produzirá frutos, o trigo por sua vez produz. Jesus proibiu que se arrancasse o joio Mt. 13. 24-30.&lt;br /&gt;Por que será que o Senhor disse isto?&lt;br /&gt; O problema é que não conseguimos discernir atos. Quais critérios usaríamos para discernir os atos pecaminosos do joio (iluminado) dos atos pecaminosos de crentes genuínos que são fracos e que se escandalizam com tudo?&lt;br /&gt; O Senhor se encarregará de fazer tal separação.&lt;br /&gt; Mas antes desta separação, será que existe um mecanismo que o Senhor usa para correção e restauração?&lt;br /&gt; Sim! Existe.&lt;br /&gt; Este mecanismo é o juízo, ele é instrumento de restauração da aliança.&lt;br /&gt; Eichrodt sobre isto diz o seguinte: &lt;br /&gt;Havendo no povo boa vontade, a fidelidade de Yahweh à aliança, seu hesed, cuidará de que, apesar das transgressões individuais, a continuidade da aliança não seja abalada. Ele mesmo procura até os meios de expiação e colabora com seus fiéis para encontrar e castigar aos culpáveis que, de outra maneira, ficariam impunes. Por isso, a expectativa de seu castigo é viva, mas se refere sempre a castigos divinos isolados, que não têm por finalidade um juízo aniquilador, que dissolva a aliança, mas ao contrário, tendem a manter precisamente a relação de aliança eliminando as realidades que a estorvam &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As Escrituras apresentam os seguintes textos sobre isto: Js 7; 1 Sm 14.36-49; 2 Sm 21. 1-14&lt;br /&gt; A intervenção de Iahweh em favor de seu povo é algo perceptível, Israel sabia disto, o tempo em que sentia bem de perto a presença poderosa de Yahweh era no dia da batalha. O povo da aliança sentia bem de perto a presença e atuação de Deus em seu favor. Havia uma identificação muito forte do relacionamento de Deus com seu povo, o próprio fato de arca está no meio do povo, sair com o povo para a guerra, é sinal que Deus está presente no meio do povo e com seu povo.&lt;br /&gt; Eichrodt comenta o seguinte “Por isso, a idéia de guerra santa é coisa preferida de épocas em que sentiu um laço especialmente estreito com o Deus soberano e experimentou-se sua presença salvadora” .&lt;br /&gt; É importante entendermos a questão da disciplina na aliança. Quando o povo quebrava os preceitos da aliança experimentava o afastamento de Deus e isto se tornava evidente para eles através das derrotas, e isto era muito doloroso, pois a atuação de Deus para o povo não era algo abstrato e sim experimental. O povo sabia que Deus era Salvador, pois sua história atestava isto, não experimentar a salvação de Deus era algo horrível. Este afastamento não se dá somente no contexto nacional, mas também individual. É aqui que a disciplina no contexto que vivemos torna-se nossa conhecida. Como o Senhor corrige seu povo hoje em dia? &lt;br /&gt; Por não estarmos mais em uma teocracia, o castigo não virá em tom de derrotas militares, o castigo virá em caráter eclesiástico ou pessoal. No que diz respeito ao eclesiástico, poderíamos perceber que todo vez que Senhor corrige seu povo, existe uma relação com a operação do erro, onde o falso ensino e os falsos mestres proliferam na igreja. No que diz respeito ao caráter individual, a disciplina repousa sobre o individuo tornando-se visível por suas ações mal sucedidas, tribulações, angustias. Sl. 32. 3-4; 39.11; 102. 3-10.&lt;br /&gt; Eichrodt diz algo interessante sobre esta questão da finalidade do juízo de Deus&lt;br /&gt;Por conseguinte, as intervenções de Yahweh como Juiz, deveríamos atribuir, o caráter exclusivo de atos transitórios e condicionados por situações passageiras, incapazes de pôr em perigo o destino eterno do povo de Deus. Não havia espaço para uma expectativa de um desastre de tipo escatológico &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A situação do juízo é irreversível? Não!&lt;br /&gt; A esperança é que o pecado seja confessado e Deus sendo o Deus da aliança irá reverter à situação. Essa era a esperança de Israel em momentos de crise, essa deve ser a esperança da Igreja que passa por momentos difíceis, essa deve ser a esperança de quem está debaixo da disciplina do Senhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-196703855659449767?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/196703855659449767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=196703855659449767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/196703855659449767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/196703855659449767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/01/alianca-da-consumacao-iv-o-povo-visivel.html' title=''/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-8008470375798944637</id><published>2010-01-06T03:53:00.001-08:00</published><updated>2010-01-06T03:53:21.090-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aliança da Consumação III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando observamos o conceito de corporativismo bíblico, devemos ter em mente alguns detalhes:&lt;br /&gt;a- A aliança tem dois aspectos: Interno e externo&lt;br /&gt;b- E conseqüentemente dois aspectos sacramentais: Interno e externo&lt;br /&gt;Isto é importante entendermos, para compreensão do funcionamento do relacionamento de Deus com seu povo. Robertson diz:&lt;br /&gt;A dimensão da promessa do corporativismo bíblico aparece plenamente nas estipulações feitas ao longo de linhas genealógicas. Ao entrar no relacionamento de aliança, Deus não somente faz promessas sobre a salvação do crente individual; oferece também promessas com relação à descendência do participante da aliança &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se diz que a aliança tem dois aspectos, interno e externo, isto aponta para realidades distintas ou não.&lt;br /&gt;A aliança em seu contexto pleno é a que abarca os dois aspectos, mas fica evidente na historia da Igreja tanto do Antigo quanto do Novo Testamento que há certos indivíduos que só em “um” aspecto da aliança enquanto outros têm os “dois”.&lt;br /&gt;O que seria isto?&lt;br /&gt;Os indivíduos que só tem um aspecto e conseqüentemente um aspecto sacramental são aqueles que foram circuncidados na carne ou batizados, mas esta realidade externa não se manifesta de forma interna, ou seja, são circuncidados na carne, mas não são no coração. Da mesma sorte indivíduos que são batizados com água, mas não foram com o Espírito Santo, ou seja, não foram regenerados. &lt;br /&gt;Os indivíduos que experimentam os dois aspectos são os eleitos de Deus, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Alguém poderia perguntar Qual a razão de dar o sacramento de iniciação para crianças? Não seria melhor esperar que elas crescessem? A resposta é que o sacramento visível não salva e não tem por finalidade a salvação e sim a iniciação na aliança, o circuncidado ou batizado na infância crescia no ambiente da aliança e sendo eleito Deus o circuncidaria ou batizaria. O aspecto interno da aliança quem aplica é Deus.&lt;br /&gt;A comunidade da aliança é chamada para viver em comunhão com as clausulas da aliança, Van Groningen descrevendo o pecado de Judá disse:&lt;br /&gt;O pecado contra o Deus Yahweh foi cometido ao serem quebrados os três mandatos da aliança da criação. Foram cometidos graves pecados espirituais; ídolos foram confeccionados e adorados. Também foram cometidos graves pecados sociais  e culturais. Estes ficaram evidentes pela ignorância, rejeição e violação dos mandamentos do Deus Yahweh &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os eleitos de Deus podem quebrar as clausulas da aliança?&lt;br /&gt; É claro que sim! Por serem pecadores, podem e fazem isto constantemente.&lt;br /&gt; É neste ponto que necessitamos compreender algumas questões&lt;br /&gt;1- O povo visível de Deus é misto, usando uma linguagem do Novo Testamento é formado por trigo e joio&lt;br /&gt;2- Quando a Igreja está afastada por completo, ou seja, o trigo também está quebrando a aliança, ele recebe os castigos da aliança&lt;br /&gt;3- O problema é distinguimos o que seria para uns, “disciplina do Senhor” e para outros, “juízo”&lt;br /&gt; Como existe um corporativismo, dá mesma sorte que o joio é abençoado quando o trigo cumpre as clausulas da aliança, também quando o trigo se comporta como joio as maldições da aliança recaem sobre ele. De sorte, que não é prudente classificar quem é que no contexto da Igreja. Se porventura o evangelista não tivesse posto a história de Dimas (o ladrão da cruz) que diria que ele seria salvo? Se as Escrituras não falassem sobre o arrependimento de Manasses, certamente o classificaríamos como ímpio? E talvez fosse? Mas como podemos saber? Se as Escrituras não tivessem dito que Jacó era eleito de Deus, será que levando em conta seu passado, diríamos que ele era eleito de Deus?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-8008470375798944637?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/8008470375798944637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=8008470375798944637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/8008470375798944637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/8008470375798944637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/01/alianca-da-consumacao-iii-quando.html' title=''/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-2453075158028309815</id><published>2010-01-06T03:52:00.001-08:00</published><updated>2010-01-06T03:52:43.205-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aliança da Consumação II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo conceito da aliança da consumação é Ser o seu Deus e ser o seu povo. A pergunta que fora feita em relação à questão das leis é feita novamente, este elemento é estranho às alianças anteriores? R- Não!&lt;br /&gt;O Senhor tinha dito isto em Êxodo 19. 5-6. Observamos lá o elemento condicional da propriedade. Analisando isto a luz de toda a revelação percebemos que só os verdadeiros israelitas são filhos de Deus Rm 9. 6-13. E mesmo dentre os descendentes de Jacó nem todos foram israelitas verdadeiros, João Batista disse isto: Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura?  8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento;  9 e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão.  10 Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Mateus 3. 7-10&lt;br /&gt;Existe uma seqüência de fatos&lt;br /&gt;1- Nem todos que são descendentes naturais de Abraão são seus descendentes espirituais &lt;br /&gt;2- Os descendentes de espirituais de Abraão produzem frutos&lt;br /&gt;O texto de Romanos 4. 1-18 é claro sobre isto, Abraão foi justificado quando incircunciso, a circuncisão fora o elo da fé que ele teve. De sorte que todo aquele que não fosse judeu, ou seja, incircunciso. Mas tendo fé seria chamado descendente seu. “Ver verso 16 de Romanos 4”.&lt;br /&gt;Como poderíamos entender a questão de Ser o Seu Deus e ser o seu povo, na aliança da consumação?&lt;br /&gt;1- Percebemos um fator de continuidade&lt;br /&gt;2- Percebemos a extensão deste fato, para os irmãos do Antigo Testamento a extensão da promessa estava condicionada a ser judeu ou sendo gentio, tornar-se prosélito&lt;br /&gt;3- Na revelação progressiva que viria com o Novo Testamento, povo de Deus é quem professa fé e tem frutos de arrependimento &lt;br /&gt;Robertson nos diz algo interessante sobre esta relação de quem é israelita verdadeiro&lt;br /&gt;Embora tantas vezes desconsiderado, deve ficar claro desde o princípio da história da nação escolhida que um israelita não pode ser definido simplesmente como uma pessoa etnicamente descendente de Abraão. Ao longo da história israelita, qualquer gentio podia torna-se um “judeu” com direitos plenos, por professar a fé de Abraão. Ao mesmo tempo, qualquer dos descendentes raciais de Abraão ser declarados como não participante da nação israelita em virtude da violação da aliança. As perspectivas bíblicas sobre este assunto resistem obstinadamente aos esforços no sentido de forçar uma definição de “Israel” ao longo de linhas puramente étnicas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aqui é importante a compreensão do que é corporativismo bíblico como algo essencial da aliança, existe uma relação pessoal, mas também uma relação com os descendentes. Um exemplo disto é o texto de Jeremias 32.39 vemos aqui uma relação com Êx. 20. 4-6.&lt;br /&gt; Quando Pedro fala em Atos 2.39 fala-nos do principio do corporativismo bíblico, a idéia do corporativismo não e estranha as alianças, vemos ele em todos os estágios da aliança&lt;br /&gt;1- Na aliança do começo vemos questão do corporativismo, As Escrituras dizem que Caim foi do Maligno 1 João 3.12 e com Sete e seu descendente que se passou a invocar o nome do Senhor Gn 4. 26&lt;br /&gt;2- Na aliança noética, Deus faz aliança com Noé e seus filhos Gn 9. 8-17&lt;br /&gt;3- Na aliança Abraamica, Deus faz aliança com Abraão e sua posteridade Gn. 17. 9-14&lt;br /&gt;4- Na aliança Mosaica é feita aliança entre Moisés e todo o povo Ex. 19. 1-8&lt;br /&gt;5- Na aliança Davidica é feita aliança ente Davi e seus descendentes 2 Sm 7. 12-17; Sl 89. 3-4&lt;br /&gt;6- Na aliança da consumação não poderia ser diferente Jr. 32. 38-41&lt;br /&gt; Isto são os aspectos de continuidade na aliança da consumação, percebemos que o que há de novidade, não é no sentido de algo estranho a essência, mas de uma amplificação de algo já estabelecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-2453075158028309815?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/2453075158028309815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=2453075158028309815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/2453075158028309815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/2453075158028309815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/01/alianca-da-consumacao-ii-o-segundo.html' title=''/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-7546514647000425904</id><published>2010-01-06T03:50:00.000-08:00</published><updated>2010-01-06T03:51:19.880-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aliança da Consumação (parte I)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é aliança da Consumação?&lt;br /&gt;É o ultimo estágio das alianças, ela foi revelada em Jeremias 31. 31-34, mas será que existem outras passagens, onde o conceito deste novo estágio de aliança exista?&lt;br /&gt;Vemos estes conceitos em: Jr. 32. 37-44; 50.4; Ez 37. 15-28&lt;br /&gt;Quais são os conceitos desta nova aliança?&lt;br /&gt;1- Impressão das leis na mente e no coração&lt;br /&gt;2- Ser o seu Deus e ser o seu povo&lt;br /&gt;3- Conhecimento do Senhor&lt;br /&gt;4- Perdão de pecados&lt;br /&gt;Interessante estes elementos, será que esta nova aliança é uma nova aliança no sentido de possuir elementos novos e estranhos? Será que nas alianças anteriores estes elementos não estavam presentes? &lt;br /&gt;O que quer dizer: Impressão das leis?&lt;br /&gt;O texto fala de contrastes. Desde o Sinai a Lei foi gravada em pedras e posta no Santo dos Santos; sob este novo estágio a Lei não ficará mais em pedra guardada em um determinado lugar, ela estará na mente e nos corações dos santos de Deus e isto aponta para uma nova realidade, de sermos templo de Deus. 2 Co 3.3; 1 Pe 2.5&lt;br /&gt;Van Groningen em seu livro diz o seguinte:&lt;br /&gt;A lei, proferida por Deus no Sinai e escrita em pedra quando a aliança foi confirmada no tempo de Moisés, era um esboço da vida no reino dentro da vida de uma nação teocrática. Essa lei continuaria para sempre. Contudo, de acordo com Jeremias, ela não continuaria a existir e funcionar no cenário de uma teocracia nacional. A lei seria escrita no coração dos membros da comunidade da aliança renovada. A essência do modo de vida e serviço do reino, conforme haviam sido instruídos não mudaria. Uma vez que viesse o Mediador e o Espírito Santo fosse derramado, essa lei seria internalizada no coração e não mais em tábuas externas de pedra (...). E importante repetir: A lei dada no contexto do Antigo Testamento não mudou, em termos de essência e exigências, quando a aliança renovada entrou plenamente em efeito. Continuou a ser a instrução de Yahweh para o viver no Novo Testamento.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da obediência das leis sempre foi requisito dentro das alianças. Robertson diz o seguinte: &lt;br /&gt;Deve-se lembrar, de certo, que também a velha aliança esperava uma essencial mudança de coração. A lei de Deus devia estar no coração dos participantes da velha aliança (cf. Dt 6.6; 11.18; 10.12,16; 30.6,14) Entretanto, só na nova aliança torna-se assegurada a inscrição da lei por Deus mesmo no coração humano &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ato feito por Deus se torna o diferencial do estagio de graça, isto quer dizer que não pecamos mais? De forma nenhuma! Mas até mesmo a relação de perdão é alterada, antes nos estágios anteriores, tinha que ter sacrifícios repetíveis os quais apontavam para uma realidade não final, depois de Cristo não se fazem mais sacrifícios, pois o nosso sacrifício foi feito de forma definitiva. Hb 8&lt;br /&gt;A relação de obediência a Deus é algo implícito em qualquer estágio da aliança. &lt;br /&gt;Na aliança do começo, os mandatos não foram invalidados por causa do pecado. O homem deveria cumprir o mandato cultural Gn 3.17-19. A mulher continuaria tendo a possibilidade de gerar filhos Gn 3.16 e ambos eram conclamados a pratica do mandato espiritual Gn 4. 3-7. A prática do culto não foi abolida por causa do pecado. &lt;br /&gt;Na aliança noetica, Deus ordena Noé fazer a arca Gn. 6. 11-18&lt;br /&gt;Na aliança abraamica, Deus manda Abraão sair da sua terra  Gn 12. 1-3&lt;br /&gt;Na aliança Sinaítica, O Senhor manda Moisés tira seu povo  Ex 3. 1-24 &lt;br /&gt;Na aliança Davidica, O Senhor escolhe Davi e faz aliança com ele e estipula clausulas para com ele e sua posteridade 2 Samuel 7. 12-17&lt;br /&gt;A questão não era que o povo não tivesse leis, eles tinham, entretanto eles não obedeciam por completo. Da mesma forma como nós não obedecemos por completo. Mas por que estamos num estágio de graça superior, a lei do Senhor não está em algum lugar que não temos acesso, ela está inscrita em nossos corações, somos templo de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-7546514647000425904?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/7546514647000425904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=7546514647000425904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/7546514647000425904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/7546514647000425904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/01/alianca-da-consumacao-parte-i-o-que-e.html' title=''/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-762452577476384926</id><published>2010-01-06T03:47:00.000-08:00</published><updated>2010-01-06T03:49:16.688-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quais as conseqüências da Queda e da Inimizade do Homem caído no Reino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Senhor Deus criou o homem e a mulher eles eram os vice-regentes da criação. O Éden era seu palácio real.&lt;br /&gt;Van Groningem diz: “O jardim do Éden era, também, o lugar do conhecimento e da vida. Estes dois aspectos foram representados pelas duas árvores que Yahweh destacou.” &lt;br /&gt;Adão e Eva tinham conhecimento? É lógico que sim! Como o homem poderia cumprir o mandato cultural se não tivesse conhecimento? Como cumpririam o mandato social se não tivessem conhecimento sexual? &lt;br /&gt;Então, qual razão da árvore do conhecimento do bem e do mal? Qual a razão de Deus ter dado esta ordem: “ Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.  16 E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente,  17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Genesis 2:15-17. &lt;br /&gt;A razão é por limites ao homem.&lt;br /&gt;Van Groningem diz: &lt;br /&gt;Um fator essencial a ser compreendido é o fato desta árvore, cujo fruto foi proibido, ter representado a determinação expressa de Yahweh para o homem e a mulher. Eles foram feitos cientes da verdade de que Yahweh, exercitando sua soberania, lhes impôs limitações. Isso significava que existiam experiências e aquisições possíveis em que a humanidade não deveria estar envolvida ou das quais não se deveria apoderar. Deste modo, Deus Yahweh estabeleceu um limite para as experiências de vida dos seus vice-regentes. Eles conhecendo e gozando da bondade que era deles no Èden, não deveriam, em orgulho e auto-engrandecimento, desejar e procurar alcançar mais que aquilo que lhes havia sido dado. Desejar, procurar alcançar e tomar o proibido resultaria em um esforço para ser como Deus (Gn. 3.22) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dentro desse limite o homem goza real liberdade, paz e comunhão com Yahweh. Mas, acontece algo: o homem quebra o pacto. Esta atitude do homem resultou em rebelião contra Deus. Van Groningem diz: &lt;br /&gt;O mal moral ou espiritual é a condição da criatura de Deus que, tendo sido criada como boa, se rebela e torna-se um adversário rebelde. O ódio, a inveja e a malicia controlam a mente, o desejo e o coração. Os relacionamentos estabelecidos em amor para durarem a vida toda são desfeitos, são quebrados. Os deveres e responsabilidades são rejeitados e planos e métodos contrários são imaginados e levados a efeito. O engano e a mentira prevalecem nos corações dos maus  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O desastre consiste no fato de Adão e Eva serem os vice-regentes, Satanás não tinha recebido as prerrogativas reais, então, para que o pecado fosse introduzido no mundo era necessário que fosse pelos vice-regentes da criação. Sobre isto, Van Groningem diz o seguinte:&lt;br /&gt;Satanás percebeu que para ganhar a influência no Éden e, conseqüentemente, introduzir o mal e o pecado dentro dele e, desse modo, em todo o cosmos, ele teria que ganhar o controle e a influência penetrante sobre os vice-regentes edênicos designados e qualificados por Deus Yahweh  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A queda provocou conseqüências absurdas na criação. Agora no palácio real dos vice-regentes for instituído um reino contrário, aspectos que militariam contra os aspectos do Reino que Yahweh instituiu. A própria argumentação de Satanás para Eva já denunciava aspectos do reino parasita. Deus é mostrado como uma divindade ciumenta, insegura que teme que o homem se torne como Ele. Por causa disto, deu a ordem para que o homem não comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal. Satanás se apresenta como um ser que veio esclarecer o homem da sua possível posição que o inseguro Yahweh tinha proibido. Gn 3.6 diz: Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Van Groningem faz o seguinte comentário: “ Satanás fez Eva pensar que o fruto, atraente em aparência, quando comido, iria “le haskil” tornar sábio, eficiente, bem sucedido. Um Deus mesquinho havia contido o prazer e o sucesso dela”  O que segui a isso foi a mais miserável desgraça. Van Groningem desenha o seguinte quadro:&lt;br /&gt;Eles, então, perceberam que não haviam obtido prazer e sucesso como deuses, mas como seres humanos que duvidaram e desobedeceram, haviam perdido a dignidade e segurança dadas por Deus. Eles entenderam que estavam nus; eles foram expostos diante de Satanás, um diante do outro, diante do cosmos e diante de seu Deus. Eles haviam quebrado o seu relacionamento com Yahweh, com o cosmos e um com o outro. A transgressão, o fracasso, a desobediência, o pecado e o mal lhes haviam sido apresentados e eles sucumbiram. Eles se tornaram quebradores do pacto; perderam seu senso de serem governadores reais com Deus Yahweh. Eles tomaram do cosmos (folhas de figueira) sobre o qual eles deveriam governar, e se esconderam atrás delas. Desse modo, abdicaram do “trono” que Deus lhes havia dado; tornaram-se dependentes de folhas (de forma alguma duradoura) e, pelo seu uso, separaram-se um do outro e do seu Deus pactual. Tornaram-se indivíduos isolados e perderam o sentido de unidade e harmonia entre eles mesmos, entre eles e o cosmos e entre eles e Deus. A rendição de Adão e Eva a Satanás foi completa. Seu pecado contra Yahweh também foi. Quando seguiram as sugestões enganosas de Satanás, seus corações foram corrompidos; o pecado e o mal já tinham uma fonte ou raiz no Éden. Satanás obteve uma vitória. Ele ganhou o domínio sobre os vice-regentes pactuais de Yahweh e, por isso, sobre o cosmos. Satanás teve sucesso no estabelecimento do seu reino, trono e domínios substitutos. Ele estabeleceu seu reino no cosmos. Mas este era um reino parasita    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Desse modo é estabelecida a inimizade que o Homem natural tem com seu Criador. A questão é: Chegou o fim o que tinha começado há tão pouco tempo? A resposta é Não! A verdade é que se Deus não tivesse quebrado esta relação de inimizade, o homem jamais poderia voltar a ser vice-regente pactual.  &lt;br /&gt; Por isso, quem está em Cristo é nova criação e experimenta reconciliação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6815479228363008702-762452577476384926?l=ipcbpaulista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/feeds/762452577476384926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6815479228363008702&amp;postID=762452577476384926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/762452577476384926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6815479228363008702/posts/default/762452577476384926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ipcbpaulista.blogspot.com/2010/01/quais-as-consequencias-da-queda-e-da.html' title=''/><author><name>IPCB Paulista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06941050201036697360</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_njoMzhs7E0k/SXwzt8Vnf1I/AAAAAAAAAB4/_h5HbGpDO4M/S220/Ostens%C3%B3rio+Pericorese.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6815479228363008702.post-382838771295896490</id><published>2009-03-14T10:40:00.000-07:00</published><updated>2009-03-14T10:42:12.965-07:00</updated><title type='text'>Tiago 1. 19-27</title><content type='html'>Introdução: O ILUSTRE VISITANTE&lt;br /&gt;Ruth, olhou em sua caixa de correio, mas só havia uma carta. Pegou-a e a olhou antes de abri-la. Mas logo parou, para observar com mais atenção. Não havia selo nem marcas do correio, somente seu nome e endereço. Ela decidiu ler a carta: "Querida Ruth. Estarei próximo de sua casa, no sábado à tarde, e passarei para visitá-la. Com amor, Jesus."As mãos da mulher tremiam quando colocou a carta sobre a mesa. "Por que Jesus iria querer visitar-me? Não sou ninguém especial, não tenho nada para oferecer-lhe..." - pensou. Preocupada, Ruth recordou o vazio reinante nas estantes de sua cozinha. "Ai, não!, não tenho nada para oferecer-lhe. Terei que ir ao mercado e comprar alguma coisa para o jantar." Ruth abriu a carteira e colocou o conteúdo sobre a mesa. Era muito pouco, suficiente apenas para comprar pão e alguma outra coisa. Ruth colocou um abrigo e se apressou em sair. Um pão francês, um pouco de peru e uma caixa de leite. Sobram-lhe apenas alguns trocados, que deveriam durar até a segunda-feira, quando receberia sua pensão novamente. Mesmo assim, sentiu-se bem e saiu a caminho de casa, com sua humilde compra debaixo de um dos braços.- Olá, senhora, pode nos ajudar? Ruth estava tão distraída pensando no jantar, que não viu as duas pessoas que estavam de pé no corredor. Um homem e uma mulher, os dois vestidos com pouco mais que farrapos. - Olhe, senhora, não tenho emprego. Minha mulher e eu temos vivido ali fora na rua. Está fazendo frio e estamos sentindo fome. Se a senhora pudesse nos ajudar, ficaríamos muito agradecidos.Ruth olhou para eles com mais cuidado. Estavam sujos e tinham mal cheiro e, francamente, ela estava segura de que eles poderiam conseguir algum emprego se quisessem. - Senhor, eu queria ajudar, mas eu mesma sou uma mulher pobre. Tudo que tenho são umas fatias de pão, mas receberei um hóspede importante esta noite e planejava servir-lhe isso. - Sim, senhora, entendo, de qualquer maneira, obrigado - respondeu o homem. O pobre homem colocou o braço em volta dos ombros da mulher, e os dois se dirigiram para a saída. Ao vê-los saindo, Ruth sentiu um forte pulsar em seu coração. - Espere! O casal parou e voltou à medida que Ruth corria para eles e os alcançava na rua:- Fiquem com isso tudo - disse ela.- Mas, e o seu convidado, senhora?- Eu dou um jeito. Não se preocupem.Quando a mulher estendeu as mãos para pegar o lanche, Ruth percebeu que a mulher tremia de frio. - Sabe, tenho outro casaco em minha casa, tome este - ofereceu Ruth. Ela desabotou o próprio casaco e o colocou sobre os ombros da mulher. - Obrigado, senhora, muito obrigado - despediu-se, agradecido, o casal. &lt;br /&gt;Sorrindo, voltou a caminho de casa, sem seu casaco e sem nada para servir para Jesus.Ruth estava tremendo de frio quando chegou à porta de sua casa. Procurou a chave rapidamente na bolsa, enquanto notava outra carta na caixa de correio. "Que esquisito, o carteiro nunca vem duas vezes em um dia" - pensou ela. Apanhou a carta e a abriu: "Querida Ruth. Foi bom vê-la novamente. Obrigado pelo delicioso lanche e pelo casaco. Com amor, Jesus."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elucidação: O autor identifica-se somente como Tiago. O nome era bastante comum; e o NT enumera pelo menos cinco homens com este nome, dois dos quais eram discípulos de Jesus e um era seu irmão. A tradição atribui o livro ao irmão do Senhor, e não há motivos para questionamentos. Evidentemente, o escritor era bastante conhecido, e Tiago, o irmão de Jesus, logo se tornou líder da igreja em Jerusalém (At 12.17; 15.13-21; 21.18; Gl 1.19; 2.9,12). A linguagem da carta é semelhante à da fala de Jesus em At 15. Aparentemente, Tiago era um descrente durante o ministério de Jesus (Jo 7.3-5). Uma aparição de Cristo a ele após sua ressurreição (1Co 15.7) provavelmente o tenha levado a essa conversão; pois ele é enumerado com os crentes de At 1.14. O historiador Judeu Josefo indica que Tiago foi apedrejado até a morte por volta de 62 dC; então, se ele é o autor, a carta foi escrita antes dessa data. O conteúdo do livro sugere que pode ter sido escrita um pouco antes do concílio da Igreja relatado em At 15, que se reunião por volta de 49 dC. Não podemos se dogmáticos, e só se pode concluir que a carta provavelmente tenha sido escrita entre 48 e 62 dC. Ao invés de especular ou debater sobre teorias religiosas, Tiago direciona seus leitores para uma vida piedosa. Do Início ao fim, o tom desta carta é imperativo. Em 108 versos, são dados 54 mandamentos evidentes, e 7 vezes Tiago chama a atenção para suas declarações usando termos de natureza imperativa. Esse “servo de Deus” (v.1) escreve como alguém supervisionando outros escravos. O resultado é uma declaração da ética cristã, que se iguala a ensinamentos semelhantes no NT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema: Como deve ser a vida de um cristão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Divisão: O Cristão controla seus sentimentos- versos(19-21)&lt;br /&gt;No verso 19 Tiago fale de algumas atitudes que o cristão tem que ter: Deve ser pronto para ouvir; Tardio para falar; tardio para irar-se, o que chama a atenção aqui é o contraste entre “pronto” que no grego é tacu.j e se traduz por rápido, pra que? Para ouvir, da mesma sorte o “tardio” que no grego é bradu.j que se traduz por lento.pra que? Pra falar, pra irar. Qual o motivo que o irmão do Senhor levanta para esta afirmação? Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus, o verbo no grego para “opera” é evrga,zetai e este verbo está no indicativo presente passivo, isto que dizer que a ira do homem, justiça de Deus não opera, esta justiça aqui se refere ao padrão que Deus quer que existe entre as criaturas: de vida, atos e pensamentos.&lt;br /&gt;Portanto despojai-vos, o verbo aqui é avpoqe,menoi este verbo está no particípio com sentido de imperativo, aoristo, médio, nominativo, ou seja, é uma ordem, que deve ser feita de modo completo, e que você é que deve fazer, a idéia no original é a mesma de tirar a roupa, mas devo despojar-me de que? Devo tirar que roupa?&lt;br /&gt;a-     A da Impureza&lt;br /&gt;b-    A do Acumulo de maldade&lt;br /&gt;Depois de tirada esta roupa o que devo fazer?&lt;br /&gt;O nosso texto no verso 21 diz: acolhei, a palavra no grego é de,xasqe a idéia é de receber e este verbo está no imperativo aoristo médio, e isto quer dizer que Tiago está ordenando receber a palavra em vós implantada, que palavra? A Palavra que orienta o cristão a controla seus sentimentos, a ter vida correta, esta palavra que é poderosa para salvar nossas almas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Divisão: O Cristão pratica o que crer - versos (22-25)&lt;br /&gt;O verso 22 começa com um verbo imperativo presente médio, Gi,nesqe a idéia é: vinde a ser, tornai-vos. O que? Praticantes da Palavra, a palavra para praticantes é poihtai. Que significa fazedores, observadores, de que? Da Palavra. A ordem é que pratique a Palavra, tenha ela por conduta, que ela seja o meio de vida, e isto é importante irmão, pois o que tem de crente que rege sua vida por modismo, conselhos de vizinhos, amigos de trabalho, pessoas que muitas vezes são ímpias, que não amam a Palavra de Deus. A ordem é que não se devem ser somente ouvintes, pois quem é somente ouvinte engana-se a si mesmo,&lt;br /&gt;Tiago trará uma ilustração, o homem que não pratica a palavra é semelhante a alguém que se olha no espelho, e quando sai da rente do mesmo, logo se esquece como é sua face.&lt;br /&gt;Mas aquele que pratica, vive, faz, persevera, não sendo um ouvinte negligente, mas ao contrário, operoso praticante, a idéia no grego é fazedor de obras ( poihth.j e;rgou ) este é ditoso, bem aventurado no que realizar, isto lembra bastante o salmo 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Divisão: Exemplos práticos desta vida – verso 26-27&lt;br /&gt;O nosso verso começa falando de exemplos, e o exemplo que Tiago cita é o de controle da língua, da maledicência, do falar mal do próximo, do julgar os outros sem ter todas as informações, o catecismo de Westmister diz nas suas perguntas&lt;br /&gt;143-Qual é o nono mandamento?&lt;br /&gt;O nono mandamento é: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.” 144. Quais são os deveres exigidos no nono mandamento? Os deveres exigidos no nono mandamento são: conservar e promover a verdade entre os homens e a boa reputação de nosso próximo, assim como a nossa; evidenciar e manter a verdade, e de coração, sincera, livre, clara e plenamente falar a verdade, somente a verdade, em questões de julgamento e justiça e em todas as mais coisas, quaisquer que sejam; considerar caridosamente os nossos semelhantes; amar, desejar e ter regozijo pela sua boa reputação; entristecer-nos pelas suas fraquezas e encobri-las, e mostrar franco reconhecimento dos seus dons e graças; defender sua inocência; receber prontamente boas informações a seu respeito e rejeitar as que são maldizentes, lisonjeadoras e caluniadoras; prezar e cuidar de nossa boa reputação e defendê-la quando for necessário; cumprir as promessas lícitas; empenhar e praticar tudo o que é verdadeiro, honesto, amável e de boa fama. 145. Quais são os pecados proibidos no nono mandamento? Os pecados proibidos no nono mandamento são: tudo quanto prejudica a verdade e a boa reputação de nosso p
